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Arnaldo Baptista

Arnaldo Dias Baptista é um multi-instrumentista, compositor, escritor e artista visual brasileiro. Foi participante ativo e influente na cultura musical jovem do Brasil desde o final dos anos 1960.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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Carreira

Imagem: Sérgio Savarese from Sao Paulo City / Ipiranga, Brasil · BY · Openverse

Em 2008, a editora Rocco lança o romance Rebelde Entre os Rebeldes, que Arnaldo escreveu nos anos 1980. No mesmo ano, o documentário Loki - Arnaldo Baptista, primeiro longa do Canal Brasil, com direção de Paulo Henrique Fontenelle, é apresentado ao público nacional e internacional. Em 2010, o circuito oficial das artes lança Arnaldo como artista plástico, pela Galeria Emma Thomas, que planejava sua primeira mostra individual no Brasil e no exterior em 2011. Também em 2010, foi lançado o álbum de tributo El Justiciero Cha Cha Cha, ilustrado por Arnaldo Baptista. Desde 2011, Arnaldo torna-se embaixador da ANDA. Ainda em 2011, o selo D-Edge lançaria o álbum Petrified BeTools, incluindo 13 remixes da canção "To Burn or Not To Burn", do álbum Let It Bed, com produtores de música eletrônica brasileira. Também em 2011, volta aos palcos apresentando o show Sarau o Benedito?, uma espécie de apanhado de músicas solo, algumas coisas do Mutantes e outras covers. Passa por Teatro de Santa Isabel, Recife (PE) (MIMO 2012); Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2012), Centro de Cultura Lúcio Fleck, Sapiranga (RS) (2013); Teatro Cine Brasil Vallourec, Belo Horizonte (MG) (2014) e o circuito de Teatros do Sesc São Paulo e interior (Pompéia e Vila Mariana em São Paulo; Sorocaba e Santos); Teatro da Caixa Cultural em Brasília; e Sala da Caixa Cultural São Paulo.

Início

Na infância e adolescência, Arnaldo fez curso de vivência de piano clássico com sua mãe, Clarisse Leite, e aulas com Zilda Leite Rizzo de contrabaixo clássico, violão prático e piano jazz-rock. Sua carreira musical inicia em 1962, quando inspirado pelo amigo Raphael Vilardi, decide vender uma moeda de ouro de 10 dólares e compra seu primeiro instrumento, um baixo Del Vecchio sem trastes. No mesmo ano, forma com seu irmão Cláudio César e Raphael Vilardi o grupo The Thunders. Em 1964, com o fim do The Thunders, Arnaldo entra no grupo The Wooden Faces. Começa a se apresentar em pequenos bailes, tocando twist, estilo que era popular na época. Com o começo da Beatlemania, Arnaldo passa a se interessar pelo grupo The Beatles, que se tornou uma grande influência. No mesmo ano, em uma apresentação no Teatro João Caetano, conheceu Rita Lee, que se apresentava com o grupo The Teenage Singers. Nessa época, os dois começaram a namorar. Nessa época, também se apresentou com alguns outros grupos em apresentações menores, como o Só Nós e Sand Trio.

Mutantes

Arnaldo, Sérgio e Rita, após o fim do O'Seis, montam o grupo O Konjunto, mas o nome ainda não agradava. Logo, passaram a se apresentar como Os Bruxos. Ao participar do programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, na TV Record, o produtor do programa, Alberto Helena Júnior, dá a ideia de rebatizar o grupo como Os Mutantes. O grupo gostou da ideia e assim, começaram a se apresentar com esse nome. À frente dos Mutantes, Arnaldo colocou seus conhecimentos musicais e seu privilegiado senso de humor a serviço de canções como “Ando meio desligado”, “Don Quixote”, “Caminhante noturno”, “Mande um abraço para a velha”, “Top-top” e muitas outras. Entre 1968 e 1972, com o grupo gravou cinco LPs.

Saída dos Mutantes - Lóki?

