Nova Zelândia
Nova Zelândia é um país insular, oficialmente pertencente à Oceania, no sudoeste do Oceano Pacífico, formado por duas massas de terra principais e por numerosas ilhas menores, sendo as mais notáveis as ilhas Stewart e Chatham. O nome indígena na língua maori para a Nova Zelândia é Aotearoa, normalmente traduzido como "A Terra da Grande Nuvem Branca". É o principal constituinte do Reino da Nova Zelândia, com os demais constituintes sendo territórios ultramarinos, que incluiriam as Ilhas Cook e Niue ; Toquelau; e a Dependência de Ross. Recebeu este nome em homenagem a uma província dos Países Baixos chamada Zelândia, que era a terra natal de seus colonizadores.
Aotearoa (muitas vezes traduzido como "terra da longa nuvem branca") é o nome māori atual para a Nova Zelândia e também é usado no inglês neozelandês. Não se sabe se os māori tinham um nome para todo o país antes da chegada dos europeus, sendo que Aotearoa originalmente referia-se apenas à Ilha do Norte. Abel Tasman avistou a Nova Zelândia em 1642 e chamou-a de Staten Landt, supondo que o país fosse conectado a um lugar do mesmo nome no extremo sul da América do Sul. Em 1645, cartógrafos holandeses renomearam o lugar para Nova Zeelandia, em homenagem a província holandesa de Zeeland. O explorador britânico James Cook posteriormente anglicizou o nome para New Zealand.[nota 1] Os māori tinham vários nomes tradicionais para as duas ilhas principais que formam o país, incluindo Te Ika-a-Maui (o peixe de Māui) para a Ilha do Norte e a Te Wai Pounamu (as águas da pedra verde) ou Te Waka o Aoraki (a canoa de Aoraki) para Ilha do Sul. Os primeiros mapas europeus rotulavam as ilhas como Norte (Ilha do Norte), Média (Ilha do Sul) e Sul (Ilha Stewart). Em 1830, começaram-se a usar mapas onde Norte e Sul eram os termos usados para distinguir as duas maiores ilhas do país e em 1907 esta era a norma aceita. O New Zealand Geographic Board descobriu em 2009 que os nomes da Ilha do Norte e Ilha do Sul nunca haviam sido formalizados, mas já há planos para fazer isso. O conselho também está considerando nomes māori, como Te Ika-a-Māui e Te Wai Pounamu, como as escolhas mais prováveis de acordo com o presidente da comissão da língua maori.
Povoamento
A Nova Zelândia foi um das últimas grandes massas de terra colonizadas por seres humanos. A datação por radiocarbono, evidências de desmatamento e a variabilidade do DNA mitocondrial em populações māori sugerem que a Nova Zelândia foi ocupada pelos polinésios do leste entre 1250 e 1300, concluindo uma longa série de viagens pelas ilhas do Pacífico sul. Ao longo dos séculos que se seguiram, esses colonos desenvolveram uma cultura distinta agora conhecida como māori. A população foi então dividida em iwi (tribos) e hapū (subtribos), que acabaram por cooperar, competir e, por vezes, lutar uns com os outros. Em algum momento, um grupo dos māori migrou para as ilhas Chatham (a que deram o nome de Rekohu), onde desenvolveram uma cultura distinta chamada moriori. A população moriori foi dizimada entre 1835 e 1862, principalmente por causa da invasão e escravização promovidas pelos māori, embora as doenças europeias também tenham contribuído para isso. Em 1862, havia apenas 101 sobreviventes e os últimos morioris puros conhecidos morreram em 1933.
Colonização europeia
Os primeiros europeus conhecidos por terem alcançado a Nova Zelândia foram o explorador holandês Abel Tasman e a sua tripulação em 1642. Em um encontro hostil, quatro tripulantes foram mortos e pelo menos um māori foi atingido por um tiro de metralha. Os europeus não voltaram a Nova Zelândia até 1769, quando o explorador britânico James Cook mapeou quase todo o seu litoral. Após Cook, a Nova Zelândia foi visitada por europeus e por vários baleeiros, foqueiros e navios comerciais norte-americanos. Eles negociavam alimentos, ferramentas de metal, armas e outros bens de madeira, alimentos, artefatos e água. A introdução da batata e do mosquete transformou a agricultura e a guerra māori. A batata proporcionou um excedente de alimentos confiável, o que permitiu campanhas militares maiores e melhor sustentadas. O resultado das inter-tribais Guerras dos Mosquetes abrangeu mais de 600 batalhas entre 1801 e 1840, matando entre 30 000 e 40 000 māoris. A partir do início do século XIX, missionários cristãos começaram a se estabelecer na Nova Zelândia e, eventualmente, conseguiram converter a maior parte da população māori. A população nativa māori diminuiu em cerca de 40% do seu nível pré-contato durante o século XIX; doenças trazidas pelos europeus foram o principal fator.
