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Assassin's Creed

Assassin's Creed é uma série de jogos eletrônicos de ação e aventura histórica e uma franquia de mídia publicada pela Ubisoft e desenvolvida principalmente por seu estúdio, a Ubisoft Montreal, utilizando o motor de jogo Anvil e seus derivados mais avançados. Criada por Patrice Désilets, Jade Raymond e Corey May, a série de jogos eletrônicos Assassin's Creed retrata uma luta milenar fictícia entre a Ordem dos Assassinos, que luta pela paz e pelo livre-arbítrio, e os Cavaleiros Templários, que desejam a paz por meio da ordem e do controle. A série apresenta ficção histórica, ficção científica e personagens fictícios entrelaçados com eventos e figuras históricas do mundo real. Na maioria dos jogos, os jogadores controlam um Assassino histórico enquanto também jogam como um Iniciado Assassino ou alguém envolvido no conflito entre Assassinos e Templários nos dias atuais, o que serve como uma narrativa de enquadramento. Considerada uma sucessora espiritual da série Prince of Persia, Assassin's Creed inspirou-se no romance Alamut, do escritor esloveno Vladimir Bartol, baseado na seita histórica dos Hashashin no Irã (Pérsia) medieval.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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História de desenvolvimento

Embora os jogos da série tenham tido vários arcos narrativos, a Ubisoft considera que a franquia possui atualmente três períodos de desenvolvimento e filosofia de design. Até Assassin's Creed Syndicate, de 2015, a franquia era estruturada em torno de conteúdo para um jogador (single-player) e, embora focada em espaços de mundo aberto e incorporando diversos elementos de RPG, os jogos eram mais voltados para ação e aventura e furtividade. O segundo período, que abrange de Assassin's Creed Origins a Assassin's Creed Mirage, trouxe mais elementos de RPG e recursos de live-service para aumentar o engajamento dos jogadores. O terceiro período começou com Assassin's Creed Shadows, utilizando lições do segundo período de desenvolvimento para criar jogos imersivos para um jogador, semelhantes aos títulos originais, mas com recursos que permitem aos jogadores compartilhar conquistas e conteúdos com outros por meio de um novo sistema chamado Animus Hub.

Primeiro período

O primeiro jogo, Assassin's Creed, surgiu a partir de ideias para uma sequência do jogo da Ubisoft Prince of Persia: The Sands of Time, com foco na sétima geração de consoles de jogos eletrônicos. A equipe da Ubisoft Montreal decidiu levar a jogabilidade de The Sands of Time para uma abordagem de mundo aberto, aproveitando o poder de processamento aprimorado para renderizar espaços maiores e multidões. Narrativamente, a equipe queria se afastar da ideia de o Príncipe ser alguém natural na linha de sucessão ao trono e, em vez disso, fazê-lo lutar por ele. Em conjunto com pesquisas sobre sociedades secretas, eles decidiram focar na Ordem dos Assassinos, com base na seita histórica dos Hashashin, de origem ismaelita, que eram seguidores do islamismo xiita. Ao desenvolver a narrativa, a equipe inspirou-se fortemente no romance de 1938, Alamut, que se concentra nos Assassinos sob a liderança de Hassan-i Sabbah durante as Cruzadas. Inicialmente, desenvolveram uma história na qual o jogador controlaria um Assassino escoltando um Príncipe não jogável, o que os levou a chamar o jogo de Prince of Persia: Assassin, ou Prince of Persia: Assassins. A Ubisoft ficou apreensiva com um jogo da série Prince of Persia sem o Príncipe como personagem jogável, mas isso levou a divisão de marketing a sugerir o nome Assassin's Creed, brincando com o credo dos Assassinos em Alamut: "nada é verdade; tudo é permitido". A Ubisoft Montreal seguiu com essa ideia ao criar uma nova propriedade intelectual, eliminando o Príncipe e baseando a história na rivalidade entre os Assassinos e os Cavaleiros Templários na Terra Santa durante o século XII. Além disso, ao postular quais outros assassinatos poderiam explorar ao longo da história, eles chegaram à ideia da memória genética e criaram o dispositivo Animus, juntamente com os elementos do enredo nos dias modernos. Isso também permitiu explicar certas facetas da jogabilidade, como justificar o momento em que o personagem do jogador morre, de maneira semelhante a The Sands of Time.

