Pesquisa · Mapa mental

Arany Santana

Arany Santana Neves Santos, é graduada pela Universidade Federal da Bahia, com especialização em história da África e em língua e cultura kikongo. Arany Santana possui um histórico atrelado à cultura e militância étnica que resiste há anos. Ela é ex-diretora do Ilê Aiyê, mais antigo movimento negro do Brasil, e cofundadora do Movimento Negro Contra a Discriminação Racial. Como educadora, tem uma trajetória voltada para a alfabetização de adultos, a arte-educação e o ensino de cultura africana. Também atriz, participou de filmes como A Idade da Terra, de Glauber Rocha, O Jardim das Folhas Sagradas, de Pola Ribeiro, e Capitães da Areia, de Cecília Amado.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/11/2026
01

Biografia

Imagem: Foto: Pedro Moraes/GOVBA · BY · Openverse

Filha de Rogaciano Santos, marceneiro e músico da filarmônica de Amargosa, e de Áurea Santana Santos, costureira. Após o golpe militar de 1964, a família de Arany que costumava abrigar reuniões de militantes políticos locais em sua casa decidiu se mudar para Salvador. Com esta mudança, ela estudou no Colégio Central da Bahia no final da década de 1960 e, após ser aprovada por vestibular na Universidade Federal da Bahia, veio a concluir a licenciatura em Letras com habilitação em inglês na UFBA em 1974. Após sua graduação, ela foi ensinar em uma escola pública no município interiorano de Castro Alves, onde ficou poucos anos até voltar para Salvador, onde ingressou na Escola de Teatro da UFBA, formação que a preparia para ingressar no teatro e cinema. Entre os anos de 88 e 90, apresentou o programa de televisão Beleza Black, na TV Itapoan e trabalhou na minissérie Mãe de Santo da Rede Manchete. No teatro encenou dezoito espetáculos em Salvador, entre eles, Baile Pastoril, Cordel Vida e Verso e Castro Alves.

02

Reconhecimentos

Imagem: Assembleia Legislativa da Bahia · PDM · Openverse

Entre os prêmios de reconhecimento do seu trabalho Arany recebeu o diploma “Destaque Mulher” (1998 e 2002) da Assembleia Legislativa do Estado, pela atuação nas áreas educacional e artística e no trabalho de preservação e divulgação da cultura negra, o Troféu UJAAMA – Mulher Destaque/ 97 - promovido pelo Olodum - pelos trabalhos realizados na área da cultura e do conhecimento; e o Prêmio Itaú – UNICEF pelo Projeto Pedagógico do Ilê Aiyê – 1996 (3.º Melhor Projeto do Brasil).

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando