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Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol

A Associação Académica de Coimbra - O.A.F. (AAC-OAF) ComC • ComSE • MHIH • MHL, normalmente designada por Académica de Coimbra ou simplesmente Académica, é um clube de futebol profissional português sediado na freguesia de Santo António dos Olivais, em Coimbra. É um dos maiores clubes do Futebol Português estando na 2.ª divisão. Embora fundada em 1885 como uma entidade estudantil, a secção de futebol da Associação Académica de Coimbra nascerá somente em 1911, sendo a Associação Desportiva mais antiga de Portugal e um dos clubes mais antigos em atividade no país e na Península Ibérica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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História

A instituição foi fundada em 1887, quando o Clube Atlético de Coimbra (fundado em 1861) e a Academia Dramática (fundada em 1837) se fundiram. A Associação Académica de Coimbra - OAF, que atualmente joga na terceira divisão do futebol português, é herdeira da Secção de Futebol da Associação Académica de Coimbra (AAC), a associação de estudantes da Universidade de Coimbra, o que vale ainda hoje o epíteto comum de "equipa dos estudantes", já que até à década de 1970 a grande maioria dos jogadores eram estudantes universitários. É hoje, na prática, um clube independente em relação à sua casa-mãe, que de resto mantém separadamente uma secção amadora de futebol (que joga nas distritais) e muitas outras modalidades, como basquetebol, rugby, canoagem, natação, voleibol, ténis, andebol, entre outras. Como todas as equipas da casa-mãe, é designada como "Académica", e carinhosamente apelidada de "Briosa" pelos adeptos, alcunha que advém da forte entrega com que normalmente se batiam as equipas amadoras de estudantes mesmo contra equipas de atletas profissionais de alta competição.

Fundação da AAC

A casa-mãe, a Associação Académica de Coimbra, foi fundada no dia 3 de novembro de 1887, mas as suas origens remontam à criação da Academia Dramática, em meados do século XIX. A Associação Académica de Coimbra instalou-se no Colégio de São Apóstolo e o seu primeiro presidente foi António Luiz Gomes, estudante de Direito que mais tarde se tornaria reitor da Universidade de Coimbra.

(1885-1935) - Da fundação à 1ªLiga

O primeiro jogo de futebol da Associação Académica de Coimbra data de Janeiro de 1912, sendo na altura presidente Álvaro Bettencourt Pereira de Athayde. A preparação para o aguardado encontro foi tal que a equipa começou a treinar-se no dia 8 de Janeiro, na Ínsua dos Bentos, local onde se viria a disputar o duelo com o Ginásio Club de Coimbra. Nessa partida, disputada no dia 28, a Académica surgiu equipada com camisolas brancas e calções pretos, num encontro que terminaria com a vitória da Associação Académica de Coimbra por 1-0. Três meses depois de ter disputado o seu primeiro jogo, a Académica estreou-se em competições oficiais, na Taça Monteiro da Costa. No entanto, seria na segunda edição da prova, a 9 de Março de 1913, que a Associação Académica iria vencer o seu primeiro troféu, sagrando-se “campeã do Norte”. Na final, a Académica bateu o FC Porto por 3-1.

(1935-1947) - Primeira Liga e Taça de Portugal

A época de 1934-1935 representa uma revolução no panorama desportivo português e é criada a 1ª Liga, que passa a ser a prova principal de futebol. A Académica, como vencedora do Campeonato de Coimbra, garantiu a presença nessa competição depois de vencer o União, naquele que foi o primeiro jogo a ser transmitido pela rádio. Na 1ª Liga, a AAC consegue a sua primeira vitória na quinta jornada da segunda volta, depois de bater o Académico do Porto por 2-1. O primeiro jogo da Briosa na 1ª Liga data de 20 de Janeiro de 1935, com o Sporting, no Campo de Santa Cruz. No dia 25 de Junho de 1939, a Académica conseguiu a maior conquista desportiva da sua História, arrecadando a primeira Taça de Portugal, uma competição que substituiu o então denominado Campeonato de Portugal. Depois de eliminar o Covilhã, o Académico do Porto e o Sporting, a Académica tinha pela frente, no jogo decisivo, o Benfica. Perante 30 mil espectadores, no Campo das Salésias, a Académica venceu os encarnados por 4-3, com golos de Pimenta, Alberto Gomes e dois de Arnaldo Carneiro. Os festejos duraram dias e a cidade de Coimbra recebeu em êxtase os seus heróis… Assim se escreveu uma página de ouro na História da Académica!

Novo Estádio

No dia 20 de Janeiro de 1949, a Académica joga pela primeira vez novo estádio Municipal, abandonando o Campo de Santa Cruz. No novo recinto, a grande novidade foi mesmo o facto de ser relvado, algo completamente desconhecido em Coimbra. Na primeira partida, a Briosa jogou frente a Portugal num encontro que terminou empatado a três bolas. Foi a única vez que Bentes jogou contra a Académica. Depois de várias tentativas frustradas, a equipa de juniores da Briosa sagrou-se pela primeira vez na História campeã nacional depois de ter vencido o Benfica por 2-1, numa partida disputada no Estádio de Alvalade. Comandada pelo inevitável Alberto Gomes, a Académica eliminou o Viseu e Benfica, o Covilhanense e o FC Porto antes de chegar ao jogo decisivo.

1968/69 - Estreia nas competições Europeias, a Final da Taça de 69 e a crise Estudantil

A Académica faz a sua estreia em competições europeias na temporada 1968/69 e só o desempate por moeda ao ar a faz ser eliminada na primeira ronda da Taça das Cidades com Feira, aos pés dos franceses do Olympique de Lyon. A Briosa perdera em França por 1-0 mas em Coimbra venceu pelo mesmo resultado. No final, o capitão da Académica, Rocha, escolheu o lado errado da moeda e quando a mesma caiu no relvado com a cara do General Franco para cima, a desilusão abateu-se sobre os estudantes. Curioso também o facto de a Académica ter sido proibida de disputar a competição no ano anterior porque a UEFA entendeu que Coimbra não tinha uma feira capaz de habilitar a equipa a disputar a prova.

1974 - CAC – Clube Académico de Coimbra

Após a subida de divisão a Académica vive o momento mais conturbado da sua História. A 20 de Junho de 1974, uma Assembleia Magna de estudantes decidiu a extinção da secção de futebol, isto numa altura em que a equipa estava numa digressão em Espanha. Os sócios da secção de futebol da Académica recusaram-se a aceitar a ideia de excluir o futebol de alta competição e, num plenário da secção, liderado por Júlio Couceiro, propõem a constituição do CAC, aprovado pelos 500 associados presentes. O presidente da AF Coimbra, Guilherme de Oliveira, mostrou estar do lado do grupo e rapidamente reconhece o CAC como sucessor legítimo e legal da secção de futebol. Apesar de numa primeira fase, o processo ter sido indeferido pela FPF, dando origem a inúmeros protestos e manifestações, o Conselho de Justiça da FPF acabou por anular as decisões anteriores e reconhecer o CAC.

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Símbolos do clube

Emblema

A história do atual emblema da Briosa obriga-nos a falar, orgulhosamente, de Fernando Ferreira Pimentel. Este antigo estudante de Medicina, nascido em Manteigas a 22 de Julho de 1905, foi o responsável pela criação e desenho do atual emblema, no longínquo ano de 1928. No entanto, o losango que hoje todos conhecemos nem sempre foi o símbolo da Académica. Respeitando sempre a relação próxima com os estudantes universitários e a Academia de Coimbra, o emblema da Académica representou-se de várias maneiras antes de ganhar o seu desenho atual. Assim, desde a imagem de uma tricana a uma capa de estudante erguida num pau ou num mastro de bandeira, contam-se quatro versões anteriores à versão desenhada por Fernando Pimentel.

Cores

A Académica, desde a sua formação, é indissociável à cor preta, que se verifica na cor do seu emblema e do seu equipamento principal. O branco é uma cor recorrente, devido à sua presença no emblema do clube e ao uso da cor no equipamento alternativo do clube.

Hino e músicas

O mais recente hino da Académica, "Um Amor para Sempre" foi oficialmente apresentado na gala comemorativa dos 120 anos da instituição conimbricense, decorrida em setembro de 2008, curiosamente no Casino Estoril. Em Coimbra foi dado a conhecer anteriormente, em julho do mesmo ano, no dia da apresentação oficial da equipa para a época corrente. O Hino dos "estudantes" é da autoria de Zé da Ponte e é interpretado por Teresa Radamanto e Paulo Ramos. Em 2019 surge uma nova música oficial da Académica, chamada "Eterna Briosa", que viria a ganhar sucesso entre os academistas, principalmente os mais jovens. Não oficialmente existem também diversos temas relativos ou comumente associados à Académica, pelo seu simbolismo e romantismo únicos para com a cidade de Coimbra e a universidade, tais como a "Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89", o tema "Balada de Coimbra" composto por José Eliseu, o tema "Briosa" da Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra ou "Briosa" da FAN-Farra Académica de Coimbra, para além de muitos outros temas das diversas tunas e corais existentes na mágica cidade de Coimbra que façam referência à Briosa.

