Arranjo (música)
Arranjo, em música, é a preparação de uma composição musical para a execução por um grupo específico de vozes ou instrumentos musicais. Isso consiste basicamente em reescrever o material preexistente para que fique em forma diferente das execuções anteriores ou para tornar a música mais atraente para o público e usar técnicas de rítmica, harmonia e contraponto para reorganizar a estrutura da peça de acordo com os recursos disponíveis, tais como a instrumentação e a habilidade dos músicos. O arranjo pode ser uma expansão, quando uma música para poucos instrumentos será executada por um grupo musical maior como uma orquestra ou grupo coral. Pode também ser uma redução, como quando uma música para orquestra é reduzida para ser tocada por um conjunto menor ou mesmo por um instrumento solista.
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Para fazer um bom arranjo é necessário um grande conhecimento musical, pois esta atividade engloba muitos elementos diferentes. Antes de iniciar o arranjo, o músico deve planejar seu trabalho e conhecer bem seus objetivos e os recursos disponíveis. Em muitos casos o arranjo inclui a mudança no estilo da música. É possível, por exemplo, transformar um samba em um rock ou uma peça composta para uma voz solista pode ser cantada por um coral. Cada estilo musical possui um conjunto característico e reconhecível de elementos. Por exemplo, no Jazz é comum o uso de dissonâncias, quartas e sextas paralelas, mas em outros estilos, estes intervalos produziriam resultados indesejáveis. Para alcançar os objetivos de um bom arranjo, o músico deve dominar os aspectos descritos a seguir:
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Em geral o compositor popular escreve canções com uma melodia básica e o acompanhamento rítmico/harmônico de um único instrumento (em geral piano ou violão). O trabalho do arranjador consiste em expandir a música para um conjunto mais abrangente, prover as partes complementares, como as linhas de baixo e ritmos, acrescentar solos e contracantos e preparar a música para a instrumentação desejada. É comum, por exemplo, que um grupo musical possua arranjos diferentes da mesma canção para gravação, execução ao vivo em teatros ou execução em grandes espaços, como estádios. Atualmente também se tornaram muito comuns as execuções de música popular com instrumentação acústica ou com acompanhamento orquestral. Em gêneros em que a improvisação é mais comum, como o jazz ou o choro, o arranjo fornece a estrutura temática e harmônica básica, deixando espaço para seções de improvisação. Como o jazz é um gênero em que as contribuições do executante são valorizadas, o arranjador também pode acrescentar material original ou citações de outras músicas, fazendo com que cada execução da mesma canção se torne um trabalho de múltiplos autores.
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Na música erudita tradicional o arranjo é menos flexível. O arranjo envolve as mudanças de instrumentação - o que inclui a transposição das notas (se o instrumento for de transposição, como o trompete em Si bemol, por exemplo, versus um Corne inglês em Fa) e a adaptação da tessitura de cada instrumento tocado, assim como também a instrução na partitura quanto a técnica para se tocar a obra em questão. Isso não significa que o arranjador erudito tenha um trabalho mais fácil, pois preservar as características da composição original em uma nova instrumentação exige um grande conhecimento da técnica e da extensão de cada instrumento. Uma das formas mais comuns de arranjo erudito é a redução da instrumentação. Peças compostas para orquestra podem ser reduzidas para a execução por grupos de câmara. Concertos para orquestra e instrumento solista podem ter todo o acompanhamento orquestral reduzido para piano solo, geralmente para fins de estudo.


