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Tomás de Aquino

Tomás de Aquino, em italiano Tommaso d'Aquino, foi um frade católico italiano da Ordem dos Pregadores (dominicano) cujas obras tiveram enorme influência na teologia e na filosofia, principalmente na tradição conhecida como Escolástica, e que, por isso, é conhecido como "Doctor Angelicus", "Doctor Communis" e "Doctor Universalis". "Aquino" é uma referência ao condado de Aquino, uma região que foi propriedade de sua família até 1137. Tomás de Aquino tinha abordagens diferentes para com seus antecedentes como Agostinho de Hipona, apesar de ter utilizado muito do pensamento de filósofos anteriores em suas especulações. Seu pensamento teológico e filosófico inspiraram inúmeras gerações de pensadores. Seu magnum opus é chamado Suma Teológica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Biografia

Primeiros anos (1225-1244)

Tomás nasceu em Roccasecca, no condado de Aquino do Reino da Sicília (atualmente na região do Lácio, na Itália) por volta de 1225. Segundo certas piedosas tradições locais e autores eclesiásticos, a sua cidade natal terá sido antes o castelo da família na localidade de Belcastro, situada perto de Catanzaro, na Calábria. De acordo com alguns autores, nasceu no castelo de seu pai, Landulfo de Aquino, que não pertencia ao ramo mais poderoso de sua família e era apenas um miles ("cavaleiro"). Já a mãe de Tomás, Teodora, era do ramo Rossi da família napolitana dos Caracciolo. Enquanto o resto da família dedicou-se à carreira militar, seus pais pretendiam que Tomás seguisse o exemplo do irmão de Landulfo, Sinibaldo, que era abade do mosteiro beneditino de Monte Cassino, uma carreira perfeitamente normal para o filho mais jovem de uma família nobre do sul da Itália da época.

Paris, Colônia, Alberto Magno e a primeira regência em Paris (1245-1259)

Em 1245, Tomás foi enviado para estudar na faculdade das artes da Universidade de Paris, onde é muito provável que ele tenha encontrado o estudioso dominicano Alberto Magno (que seria depois proclamado Doutor da Igreja como Aquino), que era na época o catedrático da cadeira de Teologia do Colégio de São Tiago em Paris. Quando Alberto foi enviado por seus superiores para ensinar no novo studium general em Colônia, em 1248, Tomás foi junto depois de recusar uma oferta do papa Inocêncio IV de nomeá-lo abade de Monte Cassino mesmo sendo dominicano. Em seguida, Alberto nomeou o relutante Tomás magister studentium. Por ser calado e não falar muito, alguns dos companheiros de Tomás acreditavam que ele era "devagar", ao que Alberto rebateu, profeticamente, "Vocês o chamam de boi mudo, mas em sua doutrina ele produzirá um dia um mugido tal que será ouvido pelo mundo afora".

Nápoles, Orvietto e Roma (1259-1268)

Em 1259, Tomás completou sua primeira regência no studium generale e deixou Paris para que outros pudessem obter a mesma experiência. Retornando para Nápoles, foi nomeado pregador geral pelo capítulo provincial da ordem em 29 de setembro de 1260. Em setembro do ano seguinte, foi enviado a Orvietto como leitor conventual responsável pela formação dos frades que não podiam frequentar um studium generale. Lá, completou a "Suma contra os Gentios", escreveu "A Corrente de Ouro" (Catena aurea) e escreveu obras para o papa Urbano IV, como a liturgia para a recém-criada festa de Corpus Christi e "Contra os Erros dos Gregos" ("Contra Errores Graecorum").

A difícil segunda regência em Paris (1269-1272)

Em 1268, a Ordem dos Pregadores nomeou Tomás para ser o regente mestre da Universidade de Paris pela segunda vez, uma posição que ele manteve até a primavera de 1272. Parte da razão para esta súbita transferência parece ter sido a ascensão do "averroísmo", conhecido também como "aristotelismo radical", nas universidades. Como resposta a estes aparentes malefícios, Tomás escreveu duas obras. Na primeira, "Sobre a Unidade do Intelecto, Contra os Averroístas" ("De unitate intellectus, contra Averroistas"), ele ataca o averroísmo como sendo incompatível com a doutrina cristã. Foi durante a segunda regência que Aquino terminou a segunda parte da "Suma" e escreveu "Dos Virtuosos" ("De virtutibus") e "Da Eternidade do Mundo" ("De aeternitate mundi"), esta tratando do controverso conceito aristotélico e averroísta sobre a "falta de começo" do mundo.

