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Assaditas

Os assaditas ou Banu Assade são uma tribo árabe.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Genealogia

De acordo com os genealogistas árabes, a linhagem dos assaditas, que deu seu nome à tribo, remonta a Assade ibne Cuzaima ibne Mudrica ibne Ilias ibne Modar ibne Nizar, chegando até o profeta Ibraim. Dos outros filhos de Cuzaima, Quinana e Hune, também surgiram tribos irmãs. A descendência de Assade se dividiu e se multiplicou a partir de cinco de seus filhos: Dudane, Sabe, Culma, Cail e Anre; o mais forte deles é o ramo de Dudane.

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História

Período pré-islâmico

Os territórios dos assaditas eram ricos em vales e nascentes, e na montanha Cussas havia uma mina de ferro, da qual se originava o nome das espadas chamadas cussassi (quṣāṣī). Como Calide ibne Anre ibne Assade é considerado o primeiro árabe a aprender a profissão de ferreiro, os assaditas receberam o apelido de Alcuiune (al-Quyūn; "os ferreiros"). Originalmente os assaditas habitavam o norte da Arábia, ao pé das montanhas outrora habitadas pelos taitas (outras reconstruções colocam que o taitas teriam chegado em territórios já ocupados pelos assaditas e os tomaram). Em contraste com estes últimos, os assaditas levavam uma vida majoritariamente nômade. Seus pastos se estendiam ao sul e sudeste do Nefude, desde as montanhas Xamar até o Uádi Arruma, ao sul, e além dele, nas cercanias das duas montanhas Abã (Alamar e Alasmar), na direção de Arras, avançando mais para leste até Sir. Seu território se sobrepunha ao dos abecitas, enquanto ao norte tocava o dos iarbuítas, dos tamimitas, pois ali os assaditas possuíam a fonte de Line, para lá do Dana, assim como a faixa adjacente de Hasne (Hejera), ao norte. Outras tribos vizinhas conhecidas eram os quinanaítas, dabaítas, Rabia ibne Maleque (Rabīʿa ibn Mālik), soleimitas e fazaraítas.

Período islâmico inicial

No início do ano 4/625, Maomé enviou uma expedição de ataque aos poços dos assaditas em Catã, onde se encontrava o subgrupo facacitas, com seu chefe Tulaia ibne Cuailide (Tala), os quais, segundo a tradição, planejavam atacar Medina, já enfraquecida pela Batalha de Uude. Nessa expedição, a força de 150 muçulmanos capturaram muito espólio. Depois, um grupo de taitas aproveitou-se da situação e saqueou todos os bens assaditas. No mesmo ano, Maomé enviou uma expedição contra eles, mas, avisados com antecedência, fugiram. É concebível que Tulaia tenha participado do cerco de Medina, a chamada Batalha da Trincheira (6/627). Segundo Jawād ʿAlī, embora Assade ibne Cuzaima estivesse na religião do profeta Xuaibe, os assaditas adoravam Du Alcabate e Utaride.

Emirado Maziádida e história moderna

Na segunda metade do século X, os assaditas penetraram nas terras povoadas. O xeique Maziade, da subtribo naxiraíta, instalou-se no canal Nil em Hila, enquanto outro chefe, Dubais, atravessou o Tigre e armou seu acampamento nas proximidades da futura Huveize (Cuzistão). Os distúrbios internos sob os buídas favoreceram a ascensão dos maziádidas. Ali ibne Maziade (ca. 961–1017) foi confirmado em seu ofício como vassalo dos buídas em 403/1012–3. Seu filho Dubais (r. 1018–1082) e o filho deste, Mançor (r. 1082–1086), eram considerados o tipo ideal de aristocrata árabe. Ambos foram superados por Sadaca ibne Mançor (r. 1086–1108), em nobreza pessoal e importância política. Na luta entre o sultão Barquiaruque e seu irmão Maomé I Tapar, ele tomou partido deste último e ocupou Cufa (1101), Hite, Uacite, Baçorá e Ticrite, trazendo várias tribos beduínas do Iraque sob sua influência; assim, estava plenamente justificado ao chamar-se Maleque Alárabe (“Príncipe dos Beduínos”). Contudo, mais tarde entrou em conflito com seu suserano, o sultão Maomé, que o derrotou em Almadaim em 501/1108, batalha na qual caiu.

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Fontes consultadas

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