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Arquitetura historicista

A arquitetura historicista ou historicismo compreende estilos artísticos que se inspiram na recriação de estilos históricos ou na imitação do trabalho de artistas e artesãos históricos. Isso é especialmente comum na arquitetura, onde existem muitos estilos diferentes de arquitetura renascentista, que dominaram a arquitetura de grandes edifícios no século XIX. Por meio de uma combinação de estilos diferentes ou da implementação de novos elementos, o historicismo pode criar uma estética completamente diferente dos estilos anteriores. Assim, oferece uma grande variedade de designs possíveis.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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Visão geral

Imagem: giovanibr · BY-NC-ND · Openverse

Na história da arte, depois do neoclassicismo, que na época romântica poderia ser considerado um movimento historicista, o século XIX incluiu uma nova fase historicista caracterizada por uma interpretação não apenas do classicismo grego e romano, mas também de épocas estilísticas sucessivas, que foram cada vez mais respeitadas. Em particular na arquitetura e no gênero da pintura histórica, em que os assuntos históricos foram tratados com grande atenção aos detalhes precisos do período, a influência global do historicismo foi especialmente forte a partir da década de 1850. A mudança está muitas vezes relacionada com a ascensão da burguesia durante e após a Revolução Industrial. No final do século, no fin de siècle, o Simbolismo e a art nouveau, seguidos pelo expressionismo e pelo Modernismo, agiram para fazer o Historicismo parecer desatualizado, embora muitas grandes encomendas públicas continuassem no século XX. O estilo Arts & Crafts conseguiu combinar um historicismo vernacular mais solto com elementos da art nouveau e outros estilos contemporâneos.

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Termo

Na língua inglesa, o termo historicismo (em inglês: Historicism) foi assimilado por meio de um empréstimo do alemão (em alemão: Historismus). Na Alemanha, na década de 1880, era utilizado como um pejorativo, com o objetivo de ridicularizar a atenção hipertrofiada dada à abordagem histórica e, mais tarde, à filosofia histórica do século XIX (principalmente a hegeliana). Com o tempo, o termo passou a ser usado no contexto da história da cultura em referência à tendência de desenvolvimento da arte, sobretudo da arquitetura de meados e da segunda metade do século XIX, expressa numa atenção especial ao passado e no revivalismo ("renascimento") dos chamados "estilos históricos". Num sentido mais amplo, o termo "historicismo" passou a ser aplicado simplesmente para designar a arte da maior parte do século XIX, a fim de a distinguir do revivalismo do século XVIII e do revivalismo de períodos anteriores — do neogrego e neogótico aos estilos neobizantino, paleocristão, neorromânico, renascimento italiano e francês, estilos elisabetano e jacobino, e assim por diante. Na historiografia da Europa Ocidental, surgiram sucessivamente duas formas próximas do termo: historicismo (em alemão: Historicism) e historismo (em alemão: Historismus). Com o tempo, a primeira passou a significar a distinção entre o presente e o passado; a segunda — a inclusão do passado no contemporâneo, em particular das formas de estilos artísticos de épocas passadas num novo contexto histórico e no ambiente sociocultural atual. O termo historicismo foi introduzido nas ciências sociais em meados da década de 1930 pelo filósofo e sociólogo austro-britânico Karl Popper, que utilizou este termo sob um aspeto crítico.

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Fontes consultadas

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