Joana d'Arc
Joana d’Arc foi uma camponesa e santa francesa canonizada pela Igreja Católica, considerada uma heroína da França pelos seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos. Nasceu filha de Jacques d’Arc e Isabelle Romée, numa família camponesa, em Domrémy no nordeste da França. Joana alegava receber visões divinas do arcanjo Miguel, de Santa Margarida e da Santa Catarina, que a instruíram a ajudar as forças de Carlos VII e livrar a França do domínio da Inglaterra. O não coroado Carlos VII enviou Joana junto com um exército para tentar solucionar o Cerco de Orleães. Após apenas nove dias de ação, a batalha terminou com um resultado favorável aos franceses e Orleães foi libertada, elevando assim a reputação de Joana a condição de heroína nacional aos olhos do povo francês. Seguiu-se uma série de vitórias militares para as forças de Carlos VII, que permitiram sua coroação como rei na Catedral de Reims. Como resultado, a moral da população francesa melhorou e a maré da Guerra dos Cem Anos começou a virar em favor dos franceses.
O nome de Joana d'Arc foi escrito de várias maneiras. Não há uma grafia padrão para seu nome antes do século XVI; seu sobrenome era geralmente escrito como "Darc" sem apóstrofo, mas há variantes como "Tarc", "Dart" ou "Day". O nome de seu pai foi escrito como "Tart" em seu julgamento. Ela era chamada de "Jeanne d'Ay de Domrémy" em uma carta de Carlos VII, de 1429, concedendo-lhe um brasão. Joana pode nunca ter ouvido ser chamada de "Jeanne d'Arc". O primeiro registro escrito de que ela foi chamada por esse nome é de 1455, 24 anos após sua morte. Ela não foi ensinada a ler e escrever na infância e suas cartas foram todas ditadas para uma outra pessoa escrever. Mais tarde, ela pode ter aprendido a assinar seu nome, já que algumas de suas cartas são assinadas e pode até ter aprendido a ler. Joana referia-se a si mesma nas cartas como Jeanne la Pucelle ("Joana, a Donzela") ou la Pucelle ("a Donzela"), enfatizando sua virgindade, e ela assinava "Jehanne". No século XVI, ela ficou conhecida como a "Donzela de Orleães".
Joana d'Arc nasceu por volta de 1412 em Domrémy, uma pequena vila no vale do Meuse, atualmente no departamento de Vosges, no nordeste da França. Sua data de nascimento é desconhecida, e suas declarações sobre sua idade eram vagas. Seus pais eram Jacques d'Arc e Isabelle Romée. Joana tinha três irmãos e uma irmã. Seu pai era um camponês agricultor com cerca de 50 acres (20 hectares) de terra, e complementava a renda da família como oficial da aldeia, cobrando impostos e liderando a guarda local. Ela nasceu durante a Guerra dos Cem Anos entre Inglaterra e França, que havia começado em 1337 devido ao status de territórios ingleses na França e às reivindicações inglesas ao trono francês. Quase todos os combates ocorreram na França, devastando sua economia. Na época do nascimento de Joana, a França estava politicamente dividida. O rei francês Carlos VI tinha crises recorrentes de doença mental e frequentemente era incapaz de governar; seu irmão Luís, o Duque de Orleães, e seu primo João Sem Medo, o Duque da Borgonha, disputavam a regência da França. Em 1407, o Duque da Borgonha ordenou o assassinato do Duque de Orleães, precipitando uma guerra civil. Carlos de Orleães sucedeu seu pai como duque aos treze anos e foi colocado sob a custódia de Bernardo, Conde de Armagnac; seus apoiadores ficaram conhecidos como "Armagnacs", enquanto os apoiadores do Duque da Borgonha ficaram conhecidos como "Borguinhões". O futuro rei francês Carlos VII assumiu o título de Delfim (herdeiro do trono) após a morte de seus quatro irmãos mais velhos e era associado aos Armagnacs.