Últimos anos (1272-1274)

Em 1272, Tomás pediu licença da Universidade de Paris quando os dominicanos de sua província natal o convocaram para fundar um studium general onde quisesse, com liberdade para empregar nele quem desejasse. Aquino escolheu Nápoles e se mudou para lá para assumir o posto de regente mestre. Ele aproveitou esta temporada ali para trabalhar na terceira parte da "Suma" enquanto dava aulas sobre vários tópicos religiosos. Em 6 de dezembro de 1273, Tomás se demorou um pouco mais na Capela de São Nicolau do convento dominicano de Nápoles e foi visto pelo sacristão Domenic de Caserta levitando aos prantos em oração diante de um ícone de Cristo crucificado. Segundo o relato, Cristo perguntou: "Escrevestes bem sobre mim, Tomás. Que recompensa esperas pelo teu trabalho?" A resposta foi: "Nada além de ti, Senhor". Depois desta conversa, algo mudou, mas Aquino jamais falou ou escreveu sobre o tema. Depois de ver o que viu, ele abandonou sua rotina e parou de ditar para seu secretário, Reginaldo de Piperno. Quando este implorou-lhe que voltasse ao trabalho, Tomás lhe disse: "Reginaldo, não posso, pois tudo o que escrevi não passa de uma palha para mim" ("mihi videtur ut palea"). Seja o que for que tenha despertado a mudança no comportamento de Tomás de Aquino, os católicos acreditam que foi alguma espécie de experiência sobrenatural de Deus. O filósofo Harry J. Gensler acredita que ele possa ter tido uma experiência de quase-morte.

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Filosofia

Tomás era um teólogo e filósofo escolástico. Porém, ele jamais se considerou filósofo e os criticava por acreditar que eram pagãos que estavam sempre "aquém da verdadeira e correta sabedoria encontrada na revelação cristã". Mesmo assim, ele tinha muito respeito por Aristóteles, tanto que, na "Suma", geralmente cita-o simplesmente como "o Filósofo". Boa parte desta obra trata de tópicos filosóficos e, neste sentido, pode ser considerada filosófica. Considerado um dos pais da igreja, o pensamento de Tomás exerceu uma enorme influência sobre a teologia cristã subsequente, especialmente a da Igreja Católica, mas também para toda a filosofia e cultura ocidental em geral. Segundo a filosofia de Tomás de Aquino, o homem não vive por acaso, a vida humana tem um propósito que é a felicidade, porém o homem precisa conhecer os meios adequados para a sua posse. A felicidade para ele parte do princípio de que as riquezas materiais seriam a falsa noção da felicidade, pois a riqueza não tem consciência existencial em si mesma, e a razão de ser está fora dela mesma. O estado da felicidade parte do estado de espírito em que o homem se encontra. O indivíduo tem que conhecer seu eu interior antes de partir em busca dos meios adequados para a posse da mesma. Contudo, deve-se considerar que o estado da felicidade não é eterno, e uma vez encontrada, nada impede de se perdê-la, para assim então iniciar-se uma nova busca até o fim da vida humana.

Comentários sobre Aristóteles

Aquino escreveu diversos comentários importantes sobre as obras de Aristóteles, incluindo "Da Alma", "Ética a Nicômaco" e "Metafísica". Estes trabalhos estão associados com as traduções para o latim feitas por William de Moerbeke. Ele quis organizar os argumentos e elementos racionais da filosofia Aristotélica para defender as verdades cristãs. Seu principal objetivo nesse aspecto foi o de não contrariar a fé. Através das traduções de textos de Aristóteles feitas pelos filósofos da idade média, inclusive o árabe "Averróis", Tomás transforma parte do pensamento aristotélico em ferramenta argumentativa para expandir seu pensamento e empreender uma sistematização da doutrina cristã. Embora haja em sua filosofia pontos que não são pensamentos aristotélicos, tal qual a ideia de um Deus único que o vir-a-ser, não é autodeterminação, mas precede de Deus.

