Partido Republicano (Estados Unidos)
Partido Republicano, comumente referido em seu país como Grande Velho Partido, é um dos dois grandes partidos políticos dos Estados Unidos, sendo seu principal adversário histórico o Partido Democrata. O partido tem esse nome devido ao republicanismo dominante durante a Revolução Americana. Foi fundado por abolicionistas, modernistas, ex-Whigs e ex-Soilers livres em 1854. Os republicanos, como são conhecidos, dominaram a política nacional dos EUA e na maioria dos estados do Norte durante a maior parte do período entre 1860 e 1932.
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Muitas das suas políticas iniciais foram inspiradas no já extinto Partido Whig. Desde seu início, os seus opositores principais são o Partido Democrata. O símbolo oficial do Partido Republicano é um elefante.[carece de fontes?] Apesar do elefante já ter sido associado ao partido anteriormente, o primeiro uso importante do símbolo foi associado a uma caricatura política de Thomas Nast, publicada na revista Harper's Weekly, em 7 de novembro de 1874. No início do século XX, o símbolo tradicional do Partido Republicano nos estados de Indiana e Ohio era a águia, oposto ao galo dos democratas. O símbolo ainda aparece nas urnas de Indiana. O partido é gerido pelo Comité Nacional Republicano (Republican National Committee), o órgão que promove a plataforma política e coordena as atividades eleitorais e de angariação de fundos. O atual presidente do Comité Nacional é Reince Priebus, advogado natural do Wisconsin.
Foi organizado em Ripon, Wisconsin em 28 de fevereiro de 1854, como um partido oposto à expansão da escravatura nos novos territórios apresentada no Ato de Kansas-Nebraska. Derivou do Partido Federalista, muito embora suas posições tenham se baseado no Partido Whig, que desapareceu no século XIX. Não deve ser confundido com o Partido Democrata-Republicano de Thomas Jefferson ou com o Partido Nacional Republicano de Henry Clay. A primeira convenção do Partido Republicano dos EUA foi em 6 de julho de 1854 em Jackson, Michigan. Já nas eleições de 1856 seu candidato à presidência John C. Frémont foi o segundo colocado, perdendo para James Buchanan do Partido Democrata. Nas eleições de 6 de novembro de 1860, o representante do partido foi Abraham Lincoln, que venceu em uma eleição bastante dividida. Sua postura antiescravagista levou ao início da Guerra Civil Americana. Após a guerra, o Partido Republicano manteve-se no poder por um período muito longo, quase até 1933. Esse poder baseava-se, em grande parte, no norte e no oeste, enquanto quase não existia no sul.
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O partido está dividido em diversas alas, podendo ser citado;
Tea Party
O Movimento Tea Party não chega a ser uma ala do partido Republicano, mas sim um movimento conservador fiscal, favorável a um governo limitado, antiaborto e pró-armas, que tem apoio entre eleitores e políticos republicanos, como a congressista Michele Bachmann, de Minnesota, o senador Jim DeMint, da Carolina do Sul, o senador Ted Cruz, do Texas, o senador Rand Paul, do Kentucky, entre outros. Ron Paul também é um importante integrante e intelectual do Movimento Tea Party.
Trumpismo
Uma das principais vertentes políticas do Partido Republicano no começo do século XXI, o Trumpismo é a ideologia associada a Donald Trump, e sua base política, intimamente ligada aos movimentos "Make America Great Again" (MAGA) e "America First". Engloba aspectos do populismo de direita, nacionalismo, antiglobalismo, protecionismo, isolacionismo e tendências autoritárias, frequentemente desafiando normas democráticas e o Estado de direito. Descrito como um movimento de extrema direita e neonacionalista, o Trumpismo foi comparado a um culto à personalidade, com seus seguidores dominando o Partido Republicano e rotulando dissidentes como "RINOs" (Republicanos Apenas no Nome) ou parte do "establishment". A ideologia gerou debates sobre seus possíveis elementos neofascistas e inspirou movimentos de oposição, como o Never Trump.
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Segundo estatísticas, os republicanos recebem mais apoio de homens do que mulheres. Enquanto a extratos socioeconômicos, a classe obreira e de baixo ingresso tende a ser democrata, já os republicanos recebem o apoio dos setores de classe alta, dos pequenos, médios e grandes empresários, dos setores vinculados à indústria e dos militares de carreira ou que tenham exercido serviço militar. Etnicamente, os republicanos recebem o apoio maioritário dos brancos, de origem europeia. Enquanto 60% dos brancos não hispânicos são republicanos, 80% dos negros, 50% dos latinos e 61% dos judeus são democratas. Em todos estes grupos, menos de 10% destes se identificam como republicanos. Desta porcentagem se excetua os cubano-estadunidenses que são o único grupo hispânico que vota majoritariamente republicano. Religiosamente os protestantes brancos em 67% (em 2010) e os mórmons (73% em 2010) apoiam esmagadoramente o Partido Republicano, enquanto os protestantes negros, os católicos de todas as etnias e os muçulmanos são em sua maioria democratas. Apenas 27% dos ateus e agnósticos estadunidenses são republicanos frente a 64% democrata.
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Atualmente, os republicanos governam quase todos os estados conservadores e com população altamente religiosa, na denominada Bible Belt ou Cinturão da Bíblia e também possuem força em estados rurais, como, por exemplo, em Idaho e no Wyoming, mas também mostram força em estados menos conservadores, como Ohio e Pensilvânia e com economia forte, exemplo Texas e Flórida, enquanto os democratas possuem mais força nos estados da costa oeste (Califórnia), costa leste (Nova York) e na região dos grandes lagos, como Minnesota e Michigan. Em muitos desses estados a população pode variar o voto, votando em um candidato republicano para o senado ou para o governo do estado e em um democrata para presidente, ou vice-versa, grandes exemplos disso são a Pensilvânia e Nova York, há muitas décadas um candidato presidencial republicano não ganha a eleição nesses estados, mas em compensação a população local tradicionalmente vota em candidatos republicanos para o senado e governo estadual.


