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Arquitetura islâmica

A arquitetura islâmica abrange os estilos arquitetónicos de edifícios associados ao Islão. Inclui tanto estilos seculares como religiosos, desde a história inicial do Islão até à atualidade. O mundo islâmico compreende uma vasta área geográfica que, historicamente, se estende da África Ocidental e Europa até à Ásia Oriental. Os estilos arquitetónicos islâmicos em todas estas regiões partilham certas semelhanças, mas, ao longo do tempo, as diferentes regiões desenvolveram os seus próprios estilos de acordo com os materiais e técnicas locais, as dinastias e patronos locais, os diferentes centros regionais de produção artística e, por vezes, as diferentes orientações religiosas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/10/2026
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História

A Era Islâmica começou com a formação do Islão sob a liderança de Maomé no início do século VII Arábia. A primeira mesquita foi uma estrutura construída por Maomé em Medina em 622, logo após a sua Hégira (migração) de Meca, que corresponde ao local da actual Mesquita do Profeta (al-Masjid an-Nabawi). É geralmente descrita como a sua casa, mas pode ter sido concebida para servir como centro comunitário desde o início. Consistia numa estrutura simples de pátio construída em tijolo cru, com planta retangular, quase quadrada, com cerca de 53 por 56 metros. Um pórtico sombreado sustentado por troncos de palmeiras encontrava-se no lado norte do pátio, na direção da oração (a quibla), que inicialmente era em direção a Jerusalém. Quando a quibla foi alterada para ficar virada para Meca, em 624, foi acrescentado um pórtico semelhante no lado sul, virado para aquela cidade. Maomé e a sua família viviam em quartos separados anexos à mesquita, e o próprio Maomé foi enterrado num desses quartos após a sua morte, em 632. Durante o resto do século VII e no VIII, a mesquita foi repetidamente ampliada para incluir um grande salão de orações com um telhado plano suportado por colunas (um salão hipostilo) com um pátio central. Tornou-se um dos principais modelos para as primeiras mesquitas construídas noutros locais. Os estudiosos concordam geralmente que, para além da mesquita/casa de Maomé, a arquitectura da Península Arábica parece ter tido apenas um ténue papel na formulação da arquitectura islâmica posterior.

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Influências e estilos tradicionais

Um estilo de arquitetura islâmica facilmente reconhecível se desenvolveu pouco depois da morte do profeta Maomé, formado a partir de modelos romanos, egípcios, persas e bizantinos. A rapidez de seu surgimento teve como marco o ano 691, com a finalização do Domo da Rocha (Qubbat al-Sakhrah), em Jerusalém, que apresenta traços abobadados, um domo circular, e o uso de estilizados e repetitivos padrões decorativos (arabesco). A Basílica de Santa Sofia, em Istambul, também influenciou a arte islâmica, ao agregar elementos da arquitetura bizantina. Quando os otomanos capturaram a cidade dos bizantinos em 1453, converteram-na de basílica em mesquita. Com o fim do Império tornou-um museu e em julho de 2020 foi novamente convertida em mesquita, status que tem atualmente. Essa igreja também serviu de modelo para muitas outras mesquitas otomanas, como a Mesquita Sehzade e a Mesquita de Süleymaniye.

Arquitetura persa

Uma das primeiras civilizações com a qual o Islã entrou em contato foi com a persa, da qual os islâmicos absorveram abundantes elementos. Muitas cidades, como Bagdá, por exemplo, foram erguidas junto a construções precedentes, como Firuzabade, na Pérsia. É sabido que dentre as pessoas contratadas por Almançor para desenhar os planos da cidade, encontravam-se Naubakht (نوبخت), um antigo persa seguidor de Zoroastro, e Mashallah (ماشاءالله), um antigo judeu de Coração, Irã.