Segundo período

Após o lançamento de Syndicate, a Ubisoft decidiu que a série precisava de uma grande reinvenção, tanto na jogabilidade quanto na narrativa. Foi decidido que o jogo seguinte, Assassin's Creed Origins, se aproximaria mais de um RPG eletrônico do que de um jogo de ação furtiva, o que também resultaria em um título com muito mais horas de duração que os anteriores. Para esse propósito, alguns recursos tradicionais foram eliminados, como a mecânica de furtividade social. Isso alterou a forma como as missões eram apresentadas — em vez de serem direcionadas de forma linear pelo Animus, o jogador poderia encontrar vários distribuidores de tarefas (quest givers) pelo mapa para receber seus objetivos. Do lado narrativo, a Ubisoft situou o jogo antes da formação da Irmandade dos Assassinos, no Antigo Egito, e fez com que o personagem principal, Bayek de Siwa, fosse um medjai altamente respeitado por seu povo. O enredo dos dias modernos também voltou a se concentrar em uma única personagem, Layla Hassan. Os desenvolvedores limitaram o número de sequências jogáveis para ela em comparação com os títulos mais antigos, mas deram-lhes mais significado, permitindo que o jogador explorasse o laptop de Layla em busca de informações sobre o universo da franquia.

Terceiro período

Em 2022, a Ubisoft anunciou diversos jogos adicionais para a série, incluindo Assassin's Creed Shadows, ambientado no Japão durante o Período Sengoku, e Assassin's Creed: Codename Hexe, com rumores de ser ambientado na Europa Central durante o século XVI. Junto com o lançamento de Assassin's Creed Shadows, a Ubisoft introduziu o Animus Hub, projetado para servir como um espaço centralizado para os jogos da franquia a partir de Shadows. Originalmente anunciado sob o título provisório de Assassin's Creed Infinity, o Animus Hub foi descrito por seu produtor executivo, Marc-Alexis Côté, como uma "nova filosofia de design" para a série, bem como um centralizador para os lançamentos futuros. De acordo com Côté em 2024, a narrativa dos dias modernos da série havia se tornado desorganizada após a morte de Desmond Miles em Assassin's Creed III até a introdução de Layla Hassan em Assassin's Creed Origins, devido à falta de um personagem principal fixo e ao número de estúdios envolvidos, o que levou o projeto Infinity a ter o objetivo de restabelecer esse segmento contemporâneo da história. O Animus Hub não atua como um inicializador (launcher) autônomo, mas sim como um recurso integrado ao Shadows, aos títulos futuros e a jogos selecionados do segundo período, incorporando neles o enredo moderno.

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Jogabilidade

Os jogos da série Assassin's Creed centram-se em um ou mais membros fictícios da Ordem dos Assassinos. Suas memórias são vivenciadas por um personagem nos dias modernos por meio de um dispositivo chamado Animus e suas derivações. O Animus permite ao usuário explorar essas memórias transmitidas geneticamente. Dentro do contexto do jogo, isso fornece uma interface diegética para o jogador no mundo real, mostrando-lhe elementos como barras de vida, um minimapa e objetivos de missão como se fossem apresentados pelo próprio dispositivo. Além disso, caso o jogador faça com que o personagem histórico morra ou falhe em uma missão, isso é retificado como uma "dessincronização" da memória genética, permitindo que o jogador tente a missão novamente. Através da interface do Animus, o jogador pode repetir qualquer missão passada já concluída; por exemplo, em Assassin's Creed: Brotherhood, o jogador alcança melhores resultados de sincronização ao realizar a tarefa de uma maneira específica, como matando apenas o alvo principal. O Animus também concede habilidades especiais ao personagem contemporâneo, ajudando-o a ver seu alvo no meio de uma multidão ou identificar outros pontos de interesse únicos.

