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Natal (Rio Grande do Norte)

Natal é a capital do estado brasileiro do Rio Grande do Norte, na Região Nordeste do país. Com aproximadamente 167 km², é a segunda menor capital brasileira em área territorial e dista cerca de 2 227 quilômetros de Brasília, capital federal. Com pouco mais de 750 mil habitantes em 2022, é o município mais populoso de seu estado, o oitavo do Nordeste e o 24° do Brasil. Sua região metropolitana, formada por outros treze municípios, possui mais de 1,5 milhão de habitantes e constitui a quarta maior aglomeração urbana do Nordeste e a décima nona do Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Toponímia

Fundado em um dia de Natal, em 25 de dezembro de 1599, o nome do município tem origem no latim natale (algo como "local de nascimento"). Algumas vezes, o nome do município dentro de frases é antecedido de artigo masculino, como acontece em "do Crato", "do Recife", "do Rio de Janeiro", entre outros. Em alguns sites e documentos oficiais, bem como no artigo 11 da constituição do Rio Grande do Norte, a cidade é referida com o artigo masculino: "A cidade do Natal é a Capital do Estado".

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História

Fundação e ocupação holandesa

A história de Natal confunde-se em parte com a história do Rio Grande do Norte. A Capitania do Rio Grande teve início a partir de 1535, com a chegada de uma frota comandada por Aires da Cunha, a serviço do donatário João de Barros e do Rei de Portugal. O objetivo era colonizar as terras da região, tarefa esta dificultada pela forte resistência dos indígenas potiguaras e dos piratas franceses que traficavam pau-brasil. Iniciava-se a trajetória histórica da área situada na esquina da América do Sul. Em 25 de dezembro de 1597, uma nova esquadra entrou na barra do que hoje é o Rio Potengi. A primeira providência adotada pelos expedicionários foi tomar precauções contra os ataques dos indígenas e dos corsários franceses. Doze dias depois, em 6 de janeiro de 1598, começou a ser erguida a Fortaleza da Barra do Rio Grande (que depois se tornou a Fortaleza dos Reis Magos), concluída no dia 24 de junho do mesmo ano.

Do século XVIII ao XIX

No início do século XVIII, teve início a construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, concluída em 1714. Foi na margem direita do Rio Potengi, em frente a essa igreja que, em 21 de novembro de 1753, um grupo de pescadores encontrou um caixote de madeira encalhado em algumas rochas, onde hoje se localiza a Pedra do Rosário. Dentro dele, havia uma imagem de Nossa Senhora do Rosário e uma mensagem afirmando que nenhuma desgraça aconteceria onde a imagem parasse.[nota 1] Os pescadores comunicaram a descoberta da imagem ao pároco da paróquia, Padre Manoel Correia Gomes, que se dirigiu ao local e reconheceu que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário. A santa foi declarada padroeira de Natal e batizada como Nossa Senhora da Apresentação, pois em 21 de novembro a Igreja Católica celebra o episódio da Apresentação de Maria ao Templo de Jerusalém. Ainda na segunda metade do século XVIII, foi erguida a Igreja de Santo Antônio, o terceiro templo católico de Natal, que ficou conhecida por "Igreja do Galo".

Primeiras décadas do século XX

As primeiras décadas do século XX foram marcadas por uma intensa modernização da cidade. Em 1901, foi criado o bairro Cidade Nova, que hoje corresponde aos bairros de Tirol e Petrópolis. No dia 24 de março de 1904, foi inaugurado o Teatro Carlos Gomes, atual Teatro Alberto Maranhão. No mesmo ano chegou a iluminação elétrica a gás acetileno, na atual Cidade Alta. Ainda em 1904, chegaram à cidade quinze mil pessoas vindas do interior do estado, castigado por uma grande seca que perdurava desde 1902, em busca de melhores condições de vida. Quatro anos depois, surgem os primeiros bondes de tração animal, que se estendiam da Rua Silva Jardim à Praça Padre João Maria.

