Associação Atlética Ponte Preta
A Associação Atlética Ponte Preta é uma agremiação esportiva brasileira da cidade de Campinas, interior do estado de São Paulo. Foi fundada em 11 de agosto de 1900 por um grupo de estudantes e suas cores são o preto e o branco, sendo o mais antigo clube a se dedicar à prática do futebol na América do Sul a adotar essa combinação de cores.
O surgimento da Ponte Preta está diretamente ligado ao crescimento e desenvolvimento da cidade de Campinas. Por volta de 1860, o bairro que hoje abriga a sede da Ponte Preta era conhecido como Bairro Alto, que se estendia desde o Largo do Tanquinho (hoje Largo do Pará). Em 1870, deu-se início à construção da Ferrovia Paulista, indo de Jundiaí a Campinas. A instalação dos trilhos requisitava a construção de uma ponte. A ponte era de madeira, e para melhor conservação, tratada com piche. Assim, enegrecida, surgiu a Ponte Preta (Tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico de Campinas através da resolução nº34 de 26 de abril de 2001 transformando-se também num "bem de interesse arquitetônico, histórico e urbanístico" da cidade). A partir daí, a região em torno da ponte virou o Bairro da Ponte Preta, em 1872. A Associação Atlética Ponte Preta (fundada como "Associação Athletica Ponte Preta" devido a forma de escrita da época) surgiu em 1900, graças a vários alunos do Colégio Culto à Ciência, que praticavam futebol no bairro da Ponte Preta, sendo portanto o time em atividade mais antigo do estado de São Paulo e o segundo clube mais antigo do Brasil.
Ata de Fundação
“No dia 11 de agosto de 1900, em um terreno baldio, à sombra de duas paineiras, realizou-se uma reunião convocada pelos senhores Miguel do Carmo (Migué), Luiz Garibaldi Burghi (Gigette) e Antonio de Oliveira (Tonico Campeão), para tratar da fundação de um clube de futebol. Os três senhores, depois de explicar aos presentes que disputaram jogos desde outubro do ano passado para o Gymnasio e outros quadros que se arranjavam, precisavam organizar-se em sociedade para terem um club onde pudessem efetuar partidas com os demais, e ter jogadores sempre juntos. Todos apoiaram a ideia e prometeram ser defensores e sócios do club, pagando a mensalidade, e tudo fazerem para que a ideia fosse avante. Por proposta do senhor Luiz Garibaldi Burghi, o club deveria ter o nome de Associação Atlética Ponte Preta em homenagem ao bairro em que foi fundado. Essa proposta foi imediatamente aprovada por todos os presentes com grande salva de palmas. O senhor Miguel do Carmo propôs que a mensalidade fosse cobrada a razão de 300 réis. Depois de grande discussão, essa proposta foi aprovada. Com a palavra ainda o senhor Miguel do Carmo fez ver aos presentes que a tarefa da comissão que tinha convocado aquela reunião estava terminada, porquanto todos estavam bem e par da finalidade da mesma e propunha que a dita comissão fosse dissolvida, e que se nomeasse o presidente do clube e pedia aos presentes que concordassem com o nome do senhor Pedro Vieira da Silva para aquele cargo. Essa proposta foi aceita por todos os presentes com uma grande salva de palmas.
Ponte Preta: a emoção do futebol
Nos três anos que precederam a fundação da Ponte Preta, a cidade de Campinas era varrida pelos ventos da modernidade. E modernidade, no final do século XIX, era aquela máquina esquisita - encantadora e ao mesmo tempo apavorante - que chamavam de cinematógrafo. Um jato de luz jogado na parede de uma sala escura mostrava imagens fotográficas que se moviam. Era de arrepiar. Invenção que levava campineiros às pencas ao Teatro São Carlos. E a cidade, naqueles idos, respirava cultura. Naqueles três anos, nasceram na cidade duas novas bandas, a Carlos Gomes e a Azarias Dias de Melo. Por aqui faziam temporadas grandes companhias teatrais - como a Cunha Sales, a Fauré Nicolai e a Lírica Verdini -, que apresentavam-se para a seleta platéia formada por barões do café, mulheres dos barões de café e filhos dos barões de café. Campinas era aristocracia pura. Pelo menos dentro do teatro.
