Assassin's Creed Unity
Assassin's Creed Unity é um jogo eletrônico de ação-aventura de 2014 desenvolvido pela Ubisoft Montreal e publicado pela Ubisoft. Foi lançado em novembro de 2014 para PlayStation 4, Windows e Xbox One, e em dezembro de 2020 para Stadia. É o oitavo título principal da série Assassin's Creed e o sucessor de Assassin's Creed IV: Black Flag (2013). Também possui ligações com Assassin's Creed Rogue, que foi lançado para os consoles da geração anterior no mesmo dia que Unity.
O combate para Unity foi redesenhado, com o esgrima a ser a principal inspiração para o novo sistema. Para além de armas que já vem de jogos anteriores, Assassin's Creed Unity introduz a Phantom Blade (Lâmina Fantasma). A Phantom Blade usa as mecânicas de uma besta para disparar silenciosamente a grandes distancias, enquanto tem também o mesmo papel da Lâmina Oculta, tal como nos anteriores jogos da franquia Assassin's Creed. A navegação no jogo também foi melhorada. A Ubisoft criou as novas mecânicas de "Parkour Up" e "Parkour Down", para tornar mais fácil a escalada nos edifícios em ambas as direções. Adicionalmente, Arno aprende novos movimentos de parkour ao longo do jogo, mas o jogador também pode adquirir novas habilidades. Com multidões melhoradas também foram criadas novas interações com estas. A multidão regularmente apresenta muitas atividades, aparecendo organicamente, e o jogador, se desejar, pode se envolver ou não. Exemplos incluem interferir num combate ou perseguir um ladrão.
Personagens
O protagonista do jogo é Arno Victor Dorian , um francês nascido em Versalles, filho de um pai Assassino. Depois do seu pai ser assassinado, Arno é adotado sem saber que a sua família adotiva tem uma posição muito importante na Ordem dos Templários, e que o seu padrasto é um Grande Mestre da organização. Arno culpa-se quando o seu pai adotivo é assassinado, e parte numa tentativa de redenção juntando-se à Irmandade dos Assassinos, subindo gradualmente de nível, tal como Altaïr Ibn-La'Ahad e Ezio Auditore da Firenze de jogos anteriores. Arno está apaixonado por uma Templária, Élise De La Serre (Catherine Bérubé), filha do pai adotivo de Arno, que também anda a investigar a morte do pai bem como o crescimento de uma ideologia dentro da Ordem que ameaça a própria organização. Outros personagens incluem Marquis de Sade (Alex Ivanovici), Napoleão Bonaparte (Brent Skagford) e Maximilien de Robespierre (Bruce Dinsmore).
Cenário
A história de Arno (protagonista) decorre em 1789 em Paris durante a véspera da Revolução Francesa. O cenário moderno foca-se nos Assassinos a pedir ajuda ao jogador para explorar Arno no passado, e ajudá-los no presente. As missões cooperativas mostram o crescimento da Irmandade dos Assassinos durante a Revolução Francesa. Podem ser encontradas na cidade "anomalias temporais". Ao joga-las Arno irá visitar vários pontos da história de Paris, como por exemplo a ocupação Nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
Enredo
É dito ao "jogador" para ser um jogador de um dispositivo criado pela Abstergo que permite aceder a muitas memórias genéticas. A históra que envolve o roubo do Templo durante a Idade Média e a captura de Jaques De Molay é a única memória disponível, e é mostrado ao jogador os elementos básicos da jogabilidade. Durante o roubo, DeMolay confia a outro Templário a Espada e a Maçã do Eden, e este acaba por escondê-los dentro de uma cripta francesa. Neste ponto, os Assassinos entram na memória e pedem ao jogador para se juntar a eles como um iniciante, isto depois de lhes dar um video da memória, à qual a Abstergo descreve como sendo a captura de Sábios, que contém o DNA Precursor, que tem uma forma de tripla hélice em vez de dupla, e o Projeto Fênix onde a Abstergo espera compilar todo o genoma Precursor para propósitos pouco precisos. O contato Assassino providencia acesso ao segmento da memória e direciona o novo iniciante para localizar aquele que os Assassinos julgam ser o novo Sábio, cujo corpo esperam recuperar.
Imagem: DigitalEpicness · PDM · Openverse
A produção do jogo começou logo após a conclusão de Assassin's Creed: Brotherhood, em 2010. A 19 de Março de 2014, algumas imagens escaparam para a Internet, com o nome de código “Unity”, mostrando um novo assassino em Paris. As imagens mostravam botões "parkour-cima" e "parkour-baixo", uma nova forma mecânica de navegação como foi anotado pela Kotaku. Kotaku também afirmou que Unity seria editado no final de 2014 para PlayStation 4 e Xbox One, que a acção do jogo decorre durante a Revolução Francesa e que o novo assassino se chama Arno. A 21 de Março de 2014, a Ubisoft confirmou a existência de Assassin's Creed Unity, e que este já estava em produção havia mais de três anos, ao mesmo tempo que lançava um pequeno video que mostrava aquilo que seria o jogo em pré-alpha. O video mostra o novo assassino a assistir a uma execução pública por guilhotina junto à Catedral de Notre-Dame em Paris. Também confirmado foi a data de lançamento para o quarto trimestre de 2014 e que seria editado para PlayStation 4, Xbox One e Microsoft Windows. O escritor da Ubisoft, Jeffrey Yohalem, disse que o cenário da Revolução Francesa foi deliberadamente mostrado, juntamente com o cenário da Revolução Americana de Assassin's Creed III, em símbolos vistos no fim de Brotherhood. Ubisoft Montreal é o principal produtor do projecto com a colaboração de outros estúdios da empresa em Toronto, Kiev, Singapura, Shangai, Annecy, Montpellier, Bucareste, Quebeque, e Chengdu.
Assassin's Creed Unity estava planeado para ser editado a 28 de Outubro de 2014. No entanto em Agosto de 2014, foi adiado para 11 de Novembro de 2014 na América do Norte, 13 de Novembro de 2014 para as regiões PAL e 4 de Dezembro de 2014 no Japão. Vincent Pontbriand, produtor da Ubisoft, disse, "À medida que nos aproximamos de acabar a produção do jogo, vemos que precisamos de mais tempo para acrescentar mais detalhes e para termos a certeza que Assassin’s Creed Unity é excepcional.” Adicionalmente, Unity teve várias actualizações após o primeiro dia, isto por ter apresentado muitos problemas como a baixa frame rate, bugs, glitches, etc. Uns dias depois, a Ubisoft pediu desculpas pelo estado em que Assassin's Creed Unity foi colocado à venda e através de Yannis Mallat, CEO da Ubisoft Montreal, prometeu que iria recompensar os jogadores oferecendo o primeiro conteúdo descarregável, “Dead Kings”, e um jogo à escolha (Assassin's Creed IV: Black Flag, The Crew, Far Cry 4, Just Dance 2015, Rayman Legends ou Watch Dogs) para os jogadores que compraram a Season Pass. Adicionalmente, a Ubisoft anunciou que iria parar as vendas para a Season Pass e para a Gold Edition.
Marketing
Para o evento San Diego Comic-Con 2014, a Ubisoft desenhou um percurso de obstáculos, em que profissionais de parkour e duplos ajudavam os fãs a recriar os movimentos existentes no jogo. Também no mesmo evento foi mostrado um filme animado produzido por Rob Zombie, desenhado por Tony Moore (co-criador de The Walking Dead) e com narração do actor francês Féodor Atkine. No final de Setembro de 2014 a Ubisoft apresentou o Project Widow, um “passeio” online em Paris criado para suportar Assassin's Creed: Unity. Narrado por Andy Serkis, o site permite visitar algumas secções da cidade moderna ao nível da rua, incluindo a Bastille, a Catedral de Notre-Dame ou a Praça da Concórdia. Arte e outras curiosidades sobre Unity estão espalhados pelo site, assim como detalhes da Revolução Francesa e a explicação de como a acção do jogo alimentará tais eventos.
Conteúdo adicional
Em Setembro de 2014 a Ubisoft revelou os detalhes do Season Pass de Assassin's Creed Unity. O conteúdo, disponível no inicio de 2015, tem novas missões, armas e personagens para Unity e a história "Dead Kings", que tem lugar após os eventos do jogo principal e segue Arno à medida que este viaja de Paris até à cidade vizinha de Saint Denis. Os jogadores têm acesso ainda a Assassin's Creed Chronicles: China, que é um jogo descarregável completamente novo e exclusivo para os possuidores de um Season Pass. Em Chronicles a acção passa-se no ano de 1526 na China, o jogador controla a Assassina Shao Jun num mundo em 2.5D, inspirado nas pinturas tradicionais chinesas. Shao Jun, que foi treinada por Ezio Auditore da Firenze (o protagonista de Assassin's Creed II), regressa à sua terra natal à procura de vingança e para restaurar a sua Irmandade perdida.
Edições especiais
Para Assassin's Creed Unity a Ubisoft disponibilizou várias edições especiais: a “Special Edition” que para além de uma cópia do jogo inclui a missão The Chemical Revolution em que se tem de encontrar os projectos de uma bomba de veneno roubados a Antoine Laurent de Lavoisier; a “Bastille Edition” que tem uma caixa especial, um livro com arte conceptual, a banda sonora, duas litografias num envelope e duas missões, The Chemical Revolution e The American Prisoner, em que se pede ao jogador para salvar Thomas Paine e os seus manuscritos de uma prisão parisiense; a “Notre Dame Edition” que tem todo o conteúdo da anterior edição e ainda uma estátua de 39,cm de altura de Arno em cima de uma gárgola e uma caixa de coleccionador Notre Damme.
