Artur Albarran
Artur Manuel de Oliveira Rodrigues Albarran foi um jornalista e empresário português.
Profissional
Criado em Moçambique, onde o pai era empresário de corte e transformação de madeiras exóticas, Artur Albarran instalou-se em Portugal aos 18 anos. Começou pela mesma altura a sua carreira profissional no Rádio Clube Português, então repleto de futuras promessas da locução: Cândido Mota, José Nuno Martins, Joaquim Furtado, Jaime Fernandes ou Júlio Isidro. Após o 25 de Abril de 1974 torna-se ativista da extrema-esquerda, filiando-se no Partido Revolucionário do Proletariado, a organização fundada por Carlos Antunes e Isabel do Carmo, em 1973, por dissidência com o PCP. Aos microfones do Radio Clube Português, apoia a ocupação da Embaixada de Espanha, na Praça de Espanha, a 26 de Setembro de 1975 - " “A embaixada está a arder… E bem!” Já depois do 25 de Novembro, o PRP já fundido com as BR, continua a prática de assaltos a bancos e a execução de vários atentados à bomba contra alvos civis, governamentais ou militares. Em 20 de Julho de 1978, uma operação policial de grande envergadura, prende a maioria dos dirigentes e operacionais. Artur Albarran, avisado por um amigo, foge para França. Não deixa no entanto de ser acusado num dos processos das Brigadas Revolucionárias por ter participado num assalto a um banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, em Soure, juntamente com Maria do Carmo Silva Fráguas. Fugiu então para França, sendo julgado à revelia, mas só ficando livre das acusações em 1982, já depois de um julgamento o ter condenado, o respectivo julgamento anulado e repetido posteriormente, já depois de uma amnistia e que resultou na absolvição da maioria dos acusados.
Vida pessoal
Foi casado com Lisa Hardy, uma alemã com quem tem duas filhas. Após a separação, Albarran ficou com o poder paternal das filhas que foram levadas por Lisa para a Alemanha, aproveitando uma visita de fim-de-semana antes do Natal de 2008. Em 2011 foi-lhe diagnosticado uma leucemia. Foi sujeito a um autotransplante de medula óssea. Em julho de 2012, na reta final do tratamento no Instituto Português de Oncologia, reapareceu publicamente com a mulher Sandra Nobre, aparentemente restabelecido. Em agosto de 2021, foi hospitalizado com COVID-19. Morreu a 15 de fevereiro de 2022, no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, onde se encontrava internado.