Democracia racial
Autor: Jorginho AraújoQuando o "lundú" foi chegando e aqui ficouQuando o "maxixe" era a arte de sinhôQuando o Brasil despediu do imperador,E os negros cantaram em seu louvorCom um novo amanhã que se sonhouDançar e jogar capoeira nas esquinasMarcou na história de "Campinas"Quando um time de bola começou,Sem preconceito a "Ponte" iniciavaEm sua camisa já brilhavaO preto e o branco com amor."Miguel do Carmo" fundador,diretor e jogador o trem de ferro,Na linha do tempo assistiu,A democracia praticou a Ponte Preta abraçouO primeiro negro no primeiro time do Brasil! Miguel do Carmo, nascido em Jundiaí no dia 10 de abril de 1885, segundo fiscal de linha da Companhia Paulista de Estradas de Ferro em Campinas no fim do século XIX.
Embora não tenha conquistado o título da primeira divisão estadual, a Ponte Preta obteve quatro conquistas do Troféu do Interior, competição realizada paralelamente ao campeonato estadual e destinada aos melhores clubes do interior que não se classificaram para as fases finais do certame.[a] Ainda no âmbito estadual, o clube detém quatro títulos da segunda divisão, dos quais dois foram homologados pela Federação Paulista em 2021. De todo modo, o título de maior relevância foi conquistado em 2025, com a vitória na Série C do Campeonato Brasileiro, configurando o primeiro título de abrangência nacional na história do clube.
A data de fundação do clube teve como objetivo homenagear a inauguração da ferrovia em Campinas, datada de 11 de agosto de 1872. Foi o primeiro clube do Brasil a ter cidadãos afrodescendentes em seus quadros, desde a sua fundação em 11 de agosto de 1900. Entre os próprios fundadores da Ponte existiam negros e mulatos, como Benedito Aranha, por exemplo, que fez parte da primeira diretoria alvinegra. Já Miguel "Migué" do Carmo tornou-se jogador do primeiro elenco pontepretano e também foi um dos fundadores. Além desse fato, haviam jogadores que trabalhavam como operários, ferroviários e mascates, uma mistura de classes sociais e variadas ascendências. A Ponte Preta foi a primeira equipe do Interior do Brasil a disputar um campeonato nacional, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970. A Ponte Preta é o time do interior que chegou em mais decisões do Campeonato Paulista e no total possui 7 vice-campeonatos incluindo o Campeonato Paulista de 1929 pela LAF.
Estádio do Hipódromo
No início, o campinho arrumado pelos garotos fundadores da Ponte serviu para peladas e jogos contra times de outros bairros, até o fim da primeira década de sua fundação. Depois de organizada, passou a se utilizar do campo do Cruzeiro, no meio do caminho para o Cemitério do Fundão, ao lado Cruzeiro das Missões. O espaço para jogos de futebol, naquele tempo, deu lugar para o prolongamento da Avenida Ângelo Simões, como narrou o jornalista e historiador Juliano Mariano, já falecido. A partir daí a Ponte se utilizou do campo do Hipódromo Campineiro, no Bonfim, para realizar seus jogos. O estádio do Hipódromo veio a ser utilizado pela Ponte desde o ano de 1906. Foi ali naquele estádio que ocorreu o 2º dérbi da história, com vitória sobre o maior rival (Ponte Preta 2–1 Guarani, 19 de maio de 1912), sendo que a primeira partida do clássico centenário 2 meses antes (que também teria sido uma vitória da Ponte) não tem registros oficiais e nem documentações que comprovam o resultado. No início da década de 1920 a Ponte compra o patrimônio do Campinas e passa a usar o inacabado Estádio da Avenida Júlio de Mesquita, no Cambuí. Além disso, passou a ter todas as dependências de sua sede, que era erguida junto ao estádio, próximo ao Largo Santa Cruz.
Estádio Júlio de Mesquita
Em 1927 a Ponte começava mandar seus jogos no Estádio Júlio de Mesquita, projetado pelo engenheiro Lix da Cunha, localizado na Rua Dr. Guilherme da Silva X Pedro Magalhães no valorizado bairro Cambuí. Foi o primeiro complexo esportivo da cidade possuindo campo de futebol, pista de atletismo, piscina, rinque de patinação, pista e tanque de areia para saltos, quadra de tênis e também de basquete. Diante da crise mundial de 1929, o clube mais querido e popular de Campinas sofreu uma grande decepção em sua história, sendo obrigado a entregar o estádio para se livrar das dívidas contraídas e a partir de 1933 voltou a realizar seus jogos novamente no campo do Hipódromo.
Estádio Moisés Lucarelli
Inaugurado em 12 de setembro de 1948 com capacidade para 35 mil espectadores, tendo sido construído pelos próprios torcedores e com doações de material feitas por aficionados do clube. Sua construção levou seis anos. Está localizado à Praça Dr. Francisco Ursaia, 1900 (número escolhido por ser o ano de fundação do clube), em Campinas. Atualmente teve a capacidade diminuída para 19.728 pessoas no CNEF de 2016 a fim de proporcionar maior conforto e obedecer às novas determinações legais. Apesar da capacidade de mais de 19 mil pessoas o estádio está liberado para operar com apenas 17.728 É possível que o seu recorde de público tenha sido no jogo entre Ponte Preta e Santos, em 16 de agosto de 1970, quando 33.500 espectadores pagaram ingressos para ver a vitória dos visitantes por 1 a 0. Porém, segundo historiadores, havia cerca de 40 mil torcedores dentro do estádio e mais quatro mil pessoas do lado de fora, sem conseguir entrar. No final desse campeonato paulista, a Ponte Preta conquistou o vice-campeonato.
Derby Campineiro
O futebol campineiro, que teve como introdutor o escocês Thomaz Scott e seu filho John no Ginásio do Estado (Culto á Ciência), tem no Derby Ponte Preta e Guarani a maior expressão futebolística da cidade. Sem dúvida não existia rivalidade alguma em 1911, nunca é demais relembrar que apesar de popular, o futebol era totalmente amador, prazer e recreação se misturavam a emoção de uma disputa acirrada, passamos 1911 sem nenhuma possibilidade de rivalidade, em 1912, exatamente em 2 de Março de 1912, Ponte Preta, Guarani e Comercial formaram um combinado local, o Vila Campinas Futebol Clube, esse combinado jogou contra um combinado entre a poderosa equipe do Americano e o do Instituto Cesário Motta. A peleja foi realizada no campo do Americano, no final empate em dois gols. Antes da rivalidade, Ponte Preta e Guarani formaram até combinados. As escalações foram as seguintes: Vila Campinas: Jinger, Salgado, Benetti, Jacomelli, Camões, Toto, Zeca, Lili, Russo, Miguel e Valter. (Gols de Lili e Russo). Americano-Cesário Motta: Isaac, Leitão, Coriolano, Múcio, Ernesto, Ditinho, Tango, Américo, Accacio, Miloca e Ignácio. (Gols de Miloca).
Técnicos que mais comandaram
O Ranking dos 10 técnicos que mais comandaram a Ponte na história do clube:
Escudo
O escudo tradicional da Ponte Preta foi criado em 1908 pelo imigrante italiano João Burghi (1881–1951), um dos patronos do clube. Burghi teria se inspirado no visual de três times alemães da época: o 1. FC Saarbrücken, o TSG 1899 Hoffenheim e o Altonaer Fußball-Club von 1893. Em 1928, foi adotado um escudo com duas letras "Ps" sobrepostas e duas letras "As" no canto superior esquerdo dentro do brasão. Esse design foi reutilizado em algumas ocasiões, como na camisa retrô de goleiro de 2023, no terceiro uniforme de 2024, em comemoração ao 124º aniversário do clube e também em 2025 em um uniforme que homenageava o "Célebre Time das Gravatas". Em 1929, foi introduzido um escudo com o mesmo formato clássico, mas com as letras "PP" no centro, sem as letras tradicionais "AAPP".