Independência
Em 1907, a Nova Zelândia declarou-se um domínio dentro do Império Britânico e em 1947 o país adotou o Estatuto de Westminster, o que tornou a Nova Zelândia um reino da Commonwealth. O país se envolveu em assuntos mundiais, lutando ao lado do Império Britânico na primeira e segunda Guerras Mundiais e sofrendo os impactos da Grande Depressão. A depressão levou à eleição do primeiro governo trabalhista e ao estabelecimento de um estado de bem-estar abrangente e de uma economia protecionista. A Nova Zelândia experimentou um período de prosperidade crescente nas épocas seguintes a Segunda Guerra Mundial e os māori começaram a deixar sua vida rural tradicional e ir para as cidades em busca de trabalho. Um movimento de protesto dos māori desenvolveu-se, criticando o eurocentrismo e trabalhando por um maior reconhecimento da cultura māori e do Tratado de Waitangi. Em 1975, um Tribunal Waitangi foi criado para investigar alegações de violações do tratado e foi habilitado para investigar queixas históricas em 1985.
A Nova Zelândia é formada por duas ilhas principais e um algumas ilhas menores, situadas perto do centro do hemisfério de água. As principais ilhas do Norte e do Sul são separadas pelo Estreito de Cook, com 22 km de largura em seu ponto mais estreito. Além das duas ilhas principais, as cinco maiores ilhas habitadas são a Ilha Stewart, Ilhas Chatham, Ilha Grande Barreira (no Golfo de Hauraki), Ilha D'Urville e a Ilha Waiheke (há cerca de 22 km do centro de Auckland). As ilhas do país estão entre as latitudes 29° e 53ºS e longitudes 165° e 176°E. O território da Nova Zelândia é longo (mais de 1 600 km ao longo de seu eixo norte-nordeste) e estreito (largura máxima de 400 km), com cerca de 15 134 km de costa e uma área total de 268 021 km2. Por causa de suas distantes ilhas periféricas e de seu longo litoral, o país tem extensivos recursos marinhos. Sua zona econômica exclusiva, uma das maiores do mundo, cobre mais de 15 vezes a sua área terrestre.
Biodiversidade
O isolamento geográfico da Nova Zelândia por 80 milhões de anos e a biogeografia de ilhas influenciaram a evolução das espécies de animais, fungos e plantas do país. O isolamento físico causou isolamento biológico, resultando em uma ecologia evolutiva dinâmica com exemplos de plantas e animais muito distintos, bem como populações de espécies comuns. Cerca de 82% das plantas vasculares da Nova Zelândia são endêmicas, cobrindo 1 944 espécies em 65 gêneros. O número de fungos registrados na Nova Zelândia, incluindo espécies formadoras de líquen, não é conhecido, nem a proporção desses fungos endêmicos, mas uma estimativa sugere que existem cerca de 2 300 espécies de fungos formadores de líquen na Nova Zelândia e 40% deles são endêmicos. Os dois principais tipos de floresta são aqueles dominados por árvores de folhas largas com podocarpos emergentes ou por faias do sul em climas mais frios. Os demais tipos de vegetação consistem em pradarias, a maioria das quais são tussock.
Clima
A Nova Zelândia tem um clima ameno e temperado marítimo, com temperaturas médias anuais variando de 10 °C no sul até 16 °C no norte do país. A máxima e mínima históricas são de 42,4 °C, em Rangiora, Canterbury, e -26 °C, em Ranfurly, Otago. As condições variam fortemente entre as regiões extremamente úmidas na costa oeste da ilha sul para as regiões quase semiáridas na região Central de Otago e na Bacia do Mackenzie no interior Canterbury e subtropicais em Northland. Das sete maiores cidades do país, Christchurch é a mais seca, recebendo em média apenas 640 mm de chuva por ano, e Auckland a mais chuvosa, recebendo quase o dobro desse montante.
Religião na Nova Zelândia (Censo do governo em 2018) A população da Nova Zelândia é de aproximadamente 5,3 milhões de habitantes, segundo estimativas de 2024. O país é predominantemente urbano, com 72% da sua população vivendo em 16 áreas urbanas principais e 53% vivendo nas quatro maiores cidades de Auckland, Christchurch, Wellington e Hamilton. As cidades neozelandesas geralmente obtêm boas colocações em classificações internacionais de habitabilidade. Em 2010, por exemplo, Auckland foi considerada a quarta cidade mais habitável do mundo e Wellington a décima-segunda pelo Quality of Life Survey, feito pela consultoria Mercer. A expectativa de vida de uma criança nascida na Nova Zelândia em 2015 era de 84 anos para as mulheres e 80,2 anos para os homens. A esperança de vida ao nascer deverá aumentar de 80 anos para 85 anos em 2050 e a mortalidade infantil deverá diminuir ainda mais. Em 2050, estima-se, a população deverá chegar aos 5,3 milhões de habitantes, a idade média subirá de 36 anos para 43 anos e a percentagem de pessoas com 60 anos de idade e mais velhas subirá de 18% para 29%. O país tem a maior taxa de suicídio entre os jovens de países desenvolvidos, com taxa de 15,6 suicídios por 100 000 pessoas.
Religião
O cristianismo é a religião predominante na Nova Zelândia. No censo de 2006, 55,6% da população se identificou como cristã, enquanto 34,7% não tinham religião (de 29,6% em 2001) e cerca de 4% eram afiliados com outras religiões.[nota 2] As principais denominações cristãs são anglicanismo, catolicismo romano, presbiterianismo. Há também um número significativo de cristãos que se identificam com metodistas, pentecostais, batista, membros da A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e da religião neozelandesa rātana, que tem adeptos entre māori. De acordo com dados do censo, outras religiões minoritárias significativas incluem o hinduísmo, o budismo e o islamismo.
Etnias, imigração e idiomas
No censo de 2023, 67,8% da população se identificava etnicamente como descendentes de europeus e 19,6% como maori. Outros grandes grupos étnicos incluem os povos asiáticos (17,3%) e do Pacífico (8,9%) e 1,1% com outras etnias. Esses dados contrastam com os de 1961, quando o censo informou que a população da Nova Zelândia era composta por 92% de europeus e 7% de māori, com minorias asiáticas e do Pacífico compartilhando o 1% restante. Embora o gentílico para um cidadão da Nova Zelândia seja neozelandês, o termo informal kiwi é comumente utilizado tanto a nível internacional quanto pelos habitantes locais. O empréstimo linguístico māori Pākehā geralmente se refere aos neozelandeses de descendência europeia, embora alguns rejeitem esta denominação e alguns māori a usem para se referir a todos os neozelandeses não polinésios.
A Nova Zelândia é uma monarquia constitucional com uma democracia parlamentar, embora a sua constituição não seja codificada. Charles III é o monarca neozelandês e o chefe de Estado do país. O rei é representado pelo governador-geral, que é nomeado a conselho do primeiro-ministro. O governador-geral pode exercer os poderes prerrogativos da Coroa (como revisão de casos de injustiça e nomeações de ministros, embaixadores e outros importantes funcionários públicos) e, em raras situações, os poderes moderadores (o poder de demitir um primeiro-ministro, dissolver o parlamento ou recusar o Consentimento Real de um projeto de lei). Os poderes do rei e do governador-geral são limitados por restrições constitucionais e não podem normalmente ser exercidos sem o Conselho de Ministros. O gabinete, formado por ministros e liderado pelo primeiro-ministro, é o órgão máximo de formulação de políticas e responsável por decidir as ações mais significativas do governo. Por convenção, os membros do gabinete estão ligados por responsabilidade coletiva de decisões tomadas pelo gabinete.
Relações internacionais
Na era colonial, a Nova Zelândia permitia que o governo britânico determinasse o comércio externo e fosse responsável pela política externa. Entre 1923 e 1926, Conferências Imperiais decidiram que a Nova Zelândia devia ser autorizada a negociar os seus próprios tratados políticos, sendo o primeiro tratado comercial de sucesso estabelecido com o Japão, em 1928. Apesar dessa relativa independência, a Nova Zelândia prontamente seguiu o Reino Unido ao declarar guerra à Alemanha nazista em 3 de setembro de 1939, quando o então primeiro-ministro neozelandês, Michael Savage, proclamou: "Onde ela vai, nós vamos; onde ela está, nós estamos". Em 1951, o Reino Unido virou-se cada vez mais para seus interesses europeus, enquanto a Nova Zelândia juntou-se à Austrália e aos Estados Unidos no tratado de defesa ANZUS. A influência dos Estados Unidos na Nova Zelândia enfraqueceu após protestos sobre a Guerra do Vietnã, o fracasso dos Estados Unidos em advertir França após o naufrágio do Rainbow Warrior e por desacordos sobre questões agrícolas comerciais, ambientais e sobre a políticas sobre a zona livre de armas nucleares da Nova Zelândia. Apesar da suspensão das obrigações dos Estados Unidos, o tratado ANZUS permaneceu em vigor entre a Nova Zelândia e a Austrália, cuja política externa tem seguido uma tendência histórica semelhante. Próximos contatos políticos são mantidos entre os dois países, com acordos de livre comércio e organização de viagens que permitem aos cidadãos visitar, viver e trabalhar em ambos os países sem qualquer restrição. Atualmente, mais de 500 00 neozelandeses vivem na Austrália e 65 000 australianos vivem na Nova Zelândia.