Em sua juventude, Joana realizava tarefas domésticas, fiava lã, ajudava seu pai nos campos e cuidava dos animais da família. Sua mãe foi responsável pela educação religiosa de Joana. Grande parte de Domrémy ficava no Ducado de Bar, cujo status feudal exato era incerto; embora cercado por terras pró-Borguinhões, seu povo era leal à causa armagnac. Em 1419, a guerra já havia afetado a região e em 1425, Domrémy foi atacada e o gado foi roubado. Isso gerou um sentimento entre os moradores de que os ingleses precisavam ser expulsos da França para alcançar a paz. Joana teve sua primeira visão após esse ataque. Joana posteriormente testemunhou que, quando tinha treze anos, por volta de 1425, uma figura que ela identificou como São Miguel, cercado por anjos, apareceu a ela no jardim. Após essa visão, ela disse que chorou porque queria que eles a levassem com eles. Ao longo de sua vida, ela teve visões de São Miguel, um santo padroeiro da região de Domrémy que era visto como um defensor da França. Ela afirmou que tinha essas visões frequentemente e que muitas vezes as experimentava quando os sinos da igreja tocavam. Suas visões também incluíam Santa Margarida e Santa Catarina; embora Joana nunca tenha especificado, provavelmente eram Margarida de Antioquia e Catarina de Alexandria, as mais conhecidas na região. Ambas eram conhecidas como santas virgens que enfrentaram inimigos poderosos, foram torturadas e martirizadas por suas crenças e preservaram sua virtude até a morte. Joana testemunhou que jurou um voto de castidade a essas vozes. Quando um jovem de sua vila alegou que ela havia quebrado uma promessa de casamento, Joana declarou que não havia feito nenhuma promessa a ele e o caso foi rejeitado por um tribunal eclesiástico.
Carlos VII encontrou Joana pela primeira vez na Corte Real em Chinon no final de fevereiro ou início de março de 1429, quando ela tinha dezessete anos e ele tinha vinte e seis. Ela disse a ele que havia vindo para encerrar o cerco de Orleães e levá-lo a Reims para sua coroação. Eles tiveram uma conversa privada que causou uma forte impressão em Carlos; ela teria dito para o Delfim: "Senhor, vim conduzir os seus exércitos à vitória". Jean Pasquerel, confessor de Joana, posteriormente testemunhou que ela lhe disse que havia tranquilizado o Delfim de que ele era filho de Carlos VI e o legítimo rei. Carlos e seu conselho precisavam de mais garantias, enviando Joana a Poitiers para ser examinada por um conselho de teólogos, que declararam que ela era uma boa pessoa e uma boa católica. Eles não chegaram a uma decisão sobre a origem da inspiração de Joana, mas concordaram que enviá-la a Orleães poderia ser útil ao rei e serviria para testar se sua inspiração era de origem divina. Joana foi então enviada a Tours para ser examinada fisicamente por mulheres designadas pela sogra de Carlos, Iolanda de Aragão, que verificaram sua virgindade. Isso foi feito para estabelecer se ela poderia de fato ser a virgem salvadora da França prevista na profecia, para mostrar a pureza de sua devoção e para garantir que ela não havia se envolvido com o Diabo.
Vitória em Orleães
Na última semana de abril de 1429, Joana partiu de Blois como parte de um exército que levava suprimentos para socorrer a sitiada cidade de Orleães. Ela chegou lá em 29 de abril e encontrou o comandante Jean de Dunois, o "Bastardo de Orleães". A região de Orleães não estava completamente isolada e Dunois conseguiu colocá-la na cidade, onde foi recebida com entusiasmo pela população. Inicialmente, Joana foi tratada como uma figura simbólica para levantar o moral, exibindo seu estandarte no campo de batalha e abençoando as tropas fiéis a Carlos VII (os Armagnacs). Ela não recebeu nenhum comando formal, nem foi incluída nos conselhos militares, mas rapidamente conquistou o apoio dos exércitos armagnacs. Joana sempre parecia estar presente onde o combate era mais intenso, frequentemente permanecendo na linha de frente e transmitindo aos soldados a sensação de que lutava por sua salvação. Os comandantes armagnacs às vezes aceitavam seus conselhos (possivelmente acreditando que suas instruções tinham origem divina), sobre questões como decidir qual posição atacar, quando continuar um assalto e como posicionar a artilharia.
