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Astúrias

O Principado de Astúrias é uma comunidade autónoma definida como nação histórica e província de Espanha. O seu território atual corresponde em grande medida ao antigo território das Astúrias de Oviedo, contíguas às de Santillana.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/08/2026
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Geografia

Situa-se junto ao mar Cantábrico, na vertente norte da cordilheira Cantábrica. É limitada a oeste pela Galiza, a sul por Castela e Leão, a leste pela Cantábria e a norte pelo mar Cantábrico. Sua costa é muito escarpada e recortada, formando praias, rios e cabos. Os rios são pouco extensos, mas de águas rápidas. Uma das áreas mais elevadas desta região corresponde aos Picos da Europa, que atingem os 2 600 metros de altitude, e onde existe um parque nacional. As suas principais cidades são Oviedo, capital da província, Gijón, Avilés, Langreo e Mieres onde se concentra a maior parte da população, contrastando com as áreas de "vazio humano" das regiões montanhosas.

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História

Ocupada por grupos humanos desde o Paleolítico Inferior, durante o Paleolítico Superior as Astúrias caracterizaram-se pelas pinturas rupestres do oriente da comunidade. No Mesolítico desenvolveu-se uma cultura original, o Asturiense; a seguir introduziu-se a Idade de Bronze, caracterizada pelos megálitos e túmulos. Na Idade do Ferro, o território esteve submetido à influência cultural celta. O povo celta dos ástures compreendia tribos como os lugões, pésicos, etc., que povoaram todo o território ásture de castros, antigos povoados celtas. A influência celta ainda perdura hoje com os topónimos de rios e montanhas, como nomes de populações. A conquista romana entre 29 e 19 a.C. fez com que as Astúrias entrassem na História. Depois de vários séculos sem presença estrangeira, os suevos e os visigodos tentaram ocupar o território no século VI, que terminaria a princípios do século VIII com a invasão muçulmana. O território, como tinha sucedido com Roma e Toledo, não foi fácil de submeter, estabelecendo-se em 722 uma independência de facto como Reino das Astúrias, após a Batalha de Covadonga, listada como um dos mais importantes combates da história europeia.

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Organização territorial

Para efeitos administrativos, o principado está dividido em 78 concelhos, uma figura legal equivalente ao município. A entidade inferior ao concelho é a paróquia, onde se integram os bairros e aldeias.

Comarcas

O Estatuto de Autonomia possibilita também a possibilidade de ordenamento de comarcas. Apesar de não estarem ainda desenvolvidas, existem algumas administrações comarcais estabelecidas por vários municípios ou concelhos para a prestação de serviços que são de competência municipal, bem como para o ordenamento, planificação e promoção exterior da comarca. Até à data, apenas foram desenvolvidas as comarcas de Avilés e do Nalón. Vários concelhos asturianos estiveram unidos historicamente com o objetivo da defesa dos seus interesses na Junta Geral do Principado. Nos tempos feudais, Astúrias tinha um território maior, se estendendo para regiões como Galiza, Santiago e Alterga.

Outras divisões administrativas

Para efeitos eleitorais, existem nas Astúrias três circunscrições (central, ocidental e oriental), sendo a primeira a maior em termos geográficos e populacionais. Judicialmente, o território divide-se em 18 partidos judiciais, com tribunais de primeira instância na capital de cada um destes. Por fim, em termos de saúde pública, a região organiza-se em 8 áreas sanitárias, 2 distritos sanitários, 68 zonas básicas de saúde e 16 zonas especiais de saúde.

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Demografia

De acordo com o censo de 2020, a região tem uma população de 1 018 784 habitantes, o que representa 2,1% da população da Espanha, com densidade populacional de 96 hab./km2. A população asturiana tem a taxa de mortalidade mais elevada em Espanha e a taxa de fecundidade total mais baixa (1,03), a mais baixa da União Europeia.

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Língua

O idioma oficial é o castelhano. Também é usado o asturiano (asturianu ou bable), empregado fora das grandes cidades, nas zonas rurais. Tem proteção oficial no âmbito do Estatuto de Autonomia de Astúrias. É uma língua que deriva diretamente do latim. O primeiro texto que se conhece em asturiano é o Fueru d'Avilés, de 1085. O asturiano tem algumas variantes dentro do principado. Após a queda do regime franquista, surgiu a necessidade de reavivar a língua asturiana. Em 1981 criou-se a Academia da Língua Asturiana (Academia de la Llingua Asturiana em asturiano) com vista ao estudo, defesa, conservação e divulgação do idioma. No oeste do principado, em 18 municípios, fala-se o galego na sua variedade oriental (ver artigo galego-asturiano).

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Gastronomia

Tem elementos que a empatam com as cozinhas galega, normanda e bretã[carece de fontes?]. O prato mais conhecido é a fabada asturiana, parecida com a feijoada portuguesa. É um potente guisado feito com fabas de granja, uma variedade de feijão branco idêntica à feijoca, acompanhadas por chouriço, morcela, lacão e toucinho. As carnes são servidas à parte e conhecidas com o nome de compango. Salientam-se também a fabada com javali ou com amêijoas (esta última conhecida como fabes con amasueles), cebolas recheadas (cebolles rellenes) e o pote asturiano, com alguns pontos em comum com o Cozido à Portuguesa. Além disso, destaca-se a variedade de pescados frescos e mariscos do mar Cantábrico e a qualidade de sua carne de novilho, a Xata Roja, com DOP. Existem mais de cem variedades diferentes de queijos artesanais, dos que o de Cabrales é o mais popular. Se se preferir uma sobremesa ou doces, o mais tradicional é o arroz con leche, similar ao arroz doce português, as casadielles (um tipo de empadas de massa folhada, recheadas de uma pasta de frutos secos como noz, amêndoa ou avelã, previamente triturados, misturados com açúcar e regado por anis) fritas, os carajitos de Grado ou os frixuelos, um tipo de crepe doce.

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Cultura contemporânea

Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, em Avilés. Este projeto foi oferecido à Fundação Príncipe das Astúrias como agradecimento pela condecoração que Oscar Niemeyer recebeu em 1989 (Prémio Príncipe das Astúrias das Artes). O Centro Niemeyer consta de cinco peças separadas e complementares: praça, auditório, cúpula, torre e um edifício polivalente. Foi inaugurado na Primavera de 2011.

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Fontes consultadas

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