Epistemologia

Aquino acreditava "que para o conhecimento de qualquer verdade, o homem precisa da ajuda divina; que o intelecto pode ser movido por Deus a agir". Porém, ele acreditava também que os seres humanos tinham a capacidade natural de conhecer muitas coisas sem nenhuma revelação divina especial, apesar de revelações ocorrerem de quando em quando "especialmente em relação àquelas [verdades] pertinentes à fé". Mas esta é a luz dada ao homem por Deus na proporção da natureza humana: "Agora todas as formas concedidas às coisas criadas por Deus tem poder para determinadas ações, que podem realizar na medida de sua própria dotação; e além disto, são impotentes, exceto por meio de uma forma adicionada, como água que só esquenta quando aquecida pelo fogo. E assim a compreensão humana tem uma forma, viz. luz inteligível, que, por si só, é suficiente para conhecer certas coisas inteligíveis, viz. as que se pode aprender através dos sentidos".

Ética

A ética de Tomás de Aquino se baseia no conceito dos "princípios primeiros da ação". Na "Suma", ele escreveu: De acordo com ele, "…todos os atos da virtude são prescritos pela lei natural: como a razão de cada um naturalmente dita que ele aja virtuosamente. Mas se falarmos de atos virtuosos considerados em si mesmos, ou seja, em suas próprias espécies, segue que nem todos os atos virtuosos são prescritos pela lei natural: pois muitas coisas são realizadas virtuosamente, mas cuja natureza não se inclinava para inicialmente; mas que, pelo inquérito da razão, foram percebidas pelos homens como condutivas ao bem estar". A conclusão é que é necessário determinar se estamos falando de atos virtuosos sob o aspecto das virtudes ou como um ato per se, em sua própria espécie.

Direito

São Tomás de Aquino entende a lei como “uma ordenação da razão no sentido do bem comum, promulgada por quem dirige a comunidade”. É a partir desse conceito de “comunidade” que a filosofia jurídico-tomista se desenvolve (análoga a bilateralidade sustentada por Aristóteles) e que o frade dominicano diferenciou diversas manifestas de lex. No campo mais alto estaria a lex aeterna, a razão divina que governa todo o universo, sendo o fim deste. A forma revelada dela através da iluminação (conceito platônico aprofundado pela escola agostiniana) seria a lex divina, dada por Deus, como seria o caso das escrituras presentes na Bíblia. A participação do homem sob a lex aeterna, a partir de sua razão fornecida pelo Criador, seria o elemento fundante da lex naturalis, uma lei onde o homem é capaz de ter conhecimento do que deve ser feito a partir de um fator inerente a ele (recta ratio). Há ainda a lex humana que deriva-se da lei natural a partir da criação humana, seja de forma dedutiva ou por determinação de uma autoridade humana, a partir da tentativa de trazer a lex naturalis para um caso concreto. Tal concepção jurídica, portanto, consiste em uma forma de corrente, onde um elo leva, necessariamente, ao outro. A grande diferenciação entre a concepção jurídica medieval e a antiga está justamente na relação do Direito e da Moral: Na Antiguidade, o direito se legitimava pela moral; Na Idade Média, a moral se justifica por assumir características jurídicas, fruto da interiorização do direito vindo do Legislador supremo (Deus).

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Teologia

Tomás via a teologia (a "doutrina sagrada") como uma ciência cuja matéria-prima eram as Escrituras e a tradição da Igreja Católica. Estas fontes, por sua vez, seriam, segundo ele, produtos da autorrevelação de Deus a indivíduos ou grupos de indivíduos através da história. Finalmente, fé e razão, distintas e relacionadas, seriam as duas ferramentas primárias para processar os dados teológicos. Ele acreditava que ambas eram necessárias- ou, melhor, que a "confluência" de ambas era necessária — para obter-se o verdadeiro conhecimento de Deus. O objetivo final da teologia, para Tomás, era utilizar a razão para perceber a verdade sobre Deus e experimentar a salvação através desta verdade. Aquino identificou que a razão da existência humana seria a união e amizade eterna com Deus, um objetivo alcançado através da visão beatífica, na qual uma pessoa experimenta a felicidade perfeita e sem fim ao presenciar a essência de Deus. Ela ocorre depois da morte como presente de Deus aos que na vida experimentaram a salvação e a redenção através de Cristo.