Tenta seguir carreira de produtor musical, mas o insucesso o motiva a tentar carreira solo. Em 1974, Baptista estava inseguro. Chegava a tomar até duas doses de LSD por dia. Ele não tinha certeza de ser capaz de levar adiante uma carreira solo, não sabia ao certo quais seriam os próximos passos como músico e estava com o coração destruído após o fim do relacionamento com Rita Lee. Neste cenário lança Lóki? em 1974. O álbum foi gravado no Estúdio Eldorado, em São Paulo, com direção de produção de Roberto Menescal e Mazzola. As 10 faixas são assinadas por Baptista, com exceção de “Uma Pessoa Só”, em parceria com Os Mutantes. Traz ainda traz backing vocals de Rita Lee em duas canções, "Não Estou Nem Aí" e "Vou Me Afundar na Lingerie". Arnaldo canta e toca piano no álbum, que traz ainda arranjos do maestro Rogério Duprat em duas canções. Acompanharam Baptista nas gravações músicos como Dinho (bateria), Liminha (baixo) e Sergio Kaffa (baixo). A capa é do artista plástico Antônio Peticov.

Patrulha do Espaço

Em 1977, ele recusa o convite de seu irmão Sérgio para retornar a'Os Mutantes, formando o grupo Patrulha do Espaço. O novo projeto não vai longe, apesar da gravação de um disco de estúdio, que só seria lançado parcialmente dez anos depois com o nome de Elo Perdido, assim como uma gravação ao vivo de um show da banda (Faremos Uma Noitada Excelente). Arnaldo deixa a Patrulha em 1978.

Carreira Solo

Em 1981, apresenta o show Shining Alone no Teatro TUCA-SP, que é gravado por Luiz Calanca e lançado em 2013. No final de 1981, ele é internado na ala psiquiátrica do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo por razões que ele mesmo explica no documentário de 2008: "depois que me internaram da primeira vez, qualquer motivo era razão para me internar novamente". Era sua quinta internação em dez anos. No dia 31 de dezembro, data do aniversário de Rita Lee, quebrou com as próprias mãos o vidro de uma janela do setor de psiquiatria, caminhou até a sacada no terceiro andar e atirou-se, mas seu corpo bateu no parapeito do andar de baixo antes de atingir o cimento do pátio de estacionamento. Ele sobreviveu, embora os médicos achassem que não duraria muito. Teve edemas pulmonares e cerebrais, sete costelas quebradas e outras lesões menores. Durante os 5 meses de internação, teve o carinho constante de sete fãs, entre elas Lucinha, que viria a ser sua esposa futuramente. Mais tarde, ele descreveria o ato como algo feito na intenção de "saltar para a vida, não para a morte". Teve alta em 7 de maio de 1982, foi para o apartamento da mãe, dona Clarisse, no bairro de Higienópolis e, posteriormente, para seu apartamento do bairro de Pinheiros.

Retorno d'Os Mutantes

Em 2006, ocorre o retorno do grupo Os Mutantes e Arnaldo volta a tocar ao lado do irmão Sérgio Dias e do baterista Dinho Leme após 33 anos de sua saída da banda e 30 do fim do grupo. Rita Lee não retorna e Zélia Duncan aceita integrar o conjunto. A apresentação, que seria especial para o festival "Tropicália -°A Revolution in Brazilian Culture", organizado pelo centro cultural inglês Barbican, no dia 22 de março, se tornou uma turnê com shows nos EUA, Europa, Ásia, Austrália e Brasil. O show do retorno foi registrado e lançado em CD e DVD. Esta formação durou até setembro de 2007, quando Zélia comunicou sua saída do grupo para retomar sua carreira solo. Poucos dias depois do anúncio, quando a banda estava em turnê pela Europa, Arnaldo comunicou que também deixaria a banda para cuidar de projetos pessoais. Já afirmou que nunca mais tocará novamente com a banda.

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Fontes consultadas

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