Cultura da Suécia
A Cultura da Suécia engloba todas as manifestações culturais produzidas no país, desde as obras do escritor August Strindberg e do pintor Anders Zorn até às especulações históricas de Olof Rudbeck e à classificação de animais e plantas de Lineu, passando pela peça artesanal do cavalo de Dalarna, pela música folclórica da Hälsingland e pela celebração anual do natal e da festa do verão. No século XX, o cinema sueco destacou-se além-fronteiras pelos trabalhos do realizador Ingmar Bergman e das atrizes Greta Garbo, Ingrid Bergman e Anita Ekberg.
O sueco (svenska) é uma língua germânica, parente do alemão e do inglês, falada por nove milhões de pessoas, na Suécia e em partes da Finlândia, incluindo as ilhas de Aland. É mutuamente inteligível com as duas línguas nórdicas vizinhas, o dinamarquês e o norueguês.
A música na Suécia tem sido produzida e usofruída sobretudo na forma de música clássica, música folclórica e música pop. O seu compositor clássico mais conhecido é Hugo Alfvén (século XIX e XX). A sua música folclórica está ligada às províncias históricas tradicionais. Nos tempos comtemporâneos, têm sido apreciados nacional e internacionalmente, artistas como Björn Skifs, os ABBA e os Roxette. O país tem participado assiduamente no Festival Eurovisão da Canção, onde conseguiu várias vitórias. A Música da Suécia é, em muitas mentes, conectada ao ABBA, Europe e ao Roxette, apesar de mais recentemente bandas independentes como Millencollin, Soundtrack of Our Lives, The Hives, International Noise Conspiracy e The Cardigans começarem a alcançar renome internacional. Também se tornaram reconhecidas mundialmente bandas de Heavy Metal mais ligadas ao movimento Death Metal tais como Soilwork, Dismember, Entombed, Therion, In Flames e At The Gates. Também é da Suécia a cantora Lykke Li. A famosa banda de rock Ghost, do vocalista Tobias Forge, também é sueca.
A Literatura sueca é desde fins do século XIX vibrante e activa. August Strindberg é um dos mais populares escritores suecos. Atualmente Henning Mankell, com seus romances de Kurt Wallander, é conhecido mundialmente. Hoje em dia, a Suécia conta com mais um grande autor, Stieg Larsson, nascido em 1954 na cidade de Skelleftehamn e morto vítima de um ataque cardíaco em 2004, aos 50 anos, pouco após entregar aos seus editores a trilogia Millenium. A Suécia é o terceiro país com maior número de vencedores de Prêmio Nobel na literatura - Selma Lagerlöf, Verner von Heidenstam, Erik Axel Karlfeldt, Pär Lagerkvist, Eyvind Johnson, Harry Martinson, Tomas Tranströmer e Nelly Sachs.
A pintura no país está representada desde a Idade da Pedra por pinturas rupestres em superfícies rochosas ao ar livre, datadas para ca. 6 000-2 000 a.C. Da Idade Média, restam numerosas igrejas medievais com pinturas murais. Nas épocas mais recentes, a pintura na Suécia combina tradições suecas com impulsos vindos do exterior, tanto da Europa – sobretudo Alemanha, Holanda, França, Itália e Inglaterra – como dos Estados Unidos. Entre os pintores modernos mais famosos estão Anders Zorn, John Bauer e Carl Larsson.
A escultura chegou relativamente tarde à Suécia. Após um período de peças com intenções moralistas e patrióticas, representando reis, homens famosos e figuras mitológicas, uma nova era se abriu com enorme variação, com foco nas mulheres, nas crianças e nos animais, assim como em peças abstratas e não-figurativas. Entre os escultores modernos mais famosos estão Carl Milles, Carl Eldh, Carl Fredrik Reuterswärd, Bror Hjorth e Lars Vilks.
A arquitetura na Suécia combina tradições suecas com impulsos vindos do exterior. As influências vieram da Europa e mais recentemente dos Estados Unidos. De uma forma geral, essas influências chegaram tarde e foram adaptadas ao gosto e tradições do país. Assim, o neoclassicismo virou estilo gustaviano (Gustaviansk stil), o estilo império ficou estilo Carlos João (Karl Johanstil), e o modernismo desembocou no funcionalismo (funktionalism).
O design sueco tem longas tradições e é caracterizado pelo espírito inovativo e pela busca de soluções práticas e funcionais, como é o caso do cinto de segurança de três pontos e da embalagem Tetra Pak.
O cinema sueco é conhecido por vários filmes famosos do século XX - O Sétimo Selo (1957), Os Emigrantes (1971), A Flauta Mágica (1975), Fanny e Alexander (1982) e Fucking Åmål (1998), vários cineastas e diretores de fotografia de alto nível - Ingmar Bergman, Victor Sjöström, Lasse Hallström, Roy Andersson, Lukas Moodysson e Sven Nykvist, e por vários atores e atrizes de renome - Greta Garbo, Ingrid Bergman, Max von Sydow, Peter Stormare, Lena Olin e Stellan Skarsgård.
O teatro na Suécia tem como cena principal o Teatro Dramático Real (Dramaten) na capital Estocolmo. Milhões de espectadores visitam anualmente inúmeros teatros municipais (stadsteater) em cidades como Helsingborg, Malmö, Gotemburgo, Uppsala e Estocolmo, teatros regionais (länsteater) em regiões como Norrbotten, Småland, Örebro e Jämtland, o teatro nacional de tourné Teatro Nacional Sueco (Riksteatern), teatros locais amadores e teatros livres profissionais. Entre os autores de dramas, ressalta em primeiro lugar August Strindberg, e além dele escritores como Hjalmar Bergman, Pär Lagerkvist, Lars Molin, Suzanne Osten, Per Olov Enquist, Stig Dagerman e Lars Norén. Encenadores como Ingmar Bergman, Alf Sjöberg e Lars Norén usaram o palco para expor a psicologia humana. Entre as peças famosas de autores suecos, podemos destacar Senhorita Júlia / Menina Júlia (Fröken Julie) e O Pai (Fadren) de Strindberg, Bödeln de Pär Lagerkvist, Judasdramer de Stig Dagerman, A Noite das Tríbades de Per Olov Enquist.
A arte rupestre da Suécia abrange sobretudo gravuras rupestres da pré-história na parte sul do país – Gotalândia e Svealand. Particular importância, têm os sítios de arte rupestre de Tanum, situados a 1 km da localidade de Tanumshede, no município de Tanum, na província da Bohuslän. O maior de todos estes sítios está localizado em Vitlyckehällen, e contem mais de 300 figuras, entre as quais a famosa “Brudparet” (Os noivos).


