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Arrigo Sacchi

Arrigo Sacchi é um ex-treinador de futebol italiano, vice-campeão mundial à frente da Itália na Copa do Mundo de 1994.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Carreira

Imagem: Elena Torre · BY-SA · Openverse

Milan

Em 1987, Silvio Berlusconi completava um ano como presidente do Milan. Ambicioso e visando utilizar o clube como trampolim político, Berlusconi surpreendeu ao demitir o sueco Nils Liedholm a algumas rodadas do fim do campeonato e escolher um treinador praticamente desconhecido do grande público para comandar a dupla Ruud Gullit e Marco van Basten: o jovem Arrigo Sacchi. Aquele mesmo que havia sido notado na mesma Milão na temporada anterior, quando, pela Copa da Itália, seu Parma havia exigido do Milan de Liedholm uma disputa por pênaltis. Àquela época, a maioria dos times da Serie A jogavam de um modo bastante tradicional, com dois centrais fixos, geralmente um líbero e dois meias externos. A posse de bola também era mais individual do que propriamente da equipe, já que os jogadores eram mais facilmente marcáveis. O Parma jogava num 4-4-2 bem ofensivo e cheio de movimentação, com ou sem a bola. Uma "revolução copérnica", como chamaram os jornais da época, na estreia italiana do meio-campo a rombo, ou basicamente o meio em losango da forma como conhecemos no Brasil. No Milan, não recuou e peitou os críticos para colocar em prática seu esquema. Fez bem. Com os rossoneri, conseguiu seus melhores resultados e todos os títulos da carreira, contando inclusive com um sacrifício até então inesperado dos seus principais homens, sendo Carlo Ancelotti um dos grandes exemplos do trabalho.

Seleção Italiana

Em novembro de 1991, assumiu a Seleção Italiana. E começou mal, tendo seu salário de 12 bilhões de liras anuais sendo investigado pelo Parlamento e ainda uma derrota para a Irlanda na estreia. No jogo seguinte, a vitória sobre a Noruega faria tremer seu relacionamento com Roberto Baggio, a quem substituiu aos 20 minutos para colocar o goleiro Luca Marchegiani em campo após a expulsão de Gianluca Pagliuca. O codino deixou o campo revoltado, perguntando em voz alta se Sacchi estava louco. Mas seria o mesmo Baggio o principal nome da campanha italiana na Copa do Mundo de 1994, apesar do pênalti desperdiçado na final. A experiência Azzurra do treinador se encerraria na fase de grupos da Euro de 1996, ao ver sua Seleção cair de novo por conta de um pênalti, desta vez perdido por Gianfranco Zola, contra a Alemanha.

Últimos anos

Sacchi ainda voltou, sem sucesso para o Milan. Também teve uma passagem bastante esquecível pelo Atlético de Madrid, que durou sete meses até o pedido de demissão. Menor ainda foi o retorno ao Parma: apenas três partidas em 2001, e um afastamento por ordem médica que o tornou diretor técnico dos gialloblù por três anos, só saindo para cumprir o papel no Real Madrid, por 18 meses.

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Estilo de jogo

Imagem: torre.elena · BY-SA · Openverse

Por seu trabalho em Milão, Sacchi foi homem fundamental para que o futebol italiano inovasse e se recriasse na virada da década de 1990. Ações e expressões quase inéditas há duas décadas se transformaram em algo comum nos dias atuais, como a utilização de defesas altas, pressão incansável, preocupação redobrada nos treinamentos sem bola e a tal da mentalidade vencedora.

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Fontes consultadas

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