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Enredo

Premissa

Os jogos da franquia Assassin's Creed giram principalmente em torno da rivalidade e do conflito entre duas sociedades secretas antigas: a Ordem dos Assassinos, que representa a liberdade, e os Cavaleiros Templários, que representam a ordem. Versões dessas sociedades existem há séculos, com os Assassinos buscando impedir que os Templários obtenham o controle dos Pedaços do Éden (Pieces of Eden), artefatos capazes de anular o livre-arbítrio para controlar a mente das pessoas. Esses artefatos são vestígios de uma espécie antiga que antecedeu a humanidade, chamada de Isu (ou Precursores), que criou os humanos para viverem em paz ao seu lado. Os Isu garantiram que os humanos não pudessem se rebelar contra eles ao criarem os Pedaços do Éden para controlá-los. Quando os primeiros seres híbridos entre Isu e humanos surgiram, nomeados Adão e Eva, eles mostraram-se imunes aos efeitos dos Pedaços do Éden. Eles roubararam os artefatos, o que desencadeou uma grande guerra que terminou apenas quando uma enorme erupção solar devastou a superfície da Terra. Os Isu sobreviventes acabaram sendo extintos, enquanto a humanidade prosperou. Tudo o que restou dos Isu foram traços de suas memórias nas mitologias e religiões do mundo, enquanto os Pedaços do Éden se perderam no tempo, muitos deles escondidos em cofres subterrâneos conhecidos como Templos.

Arcos de história

Os cinco primeiros jogos principais da série focam em Desmond Miles, um barman e ex-Assassino que descobre ser descendente de vários Assassinos importantes ao longo da história, incluindo Altaïr Ibn-LaʼAhad do Oriente Médio durante a Terceira Cruzada; Ezio Auditore da Firenze do Renascimento italiano; e Ratonhnhaké:ton (comumente conhecido como Connor), um Assassino meio-mohawk e meio-britânico atuante durante a Revolução Americana. Desmond é usado pela Abstergo para encontrar os Pedaços do Éden, mas é resgatado por Lucy Stillman, uma agente disfarçada dos Assassinos. Com a ajuda de dois outros Assassinos, Shaun Hastings e Rebecca Crane, e posteriormente de William Miles, pai de Desmond e líder dos Assassinos modernos, o grupo continua a explorar as memórias genéticas de Desmond na esperança de localizar os artefatos antes da corporação. No processo, eles descobrem sobre os Isu e entram em contato com Juno, que força Desmond a matar Lucy, revelada como uma agente dupla dos Templários. O grupo acaba encontrando o Grande Templo, e Desmond ativa o dispositivo global de aurora boreal a tempo de bloquear a erupção solar, custando sua própria vida.

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Histórico de lançamentos

A tabela a seguir lista os jogos principais e derivados (spin-offs) da franquia, juntamente com seus anos de lançamento e as respectivas plataformas em que foram disponibilizados: ↑a Lançado sob o título Assassin's Creed: Liberation HD para Windows, PlayStation 3 e Xbox 360 em 2014. ↑b Lançado originalmente como um DLC para todas as versões de Assassin's Creed IV: Black Flag em 2013. ↑c Anunciado originalmente como parte do passe de temporada (season pass) de Assassin's Creed Unity. ↑d Lançado como uma compilação intitulada Assassin's Creed Chronicles Trilogy Pack. ↑e Lançado exclusivamente para o smartphone Honor 9.

Série principal

O primeiro jogo da série foi lançado em novembro de 2007 para PlayStation 3 e Xbox 360, e em abril de 2008 para Microsoft Windows. Ele apresenta uma recriação histórica da Terra Santa (principalmente as cidades de Masyaf, Jerusalém, Acre e Damasco) no final do século XII, e sua narrativa inclui figuras e eventos históricos reais do período. O enredo é dividido em duas partes: uma ambientada nos dias modernos, que acompanha Desmond Miles; e outra ambientada em 1191, que acompanha o ancestral de Desmond, Altaïr Ibn-LaʼAhad, membro da Ordem dos Assassinos durante a Terceira Cruzada. A história de Desmond começa com seu sequestro pela Abstergo Industries, cujo cientista-chefe, Dr. Warren Vidic, o força a explorar as memórias de Altaïr através de uma máquina chamada Animus, que lhe permite conectar-se ao DNA de seus ancestrais. Com isso, a Abstergo espera encontrar artefatos poderosos chamados de Pedaços do Éden, pelos quais os Assassinos e seus rivais, os Cavaleiros Templários, lutam há séculos. A história de Altaïr começa com seu rebaixamento após fracassar em uma tentativa dos Assassinos de recuperar um Pedaço do Éden, a Maçã do Éden, dos Templários. Para se redimir, Altaïr recebe a missão de assassinar nove alvos Templários espalhados pela Terra Santa.

