Pesquisa · Mapa mental

Arqueologia industrial

A arqueologia industrial é a ciência que estuda e preserva as edificações e materiais relacionados a indústrias. Esses vestígios materiais, chamados de patrimônio industrial, incluem edifícios, máquinas, artefatos, locais, infraestrutura, documentos e outros itens associados à produção, fabricação, extração, transporte ou construção de um produto ou gama de produtos. O campo da arqueologia industrial incorpora uma variedade de disciplinas, incluindo arqueologia, arquitetura, construção, engenharia, preservação histórica, museologia, tecnologia, planejamento urbano e outras especialidades, a fim de reunir a história das atividades industriais anteriores. A interpretação da evidência material é frequentemente necessária, visto que o registro escrito de muitas técnicas industriais é incompleto ou inexistente. A arqueologia industrial inclui o estudo de estruturas em pé e de locais que são acessíveis apenas por escavação.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
01

História

Primeiros desenvolvimentos

Um dos primeiros precursores da arqueologia industrial em meados do século XX foi a Sheffield Trades Technical Societies, fundada em 1918 na Universidade de Sheffield para preservar elementos da história industrial daquela cidade Em 1920, a Newcomen Society foi fundada na Grã-Bretanha para promover o estudo da história da engenharia e tecnologia, incluindo muitas relíquias da revolução industrial, como motores a vapor, canais, pontes de ferro, maquinários e outros artefatos históricos. A Newcomen Society também estabeleceu o Journal of Industrial Archaeology em 1964, a primeira publicação em arqueologia industrial no Reino Unido. No início do século XX, o movimento de preservação histórica nos Estados Unidos começava a despontar. A maioria dos locais históricos que receberam alguma atenção estavam relacionados a presidentes e figuras políticas famosas ou ao início do período colonial dos Estados Unidos . No entanto, em 1925, um dos primeiros museus industriais dos Estados Unidos foi inaugurado em Old Slater Mill, em Pawtucket, Rhode Island, no local onde ficava a primeira fábrica têxtil de sucesso do país, construída em 1793. O museu foi fundado por um grupo de líderes empresariais ligados à indústria têxtil da Nova Inglaterra, durante um período de declínio comercial trazido pela sulista. A Old Slater Mill Association restaurou o moinho de forma a ter a sua aparência do início do século XIX. Além disso, trouxe uma uma coleção representativa de máquinas têxteis para exposição. Em 1966, o Old Slater Mill foi declarado um marco histórico nacional. No início dos anos 1970, Paul E. Rivard, então diretor do museu Old Slater Mill, foi uma das figuras-chave na fundação da Sociedade de Arqueologia Industrial.

Estabelecimento

O termo "arqueologia industrial" foi popularizado na Grã-Bretanha em 1955 por Michael Rix da Universidade de Birmingham, que escreveu um artigo no The Amateur Historian sobre a necessidade de se ter mais estudos e melhor preservação de sítios industriais dos séculos XVIII e XIX e das relíquias da revolução industrial britânica. Em 1959, o Conselho de Arqueologia Britânica estabeleceu um comitê de pesquisa em arqueologia industrial. Lá foi desenvolvido um cartão de registro padronizado para monumentos industriais, que foi distribuído a grupos de voluntários em todo o Reino Unido. Em 1965, foi criado o Registro Nacional de Monumentos Industriais para ser um arquivo central para as fichas coletadas por Angus Buchanan na Universidade de Bath. No final da década de 1960, vários grupos locais de arqueologia industrial se formaram no Reino Unido, incluindo a Sociedade Gloucestershire para Arqueologia Industrial em 1963, a Sociedade Arqueológica Industrial de Bristol em 1967 e a Sociedade de Arqueologia Industrial da Grande Londres em 1968, entre outros. A principal missão desses grupos locais de arqueologia industrial foi registrar as relíquias remanescentes da história industrial, especialmente aquelas consideradas em maior risco de serem descaracterizadas ou desaparecem por causa de novos rearranjos urbanos.

Décadas de 1970-1980

No início dos anos 1970, a arqueologia industrial era, em sua maior parte, praticada em alguns poucos países por amadores e profissionais com diferentes formações e objetivos. Embora muito tenha sido realizado durante a década anterior, o campo da arqueologia industrial ainda era percebido como novo e lutava para ser aceito como atividade acadêmica. Em outubro de 1971, um grupo de representantes de vários museus, universidades e organizações governamentais dos Estados Unidos e Canadá se reuniu em Washington, DC para estabelecer um forma de melhorar o intercâmbio de ideias e informações entre os pesquisadores em arqueologia industrial. O resultado foi a criação da primeira sociedade científica, a nível nacional, relacionada à arqueologia internacional no mundo: a Society for Industrial Archaeology. O primeiro boletim informativo da sociedade científica foi publicado em janeiro de 1972, tendo Robert M. Vogel como editor. Em abril do mesmo ano, foi realizada a sua primeira conferência anual na cidade de Nova York . Em 1975, a sociedade criou o IA, The Journal of the Society for Industrial Archeology, seu primeiro periódico, editado por Emory Kemp.

1990 em diante

Desde 1990, a consciência da importância do patrimônio industrial está cada vez maior, confirmada solenemente pela adição de vários sítios industriais à Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Muitos sítios industriais preservados tornaram-se uma parte vital do turismo de patrimônio, incluindo a Rota Europeia do Patrimônio Industrial, criada em 1999. Com base no sucesso da Route der Industriekultur em Ruhr, Alemanha, a rota europeia se expandiu de forma que abarca dezesseis rotas em sete países, com planos de expansão. A arqueologia industrial gradualmente ganhou aceitação no mundo acadêmico. No Reino Unido, onde o campo se desenvolveu em grande parte a partir dos esforços de pesquisadores voluntários, o surgimento de projetos financiados nas últimas duas décadas levou a uma maior presença de praticantes profissionais, com a aplicação de métodos de arqueologia teórica, como a arqueologia da paisagem para o ambiente industrial. No entanto, embora muitos departamentos universitários de arqueologia incluam o período industrial em seus cursos de graduação, a arqueologia industrial continua sendo um campo de estudo bastante limitado, com poucos programas dedicados a ele, como os oferecidos na Michigan Technological University e no Ironbridge Institute.

02

Sociedades e associações

Existem sociedades nacionais de arqueologia industrial em muitos países. Elas reúnem pessoas interessadas em pesquisar, registrar, preservar e divulgar o patrimônio industrial. Arquitetura industrial, extração mineral, turismo patrimonial, tecnologia de energia, reutilização de edifícios e história do transporte são alguns dos temas investigados pelos membros dessas sociedades. A maioria dos grupos publica boletins informativos periódicos e hospeda uma variedade de conferências, seminários e visitas a locais de arqueologia industrial e indústrias em funcionamento. Atualmente há diversas organizações espalhadas pelo mundo que se dedicam a Arqueologia Industrial. Veja em "Organizações de Arqueologia Industrial", neste artigo. Exemplos de Arqueologia Industrial[carece de fontes?]

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando