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Associação Chapecoense de Futebol

Associação Chapecoense de Futebol, mais conhecida apenas como Chapecoense, é um clube de futebol brasileiro sediado na cidade de Chapecó, Santa Catarina. Foi fundada em 10 de maio de 1973, com o objetivo de restaurar o futebol na cidade. Sua origem está ligada ao fato de que, na década de 1970, a região possuía apenas alguns times amadores, sendo inexpressiva em relação ao futebol profissional. Com o propósito de reverter esta situação, alguns desportistas, jovens apaixonados pelo esporte, decidiram se reunir para criar um time de futebol profissional para a cidade. De maneira geral, pode-se dizer que a Chapecoense, posteriormente um dos mais bem-sucedidos do futebol catarinense, surgiu da união dos clubes Atlético Chapecoense e Independente.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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História

No começo da Série B de 2013, ninguém apostava que a Chapecoense estivesse entre as quatro equipes promovidas à Série A. As coisas mudaram com uma campanha quase perfeita após oito rodadas, com um aproveitamento de 83,3%, e a liderança do campeonato. Isso animou o time a mudar de planos. Ficar na Série B já não era suficiente. Na 36º rodada do campeonato a Chapecoense fez história e conseguiu chegar à Primeira Divisão do futebol nacional, depois de empatar com o Bragantino em 1 a 1. A torcida e time da Chapecoense já haviam comemorado o acesso na vitória contra o Paraná, por 1 a 0, na terça-feira. Na quarta-feira também teve festa em Chapecó, na chegada da delegação. Mas ainda faltava a confirmação matemática, que veio no jogo contra o Bragantino. No primeiro tempo, na cobrança de Danilinho, Bruno Rangel subiu mais que todo mundo e cabeceou para a rede, chegando a 31 gols na Série B. No segundo tempo o Bragantino voltou disposto a estragar a festa. Aos oito minutos, Lincon empatou a partida. Numa cobrança de falta Rodrigo Gral não fez gol da vitória por poucos centímetros, pois a bola foi para fora. Mas o resultado era o suficiente para iniciar a comemoração em Chapecó. Com 38 jogos, 20 vitórias, 12 empates e apenas 6 derrotas, a Chapecoense fazia um dos maiores feitos de sua história: o acesso a principal divisão do futebol nacional.

Antecedentes (1919–1972)

O clube surgiu em uma época em que o futebol amador em Chapecó estava adormecido. O futebol em Chapecó começou em 1919, com o Club Passo Bormann Foot Ball. Em 1948, nasceu o Esporte Clube Chapecó, chamado de "Invencível". Por conta disso, em 1948, veio o rival, para fazer o clássico de Chapecó por muitos anos, o Independente Futebol Clube, intitulado "O mais querido". O Independente participou do Campeonato Catarinense em 1962. O clássico entre Independente e EC Chapecó foi denominado “Clássico Incha”. Tempos mais tarde, em 1961, surgiu o Atlético Clube Chapecoense que disputou cinco edições do Campeonato Catarinense (1961, 1962, 1964, 1965 e 1966). Alguns desportistas estavam decididos a reativar o futebol em Chapecó, fundando um novo clube. Até que no dia 10 de maio de 1973, na loja de confecção de Heitor Pasqualotto, ele, Alvadir Pelisser, Altair Zanella, Lotário Immich, Vicente Delai, torcedores do Independente e torcedores do Atlético Chapecoense, resolvem propor a fusão de dois antigos clubes, o Atlético Chapecoense e Independente. Assim nasceu a Associação Chapecoense de Futebol.

Fundação (1973–1976)

A ideia da fusão dos antigos clubes da cidade agradou muitos e logo ganhou apoio de empresários da região, empolgados com Chapecó tendo um time que a representasse. Um dos principais foi Plínio de Nês, influente político que ofereceu apoio incondicional para erguer o novo clube. Em resumo, a Chapecoense começou a sua história com a ajuda de amantes do futebol de toda a região. Em 1973, formou-se a primeira diretoria da Associação Chapecoense de Futebol, constituída pelos seguintes dirigentes: O primeiro time foi formado por jogadores da cidade de Chapecó, alguns até exerciam outras profissões além do futebol. A primeira formação do time era composta por Odair Martinelli (motorista da SAIC), Zeca (apelidado de "Calceteiro" por ser o responsável pela montagem das calçadas, funcionário da Prefeitura de Chapecó), Miguel (Cabo da PM/SC), Boca, Vilmar Grando, Celso Ferronato, Pacassa (José Maria), Orlandinho, Tarzan, Ubirajara (PM/SC), Beiço, Airton, Agenor, Plínio (de Seara), Jair, Raul, Xaxim e Casquinha (funcionário do BESC). Todos sempre acompanhados por Nilson Ducatti e pelos dirigentes. Alvadir Pelisser na época relatava:

Início glorioso e as primeiras conquistas (1977–2000)

Em 1977, após uma campanha com 46 jogos, 26 vitórias, 12 empates, 8 derrotas, 72 gols marcados contra 30 gols sofridos, a Chapecoense chega a final e vence o Avaí na final do Campeonato Catarinense de Futebol de 1977 pelo placar de 1–0 e comemora o primeiro título de sua história. Esta final ficou marcado por diversas curiosidades extra campo. O clima extra campo era pesado, o Avaí ficou hospedado em outra cidade temendo represálias. O narrador esportivo de Chapecó, Telles da Silva, convidou a imprensa da capital para um churrasco em sua residência. Ao chegar o meio-dia, ausentou-se pois teria que iniciar sua jornada esportiva. Na casa de Telles, a imprensa da capital ouvia sua transmissão. O jornalista e radialista Roberto Alves, de Florianópolis, relata como ele iniciou sua transmissão:

Decadência e a crise (2001–2006)

Nos anos posteriores a Chapecoense passou por uma grande crise. O auge foi no Campeonato Catarinense de Futebol de 2001, quando a equipe ficou na última colocação e teve que disputar uma seletiva no ano seguinte para poder voltar à elite do futebol catarinense. A final da seletiva foi contra o Kindermann, de Caçador. O empate por 1 a 1 no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação deram o acesso a Chapecoense. Em 2003, por causa de dívidas irresgatáveis, a Associação Chapecoense de Futebol passou a chamar-se Associação Chapecoense Kindermann/Mastervet. O clube usou um velho artifício, amparado pela legislação brasileira, de mudança de personalidade jurídica. Preservou-se a identidade do futebol como produto mercadológico. Além disso, o "novo" clube livrou-se das dívidas monstruosas acumuladas ao longo dos anos. A parceria durou só até 2004, mas foi a base para o ressurgimento da Chapecoense no cenário estadual.

Tricampeonato estadual e o acesso à Série C (2007–2009)

Em 2007, mesmo novamente desacreditada, a Chapecoense voltou a conquistar o Campeonato Catarinense de Futebol. Com uma campanha irrepreensível, o time chegou a final contra o Criciúma, vencendo o jogo de ida por 1 a 0 e empatando em 2 a 2 na cidade de Criciúma, levando seu terceiro título estadual. No ano de 2009, o time disputou o Campeonato Catarinense ficando com o vice-campeonato, perdendo o título para o Avaí. Após o término do Campeonato Catarinense a Chapecoense inicia o preparo para a Série D do Campeonato Brasileiro. Com algumas contratações e vendas a Chapecoense chega ao início do campeonato como a favorita do Grupo A9 que contavam com os times do Londrina, Ypiranga de Erechim e Naviraiense, além da própria Chapecoense.

Tetracampeonato estadual e o acesso à Série B (2010–2012)

Em 2010, o clube foi rebaixado da primeira divisão do campeonato estadual, porém, foi mantido na primeira divisão, após o Atlético de Ibirama pedir licenciamento do futebol profissional, ocasionando assim o rebaixamento do time de Ibirama, junto com o Juventus de Jaraguá, último colocado da competição. Na Série C daquele ano o time foi classificado para as quartas de final inacreditavelmente. O time era líder, mas perdeu a liderança e terminou a sua participação na competição em 2º, só que ainda havia uma rodada a se realizar e o único resultado que daria a classificação ao time do oeste era o empate entre Caxias e Brasil de Pelotas e o resultado foi 0–0. Nas quartas de final, o time foi eliminado para o Ituiutaba, empatando por 1–1 em casa e 0–0 fora, sendo que valia o critério de gols fora.

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Elenco atual

Última atualização: 28 de janeiro de 2026.

