Esporte Clube Bahia
O Esporte Clube Bahia é um clube esportivo brasileiro da cidade de Salvador, capital da Bahia. Conhecido simplesmente como Bahia ou pela sigla ECB, foi fundado em 1 de janeiro de 1931 por ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis e a Associação Atlética da Bahia, agremiações que tinham encerrado suas atividades futebolísticas no final da década de 1920, e que ostenta como maior destaque duas conquistas do Campeonato Brasileiro de Futebol.
O clube foi fundado em 1º de janeiro de 1931 exclusivamente para formar uma equipe de futebol masculino em decorrência do fechamento dos departamentos de futebol a Associação Atlética da Bahia e o Clube Bahiano de Tênis em 1930. Após discussões, foram aprovados o novo estatuto e a primeira diretoria, sendo eleito presidente o jovem médico Waldemar Costa, e publicação do estatuto no Diário Oficial da União de 16 de janeiro de 1931. Em 20 de janeiro, o Bahia se filiou na Federação Bahiana de Esportes Terrestres, atual Federação Bahiana de Futebol. Os treinamentos eram feitos no campo da AABB, na Quinta da Barra. E em 1 de março foi realizado o primeiro jogo oficial do clube, pelo Torneio Início, contra o Ypiranga. A partida resultou no triunfo tricolor por 2 a 0, com gols de Bayma e Guarany, e na primeira edição do Clássico das Multidões. No mesmo dia, o Bahia levantou seu primeiro troféu, o de campeão do Torneio Início de 1931. Em 22 de março o Bahia estreou no Campeonato Baiano de Futebol vencendo por 3 a 0, e nesta primeira edição tornou-se campeão baiano invicto. Ainda neste ano, o Bahia fez seu primeiro jogo intermunicipal, vencendo o Vitória de Ilhéus por 5 a 4; seu primeiro jogo interestadual, batendo o Sergipe por 2 a 0; seu primeiro jogo internacional, jogando contra o Sud América, do Uruguai, que excursionava no Brasil; também o primeiro Clássico do Pote, duelo contra o Botafogo-BA, que terminou em 2 a 2.
O clube é simbolizado por suas três cores, seu escudo, suas duas estrelas, sua bandeira, seus uniformes, seu mascote e seu hino e por eles o clube é conhecido. Suas cores são azul, vermelha e branca. O azul é em homenagem à Associação Atlética da Bahia; o branco, em gentileza ao Clube Bahiano de Tênis; e o vermelho, por ser a cor da bandeira do estado da Bahia. Coincidentemente (ou não) as três cores são as mesmas da bandeira da Bahia. Com as três cores do estado, o Bahia se denomina o Tricolor Baiano. Similarmente, a bandeira do Bahia busca homenagear a bandeira do Estado da Bahia, estado que o clube homenageia desde sua fundação. De acordo com o estatuto do clube, a bandeira é retangular com faixas em branco e vermelho na horizontal, tendo o escudo posicionado sobre um quadrado azul no canto superior esquerdo dela. Ao lado, a bandeira do Estado da Bahia, referência para a criação da bandeira do Bahia.
*Abaixo a lista dos 50 maiores artilheiros do Bahia de todos os tempos. * TOP-5 Jogadores que mais atuaram pelo Esquadrão de Aço
Ba-Vi
O Bahia é rival histórico do outro clube popular de Salvador, o Esporte Clube Vitória, contra o qual protagoniza o maior clássico da Região Nordeste, em confrontos desde 1932. O Tricolor possui vantagem no clássico, tendo, em 504 jogos, vencido 194 clássicos, e marcado 659 gols, contra 156 do principal rival, tendo ocorrido treze partidas com públicos maiores do que 70.000 pessoas.[carece de fontes?] Em 1994, em um jogo memorável, com Fonte Nova completamente lotada (mais de 97 mil pagantes e 100 mil presentes - o maior público da história dos Ba-Vis), o Bahia venceu o Campeonato Baiano, depois de estar perdendo por 1 a 0 até os 44 minutos do segundo tempo, quando Raudinei saiu do banco de reservas e igualou o clássico garantindo o título para o tricolor (tinha a vantagem do empate).