Arquitetura andaluza ou mourisca

A construção da grande Mesquita de Córdoba, começada no ano 785, marcou o começo da arquitetura islâmica na Península Ibérica e no norte da África. Essa mesquita se destaca por seus arcos interiores em forma de ferradura. A arquitetura andaluza atingiu seu clímax com a construção da Alhambra, o magnífico palácio-fortaleza de Granada, com seus espaços abertos e afrescos em roxo, azul e dourado. As paredes são decoradas com estilizados motivos de folhagens, inscrições em árabe, e desenhos com arabescos nas paredes azulejadas. Pouco antes de concluída a reconquista cristã, a influência islâmica teve seu derradeiro impacto na arquitetura da Espanha, através do estilo mudéjar, mesclando elementos cristãos e muçulmanos.

Arquitetura otomana

A arquitetura do Império Otomano caracteriza-se por suas grandes mesquitas, baseadas nos modelos de Sinán, como a Mesquita de Süleymaniye, de meados do século XVI. Durante cerca de 500 anos, exemplos da arquitetura bizantina serviram de modelos para a maioria das mesquitas otomanas, como a Mesquita Sehzade e a Mesquita Rüstem Pash. Os otomanos desenvolveram uma arquitetura de alto nível, nas terras que dominaram. Dominaram a técnica de construir extensos espaços internos confinados por abóbadas, e de alcançar a harmonia perfeita entre os espaços interiores e exteriores, assim como entre a luz e a sombra. A mesquita deixou de ser um compartimento escondido e escuro, com suas paredes cobertas por arabescos, para se tornar um santuário do equilíbrio estético e técnico, da elegância refinada e, de uma forma indireta, do transcendental, do divino.

Arquitetura fatímida

Os Fatímidas adotaram o modelo arquitetônico tulúnida, mas também desenvolveram suas próprias técnicas, das quais a Mesquita de Aláqueme é um exemplo. Sua primeira mesquita congregacional, no Cairo, foi a Mesquita de Alazar ("a esplêndida"), que, junto à sua instituição adjacente, a Universidade de Alazar, se converteu no centro espiritual do Ismaelismo. Outros exemplos destacados dessa arquitetura são as elaboradas construções funerárias e as monumentais portas das muralhas da cidade do Cairo, instaladas pelo poderoso emir e vizir fatímida Badre Aljamali (c. 1073–1094).

Arquitetura mameluca

No reino dos Mamelucos (1250-1517) a arte islâmica recebeu um impressionante florescimento, caracterizando-se pelo zelo religioso, que viria a se tornar um padrão de arquitetura e das artes em geral. Suas técnicas apuradas utilizavam o claro-escuro e outros recursos óticos para produzir efeitos luminosos em seus edifícios. As abóbadas majestosas, os pátios, e os Minaretes altíssimos (que podem ser vistos nos bairros mais antigos da cidade do Cairo), são uma boa demonstração do esplendor dessa arte.

Arquitetura mogol (Babur)

Um estilo arquitetônico distinto desenvolveu-se na Índia, por volta do século XVI, com a fusão de elementos persas e hindus. Exemplo desse estilo é a cidade real de Fatehpur Sikri, construída pelo imperador mogol, Akbar, em 1500 aproximadamente. Mas o exemplo por excelência da Arquitetura mogol é, inegavelmente, o célebre Taj Mahal, "uma lágrima na eternidade", terminado em 1648 pelo imperador Shah Jahan, em memória de sua esposa Mumtaz Mahal, que morreu ao dar à luz o seu 14º filho. Ele representa o ponto culminante da arquitetura islâmica na Índia, sendo reconhecido como um dos mais belos edifícios do mundo. É totalmente simétrico, com exceção do sarcófago de Shah Jahan, que é excêntrico devido à sua colocação no quarto da cripta, debaixo do piso principal. O uso abundante de pedras preciosas e semipreciosas, e a vasta quantidade de mármore branco requerida pela obra, quase levou o império à bancarrota.

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Interpretações

As interpretações mais comumente aplicadas à Arquitetura Islâmica, podem ser assim resumidas:

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Fontes consultadas

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