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Futebolistas

Artilheiros

Estes são os maiores artilheiros da história da Chapecoense*:

Partidas

Estes são os dez jogadores que mais vezes defenderam as cores da Chapecoense:

Estrangeiros

Abaixo estão listados os jogadores de origem estrangeira que já atuaram pela Chapecoense:

Ídolos

Abaixo está a lista dos jogadores e treinadores que são ídolos na Chapecoense:

Futebolistas notáveis

Abaixo, está a lista dos jogadores e treinadores que tiveram uma passagem marcante ou destacada na Chapecoense:

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Treinadores

O primeiro treinador foi Gomercindo Luiz Putti. O único treinador estrangeiro a comandar a equipe em toda a história da Chapecoense, foi o treinador italiano Raffaele Graniti. O treinador com mais partidas a frente do time foi Gilmar Dal Pozzo que comandou a equipe em 98 partidas nas temporadas de 2012, 2013 e 2014. Dal Pozzo foi vice-campeão do Campeonato Catarinense de 2013, 3º colocado na Série C de 2012 e vice-campeão da Série B 2013, estas últimas conquistas foram de fundamental importância para a chegada na elite do futebol nacional. O treinador Caio Júnior, uma das vítimas da tragédia na Colômbia, conquistou o maior e mais prestigiado título conquistado pela Chapecoense, a Copa Sul-Americana de 2016. Em 2020, Umberto Louzer se tornou o treinador com o maior número de títulos conquistados pelo clube, foi campeão do Campeonato Catarinense de 2020 e da Série B de 2020. Após a tragédia em 2016, Vagner Mancini foi uma das principais figuras da reconstrução. Junto com a diretoria do clube, montou uma equipe para a disputa de oito competições. Sagrou-se campeão do Campeonato Catarinense de 2017, vice-campeão da Recopa Sul-Americana de 2017 e classificou o clube as oitavas de final da Copa Libertadores da América de 2017 (mais tarde a equipe foi eliminada pela escalação irregular de um atleta).

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Presidentes

Abaixo encontra-se a lista dos presidentes da Chapecoense. Os anos que faltam são desconhecidos e por isso estão indisponíveis.

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Estádio e estrutura

Arena Condá

O Estádio Regional Índio Condá foi a primeira casa da Chapecoense. Criado em 1976, o nome do estádio é uma homenagem ao índio que atendia pelo nome de Vitorino Condá, um dos principais líderes dos Caingangues, povo indígena da região Oeste de Santa Catarina. Foi ele quem lutou pelos interesses de seu povo, que estava ameaçado de perder suas terras para os colonizadores e governo brasileiro. O estádio tinha capacidade para 15.000 pessoas e teve seu maior público registrado na final do Campeonato Catarinense de 2007 quando 15.621 torcedores assistiram o jogo no estádio. A partir de 2007, foi lançado o planejamento para a construção de um novo estádio, a Arena Condá. Em 2008, parte do estádio foi demolido para a construção da primeira parte da nova arena.

CT da Água Amarela

O Verdão do Oeste conta com três campos em dimensões oficiais, estrutura para concentração, vestiários e sala de imprensa. A área fica na Rodovia Ângelo Baldissera, na Linha Água Amarela, em Chapecó, e tem 83 mil m². Um agrônomo ficará à disposição no CT para a manutenção dos campos. O sistema de irrigação é automatizado, e um sensor de chuvas evita o excesso de água. Ao lado dos campos, haverá uma pequena área para trabalhos específicos, que provocam maiores estragos ao gramado estilo bermuda. Tudo para preservar o espaço de treinos do time. Foram investidos aproximadamente 1 milhão de reais.

Átrio Daví Barela Dávi

O Átrio Daví Barela Dávi, é um espaço dedicado a contar a história do maior luto que Chapecó já presenciou. Daví Barela Dávi nasceu em Chapecó em 10 de março de 1948. Desde sua adolescência envolveu-se nas mais diversas causas comunitárias, estudantis, empresariais, sociais, classistas, filantrópicas ou esportivas. Pelo seu espírito empreendedor e visionário, contribuiu sobremaneira para o desenvolvimento de Chapecó. Defensor ferrenho da sua cidade natal e um amante incondicional do seu clube do coração, sempre contribuiu das mais diversas formas para a sustentação e o desenvolvimento da Chapecoense. Acreditava convictamente na projeção internacional da Chapecoense. A ata de fundação do clube foi, inclusive, por ele redigida.

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Fontes consultadas

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