Arqueologia subaquática
A Arqueologia subaquática é uma especialidade da arqueologia que estuda sítios arqueológicos submersos e, especificamente, a interação humana com áreas subaquática. Essa disciplina não trabalha exclusivamente com os artefatos encontrados em áreas de mar, mas também em locais onde estão lagos, rios e pântanos. Além dos objetos submersos este ramo da disciplina trabalha também com objetos de uso aquático que são agregados ao dia a dia na terra.
Arqueologia subaquática na Amazônia refere-se ao conjunto de pesquisas arqueológicas realizadas em ambientes aquáticos amazônicos — como rios, lagos, paleocanais e áreas inundadas por reservatórios hidrelétricos — voltadas à identificação, registro e interpretação de vestígios materiais associados às populações pré-coloniais e históricas da região.
A arqueologia subaquática no Brasil consolidou-se a partir da década de 1990, inicialmente com forte ênfase em contextos marítimos e históricos. Posteriormente, as pesquisas expandiram-se para ambientes fluviais e lacustres, incluindo áreas da Amazônia impactadas por grandes empreendimentos hidrelétricos. Estudos recentes apontam a ampliação das linhas de pesquisa científica no país entre 1970 e 2014, incluindo abordagens voltadas à dinâmica fluvial e prospecção em paleocanais.
Grande parte das pesquisas subaquáticas na Amazônia ocorreu no contexto da arqueologia preventiva associada ao licenciamento ambiental de usinas hidrelétricas. No caso da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, foram implementados programas específicos de salvamento arqueológico. Pesquisas relacionadas à UHE Balbina também documentaram sítios arqueológicos afetados pelo enchimento do reservatório. No contexto da UHE Belo Monte, estudos e análises das condicionantes ambientais incluíram programas arqueológicos vinculados ao licenciamento federal.
Imagem: Rui Carita · BY-SA · Openverse
As pesquisas em ambientes amazônicos envolvem técnicas de mergulho científico, mapeamento subaquático, análise de paleocanais e estudos de dinâmica fluvial. Além disso, há integração com abordagens de arqueologia pública e patrimonial, buscando ampliar a participação social e a preservação do patrimônio cultural submerso.
Imagem: Rui Carita · BY-SA · Openverse
Entre os vestígios identificados em contextos submersos na Amazônia destacam-se cerâmicas arqueológicas associadas a diferentes tradições culturais regionais. Estudos também discutem o potencial do arqueoturismo e da valorização do patrimônio arqueológico submerso no estado do Amazonas.