Campanha de Loire
Após o sucesso em Orleães, Joana insistiu que as tropas francesas armagnacs avançassem rapidamente em direção a Reims para coroar o Delfim. Carlos permitiu que ela acompanhasse o exército sob o comando de João II, Duque de Alençon, que trabalhou de forma colaborativa com Joana e frequentemente seguiu seus conselhos. Antes de avançar para Reims, os armagnacs precisavam recapturar as cidades-ponte ao longo do Loire: Jargeau, Meung-sur-Loire e Beaugency. Isso abriria caminho para Carlos e seu séquito, que precisariam cruzar o Loire próximo a Orleães para viajar de Chinon a Reims. A campanha para expulsar a presença inglesa das cidades do Vale do Loire começou em 11 de junho, quando as forças franceses lideradas pelo Duque de Alençon e por Joana chegaram a Jargeau e forçaram os ingleses a recuar para dentro das muralhas da cidade. Joana enviou uma mensagem aos ingleses pedindo que se rendessem; eles recusaram e ela defendeu um ataque direto às muralhas no dia seguinte. No final do dia, a cidade foi tomada. Os armagnacs fizeram poucos prisioneiros e muitos dos ingleses que se renderam foram mortos. Durante essa campanha, Joana continuou a ficar perto da linha de frente, embora ela não tenha combatido de fato. Em um momento, ela começou a subir uma escada de cerco com seu estandarte em mãos, mas antes de alcançar a muralha, foi atingida por uma pedra que partiu seu elmo.
Coroação de Carlos VII e o cerco de Paris
Após a destruição do exército inglês em Patay, alguns líderes armagnacs sugeriram uma invasão da Normandia controlada pelos ingleses, mas Joana permaneceu firme em sua insistência de que Carlos precisava ser coroado. O Delfim concordou, e o exército partiu de Gien em 29 de junho para marchar em direção a Reims. O avanço encontrou pouca oposição. A cidade de Auxerre, controlada pelos borgonheses, se rendeu em 3 de julho após três dias de negociações e outras cidades no caminho do exército retornaram à lealdade a Carlos e aos armagnacs sem resistência. Troyes, que tinha uma pequena guarnição de tropas inglesas e borgonhesas, foi a única a resistir. Após quatro dias de negociação, Joana ordenou que os soldados enchessem o fosso da cidade com madeira e dirigiu o posicionamento da artilharia. Temendo um ataque, Troyes negociou sua rendição.
Campanha contra Perrinet Gressart
Em outubro de 1429, Joana foi enviada como parte de uma força para atacar o território de Perrinet Gressart, um mercenário que serviu aos borgonheses e ingleses. O exército cercou a cidade de Saint-Pierre-le-Moûtier, que caiu depois que Joana encorajou um ataque direto em 4 de novembro. O exército francês tentou então, sem sucesso, tomar La-Charité-sur-Loire em novembro e em dezembro, e tiveram que abandonar sua artilharia durante a retirada. Essa derrota diminuiu ainda mais a reputação de Joana. Joana voltou à corte no final de dezembro, onde soube que ela e sua família haviam sido enobrecidas por Carlos como recompensa por seus serviços a ele e ao reino. Antes do ataque de setembro a Paris, Carlos negociou uma trégua de quatro meses com os borgonheses, que foi estendida até a páscoa de 1430. Durante esta trégua, a corte francesa não precisou de Joana e sua influência com a casa real diminuiu.
Cerco de Compiègne e captura
O Duque de Borgonha começou a retomar cidades que lhe haviam sido cedidas por tratado, mas que ainda não haviam se submetido a eles. Compiègne era uma dessas cidades entre muitas em áreas que os armagnacs haviam recapturado nos meses anteriores. Joana partiu com um grupo de voluntários no final de março de 1430 para socorrer a cidade, que estava sob cerco. Essa expedição não tinha a permissão explícita do rei Carlos VII, que ainda mantinha a trégua. Alguns escritores sugerem que a expedição de Joana a Compiègne sem permissão documentada da corte foi uma ação desesperada e traiçoeira, mas outros argumentam que ela não poderia ter lançado a expedição sem o apoio financeiro da corte.
O julgamento
Joana foi julgada por heresia em Rouen em 9 de janeiro de 1431. Ela foi acusada de blasfemar por usar roupas masculinas, de agir com base em visões demoníacas e de se recusar a submeter suas palavras e ações à igreja, pois afirmava que seria julgada apenas por Deus. Os captores de Joana minimizaram os aspectos seculares do julgamento, submetendo-a a um tribunal eclesiástico, mas o julgamento foi politicamente motivado. Joana testemunhou que suas visões a instruíram a derrotar os ingleses e coroar Carlos, e seu sucesso foi argumentado como prova de que ela estava agindo em nome de Deus. Se não fosse contestado, seu testemunho invalidaria a reivindicação inglesa ao governo da França e enfraqueceria a Universidade de Paris, que apoiava a monarquia dual governada por um rei inglês.
Morte na fogueira
A heresia pública era um crime capital, no qual um herege impenitente ou reincidente poderia ser entregue ao julgamento dos tribunais seculares e punido com a morte. Após assinar a abjuração, Joana não era mais considerada uma herege impenitente, mas poderia ser executada se fosse condenada por reincidir na heresia. Como parte de sua abjuração, Joana foi obrigada a renunciar ao uso de roupas masculinas. Ela trocou suas roupas por um vestido feminino e permitiu que sua cabeça fosse raspada. Foi devolvida à sua cela e mantida acorrentada em vez de ser transferida para uma prisão eclesiástica. Testemunhas no julgamento de reabilitação afirmaram que Joana foi submetida a maus-tratos e tentativas de estupro, incluindo uma por um nobre inglês e que os guardas colocaram roupas masculinas em sua cela, forçando-a a usá-las. Cauchon foi notificado de que Joana havia retomado o uso de roupas masculinas. Ele enviou clérigos para adverti-la a permanecer em submissão, mas os ingleses impediram que eles a visitassem.
Consequências e reabilitação
A notícia da morte de Joana chocou a França. Muitos plebeus, particularmente aqueles em áreas leais à facção Armagnac (os apoiadores da Casa de Valois), viam Joana como uma salvadora divinamente inspirada da França. Sua execução foi recebida com tristeza e raiva, pois ela havia se tornado um símbolo de esperança e resiliência durante os dias mais sombrios da Guerra dos Cem Anos. Alguns consideraram sua morte um martírio, acreditando que ela foi vítima de injustiça política e religiosa. A execução de Joana galvanizou muitos nobres armagnacs para continuar sua luta contra os ingleses, pois seu legado inspirou uma determinação renovada para expulsar a Inglaterra da França.
As visões de Joana desempenharam um papel importante em sua condenação, e sua admissão de que havia voltado a segui-las levou à sua execução. Os teólogos da época acreditavam que visões poderiam ter uma origem sobrenatural. Os avaliadores de seu julgamento focaram em determinar a fonte específica das visões de Joana, usando uma forma eclesiástica de discretio spirituum (discernimento de espíritos). Como ela foi acusada de heresia, buscava-se provar que suas visões eram falsas. O julgamento de reabilitação anulou a sentença de Joana, mas não declarou suas visões autênticas. Em 1894, o Papa Leão XIII proclamou que a missão de Joana era divinamente inspirada. Estudiosos modernos discutiram possíveis causas neurológicas e psiquiátricas para suas visões. Suas visões foram descritas como alucinações decorrentes de epilepsia ou de um tuberculoma no lobo temporal. Outros implicaram envenenamento por esporão-do-centeio (ergotismo), esquizofrenia, transtorno delirante ou psicopatia criativa induzida pela criação em sua infância. Um dos Promotores da Fé em seu julgamento de canonização em 1903 argumentou que suas visões poderiam ter sido manifestações de histeria. Outros estudiosos sugerem que Joana pode ter criado alguns detalhes específicos das visões em resposta às demandas dos interrogadores durante seu julgamento.
Joana é uma das pessoas mais estudadas da Idade Média, em parte porque seus dois julgamentos forneceram uma riqueza de documentos. Sua imagem, mudando ao longo do tempo, incluiu a de salvadora da França, filha obediente da Igreja Católica Romana, uma feminista pioneira e símbolo de liberdade e independência.
Líder militar e símbolo da França
A reputação de Joana como líder militar que ajudou a expulsar os ingleses da França começou a se formar antes de sua morte. Logo após a coroação de Carlos VII, Cristina de Pisano escreveu o poema Ditié de Jehanne D'Arc, celebrando Joana como uma apoiadora de Carlos enviada pela Divina Providência e refletindo o otimismo francês após o triunfo em Orleães. Já em 1429, Orleães começou a realizar uma celebração em homenagem ao fim do cerco em 8 de maio. Após a execução de Joana, seu papel na vitória de Orleães incentivou o apoio popular à sua reabilitação. Joana tornou-se uma parte central da celebração anual e, em 1435, uma peça, Mistère du siège d'Orléans ("Mistério do Cerco de Orleães"), a retratava como o instrumento da vontade divina que libertou Orleães. O festival de Orleães celebrando Joana continua nos tempos modernos.
Mulher santa e heroica
Joana é uma santa na Igreja Católica Romana. Ela foi vista como uma figura religiosa em Orleães após o cerco ser levantado e um panegírico anual foi pronunciado em sua homenagem até os anos 1800. Em 1849, o bispo de Orleães, Félix Dupanloup, fez uma oração que atraiu atenção internacional e, em 1869, solicitou a Roma o início do processo de beatificação. Ela foi beatificada pelo Papa Pio X em 1909 e canonizada em 16 de maio de 1920 pelo Papa Bento XV. Seu dia de festa é 30 de maio, aniversário de sua execução. Em uma carta apostólica, o Papa Pio XI declarou Joana uma das padroeiras da França em 2 de março de 1922. Joana foi canonizada como Virgem, não como mártir cristã, porque foi condenada à morte por um tribunal canonicamente constituído, que a executou não por sua fé em Cristo, mas por sua revelação privada. No entanto, ela tem sido popularmente venerada como mártir desde sua morte: alguém que sofreu por sua modéstia e pureza, por seu país e pela força de suas convicções. Joana também é lembrada como visionária na Igreja da Inglaterra, com uma comemoração em 30 de maio. Ela é reverenciada no panteão da religião Cao Dai.
O travestimento de Joana foi o tema de cinco dos artigos de acusação contra ela durante o julgamento. Na visão dos avaliadores, era o emblema de sua heresia. Sua condenação final começou quando foi descoberto que ela havia voltado a usar roupas masculinas, o que foi interpretado como um sinal de que havia recaído na heresia. Desde sua jornada a Chinon até sua abjuração, Joana geralmente usava roupas masculinas e cortava o cabelo em um estilo masculino. Quando deixou Vaucouleurs para ver o Delfim em Chinon, Joana foi descrita como vestindo um gibão preto, uma túnica preta e um pequeno chapéu preto. Quando foi capturada, já tinha adquirido roupas mais elaboradas. Durante o julgamento, foi acusada de usar calças, um manto, uma cota de malha, um gibão, meias presas ao gibão com vinte laços, botas apertadas, esporas, uma couraça, perneiras, uma espada, um punhal e uma lança. Também foi descrita como usando peles, um tabardo dourado sobre sua armadura e trajes de montaria suntuosos feitos de tecidos preciosos.
Santa Joana d’Arc é homenageada em diversas igrejas importantes, especialmente na França, país de sua origem e martírio. Entre as maiores e mais conhecidas igrejas dedicadas a ela, destacam-se: A principal delas é a Basílica de Santa Joana d’Arc, localizada em Domrémy-la-Pucelle, França, cidade natal da santa, que atrai peregrinos interessados em sua vida e legado. A Igreja Santa Joana d’Arc (em francês, Église Sainte-Jeanne-d'Arc) está localizada na Place du Vieux-Marché, no centro da cidade de Ruão,, França, onde Joana d’Arc foi queimada na fogueira em 1431. é uma das mais emblemáticas construções dedicadas à santa. Localizada na Place du Vieux Marché, esta igreja moderna foi inaugurada em 1979 e projetada pelo arquiteto Louis Arretche. O edifício possui um design arrojado que remete às chamas que consumiram Joana d’Arc e à forma de um barco invertido, símbolo cristão antigo. A igreja também incorpora vitrais históricos da antiga Igreja de Saint Vincent, destruída na Segunda Guerra Mundial. O local marca o exato ponto onde Joana foi queimada na fogueira em 1431, sendo um importante ponto de peregrinação e memória histórica