Mascote
A Macaca, foi adotada como mascote em 1942, não só por ser diferente dos mascotes mais comuns entre equipes esportivas, como também em decorrência de fatos históricos envolvendo racismo de torcedores rivais. Além disso, é um personagem que desperta simpatia e identificação tanto entre adultos quanto entre crianças. O sucesso da Macaca é tanto que surgiram diversas aplicações em chaveiros, adesivos, camisetas, etc. Além da Mascote Oficial, a torcida também começou a brincar com a ideia de um segundo mascote: o Gorila, que traduz a força do torcedor alvinegro. Nos anos 2000, a Ponte Preta também adotou o gorila como símbolo da torcida. Seja no campo, na torcida ou em sua diretoria, a Ponte Preta segue um conceito que espera ver amplamente popularizado no mundo: aqui há uma única raça, a raça humana. Além dessa, só aquela que nossos jogadores mostram em campo.
Uniforme
O uniforme da Veterana é motivo de curiosidade para muitos torcedores, já que a tradicional faixa transversal raramente era usada nos uniformes de times de futebol. Na América do Sul o River Plate foi pioneiro e ja usava o modelo com uma faixa no peito desde a sua fundação. Os cariocas garantem que o modelo já era usado pelo Vasco em sua equipe de remo desde a fundação do clube, em 1898. A equipe da Ponte Preta ja havia usado o uniforme com faixa em 1926 e 1940, mas só foi adotado oficialmente em 1944. Em 1952 a faixa foi definitivamente modificada para a forma atual, da esquerda (parte superior) para a direita (parte inferior). Na década de 60 essa camisa foi trocada pelo uniforme branco, com duas listras pretas do lado esquerdo e voltou a ser usada novamente no início dos anos 70.
O patrimônio da Ponte Preta não se resume ao Estádio Moisés Lucarelli. São 2 Lojas Oficiais, 26 Franquias de Escolinhas de Futebol e o Recanto da Macaca usado pelas categorias de base. O clube foi o primeiro time do Brasil a lançar o projeto de franquias de escolas de futebol e obter o selo da Associação Brasileira de Franchising. Além disso possui o Instituto de Medicina e Avaliação da Performance (IMAP), para recuperação de atletas profissionais e amadores, um investimento de mais de R$ 1,3 milhões que busca a excelência no tratamento e conta com oito departamentos (Medicina Esportiva, Fisioterapia, Fisiologia, Preparação Física, Nutrição, Psicologia, Estatística e Odontologia). O clube possui ainda duas unidades poliesportivas, a Cidade Pontepretana onde fica também o CT da Macaca, e a Unidade Paineiras. As unidades contam com as seguintes instalações esportivas e recreativas:
Cidade Pontepretana
Construído em uma área da Cidade Pontepretana, no Jardim Eulina, o Centro de Treinamento da Ponte Preta é moderno e funcional, com dois campos oficiais, salas de musculação, massagens, fisioterapia, fisiologia e nutrição, além de vestiários para a equipe profissional, visitantes e árbitro. O Centro de Treinamento foi totalmente reformado para receber a Seleção de Portugal em preparação para a Copa do Mundo FIFA de 2014. O CT no Jd. Eulina passou por uma ampla reforma estrutural, do gramado à área interna da sede. O prédio do CT, que tinha cerca de 250 metros quadrados, mais que dobrou de tamanho. A área de academia de musculação – equipada com os melhores aparelhos, que a Macaca já possuía – foi mudada e ampliada, há dois vestiários com chuveiros, balneário com banheiras quente e fria, sala e banheiros exclusivos para a comissão técnica, sala de fisioterapia, departamento médico, jardim de inverno e área para reuniões. Todos os locais têm entrada independente, com saída direta para o campo.
Unidade Paineiras
O associado da Unidade Jardim das Paineiras é privilegiado porque tem à sua disposição um dos melhores clubes sociais da cidade, localizado numa área nobre: o Jardim das Paineiras, próximo ao Shopping Iguatemi. A unidade ocupa uma área de 12 mil metros quadrados com parque aquático, salão social, saunas, american-bar, lanchonete, quiosques, playground, quadras de tênis, campos de futebol society, sala de ginástica, musculação e ginásio de esportes para 2 mil pessoas.
Recanto da Macaca
Um local apropriado para treinamentos, como boa infraestrutura e facilidades e serviços que atendem às necessidades dos futuros talentos do futebol pontepretano. Assim é o Recanto da Macaca, localizado na cidade de Jaguariúna, a cerca de 15 minutos de Campinas, que sedia as categorias SUB15 e SUB17 da Base alvinegra. No local, há alojamentos para cerca de 80 garotos, cozinha, refeitório, lavanderia, banheiros, salão de entretenimento, uma academia de musculação de 500 metros quadrados (que pode atender 50 atletas simultaneamente) e dois campos de treinamento, um deles profissional – de 105 metros por 68,5. Além disso, parcerias com a administração municipal garantem a utilização de cinco campos de futebol da cidade, vagas na rede municipal escolar para os jogadores e a utilização do Estádio Municipal Alfredo Chiavegato para a realização dos jogos de campeonatos oficiais dos quais a base participa.
Ônibus Oficial
O primeiro do modelo Euro5 utilizado para transporte rodoviário no país, o “Gorilão” teve sua versão definitiva produzida pela Irisar-Mercedes-Benz. A empresa é quem faz os veículos da Seleção Brasileira e de principais times da Europa (a empresa está presente em 90 países dos cinco continentes). O layout escolhido foi votado no site oficial do clube pelos sócio torcedores da Ponte e é um dos mais modernos do Brasil. Além de ser um dos mais modernos e seguros, possui enorme conforto para os jogadores, incluindo até mesmo uma mesa de jogos com quatro poltronas, bem como poltronas da frente com espaço diferenciado para atletas que venham a se contundir em uma partida, por exemplo. Além disso, o veículo tem geladeira, banheiros, ar condicionado, TV digital, espaço adequado para armazenamento de remédios e equipamentos de Departamento Médico, entre outros detalhes. Foi fabricado para o aniversário de 112 anos do clube e lançado poucos dias depois da data, estreado em uma partida contra o Palmeiras no Pacaembu.
Memorial Ponte Preta
Em comemoração aos 110 anos de história do clube, no dia 9 de agosto de 2010, a Associação Atlética Ponte Preta inaugurou nas dependências do Estádio Moisés Lucarelli, o Memorial Ponte Preta. Com a presença de Sérgio Carnielli, atual presidente do clube, e do curador do Memorial, o historiador José Moraes do Santos Neto, a inauguração contou com a cobertura da imprensa campineira, que compareceu em peso, para prestigiar a iniciativa. O Memorial passa a ser uma importante forma de resgatar a memória do clube campineiro, que até então não tinha um espaço reservado para receber contribuições de torcedores, como camisas, fotos e outros objetos do passado.
A torcida da Ponte Preta é considerada a maior torcida do interior do Brasil, fato comprovado através de pesquisas, número de sócios torcedores, médias de público e redes sociais. É o único clube do interior do Brasil a levar cerca de 4 mil torcedores para a Argentina, fato ocorrido na final da Copa Sul-Americana de 2013. Mesmo se tratando de uma instituição com menor investimento que as quatro maiores forças futebolísticas do Estado de São Paulo (Palmeiras,Corinthians, São Paulo e Santos), a torcida da Ponte é conhecida por valorizar e prestigiar o time da sua cidade, fato respeitado e admirado por torcedores de outros times. O clube nasceu no bairro que lhe dá nome e que, na época, era morada de população operária, formada basicamente por chacareiros, artesãos e ferroviários. Começa aí a trajetória de um time de classes mais baixas, em sua maioria formado por operários e ferroviários. Torcida esta que teve que superar preconceitos e sempre que acompanhava o time por estádios do interior, eram recebidos como "macacos" ou "arruaceiros". A própria torcida rival da cidade, usava o termo como forma pejorativa e, foi a partir daí que surgiu o apelido do clube.
Torcidas uniformizadas
Em 1 de outubro de 1942, tomava posse a diretoria do Grêmio Pontepretano, a primeira torcida uniformizada do interior e uma das primeiras do Brasil. Somente clubes da capital paulista já possuíam torcidas semelhantes.[carece de fontes?] Seu uniforme era uma camisa branca com o emblema da Ponte Preta bem no meio e a inscrição GRÊMIO PONTEPRETANO em forma de semicírculo, circundando a parte superior do emblema. Nos anos 90, as maiores torcidas uniformizadas da Ponte eram a Serponte, Torcida Jovem, Ponterror e Ponte Safena, esta de nome curioso. Na época de ouro, da disputa dos 3 títulos paulistas (1977, 1979 e 1981), destacavam-se a Torcida Jovem, Ponterror e uma outra curiosa, denominada Urangus. Com a proibição das torcidas na metade da década de 90, visando diminuir a violências nos estádios brasileiros, muitas deixaram de atuar.
Maiores públicos como mandante
A Ponte Preta, jogando no Estádio Moisés Lucarelli e a final da Copa Sul-Americana de 2013 no Estádio do Pacaembu, tem pelo menos dezesseis públicos a partir de 25.000 espectadores, oito deles com mais de 30.000, considerando-se que nem todos os públicos presentes são conhecidos nos dias atuais. Em 3 de julho de 1977, 22.011 torcedores assistiram a partida Ponte Preta 3 a 4 Palmeiras, disputada no Brinco de Ouro por conta do Moisés Lucarelli se encontrar interditado, que não consta da relação abaixo por essa apontar apenas partidas no estádio pontepretano.
Corrida Ponte10k
Uma iniciativa da A.A Ponte Preta, apoiada por empresas parceiras com a intenção de reunir a população de Campinas e região que gostam e praticam o esporte, para levantar mais ainda o nome do clube, agregar valor aos patrocinadores que apoiam o evento, além de propiciar uma nova atividade saudável a vida de seus torcedores, já praticantes ou não das corridas e caminhadas. Sua primeira edição aconteceu em 2012, sendo assim o primeiro e único clube de futebol em Campinas a realizar uma prova de corrida de rua. A largada é feita no Estádio Moisés Lucarelli e prova possui a modalidade feminina e masculina, possibilitando aos corredores escolher um percurso mais curto de 5k (5 quilômetros) ou o percurso principal da prova de 10k (10 quilômetros), passando próximo a Lagoa do Taquaral.
Futebol Americano
O futebol americano foi introduzido na Ponte Preta no ano de 2018. O time chamado de Ponte Preta Gorillas teve grande destaque ja no primeiro ano, inclusive vencendo seu maior rival Guarani Indians no primeiro Dérbi disputado nesta modalidade pelo Campeonato Paulista de Flag Football com o placar de 2 a 0. Atualmente disputa a série diamante da São Paulo Footbal League (SPFL).
Futebol de Amputados
Vice Campeão da Copa do Brasil, o time foi fundado no ano de 2017 e é a única equipe da modalidade "Futebol de Amputados" na região de Campinas. Atualmente o time disputa o Campeonato Paulista da modalidade, tendo Juninho como principal jogador convocado pela primeira vez em 2018 pela ABDDF (Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Físicos) para integrar a Seleção Brasileira de Futebol de Amputados. O zagueiro Alexandre, outro jogador de destaque, em 2017 ja havia sido convocado também para defender a Seleção do Brasil. O Futebol de Amputados é disputado em um campo (sintético ou grama natural) sendo a medida máxima 60m x 38m. Os atletas são distribuídos em duas equipes de 7 jogadores onde o goleiro obrigatoriamente é amputado de uma parte do braço e os jogadores de linha tem algum tipo de amputação na perna.
G.R.E.S Ponte Preta
A Ponte e sua torcida também é representada no carnaval de Campinas. A escola Grêmio Recreativo Escola de Samba Ponte Preta Amor Maior foi fundada em 1999, ainda como bloco de rua e todos os anos participa do carnaval campineiro. Embora não seja muito tradicional os desfiles das escolas de samba na cidade, a escola Ponte Preta Amor Maior sempre tem levado bons públicos em seus desfiles, com maioria absoluta da torcida pontepretana e da Torcida Jovem Amor Maior, principal organizada do clube. Em 2014 a escola fez uma homenagem a Miguel do Carmo (o 1° negro do futebol brasileiro a jogar por um clube de futebol) com o enredo "A democracia racial nos trilhos da profissionalização do futebol campineiro".


