As Duas Torres
The Two Towers é o segundo volume da trilogia O Senhor dos Anéis, escrita pelo professor e filólogo britânico J. R. R. Tolkien. É a continuação de A Sociedade do Anel e antecede O Retorno do Rei. Foi publicado originalmente em 11 de novembro de 1954.
Tolkien pensou O Senhor dos Anéis como uma obra de volume único dividido em seis seções que ele chamou de "livros", juntamente com extensos apêndices. O trabalho, porém, foi dividido em três volumes. As Duas Torres compreende os livros III e IV. Tolkien escreveu: "As Duas Torres é o mais próximo possível de um título que cubra os tão divergentes livros III e IV; e pode ser deixado ambíguo.[nota 1]" Tolkien também propôs nomes individuais a cada livro. O livro III se chamaria "The Treason of Isengard"[nota 2]. O livro IV se chamaria "The Journey of the Ringbearers"[nota 3] ou "The Ring Goes East"[nota 4]. Em cartas a Rayner Unwin, Tolkien cogitou identificar as duas torres como Orthanc e Barad-dûr, Minas Tirith e Barad-dûr, ou Orthanc e a Torre de Cirith Ungol. Mais tarde, entretanto, Tolkien desenhou uma capa para o livro, o que identificou o par como Orthanc e Minas Morgul. Na ilustração, Orthanc é uma torre preta de três pontas, com o símbolo da mão branca de Saruman ao lado; Minas Morgul é uma torre branca com uma lua crescente acima, em referência ao seu nome original, Minas Ithil, a Torre da Lua. Entre as duas voa um Nazgûl.
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Algumas edições contêm um resumo para leitores que não leram os volumes anteriores. O corpo do volume consiste no Livro III e Livro IV.
Livro III
Após tentar tirar o Anel de Frodo, Boromir é alvejado e morto por um grupo de orques, os Uruk-hai, mandados por Saruman. Eles capturam Merry e Pippin e começam a voltar para Isengard. Aragorn, Legolas e Gimli encontram o corpo de Boromir e lhe preparam um funeral no rio Anduin. O grupo então decide perseguir os orques e resgatar os hobbits. No Reino de Rohan, os orques são mortos pelos Cavaleiros de Rohan, liderados por Éomer. Merry e Pippin fogem para a Floresta de Fangorn, onde encontram Barbárvore, um ent, que os leva para sua casa na floresta. Aragorn, Legolas e Gimli rastreiam os hobbits até a Floresta de Fangorn, onde inesperadamente encontram Gandalf.
Livro IV
Frodo e Sam, a caminho de Mordor, passam dificuldades no acidentado terreno das Emyn Muil, e percebem que estão sendo seguidos; mas, durante a noite, conseguem capturar Gollum. Frodo faz com que Gollum jure servi-lo, Portador-do-Anel, e os guiar a Mordor. Gollum os guia através dos Pântanos Mortos. Sam ouve Gollum debatendo, com seu alter ego, Sméagol, se ele deveria quebrar a promessa e roubar o Anel, ou não. O Portão Negro de Mordor é muito bem guardado, então Gollum os guia por Ithilien, para que possam entrar por um caminho secreto que ele conhece. Na estrada eles encontram Faramir, irmão de Boromir, que os leva a Henneth Annûn. Lá, Faramir resiste à tentação do Anel e os libera para seu caminho.
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No The New York Times, Donald Barr deu uma crítica positiva, chamando-o de "um trabalho extraordinário – pura emoção, narrativa desimpedida, calor moral, regozijo descarado na beleza, mas emoção acima de tudo"[nota 5]. Anthony Boucher, analisando o volume em The Magazine of Fantasy & Science Fiction, escreveu que As Duas Torres "faz exigências excessivas à paciência de seus leitores"[nota 6] com passagens que "poderiam ser cortadas sem afetar a forma ou o conteúdo"[nota 7]. No entanto, ele elogiou o volume, dizendo que "nenhum escritor, exceto E. R. Eddison, criou sua própria mitologia de forma tão satisfatória e convincente e a descreveu vividamente em algumas das prosas mais puras e bonitas que esta dura década viu impressa."[nota 8]. O The Times Literary Supplements o chamou de "épico em prosa em louvor à coragem"[nota 9] e afirmou que o Westernesse de Tolkien "chega ao nível da imaginação do leitor com Asgard e Camelot"[nota 10].


