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Ashton Gifford House

Ashton Gifford House é um palácio rural inglês localizado no hamlet de Ashton Gifford, Codford, no Condado de Wiltshire. É um listed building classificado com o Grau II. O palácio foi construído durante o início do século XIX, seguindo os preceitos da arquitectura Georgiana tradicional. A propriedade acabou por substituir o hamlet, ou tything, de Ashton Gifford. O edifício situa-se no Vale do Wylye, uma "Área de Destacada Beleza Natural".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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Ashton Gifford no Domesday Book

Imagem: Mike Searle · BY-SA · Openverse

Ashton Gifford está incluido no Domesday Book (1086), listado como pertencente a Humphrey de l'Isle. A terra era detida por Robert, tendo-o sido anteriormente, durante o reinado do Eduardo, o Confessor, por Cynewig. Ashton Gifford era uma propriedade relativamente próspera, avaliada em seis libras (valia quatro em 1066). A propriedade consistia em 49 000 m² (12 acres) de prados e pastagens, com "6 estádios de comprimento e muito larga". O local do assentamento anglo-saxão pode ser visto no campo para sul da actual Ashton Gifford House, onde diferentes retalhos de cor na terra indicam a presença de casas anglo-saxãs.

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O cercamento de Ashton Gifford

Imagem: Donovapa · BY-SA · Openverse

Um Acto de Cercamento (Enclosure) foi passado para o "Tything de Ashton Gifford, na Paróquia de Codford Saint Peter", no dia 27 de Maio de 1814. Esta permissão para cercar as terras no hamlet, nomeando o escudeiro William Hubbard, o escudeiro William Hinton e a solteirona Sarah Bingham como os proprietários sob o Senhor do Solar de Codford St Peter (escudeiro Harry Biggs). Três "cavalheiros" foram nomeados comissários para o cercamento: John Hayward, de Rowde, John Rogers, de Burcombe, e Ambrose Patient, de Corton. Os comissários foram instruídos para se reunirem numa "certa casa chamada George Inn, em Codford Saint Peter acima mencionado". A George Inn ainda existe, como o George Hotel, na Codford High Street, apesar de ter sido reconstruída no final do século XIX.

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A construção de Ashton Gifford House

Imagem: Donovapa · BY-SA · Openverse

A casa principal parece ter sido construída em duas fases. A parte central (de três andares) tem paredes grossas que devem ter servido como paredes exteriores, as quais fazem, agora, a ligação entre a porção central e as alas este e oeste do edifício. Supõe-se que esta parte do edifício foi construída por volta de 1806 por Benjamin Rebbeck, o qual tinha comprado a propriedade (incluindo cerca de 380 000 m² - 93 acres - de terras), retirada da herdade do Conde de Shrewsbury. Rebbeck perdeu a casa para o titular da hipoteca, em 1815, como resultado da sua espiral de dívidas (que o levou ao aprisionamento em 1818). As duas alas de silhar foram acrescentadas pelo detentor da hipoteca, William Hubbard (mencionado no cercamento de Ashton Gifford). William Hubbard parece ter residido no edifício, no máximo, até Maio de 1817. Hubbard também aumentou o tamanho da propriedade, para cerca de 1,24 km² (307 acres).

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Arquitectura de Ashton Gifford House

O English Heritage, na sua secção "Imagens da Inglaterra", descreve a propriedade como tendo uma fachada em silhar de pedra calcária com paredes laterais de tijolo. O edifício tem três pisos, com um bloco central de três janelas projectado para a frente e duas secções laterais de dois andares mas com a mesma altura. A entrada principal é um distyle em pórtico formado por duas colunas com capitel toscano ao centro, com portas meio envidraçadas inseridas, flanqueadas por caixilhos tripartidos, uma porta principal interior com seis painéis planos com "fanlight" (topo arredondado, com vidros) e marginados por caixilhos arqueados com barras vidradas entrelaçadas. O piso térreo do bloco central possui alvenaria rusticada. O primeiro andar tem três faixas com um total de nove painéis e o segundo andar apresenta uma platibanda e três faixas com seis painéis. As secções laterais, de dois andares, têm quatro faixas, com oito painéis, marginadas e uma platibanda. Ao nível do telhado, existe uma cornija moldada com pedra lisa e decorações de ananases do século XX.

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História

Ashton Gifford durante o século XIX

William Hubbard, tendo completado Ashton Gifford House algures entre 1815 e 1824, ocupou o edifício em 1817 e permaneceu na residência até à sua morte, em 1831. Um tal de Henry Hubbard está registado como tendo obtido uma licença de jogo em Ashton Gifford, em 1817 e em 1825. William Hubbard casou três vezes: primeiro, com Margaret Wilkinson, em São Petersburgo, com quem teve três filhos: Henry, Jane e William; em segundo lugar, com Grace Powditch, em Londres, de quem teve outros três filhos: Grace, Susannah e Elizabeth; por fim, com Jane Turner Ingram, com quem viveu em Ashton Gifford (não houve filhos deste casamento). O irmão de William era John Hubbard, de Forest House, Leyton). Por volta de 1817, ainda se erguiam cerca de dez casas da velha aldeia, mas estas foram removidas pelas intempéries em 1839. O único edifício original da aldeia a ser retido foi uma cabana do século XVII, a qual se tornou na casa de abrigo (ou estação) ocidental, agora conhecida como Ashton Cottage

A venda de 1920

A "Propriedade de Ashton Gifford" foi posta à venda por leilão em 1920, por "ordem do Capitão H. N. Fane". Rawlence e Squarey foram os leiloeiros, tendo o leilão ocorrido no White Hart Hotel, Salisbury, no dia 1 de Junho. Fane tinha comprado a propriedade aquando da morte de Harding, em 1916. A casa foi descrita na época como tendo dezasseis quartos e quartos de vestir, além dos "gabinetes usuais" . A sala de jantar (actual cozinha) e sala de estar não tinham as portas francesas para o terraço sul que apresentam actualmente. A propriedade incluia uma casa de bailio, dois pavilhões e cabanas adicionais, e foi descrita como "uma atraente residência de cavalheiro".

A década de 1930 e Lorde Headley

Em 1929, a casa e as terras foram novamente leiloadas, desta vez pela Constable and Maude de Londres. Os agentes tentaram vender a propriedade antecipadamente, oferecendo a casa e terra por £4500 antes de ir para leilão "numa reserva baixa". A propriedade foi descrita como "uma Propriedade Residencial e de Desporto" e, na época, compreendia 240.000 m² (60 acres) de terra de parque. Tinha um lago ornamental, bosque, parque e pastos, além duma variedade de edifícios de apoio. O lote a leilão incluia estábulos e garagens, (em duas antigas cocheiras, as quais foram anunciadas como podendo acomodar mais de seis carros). Também existiam dois pavilhões: um pavilhão na entrada principal, a nordeste da propriedade (na Codford High Street) e o "Station Lodge", com um telhado de palha no fim do acesso sudoeste (agora desactivado) da estação de Codford. A estação era, de facto, parte do hamlet de Ashton Gifford, algo para sul de Codford.

Ashton Gifford House como escola

Em 1940, a Greenways Preparatory School foi evacuada de Bognor Regis, Sussex, para Ashton Gifford House, tendo o edifício sido transformado numa escola. O poeta Adrian Mitchell frequentou a escola (que era administrada por Vivien Hancock, uma amiga da sua mãe) durante a década de 1940. O filho do poeta Siegfried Sassoon, George Sassoon, também estudou na Greenways em meados da década de 1940. A escola estava a uma conveniente curta distância de Heytesbury, onde Sassoon vivia. Siegried Sassoon era um amigo chegado de Vivien Hancock (dando-lhe um cavalo de presente quando o dela morreu). Em 1945, a esposa de Sassoon, Hester, acusou Sassoon e Hancock de serem "demasiado chegados" e Vivien Hancock ameaçou-a de lhe mover uma acção legal. O próprio filho de Vivien, Anthony, foi morto em 1945, aos 21 anos de idade, na Frente Ocidental em França. Quando Vivien Hancock precisou de dinheiro para comprar a escola definitivamente, foi Sassoon que lhe emprestou as £8000 de que ela necessitava (e que, então, renunciou à baixa taxa de juro quando Vivien Hancock teve dificuldade em reunir a quantia). O político e autor Ferdinand Mount foi aluno na Greenways por um curto período, na década de 1950.

Reversão para residência privada

Em 1992, Ashton Gifford House foi vendida, sendo concedida permissão de planeamento paar convertê-la de novo numa residência privada. A variante de Codford (a estrada A36) foi construida através do extremo norte da propriedade em meados da década de 1990, encurtando o acesso. (George Sassoon lutou sem sucesso contra um avanço semelhante na propriedade do seu pai em Heytesbury). Isto exigiu que uma parte da terra agrícloa e dos bosques fosse vendida ao Departamento de Transporte. O acesso leste a Ashton Gifford House emerge, agora, na Sherrington Lane, enquanto o acesso oeste continua a sua ligação original com a Ashton Gifford Lane (antes da quebra da propriedade, a Ashton Gifford Lane cobria o comprimento total do acesso ocidental, terminando na Thatched Lodge, ou Station Lodge, na Station Road). Em 1992, todos os edifícios de lavoura e pavilhões tinham sido vendidos como residências privadas, sendo a terra associada à casa reduzida para 42,000 m² (10,5 acres).

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