Pesquisa · Mapa mental

Associação Galega da Língua

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) é uma associação linguística e cultural galega fundada em 31 de outubro de 1981. Os seus objetivos são a promoção e normalização do galego, entendendo-o como sendo a mesma língua que o português. É a principal entidade do movimento reintegracionista e a encarregada, através da sua Comissom Linguística, da codificação da norma internacional do galego, convergente com a usada no português.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
01

Constituição da AGAL

Em maio de 1981 houve várias reuniões em Santiago de Compostela que deram como principal conclusão que cumpria aproveitar as novas condições políticas, nomeadamente a aprovação do Estatuto de Autonomia de Galiza, para dar resposta aos problemas da língua galega. Para isso, decidiu-se constituir uma associação que teria como objetivo «conseguir umha substancial reintegraçom idiomática e cultural do galego, especialmente nas manifestaçons escritas, na área lingüística e cultural que lhe é própria: a galego-luso-africano-brasileira» (excerto dos primeiros Estatutos da AGAL). A 9 de junho desse ano foi redigida na Corunha a Ata Fundacional, em que apareciam como membros Xavier Alcalá, António Gil Hernández, Manuel Miragaia, José Maria Monterroso e Joám Carlos Rábade. A 2 de outubro, a associação foi legalizada, e a 31 de outubro de 1981 teve lugar a assembleia fundacional, efeméride que definiria o nascimento oficial da AGAL. No dia 19 de dezembro foi elegido na sede de D. Bosco, em Santiago de Compostela, o primeiro Conselho, órgão coordenador da associação.

02

Etapa atual

Em 2023, ao mesmo tempo que começava o seu labor o novo Conselho da AGAL encabeçado por Jon Amil como presidente, a língua galega entrava num momento de inflexão. Os dados de uso do galego do Instituto Galego de Estatística mostraram que o uso e conhecimento da língua na infância e na mocidade estava em mínimos históricos. Devido a isso, o foco da AGAL mudou precisamente à procura de novas maneiras de promover a língua nessas faixas etárias, com uma aposta decidida polas redes sociais e as novas formas de comunicação na internet, e recursos específicos para crianças tendo em conta o seu ponto de vista e necessidades. Outro dos desafios que a nova presidência percebeu é que o reintegracionismo tinha um problema de implantação na sociedade, tendo dificuldades para chegar a pessoas mais afastadas dos círculos do ativismo linguístico, para dar resposta às necessidades comunicativas das pessoas. Por isso, entre outras medidas, Jon Amil quer dar voz ao coletivo LGBT+ e dar apoio técnico e linguístico às propostas de linguagem não-binária em galego-português.

03

A AGAL nas instituições lusófonas

A AGAL, como Observador Consultivo da CPLP, participa nas comissões temáticas de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa; Educação, Ciência e Tecnologia; e Assuntos Culturais. A associação também faz parte do Observatorio da Lusofonia "Valentín Paz-Andrade", organismo pertencente à Junta da Galiza, no qual participa na Comissão de Análise da Situação da Língua Portuguesa na Galiza e na Comissão de Projeção Institucional da Galiza no Âmbito da Lusofonia.

04

Normas ortográficas da AGAL

Durante a história moderna do galego, foram vários os autores que usaram uma ortografia mais ou menos convergente com a usada no português. Porém, foi em 1983, com a publicação do Estudo Crítico das “Normas Ortográficas e Morfolóxicas do Idioma Galego”, que isso cristalizou numa norma unificada. Mais tarde, outras obras como Prontuário Ortográfico Galego (1985), o Relatório sobre o til de nasalidade (1989), a Atualizaçom da Normativa Ortográfica da Comissom Lingüística da AGAL conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (2010) e o O Modelo Lexical Galego (2012) acabaram de concretizar esta norma de maneira sólida. Já no ano 2015 houve no reintegracionismo galego um ponto de inflexão devido à chamada confluência normativa. Até esse ano, havia certas diferenças entre as pessoas que queriam usar uma norma mais nitidamente galega, e as pessoas que queriam converger de maneira total com o Acordo Ortográfico. A solução foi juntar todas as normas prévias, e mais todas as opções totalmente convergentes com o Acordo Ortográfico, e fazer uma única obra de referência para todas as pessoas reintegracionistas da Galiza.