Clássico do Pote
O Clássico do Pote é o duelo protagonizado entre Bahia e Botafogo-BA. Tem esse nome porque, no segundo confronto entre eles, um torcedor botafoguense prometeu quebrar um pote de barro para celebrar o primeiro triunfo ante o Tricolor Baiano, já que o primeiro jogo havia sido empate (2 a 2). Porém, quem venceu aquele jogo foi o Bahia (2 a 1). Aliás, após essa promessa, o Tricolor ainda venceria mais 8 jogos, e empataria mais 2, num período de cerca de 6 anos. Em todos eles, o aclamado pote era levado, a torcida colorada exaltava, mas no fim saía frustrada. Somente no dia 5 de setembro de 1937 ela foi cumprida, quando o Botafogo venceu por 2 a 1.
Clássico das Cores
O Clássico das Cores é o duelo travado entre Bahia e Galícia, e tem esse nome pois ambos possuem as cores vermelha, azul e branca nos seus respectivos escudos e uniformes (embora o Galícia tenha o azul como cor predominante nos uniformes - tanto que é carinhosamente apelidado de "azulino" - há no escudo uma cruz vermelha que leva, às vezes, a haver detalhes vermelhos no uniforme). Durante muito tempo, ambos rivalizaram pela hegemonia no estado, pois haviam sido fundados na mesma época (O Bahia em 1931 e o Galícia em 1933), e se mostravam clubes promissores. O Tricolor Baiano é hoje o maior clube do estado, mas o granadeiro, por sua vez, sucumbiu a falta de recursos e desde 1999 disputava a segunda divisão do Campeonato Baiano de Futebol. Em 2013, contudo, o granadeiro (como o Galícia é popularmente conhecido) conquistou o acesso à primeira divisão do estadual, tornando possível a reedição deste que é um clássico épico.
Clássico do Povo
O Clássico do Povo (ou Clássico das Multidões ou Milhões) é o confronto entre Bahia e Ypiranga os clubes, na época, mais populares do estado. O Bahia nasceu com grande simpatia do povo baiano, e com as conquistas em tão pouco tempo de fundado, rapidamente viu o número de torcedores aumentar. Como o Ypiranga era, na época, o detentor da maior parte da torcida baiana, essa ascensão meteórica do Bahia levou os cronistas, jornalistas, escritores e, principalmente, os torcedores da época a tratarem o duelo tal como um derby (clássico). Foi contra o Ypiranga que o Bahia fez seu primeiro jogo oficial, pelo Torneio Início da Bahia, vencendo por 2–0. Até meados dos anos 1950 a disputa era grande, mas a decadência do aurinegro e a ascensão do Vitória a partir de então, levaram a decadência deste histórico clássico. Atualmente, o Bahia continua sendo o mais popular no estado, mas o segundo lugar foi perdido pelo aurinegro baiano para o Vitória. Em 1991 o Ypiranga foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Baiano de Futebol, e desde então não houve confrontos entre o Tricolor e o Aurinegro.
Bahia versus Sport
Tomando como referência a Região Nordeste do Brasil, o grande rival regional do Bahia é o Sport Club do Recife, adversário contra o qual possui uma boa vantagem, com 37 triunfos e 29 empates, contra 24 do rival, porém, coube ao Sport a maior quantidade de gols em uma competição nacional, uma goleada por 6–0 pela Taça Brasil de 1959, que não adiantou muito, pois o Bahia acabou se classificando para a fase seguinte, tendo-se sagrado posteriormente campeão nacional. Ambos são apontados como dois dos maiores clubes do Nordeste, e também os únicos a terem títulos nacionais da Série A na região (dois Campeonatos Brasileiros para o Bahia; um Campeonato Brasileiro da Série A e um da Série B e uma Copa do Brasil para o Sport), além de Bahia e Pernambuco serem os dois maiores estados e desde muito tempo disputarem a liderança nesta região.
O clube é simbolizado por suas três cores, seu escudo, suas duas estrelas, sua bandeira, seus uniformes, seu mascote e seu hino e por eles o clube é conhecido. Suas cores são azul, vermelha e branca. O azul é em homenagem à Associação Atlética da Bahia; o branco, em gentileza ao Clube Bahiano de Tênis; e o vermelho, por ser a cor da bandeira do estado da Bahia. Coincidentemente (ou não) as três cores são as mesmas da bandeira da Bahia. Com as três cores do estado, o Bahia se denomina o Tricolor Baiano. Similarmente, a bandeira do Bahia busca homenagear a bandeira do Estado da Bahia, estado que o clube homenageia desde sua fundação. De acordo com o estatuto do clube, a bandeira é retangular com faixas em branco e vermelho na horizontal, tendo o escudo posicionado sobre um quadrado azul no canto superior esquerdo dela. Ao lado, a bandeira do Estado da Bahia, referência para a criação da bandeira do Bahia.
Mascote
Conhecido como "Tricolor de Aço" ou "Esquadrão de Aço", o mascote do Bahia é um homem de aço (similar ao Super-Homem), personagem da DC Comics, que foi criado pelo cartunista Ziraldo em 1979 onde o traje vestido do Tricolor de Aço é muito semelhante ao traje do Super-Homem original, que partilha as cores do time. O Departamento de Marketing do Clube deu vida ao símbolo ao fazer um boneco que sempre aparece antes dos jogos para sacudir a torcida nos estádios. O mascote faz referência ao personagem das histórias em quadrinhos, onde ele era quase que imortal, apenas enfraquecia com a presença de Kryptonita, ou seja, talvez o mais forte de todos os super-heróis. Aliando isso ao futebol, faz referência ao clube, que em seus mais de 80 anos é bicampeão nacional e possui a segunda maior quantidade de estaduais do Brasil (atrás apenas do ABC Futebol Clube).
Uniformes
Na fundação do clube, foi definido que o uniforme do clube seria formado por camisa branca, calção azul com uma faixa vermelha na cintura, e meiões cinzas. Anos depois, a cor vermelha para o meião foi adotado e eternizado como marca do clube. A segunda camisa, contudo, é a mais famosa do clube: a tricolor, com faixas em vertical em azul e vermelho, com faixas verticais em branco mais finas entre elas. Em algumas temporadas, entretanto, não é usado este modelo, sendo então remodelada a camisa e produzida excluindo-se as faixas brancas, com design vindo da fornecedora. Nos últimos anos, o clube está utilizando em seu terceiro uniforme cores e/ou modelos não tradicionais como por exemplo em 2010 quando homenageou a seleção espanhola, em 2011 quando homenageou a seleção francesa, em 2012 quando utilizou um modelo de camisa apelidada de modelo Arsenal (devido a semelhança da camisa do clube inglês), em 2013 quando utilizou uma camisa azul e rosa em degradê e em 2025, quando em parceria com a Warner Bros. Pictures e a DC Studios, produziu um uniforme baseado no Superman (que também é o mascote do clube) para promover o filme de mesmo nome.
Hino
Em muitos times de futebol, o hino é uma canção produzida para traduzir em cifras a vida de um clube. No Bahia é diferente. O hino não é somente a tradução do clube, mas também a tradução da paixão de sua torcida por ele e de todo o clima que é vivido nas arquibancadas nos jogos do tricolor. Ele extrapolou a normalidade e se transformou até mesmo em música carnavalesca, onde é possível ver inclusive torcedores de outros times se renderem à beleza e grandiosidade do hino do clube e cantarem em alto e bom som. No ano de 1946, um grupo de torcedores, liderado por Amado Bahia Monteiro, decidiu criar uma torcida uniformizada. Para tal, queria criar também um canto para animar sua torcida. Assim, procuraram o professor e jornalista Adroaldo Ribeiro Costa que, entusiasmado, já tratou de iniciar os trabalhos no dia seguinte. Como a torcida do Bahia não era muito grande na época, ele buscou compensar a inferioridade numérica com emoção e vibração. Surgia, aos poucos, o hino tricolor.
O Bahia, com toda sua tradição e história triunfante, tem como maior patrimônio não um troféu, jogador, nem muito menos seu centro de treinamento ou empreendimentos, mas sim sua torcida. O Tricolor tem a maior torcida do Norte-Nordeste e Centro-Oeste, já constatada por pesquisas realizadas por institutos de pesquisas renomados como o Datafolha e o IBOPE, onde todos apontam o Bahia como sendo detentor da maior torcida da região Nordeste. Na Bahia, o clube detém, a maioria dos seus torcedores, com 35,6% (cerca de 5 446 800), tendo, inclusive, mais torcedores que o Vitória (maior rival e detentor da segunda maior torcida do estado com 17,8%) e o Flamengo (terceiro colocado no estado, com 17,2%, aproximadamente 2 399 425), algo comum no Nordeste. A euforia da torcida levou o clube a alcançar a maior média de público do Brasil em 2007 (40 400 pessoas por jogo), 2004, 1988 (35 537 pessoas por jogo), 1986 (46 291 pessoas por jogo) e 1985 (41 497 pessoas por jogo). A média do ano de 1986 é até hoje a sexta maior da história do Brasileirão. Até 2011, em jogos com mando de campo, o Bahia possui a segunda maior média geral por clube (2 413 903), perdendo apenas para o Flamengo (2 697 902).[carece de fontes?]
