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Aretha Franklin

Aretha Louise Franklin foi uma cantora e compositora norte-americana de gospel, R&B e soul que se tornou ícone da música negra. Foi considerada a "maior cantora de todos os tempos" pela revista Rolling Stone, e pela mesma revista, a nona maior artista da música de todos os tempos. Sua voz foi declarada oficialmente “um recurso natural” pelo estado de Michigan.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/06/2026
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Biografia

Em 2003 lançou o álbum So Damn Happy, seguindo o som contemporâneo do álbum anterior e trazendo a canção vencedora do Grammy Award para Melhor Desempenho de R&B Tradicional, "Wonderful". Já no ano de 2004, Franklin anunciou sua saída da Arista Records após 20 anos de contrato. Em 2007, para concluir suas determinações profissionais com a gravadora, Franklin lançou uma compilação de duetos da sua carreira chamada "Jewels in the Crown: All-Star Duets with the Queen", que alcançou relativo sucesso comercial e de crítica. No ano seguinte, lançou o álbum natalino "This Christmas, Aretha" pela DMI Records. Apenas em 2011, sob seu próprio selo, a Aretha's Records, ela lançaria o álbum Aretha: A Woman Falling Out of Love, que obteve apenas respostas mistas da crítica especializada e uma fraca vendagem do público em geral. No século XXI, a artista ainda foi destaque ao apresentar-se na cerimônia de posse de Barack Obama, primeiro presidente afro-americano eleito nos Estados Unidos. Foi a terceira vez que Aretha se apresentou em uma posse presidencial, tendo sido convidada para cantar durante a posse de Jimmy Carter, em 1977, e Bill Clinton, em 1993.

1942–1961: Primeiros anos

Nascida em Memphis (1942), filha de Barbara Siggers e Clarence LaVaughn Franklin, um pregador itinerante de Igreja Batista, Aretha Louise Franklin se mudou para Buffalo, Nova York, aos dois anos de idade e aos quatro foi com sua família para Detroit. É em Detroit que seu pai constrói sua própria congregação, a New Bethel Baptist Church. Ainda aos dez anos, Aretha começa a cantar na igreja de seu pai, que se torna bastante conhecido em Detroit a ponto de ser chamado de “a voz de um milhão de dólares” e receber constantemente “celebridades” em sua casa. Nomes do gospel como Mahalia Jackson, Dinah Washington, James Cleverland, além de nomes do soul como Sam Cooke e Jackie Wilson, passam a frequentar a casa de seu pai, C.L. Franklin, e se tornam desde cedo grandes influências para a jovem Aretha.

1961–1966: Carreira musical, Era Columbia

Em janeiro de 1961, a Columbia lançou o primeiro álbum de Aretha dedicado à música secular: Aretha (With The Ray Bryant Combo). O disco apresentou seu primeiro single nas paradas da Billboard Hot 100, " Won't Be Long ", que também alcançou a 7ª posição na parada de R&B. Sob a tutela do lendário produtor da Columbia, John Hammond, entre 1961 e 1966, Aretha lança nove álbuns pelo selo. Entretanto, nenhum deles obteve o êxito esperado. John enxergava Aretha como uma próxima Billie Holliday, o que o levou a ignorar o talento da jovem para o R&B e o Soul e empurrá-la a incorporar mais dos estilos jazz, doo-wop e blues em suas canções. Ainda assim, Aretha conseguiu emplacar alguns hits modestos nas paradas musicais da época. São desse período: “Today I Sing The Blues”, “Cry Like a Baby”, “Sweet Bitter Love” e “Rock-a-bye Your Baby with a Dixie Melody”, tendo esta última, inclusive, alcançado um lugar entre as 40 músicas mais tocadas do momento. Ainda na tentativa de alcançar o sucesso, Aretha chegou a regravar algumas canções de cantoras contemporâneas que eram sensações na época, como Walk On By (Dionne Warwick), “You’ll Lose A Good Thing” (Barbara Lynn), People (Barbra Streisand), além de tentar regravações de clássicos do jazz e do blues como “Misty” e "I’d Rather Drink Muddy Water", entre outras. Pela Columbia Aretha também gravaria um álbum tributo à cantora Dinah Washington, falecida em 1963, e uma das grandes influências em sua carreira.

