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Liga Mundial de Surfe

A Liga Mundial de Surfe ou Liga Mundial de Surf é a organização que controla as competições profissionais de surfe a nível mundial. Foi fundada originalmente em 1976 pelos surfistas havaianos, Fred Hemmings e Randy Rarick.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Igualdade salarial para atletas em 2019

Em 5 de setembro de 2018, a Liga Mundial de Surfe anunciou pagamento igual para todos os eventos femininos e masculinos da WSL. A CEO Sophie Goldschmidt disse: "Este é um grande passo à frente em nossa estratégia há muito planejada para elevar o surf feminino e estamos entusiasmados em assumir esse compromisso ao revelar nossa nova programação de 2019...". O anúncio gerou uma conversa sobre remuneração igual para atletas profissionais e o mundo elogiou a WSL por liderar o caminho. A oito vezes campeã mundial de surfe Stephanie Gilmore disse a respeito: "Espero que isso sirva de modelo para outros esportes, organizações globais e para a sociedade como um todo. Minhas colegas atletas e eu estamos honrados pela confiança em nós e inspirados a recompensar esta decisão com sempre níveis mais elevados de surf.".

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Regras

Pontuação

Nas competições os surfistas são julgados em uma escala de 0.1 até 10.0. Essas pontuações são dadas em incrementos de um décimo. A seguinte escala abaixo pode ser usada para descrever as pontuações:

Critérios de julgamento

Os cinco juízes de cada bateria dão suas notas baseados em quão prosperamente os surfistas demonstram os seguintes elementos em cada onda: É importante notar que a ênfase de certos elementos depende da localização e das condições do local (tipo de ondulação, altura da onda, direção e intensidade do vento, entre outros), bem como das mudanças nas condições durante o dia. Esses critérios são diferentes das competições de longboarding.

Outras regras

O surfista com prioridade em uma bateria tem o direito pleno de pegar qualquer onda que quiser. Outros surfistas que estejam disputando a bateria podem remar e pegar a mesma onda do surfista com prioridade, mas apenas se não interferirem no potencial de pontuação do surfista com prioridade na onda. Um surfista pode perder sua prioridade quando pega uma onda e/ou rema nela, mas perde a mesma. Se dois ou mais surfistas pegarem uma mesma onda, o primeiro surfista a chegar ao local de arrebentação terá a prioridade de surfar. Um surfista sem prioridade numa bateria que atrapalhe o surfista com prioridade receberá uma penalidade de interferência. Na maioria dos casos, isso quer dizer que sua pontuação de bateria será calculada usando apenas sua maior nota. A exceção do Big Wave Tour, se um surfista fizer duas interferências na mesma bateria, ele será automaticamente desclassificado da mesma. Se um surfista permanecer na área de competição (onde os surfistas se posicionam para pegar as ondas) após duas interferências marcadas contra ele, terá que pagar uma multa de $1.000 para a Liga.

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Antigo formato

Formato das baterias (heats)

Até 2025, os eventos masculinos do Championship Tour (CT), ou Circuito Mundial, anteriores ao corte do meio da temporada consistiam em 36 surfistas que disputavam baterias em um sistema eliminatório no seguinte formato: Os eventos masculinos do CT após o corte do meio da temporada consistiam em 24 surfistas no seguinte formato: Eventos do CT Feminino (exceto as Finais da WSL) consistiam em 18 surfistas (antes do Mid-Season Cut) no seguinte formato: Os eventos do CT Feminino (exceto as Finais da WSL) consistiam em 12 surfistas após o Mid-Season Cut no seguinte formato:

Mid-Season Cut

Após finalizada a quinta etapa do Circuito Mundial em Margaret River, Austrália, era feito o "corte de meio da temporada" e o número de surfistas que continuavam na disputa do título mundial era reduzido para 22 no masculino e 10 no feminino. Os classificados seguiam rumo às últimas cinco etapas do campeonato, enquanto os que ficavam de fora do corte eram rebaixados para a Challenger Series para disputarem as etapas da segunda divisão da liga e tentarem uma vaga na elite do surfe na próxima temporada. Havia também um segundo corte na competição, que ocorria na 10ª etapa, realizada em Teahupo'o, no Taiti. Diferentemente da redução feita no primeiro corte, os surfistas garantiam vagas para a próxima temporada.