Forças armadas
A Força de Defesa da Nova Zelândia é composta por três ramos: a Marinha Real da Nova Zelândia, o Exército da Nova Zelândia e a Força Aérea Real da Nova Zelândia. As necessidades de defesa nacional da Nova Zelândia são modestas, devido à improbabilidade de ataque direto, mesmo com a presença global do país. A Nova Zelândia lutou nas duas guerras mundiais, com campanhas notáveis em Galípoli, Creta, El Alamein e Cassino. A Campanha de Galípoli desempenhou um papel importante na promoção da identidade nacional da Nova Zelândia e fortaleceu a tradição ANZAC, compartilhada com a Austrália. De acordo com Mary Edmond-Paul, "a Primeira Guerra Mundial tinha deixado cicatrizes na sociedade neozelandesa, com cerca de 18 500, no total, mortos como resultado da guerra, mais de 41 000 feridos e outros afetados emocionalmente, de uma força de combate no exterior de cerca de 103 000 e uma população de pouco mais de um milhão". A Nova Zelândia também teve uma importante participação na Batalha do Rio da Prata e na campanha aérea da Batalha da Grã-Bretanha. Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos tinham mais de 400 000 militares americanos estacionados na Nova Zelândia.
Quando foi povoada pelos britânicos, a Nova Zelândia foi dividida em províncias. Estas foram abolidas em 1876 para que o governo pudesse ser centralizado, por motivos financeiros. Em resultado, a Nova Zelândia não possui nenhuma entidade subnacional como província, estado ou território, para lá do governo local. Apesar disso, o espírito das províncias sobrevive e existe uma feroz rivalidade entre elas em acontecimentos culturais ou desportivos. Desde 1876, o governo central tem administrado as várias regiões da Nova Zelândia. Devido à sua herança colonial, seu governo reflete com bastante fidelidade as estruturas britânicas de governo local, com concelhos de cidade, borough e condado. Ao longo dos anos, alguns destes conselhos fundiram-se ou tiveram as fronteiras ajustadas por mútuo acordo, e foram criados alguns novos. Em 1989, o governo reorganizou por completo o governo local, implementando a atual estrutura de dois níveis com as regiões e as autoridades territoriais.
Nova Zelândia tem uma moderna, próspera e desenvolvida economia de mercado, com um produto interno bruto (PIB) em paridade do poder de compra (PPC) per capita estimado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em cerca de US$ 26 966.[nota 5] A moeda do país é o dólar da Nova Zelândia, informalmente conhecido como o "dólar Kiwi", que também circula nas Ilhas Cook, Niue, Toquelau e nas Ilhas Pitcairn. A Nova Zelândia havia sido classificada como o quinto país "mais desenvolvido" do mundo pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2011 e caiu para 16º na classificação de 2018, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e Ficou em 4º lugar no Índice de Liberdade Econômica de 2011, publicado pela Heritage Foundation. Historicamente, as indústrias extrativistas têm contribuído fortemente para a economia da Nova Zelândia, concentrando-se, de acordo com a época, na caça às focas e baleias, linho, ouro, goma kauri e na madeira nativa. Com o desenvolvimento do transporte refrigerado em 1880, carne e produtos lácteos passaram a ser exportados à Grã-Bretanha, um comércio que serviu de base para um forte crescimento econômico na Nova Zelândia. A elevada demanda de produtos agrícolas do Reino Unido e dos Estados Unidos ajudou os neozelandeses a alcançar um padrão de vida mais elevado do que o da Austrália e da Europa Ocidental nos anos 1950 e 1960. Em 1973, o mercado de exportação da Nova Zelândia foi reduzido quando o Reino Unido aderiu à Comunidade Europeia e por outros fatores, tais como crise do petróleo de 1973 e a crise energética de 1979, o que levou a uma grave depressão econômica. O padrão de vida neozelandês caiu atrás daqueles registrados na Austrália e na Europa Ocidental e, em 1982, a Nova Zelândia tinha a menor renda per capita entre todos os países desenvolvidos pesquisados pelo Banco Mundial. Desde 1984, sucessivos governos engajados na reestruturação macroeconômica do país transformou rapidamente a Nova Zelândia de uma economia altamente protecionista para uma economia de livre comércio e liberalizada.