Programa de sócios
O Bahia mantém dois tipos de programa de sócio-torcedor: o "Plano Sócio do Bahia Patrimonial" que é mais amplo e completo e o "Plano Esquadrãozinho", exclusivo para crianças. Atualmente o Bahia é o 6º colocado entre os clubes brasileiros com mais sócios torcedores:
Torcidas organizadas
Abaixo uma lista das principais torcidas organizadas do clube na atualidade:
Animadores de torcida
O clube foi um dos pioneiros na implementação de uma torcida exclusiva feminina, presente em todos os jogos do Esquadrão no seu estádio: as Tricoleaders (equivalente às tradicionais animadoras de torcida do futebol americano, referidas em inglês como cheerleaders), formado em 2011 mas que só foi "apresentada" aos gramados em 2013 por questões burocráticas, na gestão do presidente Fenando Schimidt e daí por diante passou a ser as animadoras oficiais. O grupo é formado por 16 garotas.
Embaixadas
São grupos de torcedores residentes em vários lugadores do Brasil e do exterior, com a finalidade na captação de novos sócios e nas ações promocionais do Bahia, tais como excursões e recepção ao time em aeroportos.
Nas redes sociais
Última atualização: 30 de novembro de 2024 O Bahia é o 13º colocado entre os clubes brasileiros com mais seguidores nas redes sociais:
Patrimônio
O Centro de Treinamento Osório Villas-Boas, mais conhecido como Fazendão, é um centro de treinamento inaugurado pelo clube em 1979, no bairro de Itinga, na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. O centro de treinamento foi batizado como Osório Villas-Boas em homenagem a uns dos maiores presidentes do clube, comandante da conquista do primeiro campeonato nacional em 1959 sobre o Santos de Pelé. Construído numa área de 120 mil metros quadrados, dispõe de quatro campos de treinamento com três com medidas oficiais. A área do centro de treinamento compreende ainda a sede administrativa do clube, hotelaria das divisões de base, sala de imprensa e arquibancada com capacidade para 3 mil lugares. Nele também foi construída, em 2004, a concentração para atletas profissionais com o nome de "José Maria de Magalhães Neto".
Mandos de campo
O Campo da Graça foi o primeiro estádio onde o Bahia mandou seus jogos. Além dele, Galícia, Ypiranga, Botafogo e Vitória também mandaram seus jogos lá. Desde a sua fundação, em 1931 até a inauguração da Fonte Nova, em 1951, o tricolor disputou e conquistou vários títulos neste estádio, inclusive o primeiro título conquistado pelo tricolor baiano, o Torneio Início de 1931. Foi lá onde toda a trajetória gloriosa do Bahia começou, até mesmo a disputa do primeiro Ba-Vi da história, onde o tricolor venceu por 3x0. Com a Fonte Nova, o Campo da Graça perdeu espaço e a força que tinha, sucumbindo à obsolescência e caindo no esquecimento. Porém, para os torcedores baianos mais velhos, os grandes momentos vividos no Campo da Graça nunca sairão das suas lembranças.
Elenco atual
Última atualização: 21 de março de 2026. Alguns marcos e estatísticas do Bahia são:
Técnicos
Além de grandes jogadores, o clube também teve grandes técnicos ao longo de sua história. A seguir alguns técnicos que destacaram no tricolor de Aço.
As raízes do futebol feminino no Esporte Clube Bahia estão no final da década de 1980, quando a equipe feminina do Bahia foi vencedora do campeonato baiano de futebol feminino no ano de 1989. Naquele ano, o Bahia chegou a contar com a meia-atacante baiana Sissi como uma de suas principais jogadoras. Depois, o Bahia prosseguiu em sua trajetória com a conquista dos títulos das duas edições seguintes (1990 e 1991), quando houve uma interrupção das atividades até a retomada destas na década de 2010. Assim, no ano de 2013, o Bahia forma uma equipe feminina de futebol seguindo as tendências mundiais, onde se valoriza o esporte também praticado pelas mulheres. A equipe de futebol feminina irá participar do Campeonato Baiano de Futebol Feminino e Brasileiro da categoria. Em 2020, a equipe conseguiu participar da série A1 do Campeonato Brasileiro, após obter o acesso à primeira divisão, quando venceu o Fortaleza por 1 a 0, e avançou para as semifinais do Brasileirão Série A2.
Títulos oficiais
Última atualização: 24 de janeiro de 2024


