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Arquitetura de dados

Arquitetura de dados é a estrutura dos componentes de dados de uma organização - considerados sob diferentes níveis de abstração, suas inter-relações, bem como os princípios, diretrizes, normas e padrões que regem seu projeto e evolução ao longo do tempo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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Resumo

Imagem: Rodrigo_Soldon · BY-ND · Openverse

A arquitetura de dados descreve a estrutura de dados utilizada por uma organização e/ou seus aplicativos e contempla descrições de dados - tanto armazenados quanto em movimento, descrições de meios de armazenamento, grupos de dados, itens de dados e modelos de dados de soluções de TI. Essencial à concepção da situação futura, a Arquitetura de Dados descreve como os dados são processados, armazenados e utilizados em um determinado sistema (sentido amplo). Ela fornece os critérios para as operações de processamento de dados, possibilitando que sejam projetados e também controlados os fluxos de dados no sistema. O Arquiteto de Dados é responsável por definir a situação futura, pelo alinhamento durante o desenvolvimento e pelo acompanhamento para garantir que melhorias sejam feitas sempre de acordo com as especificações arquitetônicas originais. Ele se ocupa de trabalhar os dados como um recurso estratégico da organização, representando-os independentemente dos processos das diferentes unidades que os utilizam, respeitando as múltiplas visões derivadas do mesmo dado, permitindo seu compartilhamento, considerando as características dos níveis de informação necessários: operacional – tático – estratégico e disponibilizando estruturas de dados de forma organizada; propiciando com isso a construção da base para sistemas de informação flexíveis e integrados.

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Tópicos de arquitetura de dados

Imagem: Rodrigo_Soldon · BY-ND · Openverse

Arquitetura conceitual

Visão de alto nível que dá suporte ao atendimento das necessidades do negócio de uma organização, direcionando as decisões sobre as soluções de tecnologia. Essa perspectiva destaca os elementos envolvidos nas relações negociais e não negociais da organização (entidades corporativas), contemplando-os em modelos independentes de qualquer limitação tecnológica e que buscam alinhar o suporte de TI à missão empresarial estabelecida.

Arquitetura lógica de dados

Uma arquitetura lógica de dados descreve com precisão as propriedades e os relacionamentos de cada uma das entidades de dados envolvidas em um domínio organizacional ou problema de negócio a ser resolvido com apoio de TI, compondo um desenho detalhado a partir do qual líderes de projeto e desenvolvedores possam trabalhar com relativa independência. Normalização das estruturas de dados e derivação de relacionamentos de cardinalidade múltipla em entidades associativas são práticas inerentes a essa abordagem, além do estreito alinhamento a um modelo corporativo previamente concebido e de alguma preocupação com padrões de implementação da arquitetura de banco de dados.

Arquitetura física de dados

Arquitetura física de dados de um sistema de informação é parte de um Plano de Tecnologia. Como o próprio nome indica, o plano tecnológico está focado em elementos reais e tangíveis a serem utilizados na implementação da arquitetura de dados do projeto. Arquitetura Física de Dados engloba "arquitetura de banco de dados", que vem a ser um esquema da tecnologia de banco de dados utilizado para viabilizar a realização de um projeto de arquitetura de dados. Portanto, a sua concepção está ligada à necessidade de suportar a implementação de um modelo que visa ao atendimento das necessidades de um negócio e que direciona as decisões sobre as soluções de tecnologia a serem adotadas.

Elementos da arquitetura de dados

Há certos elementos que devem ser definidos como partes do esquema de arquitetura de dados desenhado em uma organização. Por exemplo, a estrutura administrativa que será criada para gerir os recursos de dados deve ser descrita. Além disso, as metodologias que serão empregadas para armazenar os dados precisam ser definidas. Há ainda a necessidade de se gerar uma descrição da tecnologia de banco de dados a ser utilizada, assim como uma descrição dos processos que irão manipular os dados. Também é importante definir um projeto de governança de dados, que servirá para garantir o alinhamento de todos os projetos de dados às diretrizes e padrões eleitos na organização. Caso contrário, as operações comuns de dados correm o risco de serem implementadas de diversas formas, tornando-se difíceis de compreender e de controlar o fluxo de dados dentro de tais sistemas. Este tipo de fragmentação é altamente indesejável devido ao seu potencial maior custo e por gerar dados discrepantes. Tais dificuldades podem surgir em empresas que experimentam um crescimento muito rápido, assim como em organizações que apresentam grande diversidade de negócios (produtos e serviços).

Restrições e influências

Várias restrições e influências podem ter efeito sobre um projeto de arquitetura de dados: requisitos organizacionais, direcionadores tecnológicos, fatores econômicos, políticas de negócios e necessidades de processamento de dados.

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Fontes consultadas

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