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As Frenéticas

As Frenéticas foi um girl group brasileiro formado no Rio de Janeiro em 1977, originalmente composto por Dhu Moraes, Edyr Duque, Leiloca Neves, Lidoka Martuscelli, Regina Chaves e Sandra Pêra. Destacou-se como um dos atos de maior sucesso da disco music brasileira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Carreira

Imagem: poperotico · BY-NC · Openverse

1976–1984: Formação e sucesso

Em 5 de agosto de 1976, o compositor e produtor musical Nelson Motta inaugurou num shopping no bairro da Gávea, Rio de Janeiro, a Frenetic Dancing Days Discotheque, que se tornou a febre das noites cariocas. Para servir as poucas mesas no espaço ocupado por uma enorme pista de dança, Motta teve a ideia de contratar garçonetes que, vestidas de malhas colantes, com saltos altíssimos e maquiagem carregada, fariam o atendimento e, no meio da noite, subiriam de surpresa ao palco e cantariam três ou quatro músicas, antes de voltarem a servir. Sandra Pêra, irmã de Marília Pêra e, portanto, cunhada de Motta na época, se interessou pela colocação e trouxe para o grupo as amigas Dudu Moraes e as ex-integrantes do grupo Dzi Croquettes: Regina Chaves, Leiloca e Lidoka. Completou o sexteto, indicada pelo DJ da discoteca, a atriz Edir de Castro, que tinha participado do elenco do musical Hair. Foi selecionado um repertório de cinco músicas e o grupo foi produzido por Roberto de Carvalho, que na época era namorado de Rita Lee.

1992: Primeiro retorno

O sexteto voltou a se reunir em 1992 para gravar o tema de abertura da novela Perigosas Peruas composto por Nelson Motta, Renato Ladeira, Roberto Lly, Julinho Teixeira e Boni, e duas canções inéditas: "Oh! Boy" (Gonzaguinha) e "Lefudez Vouz" (Dito) que fizeram parte da coletânea em CD "As Mais Gostodas das Frenéticas". Até então, a discografia do grupo era constituída apenas de LPs de vinil. Outra coletânea em CD "Sempre Fenéticas" foi lançada em 1999.

2001: Segundo retorno

O grupo realizou uma nova reunião em 2001, embora contando apenas com Lidoka, Edir e Dudu. As três, aconselhadas por uma numeróloga, mudaram seus nomes artísticos respectivamente para Lídia Lagys, Edyr Duque e Dhu Moraes. As demais integrantes do grupo original não quiseram retornar, preferindo continuar nas atividades que exerciam: Regina, era produtora e esposa do humorista Chico Anysio; Leiloca como astróloga e atriz; Sandra, como atriz e diretora teatral. As integrantes contaram com as vocalistas de apoio Gabriela Pinheiro, Cláudia Borioni e Liane Maya nas faixas do CD e nas apresentações, fazendo os vocais das ex-integrantes, mas não foram creditadas como membros oficiais ou tomaram a frente como as demais, embora apareçam nas fotos da capa do disco. Ao recusar o convite, Leiloca deixou registrado em seu website que ela só participaria desta volta, se houvesse infraestrutura com um show bem produzido, patrocinadores e divulgação. Após uma rápida turnê e alguns programas de televisão o grupo encerrou o retorno comemorativo de 25 anos.

2016-2019: Mortes e teatro musical

Em 2016, Lidoka morreu, vitimada por um câncer de pela que tratava desde o início da década. Em 2018 Leiloca, Dhu e Sandra se reiniram para estrelar o musical 70 - Década do Divino Maravilhoso que conta a história da década de 70 e as Frenéticas são as grandes homenageadas. Sequência de 60-Década de Arromba-Doc.Musical teve estreia nacional em 15 de Novembro no Theatro Net Rio. Sofrendo de Alzheimer desde 2004, Edyr passou a morar no Retiro dos Artistas em 2011 e viveu lá até 2019, em decorrência de falência múltipla de órgãos.

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Fontes consultadas

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