Asfixiologia forense
Trata-se de uma área da medicina legal que estuda as afixias de um modo geral. A palavra "asfixia" significa "sem pulso" (a + sphyxis). Essa denominação foi dada pelos antigos, pois acreditavam que, através das artérias, circulava o pneuma. O uso atual da expressão, no entanto, quer dizer a supressão da respiração.
Trata-se de uma área da medicina legal que estuda as afixias de um modo geral. Asfixia é um fenômeno causado pelo impedimento da passagem do ar pelas vias respiratórias, resultando em uma alteração bioquímica do sangue. Esse processo inibe a hematose (transformação do sangue venoso em sangue arterial), o que pode levar o indivíduo à morte. A palavra "asfixia" significa "sem pulso" (a + sphyxis) em sua origem. Essa denominação foi dada pelos antigos, pois acreditavam que, através das artérias, circulava o pneuma. O uso atual da expressão, no entanto, quer dizer a supressão da respiração. Embora consagrado pelo seu emprego corriqueiro, o termo "asfixia" deveria ser substituído, para garantir exatidão técnica e científica, por anóxia (ausência de oxigênio no sangue) ou hipoxemia (pouco oxigênio no sangue). O fenômeno da asfixia, sob o ponto de vista médico-legal, pode ser causado por impedimento mecânico de causa fortuita, violenta e externa em circunstâncias as mais variadas. Ou como uma perturbação oriunda da privação, completa ou incompleta, rápida ou lenta, externa ou interna, do oxigênio.
As classificações da asfixia são as mais variadas. Elencaremos aqui as principais:
É necessário entender que para que a respiração se processe em condições de normalidade é exigido um ambiente externo que contenha ar respirável, com um teor de oxigênio de aproximadamente 21%, nitrogênio 78%, gás carbônico 0,03%, portanto, praticamente livre de gases tóxicos, e que haja permeabilidade das vias respiratórias, elasticidade do tórax, expansão pulmonar, circulação sanguínea normal e volume circulatório em quantidade e qualidade suficientes para transportar o oxigênio à intimidade dos tecidos e garantir regularidade à hematose, assim como uma pressão atmosférica compatível com a fisiologia respiratória. Nem todo o oxigênio do ar inspirado alcança os alvéolos pulmonares: 4% dele fica retido pelas vias aéreas superiores. Isto posto, a proporção de oxigênio do ar alveolar é de 17% e não 21%. O homem precisa dessa taxa de oxigênio para sobreviver, portanto, um percentual de 7% de oxigênio no ar atmosférico ocasiona perturbações orgânicas relativamente graves, e um percentual de 3% ou um ar com grande quantidade de gases irrespiráveis ou tóxicos, acarreta morte por exaustão de oxigênio pulmonar e hipercapneia.