Turismo
O turismo é uma importante indústria na Nova Zelândia, contribuindo com NZ$ 15 bilhões (ou 9%) do produto interno bruto (PIB) doméstico do país em 2010. É também a maior indústria de exportação da Nova Zelândia, com cerca de 2,4 milhões de turistas internacionais visitando o país anualmente (dados de setembro de 2009), o que forneceu 18% das receitas de exportação neozelandesas em 2010. A Nova Zelândia é comercializada no exterior como um lugar "limpo e verde" de aventura, com destinos naturais, como Milford Sound, o Monte Cook, as Cavernas de Waitomo, o Parque Nacional Abel Tasman e a Travessia Alpina do Tongariro, enquanto atividades como o bungee jumping ou a observação de baleias exemplificam atrações turísticas típicas.
Educação
O ensino primário e secundário é obrigatório para crianças entre seis a dezesseis anos. Existem 13 anos escolares e as escolas públicas são gratuitas. A Nova Zelândia tem uma taxa de alfabetização de adultos de 99%, uma das mais altas no mundo. Ao todo, cinco tipos de instituições públicas estão credenciadas e autorizadas a oferecer ensino educacional: universidades, faculdades de educação, institutos politécnicos, institutos especializados, wānanga, para além de estabelecimentos de ensino privado. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos da OCDE classifica o sistema educacional da Nova Zelândia como o sétimo melhor do mundo, com alunos com desempenho excepcionalmente bom em leitura, matemática e ciências.
Energia, transporte e comunicações
Em 2008, petróleo, gás e carvão geraram cerca de 69% da oferta de energia bruta da Nova Zelândia e 31% foi gerada a partir de energias renováveis, principalmente energia hidrelétrica e geotérmica. A rede de transportes da Nova Zelândia inclui 93 805 km de estradas, no valor de 23 bilhões de dólares, e 4 128 km de linhas ferroviárias. A maioria das grandes cidades e vilas do país estão ligadas por serviços de ônibus, embora o automóvel privado seja o modo predominante de transporte. As ferrovias foram privatizadas em 1993, em seguida, readquiridas pelo governo em 2004 e investidas através de uma empresa estatal. O sistema ferroviário percorre o território do país, embora a maioria das linhas seja de transporte de mercadorias, em vez de passageiros. A maioria dos visitantes internacionais chegam por via aérea e a Nova Zelândia tem sete aeroportos internacionais, embora atualmente apenas os aeroportos de Auckland e Christchurch conectem-se diretamente com outros países além de Austrália e Fiji.
Os primeiros māori adaptaram a sua cultura polinésia aos desafios associados com um ambiente maior e mais diversificado e desenvolveram a sua própria cultura. A organização social era em grande parte comum com as famílias (whanau), sub-tribos (hapu) e tribos (iwi) governadas por um chefe (rangatira), cuja posição era sujeita à aprovação da comunidade. Os imigrantes britânicos e irlandeses trouxeram aspectos de suas próprias culturas para a Nova Zelândia e também influenciaram a cultura māori, particularmente com a introdução do cristianismo. No entanto, os māori ainda consideram sua fidelidade a grupos tribais como uma parte vital de sua identidade e os papéis de parentesco de sua cultura se assemelham aos de outros povos da Polinésia. Mais recentemente, americanos, australianos, asiáticos e outras culturas europeias exerceram influência sobre a Nova Zelândia. A cultura polinésia não māori também é aparente, com o Pasifika, o maior festival do mundo polinésio, agora sendo um evento anual em Auckland.
Esportes
A maioria dos códigos esportivos jogados na Nova Zelândia têm origens inglesas. Golfe, netball, tênis e críquete são os quatro primeiros esportes coletivos, sendo o futebol o mais popular entre os jovens e o rugby o que atrai mais espectadores. Vitoriosas turnês de rugby pela Austrália e pelo Reino Unido no final dos anos 1880 e início dos anos 1900 desempenharam um papel importante no início da formação da identidade nacional do país, embora a influência do esporte tenha decaído. O turfe também foi um esporte popular e tornou-se parte da cultura "Corrida, Rugby e Cerveja" durante a década de 1960. A participação dos māori em esportes europeus é particularmente evidente no rugby e a equipe do país realiza a haka (desafio tradicional maori) antes dos jogos internacionais.