Derivados (Spin-offs)

Assassin's Creed III: Liberation é um jogo derivado lançado para PlayStation Vita em outubro de 2012. A história corre paralelamente aos eventos de Assassin's Creed III e acompanha Aveline de Grandpré, uma crioula da Luisiana filha de um mercador francês com uma mãe africana. Recrutada pela Irmandade, Aveline luta contra a escravidão em Nova Orleães e enfrenta os Templários que tramam o controle da Luisiana após o fim da Guerra dos Sete Anos. O título é inteiramente apresentado de forma metalinguística como um produto comercial desenvolvido no universo do jogo pela Abstergo Entertainment, contendo versões censuradas que mais tarde são reveladas ao jogador pelo grupo de hackers "Erudito".

Jogos para portáteis e dispositivos móveis

Lançado inicialmente em 2008, o derivado mobile atua como uma prequela do primeiro título de 2007, desenrolando-se no ano de 1190. Altaïr é encarregado de buscar o Cálice que traria paz à sua nação devastada por batalhas. Bloodlines atua como um epílogo para o clássico original, seguindo o Assassino Altaïr enquanto ele liberta a nação de Chipre do último resquício templário. Foi lançado ao lado de AC II em 2009. Jogo derivado focado em estilo 2.5D side-scrolling (movimento lateral) ocorrendo paralelamente ao arco da busca do Éden por Ezio, desta vez na Espanha, durante os eventos envolvendo a poderosa Inquisição espanhola. Uma adaptação da história de Arno lançada com o mesmo esquema de plataforma e estilo que a série Chronicles. Foi liberada comercialmente nos dispositivos móveis Huawei Honor 9.

Jogos cancelados e extintos

Uma aplicação para a rede social Facebook com foco narrativo através de texto para suportar o aprofundamento do universo em prol de Brotherhood. Retirada do ar pela plataforma em meados de 2013. Lançamento para o antigo iOS voltado ao multijogador em que o usuário procurava assassinar um alvo real enquanto sobrevivia a um caçador, mantendo dinâmicas micro-monetárias e de rede como conexões via Bluetooth. Tratou-se de um lançamento em formato de tabuleiro político e gestão para os primeiros dispositivos iPad e iPhone, possuindo mais de 280 lembranças ilustradas batalhadas frente a frente. Delineado originalmente como um prelúdio e promotor ao mundo colonial de Assassin's Creed III, ele colocaria o jogador como arquiteto da época construindo cidades. A proposta não sobreviveu ao desenvolvimento inicial em conjunto da GREE e foi cancelada.

Jogos futuros

Questionado sobre o futuro da série em 2009, Sébastien Puel, da Ubisoft, afirmou: "poderíamos fazer 35 desses [jogos Assassin's Creed]", enquanto Laurent Detoc disse mais tarde que "esperamos alcançar o Assassin's Creed 10." Em novembro de 2011, uma pesquisa da Ubisoft foi enviada aos participantes, perguntando quais locais e épocas eles gostariam de ver nos "próximos jogos de Assassin's Creed". Essas ambientações eram a China Medieval, a Inglaterra Vitoriana, o Antigo Egito, a colonização portuguesa e espanhola das Américas, a Revolução Americana, a Revolução Russa, o Japão Feudal e a Roma Antiga. Alex Hutchinson, na época diretor criativo de Assassin's Creed III, chegou a afirmar que as sugestões mais solicitadas na ocasião (Segunda Guerra Mundial, Japão Feudal e Antigo Egito) eram "as três piores ambientações para um jogo de Assassin's Creed". O tempo passou e muitos destes períodos (Inglaterra Vitoriana, Revolução Americana, China, Rússia, Egito e, por fim, Japão Feudal) foram devidamente utilizados em títulos oficiais.

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Animus Hub

O Animus Hub é um recurso que fez sua estreia em Assassin's Creed Shadows, com o objetivo de conectar múltiplos títulos da franquia Assassin's Creed. Inicialmente anunciado como um inicializador (launcher) autônomo sob o nome de Assassin's Creed Infinity, a Ubisoft revelou mais detalhes sobre o Animus Hub em janeiro de 2025, antes do lançamento de Shadows, incluindo o fato de que seria um componente presente em todos os próximos jogos de Assassin's Creed, destinado a ajudar a imergir os jogadores no universo fictício da série. A partir do Animus Hub, os jogadores podem iniciar todos os jogos da franquia instalados em seus sistemas, concluir "Projetos" (Projects) para ganhar recompensas dentro do jogo e acessar um extenso banco de dados chamado "O Cofre" (the Vault), que também contém elementos relacionados à narrativa abrangente dos dias modernos. No lançamento, os únicos jogos a serem incluídos no Animus Hub foram Origins, Odyssey, Valhalla, Mirage e Shadows, com mais títulos previstos para serem adicionados com o tempo.

