Ácido aspártico
O ácido aspártico é um aminoácido fundamental para a vida, pois faz parte da composição das proteínas dos seres vivos, sendo codificado pelo código genético. Em mamíferos, ele é considerado não essencial, o que significa que o corpo consegue produzi-lo. No cérebro, o ácido aspártico pode atuar como um neurotransmissor excitatório, e há indícios de que ele contribua para a resistência à fadiga. Além disso, participa ativamente do ciclo da ureia e da produção de glicose (gluconeogênese), mas também pode apresentar toxicidade para o sistema nervoso.
Pontos-chave
- O ácido aspártico é um dos aminoácidos que compõem as proteínas.
- É um aminoácido não essencial para mamíferos.
- Pode funcionar como neurotransmissor excitatório no cérebro.
- Está envolvido no ciclo da ureia e na gluconeogênese.
- Pode conferir resistência à fadiga e ter neurotoxicidade.
Imagem: BQ20 MSolano · BY-SA · Openverse
Em mamíferos, o ácido aspártico é um componente chave em diversas vias metabólicas. Ele é formado a partir do oxaloacetato, um intermediário do ciclo de Krebs, através da adição de um grupo amina. A enzima aspartato aminotransferase é responsável por essa transformação, transferindo um grupo amina do glutamato para o oxaloacetato, gerando aspartato e alfa-cetoglutarato. Essa reação ocorre dentro da matriz mitocondrial. Uma vez formado, o aspartato pode sair da mitocôndria e ingressar no ciclo da ureia, onde serve como precursor para a síntese de argininosuccinato, que por sua vez leva à formação de outro aminoácido, a arginina. O aspartato também desempenha um papel crucial na síntese de purinas e pirimidinas, que são componentes essenciais do DNA e RNA. Ele doa átomos de nitrogênio em várias etapas da síntese de purinas e, na síntese de pirimidinas, seu esqueleto de carbono é utilizado como base para a construção do anel dessas bases nitrogenadas.