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Infraestruturas desportivas

Ínsua dos Bentos (1887 - 1922)

Inicialmente, a Académica utilizava a Ínsua dos Bentos para praticar futebol. Desde 1901 que a Associação Académica de Coimbra procurava sensibilizar a Câmara Municipal para a edificação da primeira infraestrutura desportiva da cidade, pois até lá a Académica ia utilizando a Ínsua dos Bentos para praticar futebol. Foi então que, de forma informal e cerca de duas décadas depois, foi finalmente inaugurado o Campo de Santa Cruz. Em Fevereiro de 1918 a Académica jogou com o Império de Lisboa, tendo perdido por 3-2, naquele que foi o primeiro encontro ali disputado. Contudo, rapidamente se percebeu que não estavam reunidas as condições mínimas de funcionamento e a Académica lá voltou a utilizar a Ínsua dos Bentos.

Campo de Santa Cruz (1922-1949)

Depois de uma inauguração informal em 1918, o Campo de Santa Cruz foi, finalmente, alvo de uma cerimónia oficial, a 5 de Março de 1922, que marcou o arranque do novo campo da Associação Académica de Coimbra. Com o objetivo de celebrar o segundo aniversário da “Tomada da Bastilha”, a Académica recebeu o Académico do Porto numa partida que acabou por perder por 4-3. A inauguração do campo mobilizou a cidade e o pontapé de saída foi dado pelo então reitor e antigo presidente da AAC, António Luiz Gomes. Na altura, o jornal “O Despertar” foi claro ao classificar o Campo de Santa Cruz como o “melhor do país”.

Estádio Municipal de Coimbra (1949-2003)

No dia 20 de Janeiro de 1949, a Académica joga pela primeira vez no novo estádio Municipal, abandonando o Campo de Santa Cruz. No novo recinto, a grande novidade foi mesmo o facto de ser relvado, algo completamente desconhecido em Coimbra. Na primeira partida, a Briosa jogou frente a Portugal num encontro que terminou empatado a três bolas. Foi a única vez que Bentes jogou contra a Académica.

Estádio Cidade de Coimbra (2003 - atualidade)

O antigo Estádio Municipal de Coimbra deu lugar ao novo Estádio Cidade de Coimbra. A reconstrução do Estádio Cidade de Coimbra, da responsabilidade da Câmara Municipal de Coimbra, partiu do aproveitamento das infraestruturas existentes, como, por exemplo, a pista de atletismo. Foi realizada uma ampla remodelação de todo o anel das bancadas e construído um novo anel acima daquele, em forma de U. Esta solução permitiu aproveitar a magnífica vista sobre a encosta da cidade. O projeto é da autoria do arquiteto António Monteiro que conseguiu, deste modo, duplicar a lotação do estádio para os 29.622 lugares sentados, exigidos pela UEFA para a realização dos jogos internacionais do Euro 2004.

Academia Briosa XXI

Inaugurada no dia 15 de Dezembro de 2007, na presença do Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Dr. Laurentino Dias, a Academia Briosa XXI é uma das grandes obras da História da Académica. São duas as principais valências que a Academia assegura no dia-a-dia da Académica: os serviços administrativos e as instalações desportivas. A Academia é composta por um campo relvado natural, três campos sintéticos, balneários, ginásio, gabinetes médicos, lavandaria, salas e gabinetes para toda a estrutura da Académica. Dispõe ainda de quartos, refeitório e cozinha que possibilitam a atração e retenção do melhor talento da formação.