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Outras mídias

Televisão

Em novembro de 2016, foi anunciado que a Ubisoft e a Netflix haviam iniciado negociações sobre o desenvolvimento de uma série de Assassin's Creed. Em julho de 2017, Adi Shankar revelou que criaria a série, que seria no formato de anime. A animação, que contará com uma história original de Shankar, compartilhará o mesmo universo que as outras mídias da franquia. Em outubro de 2020, a Netflix e a Ubisoft anunciaram que firmaram um acordo para desenvolver uma série em live-action, bem como séries animadas e em estilo anime. A primeira série em live-action seria produzida pela Ubisoft Film & Television para o serviço de streaming, com Jason Altman e Danielle Kreinik como produtores executivos e Jeb Stuart como roteirista. Em janeiro de 2023, o portal Collider relatou que Stuart não estava mais envolvido no projeto. Até julho de 2025, a Netflix e a Ubisoft anunciaram que Roberto Patino e David Wiener produziriam a série. Entre novembro e dezembro de 2025, Toby Wallace, Lola Petticrew, Zachary Hart e Laura Marcus foram escalados para o elenco regular. Johan Renck foi contratado para dirigir os episódios. Em janeiro de 2026, Tanzyn Crawford juntou-se à produção. A expectativa é que as gravações da série comecem em 2026 na Itália, local que, segundo o portal Deadline, servirá de cenário para a trama.

Filmes

Um filme em live-action, intitulado Assassin's Creed, ambientado no mesmo universo que os jogos eletrônicos e outras mídias, foi lançado em 21 de dezembro de 2016. O desenvolvimento do longa começou em outubro de 2011, quando a Sony Pictures entrou em negociações finais com a Ubisoft Motion Pictures para produzi-lo. Em julho de 2012, foi anunciado que Michael Fassbender estrelaria e co-produziria o filme. Seu papel foi revelado em agosto de 2015 como Callum Lynch, cujo ancestral, Aguilar, é um Assassino na Espanha do século XV. Em outubro de 2012, a Ubisoft revelou que o projeto não seria mais produzido pela Sony Pictures, sendo co-produzido pela New Regency e distribuído pela 20th Century Fox. Em janeiro de 2013, Michael Lesslie foi contratado para roteirizar o filme, com Scott Frank, Adam Cooper e Bill Collage encarregados de reescrever algumas partes do texto. No final de abril de 2014, Justin Kurzel estava em negociações para a direção. A fotografia principal começou em 31 de agosto de 2015, e terminou em 15 de janeiro de 2016. A obra foi mal recebida pelos críticos e teve um péssimo desempenho nos cinemas, perdendo cerca de US$ 75 a 100 milhões e tornando-se um dos maiores fracassos de bilheteria de 2016.

Publicações impressas

A franquia possui uma extensa coleção de publicações impressas escritas por vários autores, incluindo Christie Golden, Oliver Bowden, Gordon Doherty e Matthew J. Kirby. Ambientadas no mesmo universo fictício dos jogos eletrônicos, o catálogo engloba coleções variadas como romances, histórias em quadrinhos e enciclopédias. A editora britânica Penguin Books foi a principal responsável pela maioria das publicações até 2020.

Audiodrama

Assassin's Creed Gold é um audiodrama da Audible criado por Anthony del Col e lançado em 27 de fevereiro de 2020. O drama sonoro de quatro horas de duração acompanha uma jogadora de cartas e vigarista chamada Aliyah Khan (Tamara Lawrence), recrutada por Gavin Banks (John Chancer) para reviver as memórias de seu ancestral Omar Khaled (Riz Ahmed), um Assassino na Inglaterra do século XVII. A produção também conta com as vozes de Anthony Head como o cientista Isaac Newton e Danny Wallace, que reprisa seu papel na série como Shaun Hastings.