WSL Finals

A temporada inaugural da WSL Finals (Finais da WSL) foi a de 2021. Ela era disputada no formato mata-mata. As Finais eram compostas pelos cinco melhores surfistas masculinos e as cinco melhores surfistas femininas no seguinte formato:

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Novo formato

Final

Em 2026, em comemoração aos 50 anos do surfe profissional, a WSL anunciou mudanças no formato do Circuito Mundial de Surfe. O formato de Finals, que consistia de um mata-mata com os cinco melhores do Circuito para determinar os campeões mundiais masculinos e femininos, e adotado até a temporada do ano anterior, foi abolido pela Liga. Como consequência, o Pipe Masters, disputado em Pipeline, no Havaí, e agora a décima segunda e última etapa do Circuito Mundial, foi convertida na etapa decisiva, isto é, na final. A etapa de Pipeline também recompensará os campeões com uma pontuação ampliada de 15.000 pontos, ao invés dos 10.000 pontos tradicionais das demais etapas.

Ranking de pontos

Para a temporada de 2026, a disputa do título será determinada por meio de um ranking cumulativo de pontos, na qual as nove maiores pontuações nas 12 etapas do Circuito Mundial, incluindo as da pós-temporada, serão consideradas.

Reformulação e novo “corte”

O "corte" de surfistas foi modificado, passando a ocorrer após a disputa das nove primeiras etapas, que juntas passarão a formar a “temporada regular”, contando com 36 homens (dentre eles dois wildcards, ou seja, convidados pela organização) e 24 mulheres (duas wildcards), que estarão elegíveis para a disputa do título mundial na última etapa, em Pipeline. Para selecionar os surfistas e as surfistas que passarão do “corte” e, consequentemente, disputarão a “pós-temporada”, a WSL irá levar em conta os sete melhores resultados de cada um. Em razão disso, a “pós-temporada” será formada das três etapas seguintes ao "corte": a décima (Abu Dhabi), a décima primeira (Peniche) e a décima segunda (Pipeline). As etapas de Abu Dhabi e de Peniche irão contar com os 22 surfistas melhores posicionados no ranking masculino e as 14 melhores surfistas posicionadas no ranking feminino, incluindo dois wildcards em cada categoria, enquanto que a de Pipeline contará com todos os surfistas das categorias masculina e feminina.

Formato das baterias

As nove etapas serão formadas das seguintes fases: primeira rodada, segunda rodada, terceira rodada, quartas de final, semifinais e final. Os seis piores posicionados do ranking masculino e os dois wildcards começarão a competir na primeira rodada (formada de quatro baterias), enquanto os 28 surfistas melhores posicionados do ranking masculino começarão a competir somente a partir da segunda rodada (formada de 16 baterias), junto com os vencedores da primeira rodada. A terceira rodada será formada de oito baterias. As nove etapas serão formadas das seguintes fases: primeira rodada, segunda rodada, quartas de final, semifinais e final. As 15 surfistas piores posicionadas do ranking feminino e uma wildcard começarão a competir na primeira rodada (formada de oito baterias). As oito surfistas melhores posicionadas do ranking feminino começarão a competir somente a partir da segunda rodada (formada de oito baterias), junto com as vencedoras da primeira rodada.

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Federações únicas

Estão filiadas à WSL (e também à ISA) algumas entidades subnacionais que possuem suas próprias federações de surfe, isto é, são entidades de surfe independentes. Surfistas que nascem nestas entidades podem competir sob suas bandeiras, ao invés da bandeira do país na qual a entidade faz parte. Alguns exemplos de entidades subnacionais que competem separadamente na Liga Mundial de Surfe (e em competições organizadas pela ISA) são: Havaí, Polinésia Francesa/Taiti, País de Gales, País Basco e Porto Rico.

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Campeões do WSL Championship Tour

Campeões anuais do Circuito Mundial da WSL, desde 1964:

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Fontes consultadas

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