Pavilhão Eng. Jorge Anjinho

O edifício foi inaugurado a 12 de Dezembro de 1987, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República de então, Mário Soares. Situado na zona da Solum, em Coimbra, foi uma mais valia para a Instituição, sobretudo nos finais dos anos 1980 e década de 1990, funcionando como a sede da Briosa. A estrutura dos “estudantes” usava as condições do Pavilhão para desenvolver o seu trabalho e as suas operações diárias, até à data de inauguração da Academia Briosa XXI.[carece de fontes?] O Pavilhão, cujo nome foi atribuído ao antigo Presidente dos “estudantes”, Jorge Anjinho, está situado numa importante zona comercial de Coimbra e, para além das atividades desportivas “indoor” que acolhe, alberga também outros estabelecimentos comerciais e a sede da claque da Briosa, a Mancha Negra.[carece de fontes?]

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Claques e grupos de apoio

A Académica é um dos clubes com mais adeptos em Portugal. É de longe o clube mais representativo do distrito e de toda a região centro. Um estudo sobre o número de adeptos de clubes feito pelo jornal Record e a empresa Novadir em 2010, revelou que a Académica era o quarto clube com mais adeptos a nível nacional. A primeira claque da Académica, “Baralha Teórica”, surgiu em Novembro de 1927 e foi o resultado da crescente paixão dos estudantes de Coimbra pelo futebol. Os seus principais impulsionadores foram Júlio da Fonseca Lourenço e Euclides de Araújo, sendo que o grupo ficou caracterizado pelos seus “10 mandamentos”, os estatutos da claque. Apesar de se ter dissolvido uns anos mais tarde, os maiores apoiantes da Académica ficarão para sempre conhecidos como os “teóricos”.[carece de fontes?] Depois da dissolução da “Baralha Teórica”, continuaram a surgir novos grupos de apoio à AAC e foi no final da década de 1930 que a maior parte deles se constituiu. Na época 1934-1935 nasce o “Frascary Club”, cujo principal objetivo era dar apoio moral aos jogadores. Em 1936, deu-se a criação dos “Cowboys”, que se caracterizavam por se organizarem em banda musical mas também porque usavam sempre um lenço vermelho ao pescoço. Um ano depois, em 1937, surgiram “Os Fans” que, a par dos “Cowboys”, ressuscitariam na segunda metade dos anos 1980. Foi então que, em Abril de 38, e quando nenhum clube tinha claques, os adeptos da Académica conseguiam já juntar duas mil pessoas para um jogo com o Belenenses, nas Salésias.[carece de fontes?]

Ultra Mancha Negra Boys

Em 1985, surge uma nova vaga de grupos de apoio á Briosa, com ideias diferentes, maneiras de estar diferentes. Novas formas de apoio, mas sempre vestidos de negro. É nesta altura que é criada a mais antiga falange de apoio da Académica que se encontra em atividade. Estamos a falar da Mancha Negra, que ao contrário do que o seu nome indica, dá um belo colorido aos estádios onde se apresenta. É da fusão de 3 grupos de adeptos da Académica, “Força Negra”, “Maré Negra” e “Solum Power” (este último o primeiro a aparecer) que surge a nova claque. Faltava então arranjar um nome para o grupo e o escolhido foi o de uma das mais populares personagens da Walt Disney: o Mancha Negra. A Mancha Negra foi fundada a 3 de Março de 1985, data em que se disputou o jogo entre a Académica e o Sporting Clube de Braga. Os objetivos deste novo grupo são apoiar a Académica, participar no desenvolvimento do mundo Ultra em Portugal e estabelecer amizades com grupos de apoio dos restantes clubes.

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Rivalidades

Dérbi da Cidade de Coimbra

A rivalidade entre a Académica de Coimbra e o União de Coimbra faz faísca entre academistas e unionistas. Apesar de ambos os clubes já terem militado na principal divisão nacional de futebol, a realidade entre os dois conjuntos é hoje bem diferente. A Académica disputa atualmente a Liga 3, o União disputa o Campeonato de Portugal (liga).

Dérbi do Centro

Este dérbi representa uma das principais rivalidades da Região do Centro do país disputada entre a União de Leiria é a Associação Académica de Coimbra. Os jogos disputados entre os dois clubes são sempre marcados por grande emotividade e fervor. 1934/35, 1935/36, 1936/37, 1937/38, 1938/39, 1939/40, 1940/41, 1941/42, 1942/43, 1943/44, 1944/45 e 1945/46

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Recordes individuais

Jogos competitivos, apenas profissionais, aparições como suplente incluídas no total.

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Presidentes

Lista de presidentes do Organismo Autónomo de Futebol (O.A.F.). Para lista de presidentes da associação de estudantes visitar Associação Académica de Coimbra.

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Fontes consultadas

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