Jogos de tabuleiro

Um jogo de tabuleiro, Assassin's Creed: Arena, foi lançado em 26 de fevereiro de 2014. Inspirado em Assassin's Creed Revelations, ele inclui muitos personagens do jogo base, como Shahkulu, Anacletos, Odai Dunqas e Oksana Razin, assim como figuras originais. Em 17 de setembro de 2018, a Triton Noir anunciou um novo jogo de tabuleiro chamado Assassin's Creed: Brotherhood of Venice. Situado em 1509, entre os eventos de Assassin's Creed: Brotherhood e Revelations, ele integra personagens clássicos como Ezio Auditore da Firenze, Leonardo da Vinci e Lucrécia Bórgia, além de rostos inéditos como Alessandra d'Avanzago. Desenvolvido por Thibaud de la Touanne, o jogo estima render mais de 20 horas de partida. O lançamento original estava previsto para novembro de 2018, mas acabou sendo adiado para agosto de 2021. Em março de 2023, foi anunciada uma expansão intitulada Assassin's Creed: Brotherhood of Venice – Apocalypse, ambientada nas selvas do Império Quemer (atual Camboja) durante o século XVI.

Concertos

Assassin's Creed Symphony foi uma turnê pela América do Norte e Europa focada em arranjos dos compositores que trabalharam nas trilhas sonoras de cada jogo da franquia, como Jesper Kyd, Lorne Balfe, Brian Tyler, Austin Wintory, Sarah Schachner, Winifred Phillips, Elitsa Alexandrova, Chris Tilton, Ryan Amon e The Flight. Programada para começar no verão norte-americano de 2019, esperava-se que a turnê trouxesse personagens holográficos da série aos palcos. A agenda de shows de 2019–2020 acabou cancelada devido à Pandemia de COVID-19. Posteriormente, o espetáculo Assassin's Creed Symphonic Adventure, desenvolvido pela produtora *Overlook Events*, foi apresentado em uma estreia mundial na cidade de Paris, em 29 de outubro de 2022, no cinema Le Grand Rex. A noite de estreia serviu para celebrar o 15º aniversário da franquia de jogos. Uma turnê internacional começou de fato em 2023. O concerto consiste em uma apresentação de duas horas com uma orquestra sinfônica completa, apresentando também um coro e a participação de solistas.

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Recepção

A série Assassin's Creed recebeu críticas principalmente positivas, com a revista Blast Magazine chamando-a de "a série de destaque na [sétima geração] de consoles". Ela tem sido elogiada por seu design de jogo ambicioso, visuais e narrativas, mas criticada por seus problemas técnicos e pelos lançamentos anuais de quase todos os títulos da franquia; a mudança de foco da série, que começou em Origins, em direção à priorização de mecânicas de RPG de ação em detrimento da furtividade (stealth) em vários jogos também foi considerada polarizadora entre a crítica e o público. Até setembro de 2019, a série já havia vendido mais de 140 milhões de cópias, com mais de 95 milhões de jogadores, tornando-se a franquia mais vendida da Ubisoft e uma das franquias de jogos eletrônicos mais comercializadas de todos os tempos. Em setembro de 2022, as vendas totais da série atingiram a incrível marca de 200 milhões de cópias. A franquia supostamente gerou cerca de €4 bilhões (euros) apenas na década que antecedeu o ano de 2024.

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Impacto cultural

Elementos de Assassin's Creed foram introduzidos como conteúdo em outros jogos da Ubisoft e em títulos de terceiros. As versões para macOS e Microsoft Windows de Team Fortress 2 (2007) apresentam dois itens cosméticos para a classe Spy que foram adicionados para promover Assassin's Creed: Revelations; o primeiro é a icônica Lâmina Oculta (Hidden Blade) da série, enquanto o segundo é um capuz baseado no que Ezio usa no jogo. Sackboy, o personagem jogável de LittleBigPlanet e LittleBigPlanet 2, pode ser equipado com uma skin semelhante ao traje de Ezio. Em Prince of Persia (2008), o traje de Altaïr pode ser desbloqueado com um código obtido na pré-venda do jogo. Em Prince of Persia: The Forgotten Sands (2010), há um traje semelhante às vestes de Ezio em Assassin's Creed II, que pode ser desbloqueado através do Uplay. Já Final Fantasy XIII-2 (2011) inclui uma roupa baseada no traje de Ezio em Assassin's Creed: Revelations, adicionada como uma opção cosmética via conteúdo para download.

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Fontes consultadas

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