Segunda Guerra Mundial

Em 28 de janeiro de 1943, chegou ao porto de Natal o navio USS Humboldt, trazendo o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, que voltava da Conferência de Casablanca, no atual Marrocos. Na ocasião, Roosevelt se reuniu com o presidente brasileiro, Getúlio Vargas. Este encontro resultou na Conferência do Potengi, um acordo que discutiu a entrada do Brasil no conflito e deu origem à Força Expedicionária Brasileira (FEB). Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a cidade continuou seu ritmo de crescimento e evoluiu com a presença de contingentes militares brasileiros e aliados, particularmente dos Estados Unidos. Uma maior relação entre natalenses e militares estadunidenses foi estabelecida, com a realização de inúmeros bailes, tendo como consequência uma espécie de "entrada" de vários ritmos musicais vindos do exterior e, assim, uma mudança de hábitos do município. A população do município, que era de 54 836 habitantes em 1940, quase dobrou em uma década, chegando a 103 215 pessoas em 1950.

Do pós-guerra aos anos 1990

Em 1946, na administração do prefeito Sylvio Pedroza, foi inaugurada a Avenida Circular, atual Avenida Presidente Café Filho. Em 1949, teve início a construção do Farol de Mãe Luíza, inaugurado formalmente em 1951, com 37 metros de altura. No ano seguinte, pela bula Arduum Onus do Papa Pio XII, a Diocese de Natal fora elevada à dignidade de arquidiocese e Dom Marcolino Esmeraldo, bispo diocesano desde 1929, tornou-se seu primeiro arcebispo, permanecendo até sua morte em 1967. Em 24 de agosto de 1954, com o suicídio de Getúlio Vargas, o natalense Café Filho assumiria a presidência da República pelos quatorze meses seguintes, tornando-se, até os dias atuais, o único potiguar a ocupar o cargo. Em 1956, o natalense Djalma Maranhão seria nomeado pelo governador Dinarte Mariz para a prefeitura da cidade e, em 1960, venceria a primeira eleição direta para prefeito da história de Natal. Dentre as realizações de sua gestão está a Campanha de Pé no Chão Também se Aprende a Ler, que promoveu importantes avanços na educação do município. Em 1964, com a instauração de um regime militar no Brasil, Djalma teve seu mandato cassado e foi preso em quartéis do Exército na cidade, sendo ainda no mesmo ano transferido para Recife e depois para Fernando de Noronha.[nota 2]

Do quarto centenário aos dias atuais

Em 1999 Natal completou 400 anos de sua fundação. Como parte das comemorações, foi inaugurado o Pórtico dos Reis Magos, que dá boas-vindas para quem chega à cidade pela BR-101 sul. Em 25 de fevereiro de 2000, foi a vez do Viaduto do Quarto Centenário, ligando as avenidas Senador Salgado Filho e Prudente de Morais. Naquele mesmo ano, a praia de Ponta Negra ganhou um calçadão de quatro quilômetros, com alguns quiosques ao longo de sua extensão, que substituíram as várias barracas de praia que ali existiam. Ainda em 2000, Wilma foi reeleita para seu terceiro mandato, permanecendo à frente da prefeitura até abril de 2002, quando renunciou para disputar o governo do estado, vencendo as eleições e se tornando a primeira mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte. Em seu lugar, assumiu o vice Carlos Eduardo Alves, reeleito em 2004. A partir de 27 de abril de 2005, começa a funcionar o Midway Mall, empreendimento do Grupo Guararapes que logo se tornaria o maior centro de compras do Rio Grande do Norte.

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Geografia

De acordo com a divisão do IBGE vigente desde 2017, a capital potiguar pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Natal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Potiguar. Natal é a segunda menor capital brasileira em tamanho territorial, com uma área territorial de 167,401 km² (0,317% do território estadual), dos quais 99,3168 km² constituem a área urbana. Banhado pelo Oceano Atlântico a leste, Natal possui 21,61 km de litoral e se limita com os municípios de Extremoz ao norte, Parnamirim ao sul e, a oeste, Macaíba e São Gonçalo do Amarante. O relevo do município, com altitudes inferiores a cem metros, é constituído pela planície costeira, que abrange uma série de terrenos planos de transição entre o mar e os tabuleiros costeiros, alterados pela presença de dunas. Natal situa-se em uma área de abrangência de terrenos formados por sedimentos do Grupo Barreiras, oriundos da Idade Terciária, com a predominância variada de arenitos. Geomorfologicamente predominam os tabuleiros, formados por uma cobertura espessa de dois metros de areia, nas cores castanha ou vermelha, e borda coberta pelas dunas, que se estende por vinte quilômetros de comprimento, chegando em alguns pontos a atingir noventa metros de altura. Apenas no Parque das Dunas, elas são mais fixas e cobertas por vegetação nativa.

Clima

Natal possui clima tropical chuvoso com verão seco, com amplitudes térmicas relativamente baixas e umidade do ar relativamente alta, devido à sua localização no litoral, tornando o efeito da maritimidade bastante perceptível. A capital potiguar ostenta o título de Cidade do Sol em função de sua elevada luminosidade solar, a maior dentre as capitais brasileiras, que ultrapassa 2 900 horas anuais. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 700 milímetros (mm), concentrados entre os meses de março e julho. Apesar disso, chuvas acompanhadas de descargas elétricas são pouco comuns na cidade. De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (ELAT/INPE), o município apresenta uma densidade de descargas de 0,05 raios por km²/ano, estando na 163ª posição em nível estadual e na 5 544ª em nível nacional, sendo, portanto, um dos menores do país.

Áreas verdes

Inserido no bioma da Mata Atlântica, Natal possui dez zonas de proteção ambiental (ZPA) definidas pelo plano diretor da cidade: os campos dunares de Pitimbu, Candelária e Cidade Nova (ZPA-01); o Parque das Dunas (ZPA-02); a área compreendida entre o Rio Pitimbu e a Avenida dos Caiapós (ZPA-03); campos dunares dos bairros Guarapes e Planalto (ZPA-04); dunas e lagoas de Ponta Negra (ZPA-05); o Morro do Careca (ZPA-06); o Forte dos Reis Magos e seu entorno (ZPA-07); o estuário dos rios Potengi e Jundiaí com seus manguezais (ZPA-08); os ecossistemas do Rio Doce (ZPA-09) e as áreas ao redor do Farol de Mãe Luíza (ZPA-10). O Parque das Dunas ocupa uma área de 1 172,8 ha (11,728 km²) e foi criado em 22 de novembro de 1977 pelo decreto estadual n° 7 237, tornando-se a primeira unidade de conservação do Rio Grande do Norte. Integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira, reconhecida em 1994 pela UNESCO, que declarou o parque como "Patrimônio Ambiental da Humanidade". Sua flora reúne mais de 350 espécies, desde árvores de grande porte até herbáceas e gramíneas. Em sua fauna já foram identificadas mais de 170 espécies, dentre as quais o lagarto-de-folhiço, de nome científico Coleodactylus natalensis, um réptil endêmico do parque, ou seja, encontrado somente nesta área.

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Demografia

Após décadas de crescimento expressivo, a população de Natal encolheu 6,52% entre os dois últimos censos demográficos, a segunda maior queda dentre as capitais estaduais e, em números absolutos, a sétima maior dentre os municípios do Brasil. Com 803 739 habitantes em 2010, esse número caiu para 751 300 no censo de 2022. Essa queda populacional fez com que o município caísse uma posição a nível regional, passando da sétima para a oitava colocação, e da 20ª para 24ª posição a nível nacional. Ainda assim, Natal continua sendo o município mais populoso do Rio Grande do Norte, possuindo também a maior densidade populacional dentre os municípios potiguares (4 488,03 hab./km²) e 100% da população urbana. Em contrapartida, todos os seus municípios vizinhos registraram aumento na população, com destaque para Parnamirim e principalmente Extremoz. A idade mediana da população é de 36 anos, sendo maior em amarelos e indígenas (40 anos) e menor em pardos (35 anos). A razão de sexo era de 86,91 (8 691 homens para cada 10 000 mulheres), com uma média de 2,77 habitantes por domicílio. No quesito cor ou raça, grande parte da população é parda (46,63%) ou branca (43,22%), havendo também pretos (9,8%) e uma minoria de amarelos e indígenas, cada um com 0,17%.

Indicadores socioeconômicos

Entre 2000 e 2010, o percentual da população que vivia com renda domiciliar per capita inferior a 140 reais caiu de 24,7%, percentual que reduziu para 11,8%, apresentando uma redução de 52,8%. Em 2010, 88,2% da população vivia acima da linha de pobreza, 7,57% entre as linhas de indigência e pobreza e 4,23% abaixo da linha de indigência. No mesmo ano, o valor do índice de Gini era de 0,61 e os 20% mais ricos contribuíam com 66,17% da renda municipal, valor mais de 24 vezes maior do que a participação dos 20% mais pobres, de apenas 2,72%. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do município era de 0,763, considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo o segundo maior do Rio Grande do Norte, atrás somente de Parnamirim, e o 320º do Brasil.