Revelação

Aquino acreditava que a verdade é conhecida pela razão ("revelação natural") e pela fé ("revelação sobrenatural"). Esta tem sua origem na inspiração pelo Espírito Santo e está disponível através do ensinamento dos profetas, reunidos nas Escrituras e transmitidos pelo magisterium, coletivamente chamado de "tradição". Já a revelação natural é a verdade disponível a todos através da natureza humana e dos poderes da razão, por exemplo aplicando métodos racionais para perceber a existência de Deus. Assim, apesar de se poder deduzir a existência e os atributos de Deus através da razão, certas especificidades só podem ser conhecidas através da revelação especial de Deus em Jesus Cristo. Os principais componentes teológicos do cristianismo, como a Trindade e a Encarnação, são revelados nos ensinamentos da Igreja e nas Escrituras; não podem, portanto, ser deduzidos pela razão humana.

Criação

Como católico, Aquino acreditava que Deus é o "criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis"; como Aristóteles, defendia que a vida poderia se formar a partir de matéria não viva ou de plantas, uma forma de abiogênese conhecida como "geração espontânea": Além disso, Tomás defendia — em seu comentário sobre a "Física", de Aristóteles — a teoria de Empédocles de que várias mutações das espécies emergiram ainda durante a Criação. Ele argumenta que estas espécies foram geradas através de mutações no esperma animal de forma não esperada pela natureza. Para estas espécies, simplesmente não havia intenção de que tivessem existência perpétua:

Guerra justa

Santo Agostinho concordava fortemente com o senso comum de sua época, de que os cristãos deveriam ser pacifistas filosoficamente, mas que deviam utilizar a força como meio de preservar a paz no longo prazo. Ele argumentou muitas vezes que o pacifismo não era contrário à defesa dos inocentes ou à autodefesa, por exemplo. Resumidamente, Agostinho acreditava que, para a preservação da paz no longo prazo, o uso justificado da força poderia ser necessário, mas estabelecia limites para isso, exigindo, por exemplo, que as guerras com esta finalidade deveriam ser defensivas e ter a restauração da paz (e não a conquista de vantagens) como objetivo. Aquino, séculos depois, aproveitou-se da autoridade dos argumentos de Agostinho quando tentou definir as condições para que uma guerra fosse considerada justa, resumidos na "Suma":

Direito de Resistência

Segundo São Tomás de Aquino, aqueles que resistem a um governo tirânico em nome do bem comum não podem ser chamados de sediciosos, pois quando há um governo tirânico, o verdadeiro sedicioso é o próprio tirano que, quando governa em proveito próprio em detrimento dos interesses do povo, nutre discórdias contra si.

Natureza de Deus

Aquino acreditava que a existência de Deus era auto-evidente, mas não era evidente para os homens. "Portanto, digo que esta proposição, 'Deus existe', em si mesma, é auto-evidente, pois o predicado é o mesmo que o sujeito… Agora, como não conhecemos a essência de Deus, a proposição não é auto-evidente para nós e precisa ser demonstrada por coisas que são-nos mais conhecidas, apesar de menos conhecidas em sua própria natureza — nomeadamente, pelos efeitos". Ele acreditava também que se poderia demonstrar a existência de Deus. De forma breve na "Suma Teológica" e mais extensivamente na "Suma contra os Gentios", Aquino considera em detalhes seus cinco argumentos para a existência de Deus, amplamente conhecidos como "quinque viae" ("cinco vias"):

Natureza de Jesus

Na "Suma Teológica", Tomás começa sua discussão sobre Jesus Cristo relembrado a histórica bíblica de Adão e Eva e descrevendo os efeitos negativos do pecado original. A partir daí, ele desenvolve seu argumento de que o objetivo da Encarnação era restaurar a natureza humana, removendo a "contaminação pelo pecado", algo que os humanos são incapazes de realizar por si mesmos. "A Sabedoria Divina julgou apropriado que Deus tornar-se-ia humano para que, assim, Este pudesse restaurar o homem e dar uma satisfação". Tomás argumentou a favor da visão da satisfação da expiação, ou seja, que Jesus morreu "para dar satisfação por toda a raça humana, que foi sentenciada a morrer por causa do pecado".