1967–1974: A era de ouro da "Rainha do Soul" e sucesso comercial

Em janeiro de 1967, após decidir não renovar contrato com a Columbia depois de seis anos sem o retorno esperado, Franklin migrou para a Atlantic Records. No mesmo mês, viajou para Muscle Shoals, no Alabama onde gravaria a canção I Never Loved a Man the Way I Love You acompanhada dos famosos músicos da Muscle Shoals Rhythm Section e sob a produção de Jerry Wexler, um dos sócios da gravadora e produtor de nomes consagrados tais como Ray Charles e Wilson Pickett. Os bastidores da única sessão de gravação em Muscle Shoals, ficaram marcados não apenas pela sintonia dos músicos, mas também pelas desavenças trocadas entre o então marido de Aretha, Ted White, e um dos membros da secção de sopros, estendendo-se, mais tarde, em um briga corpo-a-corpo, além de trocas de injúrias raciais entre Ted e o proprietário do estúdio musical, Rick Hall. A cantora e seu marido voltaram para Detroit na manhã seguinte com o projeto musical em Muscle Shoals basicamente cancelado. Wexler, porém, recusou-se a desistir do empreendimento e teve a ideia de colocar toda a banda rítmica em um avião para Nova York, a fim de retomarem as gravações com Aretha. Lá, em meados de fevereiro, no próprio estúdio da Atlantic, na Broadway, a equipe concluiu a sessão do que se tornaria o primeiro single do álbum de Franklin para a gravadora.

1972: De volta ao gospel com "Amazing Grace"

Estimulada pelo falecimento de Mahalia Jackson e pelo subsequente ressurgimento do interesse pela música gospel, Franklin retornou às suas origens musicais para o álbum Amazing Grace de 1972, que vendeu mais de 2 milhões de cópias na época e se tornou o álbum gospel mais vendido da história, recorde que mantém até hoje. O álbum foi gravado na Igreja New Temple Missionary Baptist Church, em Los Angeles, e contou com participação do reverendo James Cleveland, além de contar com seu pai, C.L Franklin, e a lenda do gospel, Clara Ward, entre a congregação. O vocalista da banda Rolling Stone, Mick Jagger também esteve presente durante a gravação do álbum.

1975–1979: Baixas na carreira e saída da Atlantic Records

Em 1975 com a saída de Jerry Wexler da Atlantic, Aretha ficou sem um forte parceiro na gravadora. Ela marcou seu último hit R&B dos anos 70 com “Something He Can Feel”, canção que fazia parte da trilha sonora do filme Sparkle, cujas canções foram compostas por Curtis Mayfield e cantadas por Aretha em um álbum homônimo de 1976. Seus últimos álbuns pela Atlantic, tais como Sweet Passion (1977), Almighty Fire (1978) (outra parceria com Curtis Mayfield), e La Diva (1979) venderam pouco e, em meados da década, sua carreira estava vacilante.

1980–2000: Retornos ao mainstream

Em 1980, Franklin assinou com a Arista Records, dirigida por Clive Davis, no mesmo ano realizou uma performance no Royal Albert Hall na presença da Rainha Elizabeth II. Ainda no inicio da década, Aretha também foi convidada a participar do musical de comédia, The Blues Brothers, que se tornou um filme cult. No filme ela fez o papel de uma garçonete, esposa de Matt "Guittar" Murphy, e canta uma regravação de seu antigo hit "Think". O primeiro álbum de Franklin pela Arista foi o auto-intitulado "Aretha" (1980), lançado ainda em 1980 e emplacou duas canções entre "Singles de R&B" nos Estados Unidos: United Together e I Can't Turn You Loose. Em 1981, "Love All the Hurt Away" incluiu um aclamado dueto com George Benson na faixa-título e uma regravação de "Hold On, I'm Comin", de Sam & Dave, a qual lhe garantiu mais um Grammy de Melhor Performance Vocal Feminina de R&B. Franklin retornou à disputa pelas primeiras colocações nas paradas com o álbum Jump to It, produzido por Luther Vandross, seu admirador de longa data, restaurou sua popularidade. No ano seguinte, ainda sob a produção de Vandross, ela lança " Get It Right ", porém não conseguindo repetir o sucesso do disco anterior.

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Funeral

O funeral de Aretha Franklin foi um dos funerais de celebridades mais elaborados e divulgados da década, contando com um serviço memorial que perdurou por quatro dias, com homenagens no Museu Charles H. Wright de História Afro-Americana, onde o corpo da falecida “Rainha do Soul” ficou exposto ao público por três dias. As filas de fãs e admiradores da cantora se estendia ao longo da Warren Avenue, descendo a Brush Street e em direção à Farnsworth Street. O corpo da cantora foi velado em um caixão Promethean banhado a ouro 24 quilates e feito de bronze maciço e contou com uma "troca de figurino" durante os dias em que esteve em exibição. Os sucessos de Franklin, foram constantemente tocados pela multidão. No dia 31 de agosto, foi realizado o culto fúnebre final a Aretha Franklin no Greater Grace Temple em Detroit, a portas fechadas. O funeral, que teve mais de seis horas de apresentações musicais e homenagens à Rainha do Soul, incluiu várias homenagens de celebridades, políticos, amigos e familiares, entre eles Ariana Grande, Stevie Wonder, Smokey Robinson, Gladys Knight, Louis Farrakhan, Faith Hill, Fantasia, as Clark Sisters, Ronald Isley, Angie Stone, Chaka Khan, Jennifer Holliday, Loretta Devine, Jennifer Hudson, Queen Latifah, Shirley Caesar, Al Sharpton, Yolanda Adams, além do ex-presidente dos EUA, Bill Clinton. Durante a cerimônia, também foram lidas cartas enviadas pelos ex-presidentes George W. Bush e Barack Obama, destacando a contribuição da cantora ao país e sua relevância cultural. O funeral foi transmitido por várias agências de notícias do rádio e da televisão como a Fox News, CNN, The Word Network, BET e MSNBC.

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Legado e honras

Franklin recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1979. Em 1987, tornou-se a primeira artista feminina a entrar para o Rock and Roll Hall of Fame. Dois anos antes, o governo do Michigan havia decretado sua voz como um "fenômeno natural". Em 1991, foi premiada com o Grammy Legend Award por "sua contribuição para a música" e quatro anos depois, recebeu uma medalha do Kennedy Center, uma das mais prestigiadas instituições de arte do país. Em 2005, o então Presidente George W. Bush condecorou Franklin com a Medalha Presidencial da Liberdade por "seus serviços aos Estados Unidos". No mesmo ano, a artista foi incluída no UK Music Hall, tornando-se a segunda artista feminina a conseguir tal reconhecimento; (a primeira havia sido Madonna). Uma artista de grande quilate, Aretha já foi descrita também como "A voz do Movimento dos Direitos Civis", "a voz da América Negra" e "um símbolo da igualdade racial". A revista Rolling Stone a considerou em 9º lugar entre "Os 10 maiores artistas de todos os tempos" e o 1º lugar na lista dos "Maiores Cantores de Todos os Tempos". Em 2011, após recuperar-se de uma cirurgia, Aretha foi homenageada pelas cantoras Christina Aguilera, Florence Welch, Jennifer Hudson, Martina McBride e Yolanda Adams na cerimônia do Grammy Awards.

Influência

Poucos artistas na história da música foram tão impactantes e influentes quanto Aretha Franklin, cujo legado reverbera até os dias de hoje. Suas contribuições para vários gêneros, incluindo soul, R&B, gospel e jazz, rock deixaram uma marca indelével na indústria. A influência de Franklin pode ser ouvida no trabalho de inúmeros artistas que seguiram seus passos tentando reproduzir sua voz poderosa, entrega comovente e capacidade de transmitir emoções cruas. A cantora Whitney Houston, (cuja mãe, Cissy Houston, fazia backing vocals para Franklin), por muitas vezes, ao longo dos anos, expressou a influência de Aretha sobre sua própria carreira: “Quando ouvi Aretha, pude sentir sua entrega emocional com muita clareza. Vinha lá do fundo. Isso é o que eu queria fazer." Em entrevista a revista Ebony em 1985, Whitney disse: “Lembro-me de quando tinha cerca de 12 anos, eu ia ao nosso porão, onde minha mãe tinha seu equipamento de gravação, pegava o microfone e colocava Aretha e passávamos horas nisso”.

Voz e estilo

Franklin têm sido descrita como uma grandiosa cantora e música devido à sua "flexibilidade vocal, inteligência interpretativa, habilidade no piano, audição e experiência". A voz de Franklin já foi citada como "uma mezzo-soprano poderosa" e foi inúmeras vezes elogiada pela crítica por seus arranjos e interpretações da obra de outros artistas. Em 1985, sua voz foi declarada oficialmente “um recurso natural” pelo departamento de recursos naturais do estado de Michigan. A imagem de Franklin, entretanto, sofreu várias alterações ao longo de sua carreira. Durante os anos 1960, a cantora era notória por manter o cabelo em estilo Bouffant e vestuário extravagante. Nos anos de 1970, abraçando suas origens, Franklin voltou-se para os penteados de inspiração afro-americana. Nos anos recentes, a artista adotou um figurino mais trabalhado, porém mais discreto.

Representações no cinema e na TV

Em 10 de fevereiro de 2019, foi anunciado que a terceira temporada da aclamada série de televisão Genius, da National Geographic, seria focada no “gênio musical e na carreia incomparável em Aretha Franklin, bem como impacto imensurável e a influência duradoura que ela teve na música e na cultura ao redor do mundo. A temporada estrelada por Cynthia Erivo como Franklin foi ao ar em março de 2021. No entanto, a família da cantora condenou a série, alegando não estar envolvida no processo de produção, embora a equipe da National Geographic tenha afirmado que a série foi aprovada pelo espólio de Franklin. Em 2021, Respect, um filme biográfico sobre Franklin, foi lançado, tendo sido Jennifer Hudson escolhida pela própria Aretha para o papel principal. O elenco do filme também conta com a participação de Forrest Whitaker, Audra McDonald e Mary J. Blige.

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Discografia

Singles de sucesso

Singles que atingiram o Top 10 da lista Hot 100 da Revista Billboard:

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Fontes consultadas

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