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Política

De acordo com a lei orgânica de Natal, promulgada em 3 de abril de 1990, são poderes do município, independentes e harmônicos entre si, o executivo e o legislativo. O poder executivo, cuja sede é o Palácio Felipe Camarão, é representado pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários. O poder legislativo é representado pela Câmara Municipal, formada, desde 2013, por 29 vereadores. Cabe à casa legislativa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal. Natal também é sede de uma comarca do poder judiciário estadual. Por ser a capital do estado do Rio Grande do Norte, Natal sedia os poderes executivo (Centro Administrativo do Estado, sede do governo estadual), legislativo (Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte) e judiciário (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte) estaduais. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, a capital potiguar encerrou 2024 com 575 688 eleitores aptos a votar (21,75% do eleitorado do Rio Grande do Norte), distribuídos em cinco zonas eleitorais (1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 69ª).

Cidades irmãs e consulados

Oficialmente, Natal possui as seguintes cidades-irmãs: Além das cidades irmãs, Natal possui duas cidades parceiras, ambas capitais estaduais, com as quais mantém um estreito relacionamento e convênio turístico. São elas: Rio de Janeiro e Salvador. A cidade ainda abriga oito consulados, sendo sete de países europeus (Alemanha, Espanha, França, Itália, Noruega, Países Baixos e Portugal) e um da América do Sul, o Chile.

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Subdivisões

O município de Natal está dividido em quatro regiões administrativas (reconhecidas pelo IBGE como subdistritos), também chamadas de zonas: Norte, Sul, Leste e Oeste, além de uma área reservada ao Parque das Dunas, uma área de proteção ambiental que cobre um total de 1 203,98 hectares (12,0398 km²). A Zona Norte, separada das demais pelo rio Potengi, é a maior delas tanto em área (5 888,5 ha, ou 58,885 km²) quanto em população, com 275 512 habitantes no censo de 2022, número este superior à população de qualquer outro município do Rio Grande do Norte (inclusive Mossoró, o segundo mais populoso do estado). Nesta zona estão localizados tanto o bairro mais populoso da cidade quanto o menos populoso, sendo eles, respectivamente, Nossa Senhora da Apresentação (76 177 habitantes) e Salinas (1 042 residentes). Por outro lado, a Zona Leste é a menor em tamanho territorial, com cerca de 1 600 ha (16 km²) e também a menos populosa, tendo mais de 101 mil habitantes. Nela está o menor bairro natalense em área, Areia Preta, com apenas 0,3217 km² (3 217 ha), enquanto o maior é Ponta Negra, na Zona Sul, cobrindo uma superfície de 1 382,03 ha (13,8203 km²). A cidade possui um total de 37 bairros, sendo Parque das Colinas o mais recente, criado em 2026, desmembrado de Candelária. Entre 2010 e 2022, o bairro de Ponta Negra, na Zona Sul, apresentou o maior crescimento populacional, de 24 681 para 35 151 habitantes, um aumento de 42,4% no período, enquanto Potengi, na Zona Norte, viu sua população encolher em 16%, de 57 848 para 48 596 moradores.

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Economia

O Produto Interno Bruto (PIB) de Natal é o maior do estado do Rio Grande do Norte. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2009, o PIB do município era de R$ 10 369 581 mil., concentrando, sozinha, cerca de 40% de todo o PIB estadual. 1 444 513 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O PIB per capita é de R$ 12 862,25. A principal fonte econômica está centrada no setor terciário, com seus diversos segmentos de comércio e prestação de serviços de várias áreas, como na educação e saúde. Em seguida, destaca-se o setor secundário, com complexos industriais de grande porte. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2009, 22 166 unidades locais, sendo que 20 657 dessas empresas e estabelecimentos comerciais eram atuantes e havia um total de 594 025 trabalhadores, sendo que 311 104 eram do tipo "pessoal ocupado total" e 282 921 do tipo "ocupado assalariado". Salários juntamente com outras remunerações somavam 5 165 331 reais e o salário médio mensal era de 3,1 salários mínimos.

