Pesquisa · Mapa mental

Arco continental

Arco vulcânico continental é a designação dada em tectónica de placas a um tipo de arco vulcânico que se forma numa margem continental activa quando duas placas tectónicas entram em colisão e se desenvolve uma zona de subducção. A estrutura manifesta-se à superfície pela formação de uma estrutura montanhosa em forma de arco, ao longo da qual se instala vulcanismo. O magmatismo e petrogénese na crusta continental quando submetida aos processos associadas a este tipo de arco são complexos e reflectem a mistura de materiais da crusta oceânica, da cunha mantélica que se forma entres as placas em subducção e da própria crusta continental.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
01

Origem

Quando duas placas tectónicas colidem, o material mais denso afunda-se sob o menos denso, determinando assim qual das placas sofre subducção e qual permanece à superfície. Como o material que constitui a crusta oceânica apresenta sempre maior densidade em relação ao que constitui a crusta continental, quando a colisão ocorre ao longo de uma margem continental activa, a placa oceânica mergulha sob a placa continental, sofrendo subducção. Devido ao processo de subducção, a crusta oceânica, relativamente mais fria e rica em água, é forçada a mergulhar na astenosfera, para regiões onde a pressão e temperatura são muito mais elevadas que à superfície da Terra. Nessas condições, o material da placa que é afundada liberta materiais voláteis como H2O e CO2, os quais ao ascenderem causa a fusão parcial da região da astenosfera que atravessam. Este processo cria bolsas de magma, com menor densidade que as rochas circundantes, que tendem a subir por impulsão em direcção à superfície. A ascensão deste magma à superfície forma subsequentemente vulcões ao longo da zona de subducção. Alguns investigadores argumentam que a refertilização do manto sob o arco litosférico pode também ser um importante processo associado com o magmatismo dos arcos continentais.

02

Petrogénese e magmatismo

A origem das rochas ígneas, ou petrogénese, nos arcos continentais é mais complexa do que nos arcos oceânicos. A fusão parcial da placa oceânica subdutora gera magma primário, que é depois contaminado por materiais da crusta continental quando, durante a sua ascensão em direcção à superfície, é obrigado a atravessar aquela estrutura. Tendo em conta que a crusta continental é félsica, rica em sílica, enquanto o magma primária juvenil é tipicamente máfico, a composição dos magmas em arcos continentais é o produto da mistura entre a diferenciação ígnea de magmas máficos e félsicos com os materiais ricos em sílica oriundos da fusão crustal. A mistura dos materiais em fusão parcial oriundos da crusta continental que recobre a zona de subducção, da parte inferior da litosfera, ou manto litosférico sob a crosta continental, da crosta oceânica e dos sedimentos que são obrigados a submergir, da cunha mantélica, a que acresce a acumulação de materiais em fusão parcial sob a parte inferior da placa (underplating), fornece a mistura em fusão que constitui a principal fonte das rochas dos arco continentais.

Intensidade do magmatismo

A estrutura determina o gradiente geotérmico na zona de subducção, o qual, por sua vez, determina a taxa de fusão da placa crustal que mergulha em direcção ao manto e da astenosfera circundante. Mudanças na estrutura isotérmica podem ter impacte significativo na intensidade do magmatismo. Entre os factores que podem contribuir para mudanças no perfil geotérmico contam-se: (1) mudanças a velocidade relativa na convergência entre as duas placas na zona de subducção; (2) a variação no ângulo de afundamento da placa que mergulha; (3) a quantidade de material a baixa temperatura (água e sedimentos oceânicos) que mergulha em direcção ao manto; e (4) taxa de subida (upwelling) do mato/astenosfera (slab window/slab breakoff).

03

Petrologia

Imagem: RuggyBearLA · BY · Openverse

A petrogénese dos arcos continentais é geralmente diferente da que ocorre nos arcos insulares e em meio oceânico, pelo que predominam as rochas pertencentes à série calco-alcalina e alcalina, com menos toleítos e menos rochas pobres em potássio.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando