Arktika (quebra-gelo)
O Arktika foi um notável quebra-gelo nuclear soviético da classe Arktika, em serviço de 1975 a 2008. Ele se tornou a primeira embarcação de superfície a alcançar o Polo Norte, um feito histórico realizado em 17 de agosto de 1977.
Pontos-chave
- O Arktika foi o primeiro quebra-gelo de superfície a atingir o Polo Norte em 1977.
- Sua construção começou em 1971 e foi concluída em 1975, no Estaleiro Báltico.
- O nome do navio foi brevemente alterado para Leonid Brezhnev, mas revertido devido à insatisfação da tripulação.
- A vida útil do reator foi estendida com sucesso, adicionando anos ao seu serviço original.
- Após 33 anos de serviço, o Arktika foi desativado em 2008 e aguarda desmanche em Murmansk.
A construção do Arktika teve início em 3 de julho de 1971, no Estaleiro Báltico, em São Petersburgo, e os testes no mar foram finalizados em 17 de dezembro de 1975. Em 1982, a embarcação foi rebatizada como Leonid Brezhnev, em homenagem ao então secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética. Contudo, em 1986, o nome foi revertido para Arktika, pois a tripulação não aprovava a mudança e se recusava a responder a comunicações de rádio, a menos que o navio fosse chamado por seu nome original. Outra teoria sugere que a mudança de nome foi resultado de uma confusão administrativa, e que o nome Leonid Brezhnev nunca foi destinado ao Arktika, mas sim a outra embarcação.
Originalmente projetado para 100.000 horas de vida útil do reator, o tempo de serviço do Arktika foi estendido em 50.000 horas em 2000 e, posteriormente, em mais 25.000 horas, adicionando 8 anos a um projeto inicial de 25 anos. Essa extensão foi possível através da substituição de equipamentos essenciais, garantindo a operação segura e contínua da central nuclear. Em 17 de maio de 2000, uma conferência com engenheiros, cientistas e oficiais do governo russo ocorreu a bordo do Arktika após sua primeira extensão de serviço. A operação custou apenas 4 milhões de dólares, um valor significativamente menor em comparação aos 30 a 50 milhões de dólares necessários para um novo quebra-gelo nuclear, provando ser um empreendimento bem-sucedido. A conferência concluiu que as horas de serviço dos quebra-gelos nucleares russos poderiam ser estendidas com sucesso para até 175.000 horas.
Em 9 de abril de 2007, um incêndio atingiu o Arktika enquanto ele estava no Mar de Kara. O incidente causou pequenos danos a três cabines e a um painel de distribuição de energia. Felizmente, o reator nuclear não foi afetado e não houve feridos.
Após 33 anos de serviços prestados no Ártico, o Arktika foi retirado de serviço em outubro de 2008. Durante sua trajetória, ele não só foi o primeiro navio a alcançar o Polo Norte, mas também o primeiro navio civil a permanecer mais de um ano sem aportar, feito realizado em 2000, e navegou mais de um milhão de milhas náuticas até 2005. Atualmente, o quebra-gelo está ancorado em Atomflot, uma base nuclear em Murmansk, a aproximadamente 1,5 km da doca principal. Ele permanecerá lá até que um plano para seu desmanche seja elaborado. Enquanto isso, o Arktika é objeto de pesquisas, com o objetivo de estudar meios de aumentar a vida útil de outros quebra-gelos da classe Arktika.


