Asdrúbal
Asdrúbal foi um notável general cartaginês, filho de Amílcar Barca. Considerado por Diodoro Sículo como o segundo melhor general de Cartago, atrás apenas de seu irmão Aníbal, Asdrúbal desempenhou um papel crucial nas campanhas militares de sua nação.
Pontos-chave
- Asdrúbal foi um general cartaginês, filho de Amílcar Barca.
- Ele comandou forças cartaginesas na Península Ibérica após a morte de seu pai.
- Asdrúbal liderou exércitos contra os irmãos Cipião na Espanha.
- Ele realizou uma segunda expedição à Itália, esquivando-se de Cipião.
- Asdrúbal foi derrotado na Batalha de Baecula, mas conseguiu retirar parte de seu exército.
Pouco se sabe sobre os primeiros anos de Asdrúbal. Ele estava presente na Península Ibérica quando seu pai, Amílcar Barca, morreu em batalha contra os Iberos, possivelmente afogado no rio Júcar. Asdrúbal assumiu o comando das forças púnicas na Hispânia após a morte de seu pai e durante as campanhas de seu irmão Aníbal. Em 218 a.C., Aníbal deixou um exército de 13.000 infantes, 2.550 cavaleiros e 21 elefantes sob o comando de Asdrúbal na Hispânia, com planos de reforçar Aníbal na Itália em 217 a.C. Asdrúbal enfrentou os generais romanos Gneu e Públio Cornélio Cipião, comandando um exército inicial de 4 legiões romanas, 14.000 infantes aliados, 600 cavaleiros romanos e 1.600 cavaleiros aliados, além de uma frota naval cartaginesa de 50 quinquerremes e 5 trirremes.
Após uma derrota, Asdrúbal viu a chegada de Magão e Asdrúbal Giscão à Ibéria, o que marcou o fim do comando exclusivo da família Bárcida na região. Entre 215 e 212 a.C., os cartagineses lutaram contra os irmãos Cipião, sofrendo reveses, mas sem perder território. Embora Lívio mencione batalhas ao sul do Ebro, Políbio sugere que os Cipiões só avançaram para essa área em 212 a.C., levando muitos historiadores a considerar os combates anteriores como pouco prováveis. Em 213/212 a.C., Sífax, rei númida, atacou territórios cartagineses na África por instigação romana. Asdrúbal, com seu exército ibérico, cruzou para a África e derrotou Sífax em batalha, onde 30.000 númidas foram mortos. Sífax fugiu para a Mauritânia. Massinissa, um príncipe númida, foi crucial nessa campanha e acompanhou Asdrúbal de volta à Ibéria com 3.000 cavaleiros númidas.
Em 209 a.C., os exércitos cartagineses estavam dispersos pela Ibéria, possivelmente para manter o controle das tribos locais. Cipião Africano, o Velho, aproveitou a ausência dos exércitos cartagineses para capturar Nova Cartago e obter outras vitórias. Asdrúbal foi derrotado por Cipião na Batalha de Baecula, mas conseguiu retirar dois terços de seu exército intactos. Em 208 a.C., Asdrúbal foi convocado para se juntar a seu irmão na Itália. Ele evitou Cipião cruzando os Pirenéus em sua extremidade ocidental e chegou à Gália com segurança no inverno de 208. O Senado Romano criticou Cipião por não impedir a marcha de Asdrúbal para a Itália. Cipião, em vez de expulsar os cartagineses da Ibéria, retirou-se para Tarraco, garantindo alianças com tribos ibéricas que haviam mudado de lado após os sucessos romanos.


