Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira
Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira (CUASO) é a sede da Universidade de São Paulo (USP), fazendo parte do campus USP da Capital. Está localizada no Butantã, na Zona Oeste do município de São Paulo. Leva o nome do fundador da universidade, o então interventor do estado, Armando de Salles Oliveira, político liberal paulista.
A construção da Cidade Universitária já estava prevista no projeto original da USP na década de 1930. Intelectuais paulistanos basearem-se no modelo alemão de universidade moderna, e uma comissão de estudos reservou a área da antiga Fazenda Butantã para a instalação da universidade. A USP foi oficialmente fundada em 23 de janeiro de 1934, assinado pelo Armando Salles de Oliveira, então governador de São Paulo. Por isso é a personalidade que nomeia o campus. O projeto dessa cidade seria integrar os cursos já existentes, como a Faculdade de Medicina, a Escola Politécnica e a Faculdade de Direito, além de atrair atenção à pesquisa e ao desenvolvimento do Brasil. No entanto, por diferentes motivos, sua implementação efetiva foi postergada diversas vezes. Sua ocupação, com a construção de edifícios para diversas unidades, deu-se a partir da segunda metade dos anos 50. O primeiro departamento a chegar no novo campus foi o do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, na década de 1940, mas foi na primeira metade da década de 1960, com maior investimento na Universidade, que houve maiores transferências ao campus.
A Cidade Universitária tem registrados em sua história uma grande quantidade de projetos, muitos dos quais bastante divergentes em relação ao desenho geral da cidade e de seus espaços. Porém, a constituição da forma pela qual hoje ela se configura é resultado tanto da ação individual de cada uma das unidades que aí se instalaram, como da adequação e da reformulação dos vários projetos para ela desenvolvidos. Isto fez com que, apesar da CUASO apresentar um caráter urbano relativamente homogêneo atualmente, também se verificam nela diferentes propostas arquitetônicas e urbanísticas isoladas. Com a escala de um parque urbano, a Cidade Universitária, pelas suas características, não se assemelha nem a um parque, efetivamente (pois seu uso como tal não é atualmente incentivado pela Reitoria), nem a uma "cidade", em seu entendimento mais comum. Possui apenas três ligações viárias com a cidade (seus três "portões") e mais algumas entradas de pedestres.
Urbanismo funcionalista
A maior parte dos edifícios existentes hoje na Cidade Universitária foram construídos a partir de meados da década de 1960. Desta forma, apresentou-se de forma bastante evidente uma intenção urbanismo funcionalista na constituição de seus espaços e na organização de suas unidades. Apesar de não ter havido um plano original para a Cidade (segundo esta linha de pensamento, pois havia antes dela uma série de outros planos com caráter historicista), os edifícios foram sendo implantados segundo a lógica da arquitetura moderna e do funcionalismo, buscando espaços que se assemelham a superquadras. É possível dizer que parte dos arquitetos ligados a estes projetos buscavam um ideal de cidade diverso daquele encontrado em São Paulo (ou seja, buscavam um desenho aparentemente ordenado em oposição a uma organização urbana informal e desprovida de planejamento). O resultado, porém, foi um bairro dentro de São Paulo com poucas ligações com a cidade que o rodeia e altamente dependente do automóvel.
Imagem: Photograph by Mike Peel (www.mikepeel.net). · BY-SA · Openverse
A Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira apresenta parte de seu terreno localizado na região da várzea do Rio Pinheiros, onde a maior parte dos primeiros edifícios foi construída. A partir daí, a medida que se distancia dele, verifica-se nela um acentuado aclive, no qual implantaram-se as demais unidades.
Praça do Relógio
Originalmente foi pensada para acolher uma unidade da USP que seria conhecida como o cuore ("coração") da Universidade, na qual seriam reunidos equipamentos para receber os visitantes e para reunir os alunos (como rodoviária, restaurante, dormitórios, etc). Atualmente, esse local caracteriza-se como um grande espaço livre marcado pela presença de uma torre monumental, projetada pelo arquiteto Rino Levi, na qual verifica-se um relógio em seu topo (daí o nome da praça). Em meados da década de 1990 a praça passou por profunda reforma, adquirindo a forma que possui hoje. Próximo à Praça do Relógio localizam-se o Conjunto Residencial da USP (CRUSP), o edifício da Reitoria e a Raia Olímpica.
Praça do Relógio Solar
A Praça do Relógio Solar funciona dentro da Cidade Universitária, no bairro do Butantã (Avenida da Universidade s/número, São Paulo, SP). Nela está instalada uma escultura que funciona como um relógio de sol, projetada por Caetano Fraccaroli, da FAU-USP.