Imagem: Official GDC · BY · Openverse
Criticas profissionais
Assassin's Creed Unity teve uma recepção variada por parte dos críticos profissionais. Os sites de pontuações agregadas GameRankings e Metacritic deram à versão PlayStation 4 68.12% e 70/100 e à versão Xbox One 70.64% e 73/100, respectivamente. Os elogios foram feitos principalmente aos visuais e ao formato orientado para o multijogador, enquanto que as criticas foram mais em direcção à história, à jogabilidade pouco refinada e aos numerosos erros que apresentava quando foi colocado à venda, como a baixa frame rate, bugs, glitches, etc. Matt Miller da revista Game Informer deu ao jogo a pontuação 8/10, elogiando a arquitectura e o ambiente detalhado, as vozes das personagens, as missões, a jogabilidade mas criticou os problemas de balanço e controlo, assim como os vários problemas técnicos. Também refere que tanto o sistema de navegação como o combate precisam de ser melhorados. Louise Blain do GamesRadar deu quatro em cinco estrelas, elogiando o mundo do jogo como "denso e atmosférico", as missões, as mecânicas de corrida, o combate e a personalização dos personagens. No entanto, criticou a framerate do jogo e a fraca inteligência artificial (AI) dos inimigos.
Vendas
Assassin's Creed Unity estreou-se em segundo lugar nas tabelas de vendas do Reino Unido, atrás de Call of Duty: Advanced Warfare. De acordo com Chart-Track, as versões PC (2%), PlayStation 4 (52%) e Xbox One (46%) de Unity, ultrapassaram Assassin's Creed: 4: Black Flag no mesmo período de vendas. De acordo com o website VG Chartz, no inicio de Fevereiro de 2015 já tinham sido vendidas cerca de 5,76 milhões de cópias de Unity. Apesar de não ter revelado o número de unidades vendidas em separado, a companhia francesa anunciou que as vendas combinadas de Assassin's Creed Unity e Assassin's Creed Rogue atingiram a marca dos 10 milhões de unidades vendidas.
Prémios
Para os Annie Awards de 2015, Assassin's Creed Unity recebeu o prémio "Grandioso Feito, Animação de Personagem num Videojogo", na pessoa de Mike Mennillo, director de animação da Ubisoft.
Imagem: Official GDC · BY · Openverse
Género no modo cooperativo
A equipa de produção pretendia que os jogadores pudessem escolher o género dos personagens no modo cooperativo, mas acabou por ser abandonado devido às restrições de tempo. "É o dobro das animações, é o dobro das vozes, tudo isso mais o dobro das questões visuais", explicou Amancio, "especialmente porque temos assassinos personalizáveis. Seria muito trabalho de produção extra." Numa entrevista com o Videogamer, James Therien, director técnico da Ubisoft para o desenvolvimento de Assassin's Creed Unity, falou sobre a ausência de personagens femininos jogáveis no jogo. "Estava na nossa lista de coisas a fazer até há muito pouco tempo, mas é uma questão de foco e produção," explicou Therien. "Queríamos garantir que tínhamos a melhor experiência para o personagem. Um personagem feminino significa que tens de refazer uma série de animações, muitas roupas... Teríamos duplicado o trabalho em torno de tudo isso." "Quero dizer com isto que ter uma mulher entre os protagonistas era algo que a equipa queria muito, mas tivemos que tomar uma decisão. É lamentável, mas é a realidade do desenvolvimento dos videojogos," comentou. Bruno St-André, um dos produtores, disse também que seriam precisas mais 8 000 animações adicionais para criar uma avatar feminina.
Sobre a reinterpretação histórica
Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, o politico Jean-Luc Mélenchon, criticou a reinterpretação histórica que o jogo transmite sobre a Revolução Francesa: "Este denegrir da grande Revolução é uma campanha de difamação para introduzir mais auto-aversão e auto-calunia no francês", disse "se continuar assim, não haverá qualquer identidade cultural possível na França, excepto a religião e a cor da pele." Seguidamente na televisão francesa, Mélenchon disse que Unity era "propaganda contra o povo" com personagens "bárbaras" e "selvagens sedentos de sangue", castigando a imagem de Robespierre como "um monstro". O cerne do argumento é que o jogo é uma "reinterpretação da história em favor dos perdedores" visando "desacreditar a República única e indivisível".
Paridade entre consolas
Em Outubro de 2014, Vincent Pontbriand da Ubisoft disse que todas as versões do jogo teriam 900p de resolução. Tal foi feito "...para evitar debates e etc." Muitos concluíram que devido ao facto da PlayStation 4 e da Xbox One estarem constantemente a serem comparadas nos media, presumiu-se que teve que se baixar a resolução da versão PS4 para ficar em igualdade com a da Xbox One. Mais tarde a Ubisoft negou essas afirmações. Ao invés, Pontbriand refere que a decisão pela paridade é devido ao facto as limitações de CPU nas consolas. O numero de NPCs e a quantidade de IA estava equivalente para manter o jogo bloqueado em 30fps.