05

Através Editora

A Através Editora é o selo editorial da AGAL. Nasceu em 2009, sendo uma evolução da anterior Área Editorial da associaçom, tendo assim uma maior entidade e autonomia. A sua missão é criar um catálogo de obras produzidas na Galiza que contribua a conhecer melhor a sociedade e a língua galegas, e a divulgar obra literária que forneça valor acrescentado. Centra-se na potencialidade da filosofia reintegracionista e por isso edita em galego internacional para os mercados de Portugal e da Galiza.

06

Portal Galego da Língua (PGL)

O Portal Galego da Língua (PGL) é o portal de novas da AGAL. Nasceu no ano 2002 com a intenção de ser um portal de referência para a língua galega, o movimento reintegracionista e o conjunto da lusofonia.

07

Dicionário Estraviz

O Dicionário Eletrónico Estraviz é uma das maiores obras lexicográficas da nossa língua, com mais de 151.400 verbetes e um conjugador verbal. O seu criador e diretor é Isaac Alonso Estraviz, quem já o editara em versão impressa décadas antes. Porém, em 2005 a AGAL fez-se cargo da sua digitalização e disponibilização em linha, primeiro como parte do Portal Galego da Língua e mais tarde com domínio próprio na rede. Devido ao imenso trabalho que supõe a sua manutenção e atualização, hoje em dia a AGAL e o Estraviz contam com a colaboração da Academia Galega da Língua Portuguesa, a Fundaçom Meendinho e um enorme grupo de pessoas.

08

Topogal

O Topogal é uma ferramenta informática para poder comprovar a grafia dos topónimos da Galiza segundo a ortografia internacional do galego. A primeira versão data de 2003 e foi desenvolvida para os sistemas Windows mais velhos. Uma nova ferramenta web, atualizada a sistemas modernos e com as grafias dos topónimos revisadas, está disponível em versão beta e pode ser acessada em linha.

09

Revista Agália

A revista Agália foi uma publicação de caráter científico, periodicidade semestral, língua e âmbito galego-português, e impacto e referencialidade internacionais dentro dos estudos da cultura. Nasceu em 1985 com o subtítulo "Publicaçom Internacional da Associaçom Galega da Língua" para informar trimestralmente das atividades da AGAL, para contribuir à coexão da sua base associativa e para intervir desde o reintegracionismo no campo académico galego, sustentando a sua proposta normativa (atualizada em 2010 conforme o acordo ortográfico de 1990) e procurando visibilidade e retroalimentação no e com o restante espaço lusófono. No ano 2002 mudou o seu subtítulo por "Revista de Ciências Sociais e Humanidades" e posteriormente, em 2011, por "Revista de Estudos na Cultura". Finalmente, no ano 2016, depois dum total de 114 números públicados, a revista deixou de ser editada e todos os números passaram a estar disponíveis em aberto em formato pdf no seu sítio web.

10

Cursos e ateliês

A AGAL conta com uma área dedicada à formaçom. O seu objetivo é, bem ensinar um modelo de galego convergente com o português no mundo, bem fazer cursos de português padrão para poder obter os diplomas necessários de nível de idioma. Destacam duas modalidades:

Cursos aPorto

Os aPorto são cursos de português realizados pola AGAL em colaboração com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Decorrem todos os anos no verão na cidade do Porto, tendo uma parte de docência na aula e outra de imersão linguística e cultural na cidade.

Ateliês OPS! (O Português Simples)

Os OPS! são ateliês de português dirigidos a centros de ensino. O objetivo é mostrar a estudantes de primário ou secundário a facilidade que têm de poder entender e participar no mundo lusófono desde o primeiro momento, sem conhecimento prévio, só a partir do seu galego. Normalmente são realizados em parceria com os próprios centros de ensino ou com organismos públicos, como câmaras municipais ou deputações provinciais.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando