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Artrose

Artrose, osteoartrose ou osteoartrite é um tipo de doença das articulações que resulta da degeneração da cartilagem e do osso subjacente. Os sintomas mais comuns são rigidez e dor nas articulações. Numa fase inicial, os sintomas podem-se manifestar apenas a seguir ao exercício, mas ao longo do tempo podem-se tornar constantes. Entre outros possíveis sintomas estão a acumulação de líquido seroso numa articulação, diminuição da amplitude de movimentos e, quando as costas são afetadas, fraqueza ou perda de sensibilidade nos braços e pernas. As articulações afetadas de forma mais comum são as das extremidades dos dedos, a da base do polegar, do pescoço, do fim das costas, do joelho e da anca. Geralmente as articulações de um dos lados do corpo são mais afetadas do que as do outro lado. Os sintomas desenvolvem-se gradualmente ao longo de vários anos. A doença pode afetar o trabalho e as atividades do dia-a-dia. Ao contrário de outros tipos de artrites, geralmente a artrose afeta apenas as articulações.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Sinais e sintomas

Imagem: violinha · BY-NC-SA · Openverse

Ao chegar aos 40 anos de idade, muitas pessoas manifestam sinais de artrose nas radiografias, especialmente nas articulações que sustentam mais peso (como o quadril), mas relativamente poucas apresentam sintomas. A idade dos primeiros sintomas e articulações atingidas tem um significativo fator genético. Em geral, os sintomas desenvolvem-se gradualmente e afetam inicialmente uma ou várias articulações (as dos dedos, a base dos polegares, o pescoço, a zona lombar, o dedo grande do pé (hálux), o quadril e os joelhos). A dor é o primeiro sintoma, que aumenta em geral com a prática de exercício. Em alguns casos, a articulação pode ficar rígida depois de repouso prolongado; contudo, a rigidez costuma desaparecer 30 minutos depois de se iniciar o movimento da articulação. A articulação pode perder a mobilidade e inclusive ficar completamente rígida numa posição incorreta à medida que piora a lesão provocada pela artrose. O novo crescimento da cartilagem, do osso e outros tecidos pode aumentar o tamanho das articulações. A cartilagem áspera faz com que as articulações ranjam ou crepitem ao mover-se. As protuberâncias ósseas desenvolvem-se com frequência nas articulações das pontas dos dedos (nódulos de Heberden). Em algumas articulações (como o joelho) os ligamentos que rodeiam e sustentam a articulação distendem-se de tal maneira que esta se torna instável. Tocar ou mover a articulação pode ser muito doloroso. Em contraste, o quadril se torna rígido, perde o seu raio de ação e provoca dor ao mover-se. A artrose afeta com frequência a coluna vertebral. A dor de costas é o sintoma mais frequente. As articulações lesadas da coluna costumam causar apenas dores leves e rigidez.

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Causas

Imagem: Laboratoires Servier · BY-SA · Openverse

As articulações normalmente têm um nível tão pequeno de fricção que não se desgastam. Apenas quando excessivamente utilizadas ou danificadas ocorrem lesões à cartilagem hialina das articulações móveis (diartroses). Uma regeneração ineficiente pode agravar o prejuízo no movimento. Defeitos genéticos, congênitos ou patológicos também podem ser uma das causas, especialmente em jovens. Outros componentes como o osso, a cápsula articular (tecidos que envolvem algumas articulações), a membrana sinovial (tecido que reveste a articulação), os tendões musculares e bolsas com líquido sinovial (bursas) também podem ser afetados. Quando a causa é outra doença, como a de Paget, uma infeção, uma deformidade, uma ferida ou o uso excessivo da articulação passa a ser considerada uma artrose secundária. São especialmente vulneráveis os indivíduos que forçam as suas articulações de forma reiterada, como digitadores e trabalhadores de indústrias, especialmente aqueles com sobrepeso. Já praticar exercícios sem indícios de lesão não aumenta o risco de artroses.

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Diagnóstico

Imagem: Laboratoires Servier · BY-SA · Openverse

O diagnóstico é predominantemente clínico, pois alterações radiológicas podem ser identificadas em 52% dos maiores de 50 anos, mas apenas 20% deles possuem sintomas moderados ou graves o suficiente para buscarem tratamento.

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Tratamento

Imagem: Laboratoires Servier · BY-SA · Openverse

Fisioterapia específica é recomendada para fortalecer os músculos próximos, condicionamento físico e flexibilidade. Órteses, próteses e equipamentos de auxílio à marcha também podem ser usados para diminuir o estresse na articulação e melhorar uma função. Palmilhas antivaro associadas à estabilização de tornozelo também são eficientes em melhorar a dor e a função do joelho em caso de osteoartrite do compartimento medial/interno do joelho além de fortalecimento do quadríceps, podendo ser feito com eletroestimulação, ou, em casos mais dolorosos, com oclusão parcial da artéria utilizando esfigmomanômetro. A cinesioterapia é um dos principais métodos de tratamento fisioterapêutico, pois proporciona redução do quadro doloroso, melhora da mobilidade articular e do condicionamento muscular, favorecendo assim a melhora da capacidade funcional do indivíduo. Joelheiras contínuas parecem melhorar a estabilização do joelho, diminuindo dor e melhorando a função desses indivíduos, no aspecto de caminhar, subir e descer escadas. Estudos demonstram que um programa de exercícios domiciliares é fundamental no controle da doença.

Medicamentos

Sulfato de glucosamina e cloroquina são recomendados para o tratamento dos sintomas da osteoartrite de joelhos e mãos a longo prazo. É importante ressaltar que o sulfato de glucosamina tem benefício comprovado, mas o glucosamina cloridrato não é melhor que placebos. Pomadas com capsaicina são eficientes, mas podem irritar a pele. Pomadas com analgésico e anti-inflamatórios não-esteroides, como cetoprofeno, ibuprofeno, felbinaco e piroxicam são eficientes tanto para dor aguda quanto dor crônica.

Cirurgia

Os pacientes com osteoartrite moderadas ou graves (grau II e III) e com comprometimento significativo e progressivo de sua independência nas atividades de vida diária e que não tiveram bons resultados com tratamentos mais conservadores podem precisar de tratamento cirúrgico. As cirurgias indicadas são: Em último caso pode ser feita uma artrodese, um procedimento para fusão óssea intencional que imobiliza o local.

Tratamentos alternativos

Tanto acupuntura quanto terapias manuais não são mais eficientes que placebo nem a longo nem a curto prazo, não sendo recomendadas.

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Epidemiologia

Imagem: polnostyuvse · BY · Openverse

Estima-se que no mundo entre 3 e 4% da população (mais de 250 milhões) tem artrose nos joelhos. No Sul do Brasil, cerca de 15% das mulheres com mais de 50 anos e 8% dos homens tem artrose nas mãos. Atinge cerca de 5% da população com menos de 30 anos, 20% da população com mais de 50 anos, 70% a 80% daqueles com mais de 65 anos e quase todos após os 80 anos. É mais comum nas mulheres pós-menopausa, nos diabéticos e nos obesos.

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Em outros animais

Imagem: mariag. · BY-NC-SA · Openverse

A artrose ocorre em quase todos os vertebrados, inclusive peixes, anfíbios e aves. Os animais aquáticos como os golfinhos e as baleias podem sofrer de artrose, contudo, esta não afeta animais que permanecem pendurados com a cabeça para baixo, os morcegos e as preguiças. A doença está tão amplamente difundida no reino animal que provavelmente o método de reparação da cartilagem ineficiente responsável por essa doença surgiu nos primeiros vertebrados há muitos milhões de anos.[carece de fontes?]

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