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Infraestrutura

O abastecimento de água do município é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) e o fornecimento de energia elétrica é de responsabilidade da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN), ambas com sede e foro na cidade. A voltagem da rede elétrica é de 220 V. Atualmente, quase todo o lixo produzido na capital potiguar, bem como dos municípios de Ceará-Mirim, Macaíba, Ielmo Marinho e São Gonçalo do Amarante, é alocado temporariamente na Estação de Transbordo de Resíduos Sólidos de Cidade Nova e, posteriormente, jogado no Aterro Sanitário Metropolitano, localizado em Ceará-Mirim, administrado pela empresa Braseco e recebe cerca de 1,7 mil toneladas/dia. Na área de telefonia, município é coberto pelas operadoras de telefonia Claro, TIM e Vivo, sendo o 084 o código de discagem direta a distância (DDD).

Saúde

A saúde é direito de todos os cidadãos e dever do Poder Público, que deve garantir a saúde da população mediante a formulação e a execução de políticas públicas e sociais que visem a redução de riscos de doenças e de outros agravos, bem como o estabelecimento de condições que assegurem o acesso universal e igualitário a ações e serviços de qualidade para sua promoção, proteção e recuperação. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é o órgão da administração direta responsável por planejar, coordenar e executar ações voltadas à promoção, prevenção e proteção da saúde da população de Natal. Suas atribuições incluem o controle de doenças, a fiscalização das condições sanitárias, de higiene, saneamento, alimentos e medicamentos, além da realização de estudos para identificar as necessidades de atendimento médico, farmacêutico e de outros profissionais da saúde. Também pode contratar serviços de saúde em situações emergenciais, promover campanhas educativas e implementar programas estratégicos de saúde pública e atenção básica. O território de Natal é dividido em cinco distritos sanitários: Norte I, Norte II, Sul, Leste e Oeste.

Educação, ciência e tecnologia

A Secretaria Municipal de Educação (SME) é o órgão da administração direta responsável por planejar, coordenar, executar e avaliar as políticas educacionais do município, administrando o sistema de ensino, promovendo a formação de profissionais, garantindo o acesso e a permanência dos estudantes na escola, oferecendo assistência escolar e gerindo os recursos humanos, materiais e financeiros da educação. Natal apresenta elevados índices de frequência escolar nas faixas etárias da educação básica, conforme censo de 2022, com destaque para a faixa etária entre seis a quatorze anos, cuja taxa de frequência escolar bruta alcançou 97,86%. Entre crianças de quatro a cinco anos, a taxa era de 86,55%, enquanto na faixa de zero a três anos chegava a 30,64%. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, a frequência escolar era de 88,23%, enquanto na população de 18 a 24 anos o índice é de 38,06%. Já entre pessoas com 25 anos ou mais, a taxa de frequência escolar era de apenas 7,93%.

Transporte

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), antes Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito Urbano, é responsável pelo controle e manutenção do trânsito do município, desde a fiscalização das vias públicas e comportamento de motoristas e pedestres até a elaboração de projetos de engenharia de tráfego, pavimentação, construção de obras viárias e gerenciamento de serviços tais como os de táxis, alternativos, ônibus, fretados e escolares. A frota municipal no ano de 2018 era 408 177 unidades, sendo a maior parte (228 989) de automóveis. A grande quantidade de veículos que transitam diariamente em Natal faz com que a cidade se torne congestionada nos horários de pico. Apesar dos problemas causados pela grande frota, há intervenções que vêm melhorando o tráfego, ainda que de forma lenta e gradual.

Segurança pública e criminalidade

A provisão de segurança pública de Natal é dada por diversos organismos. A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (SEMDES), criada pela Lei Complementar nº 108, de 24 de junho de 2009, está vinculada ao gabinete do prefeito municipal e tem como objetivo propor medidas e atividades que visem à segurança do município. Por força da Constituição Federal do Brasil, Natal possui também uma Guarda Municipal, responsável pela proteção dos bens, serviços e instalações públicas do município. O Conselho Municipal de Defesa Civil (Comdec) se responsabiliza por ações preventivas, assistenciais, recuperativas e de socorro em situações de risco público. A Polícia Militar, uma força estadual, é a responsável pelo policiamento ostensivo, o patrulhamento bancário, ambiental, prisional, escolar e de eventos especiais, além de realizar ações de integração social. Já a Polícia Civil tem o objetivo de combater e apurar as ocorrências de crimes e infrações.