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Obras

A lista completa de obras de Tomás de Aquino (ou atribuídas a ele) é a seguinte:

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Mística

Levitação

Por séculos persistem alegações recorrentes de que Tomás teria tido a habilidade de levitar. Por exemplo, G. K. Chesterton escreveu: "Suas experiências incluíram casos bem atestados de levitação em êxtase; e a Virgem Maria apareceu para ele, confortando-o com as boas novas de que ele jamais seria bispo".

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Críticas

Condenação de 1277

Em 1277, Étienne Tempier, o mesmo bispo de Paris que havia publicado o édito de condenação de 1270, publicou outro, mais amplo. Um dos objetivos desta vez era clarificar que o poder absoluto de Deus transcendia quaisquer princípios da lógica de Aristóteles ou de Averróis. Mais especificamente, ele continha uma lista de 219 proposições que, segundo o bispo, violavam a onipotência de Deus, entre eles vinte proposições de Tomás de Aquino, o que prejudicou seriamente sua reputação por muitos anos.

Críticas de filósofos

Várias afirmações de Tomás foram tomadas por filósofos posteriores como abstratas e aporéticas. Com efeito, algumas das “provas da existência de Deus” elaboradas por Tomás acabaram sendo chamadas posteriormente de “Deus dos Filósofos”, termo que passou a ser usado para designar abstrações muito apartadas da realidade e da própria revelação. Embora reconheça que outras contribuições tenham sido definitivas para o tema, o filósofo Lorenz Puntel, cuja tese de doutorado foi dedicada a Tomás, assinala que as chamadas cinco vias constituem um enfoque superficial, periférico e totalmente inadequado. Bertrand Russell criticou a filosofia de Aquino por que:

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Influência

Canonização

Quando o advogado do diabo de seu processo de canonização argumentou que não haviam milagres em seu nome, um dos cardeais respondeu: "Tot miraculis, quot articulis" ("Tantos milagres quanto artigos", uma referência à quantidade de artigos na "Suma Teológica", milhares). Cinquenta anos depois de sua morte, em 18 de julho de 1323, João XII, papa em Avinhão, declarou Tomás de Aquino santo. Num mosteiro de Nápoles, perto da catedral de São Januário de Benevento, uma cela na qual São Tomás supostamente viveu ainda é visitada por peregrinos. Seus restos estão abrigados na Igreja dos Jacobinos em Toulouse desde 28 de junho de 1369. Entre 1789, data da Revolução Francesa, e 1974, eles estiveram na Basilique de Saint-Sernin. Neste ano, foram devolvidos à Igreja dos Jacobinos onde estão até hoje.

Influência contemporânea

Muitos estudiosos da ética, dentro e fora da Igreja Católica (notavelmente Philippa Foot e Alasdair MacIntyre), comentaram em tempos recentes sobre a possibilidade de utilizar a ética de virtude de Aquino como meio de evitar o utilitarismo ou a deontologia de Kant (o "senso do dever"). Pelas obras de filósofos do século XX como Elizabeth Anscombe (especialmente no livro "Intention"), o princípio do duplo efeito de Aquino e sua teoria da atividade intencional têm sido muito influentes. As teorias estéticas de Aquino, especialmente seu conceito de claritas, influenciaram profundamente a obra do autor modernista James Joyce, que costumava dizer que Aquino estava atrás apenas de Aristóteles entre os filósofos ocidentais. Ele fez referências ao pensamento de Aquino através da "Elementa philosophiae ad mentem D. Thomae Aquinatis doctoris angelici" (1898), de Girolamo Maria Mancini, professor de teologia no famoso Collegium Divi Thomae de Urbe, como, por exemplo, em "Portrait of the Artist as a Young Man".

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Fontes consultadas

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