Artaxerxes I
Artaxerxes I Longímano foi um rei do aquemênida, filho de Xerxes I e Améstris. Após o assassinato de Xerxes I em 465 a.C., ele assumiu o trono persa, onde permaneceria até 424 a.C., sendo sucedido por seu filho Xerxes II. Os autores gregos lhe deram o sobrenome “Longímano”. Eles explicam o termo simbolicamente como “com grande alcance” ou de forma racionalizada, porque sua mão direita era mais longa que a esquerda.
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Historiadores não chegam a acordo no que diz respeito ao ano em que Artaxerxes começou o seu reinado. Assim sendo, muitos têm apontado 465 a.C. como o ano de sua ascensão ao trono, uma vez que seu pai, Xerxes I, que havia começado a reinar em 486 a.C., morreu no 21º ano do seu reinado. Há outras evidências, porém, que mostram que a ascensão de Artaxerxes ao trono pode ter-se dado em 475 a.C. e de que o primeiro ano do seu reinado se completou em 474 a.C.[carece de fontes?]
Guerra contra o Egito
Em 462 ou 461 a.C.,[carece de fontes?] Artaxerxes I, enviou seu tio Aquêmenes ao Egito, comandando mais de trezentos mil soldados, para suprimir uma revolta. A batalha deu-se próxima ao rio Nilo, e os egípcios e os líbios tiveram ajuda de Atenas, que enviou duzentos navios. A batalha, inicialmente, foi vantajosa aos persas, pelo seu maior número, mas, quando os atenienses tomaram a ofensiva, os persas fugiram, se retirando para uma fortaleza branca, onde foram sitiados pelos atenienses.
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Artaxerxes I, filho de Xerxes I e Améstris, só teve um filho legítimo, Xerxes II, filho de Damáspia. Damáspia morreu no mesmo dia que Artaxerxes I. Artaxerxes I teve dezessete filhos ilegítimos, dentre os quais Secidiano (Soguediano), filho da babilônica Alogina, Oco (o futuro rei Dario II Nótus) e Arsites pela babilônia Cosmartidena e Bagapeu e Parisátide pela babilônica Ândria. Durante o reinado de Artaxerxes I, Oco foi feito sátrapa da Hircânia e casou-se com sua meia-irmã Parisátide. Secidiano conspirou com os eunucos e assassinou Xerxes II quando este estava dormindo, depois de ficar bêbado em um festival, quarenta e cinco dias depois da morte de seu pai. Os corpos de pai e filho foram levados juntos para Pasárgada, porque as mulas que levariam o corpo do pai haviam se recusado a andar, como se esperassem o filho, e se moveram assim que este corpo chegou. Soguediano reinou por sete meses e foi assassinado por seu sucessor, Dario II Nótus, que reinou por dezenove anos.