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Cultura

A responsável pelo setor cultural de Natal é a Fundação Cultural Capitania das Artes (FUNCARTE), que tem como objetivo acompanhar, planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de atividades e projetos que visem ao desenvolvimento cultural. Com estilo neoclássico, a sede da FUNCARTE funciona no antigo prédio da Capitania dos Portos, na Cidade Alta, é um importante centro cultural do Rio Grande do Norte, contando com lojas de artesanato, palcos para shows e auditórios para a divulgação de eventos e convenções. São feriados municipais os dias 6 de janeiro, em que se comemoram os Reis Magos, e 21 de novembro, dia da padroeira do município, Nossa Senhora da Apresentação. O dia 25 de dezembro, data de aniversário da cidade, já é considerado feriado nacional. A culinária natalense é diversificada. A cidade oferece uma variedade de pratos típicos aos visitantes. Vários pratos típicos de Natal baseiam-se em frutos do mar e peixes, e também apresentam na sua constituição vários tipos de tempero e ingredientes diferentes. Alguns desses pratos pertencem à culinária nordestina, de forma semelhante à da região sul do Brasil. Entre os vários pratos típicos que a cidade oferece, destacam-se o baião de dois, a carne de sol, o cuscuz com frango, a galinha ao molho pardo (galinha cabidela), a paçoca e a tapioca. Normalmente entre o final de novembro e o início de dezembro, no centro da cidade, ocorre o Festival Gastronômico do Beco da Lama, com uma variedade de pratos, além de apresentações musicais e artes plásticas.

Artesanato

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural natalense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato. Na cidade destaca-se a Feira Internacional de Artesanato (FIART), realizada anualmente em parceria com o governo estadual. O evento conta com exposição de produtos artesanais e uma vasta programação cultural, como shows, apresentações culturais, orquestras e a presença de mais de setenta grupos folclóricos. Natal possui ainda o Centro Municipal de Artesanato, que está localizado na Praia do Meio e conta com lojas de artesanato, lanchonetes e outras formas de lazer.

Vida noturna

A vida noturna natalense é garantida e valorizada principalmente nas praias de Ponta Negra, dos Artistas, na Ribeira, que recebe vários artistas locais, nacionais e internacionais dos mais variados estilos no Festival DoSol e com a ocupação do bairro na iniciativa chamada Circuito Cultural Ribeira, na Via Costeira e em vários bairros do centro, como Petrópolis. Na praia de Ponta Negra, há uma diversa quantidade de bares e restaurantes movimentados, com músicas ao vivo cantadas em diversos estilos, como axé music, forró, jazz, Música Popular Brasileira (MPB), música latina e rock. Na Praia dos Artistas, vários turistas frequentam os bares e restaurantes; nessa mesma praia está localizado o Complexo de Lazer Chaplin, que é a discoteca mais conhecida de Natal, com várias pistas de dança e música cantada, seja do Brasil ou do exterior. No Centro de Turismo, também localizado na praia dos Artistas, há o tradicional Forró com Turista, evento que acolhe música regional nas quintas-feiras. No bairro da Ribeira, especialmente na Rua Chile, os vários estabelecimentos ali instalados oferecem noites animadas, principalmente por grupos de rock.

Espaços teatrais

No bairro da Ribeira está o Teatro Alberto Maranhão, o principal e mais antigo teatro da capital potiguar, administrado pela Fundação José Augusto e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte. Sua construção foi iniciada no final do século XIX, em 1898, e inaugurado oficialmente em 24 de março de 1904 com a denominação Teatro Carlos Gomes. Apresentando inicialmente o formato de um chalé, este espaço cultural já passou por várias reformas em sua estrutura até possuir seu estilo atual, com elementos da arquitetura francesa (art nouveau). Somente em 1957, foi renomeado para Alberto Maranhão, uma referência ao governador do Rio Grande do Norte à época de sua inauguração, conservando esta denominação desde então.

Principais festividades

No final de dezembro e início de janeiro ocorre a tradicional festa dos Santos Reis, copadroeiros de Natal, no bairro homônimo. A festa é comemorada desde a construção do Forte dos Reis Magos, em 1598, e se inicia no dia 28 de dezembro. Sua programação inclui a missa de abertura e os novenários, além da programação sociocultural, que inclui apresentações de bandas musicais e barracas gastronômicas. Os festejos se encerram no dia 6 de janeiro, feriado municipal, com missas e a procissão com a imagem dos Reis Magos, doada pela Coroa Portuguesa em 1753, por algumas ruas de Natal. O Carnaval Multicultural de Natal é festejado em data móvel, podendo ser em fevereiro ou março, antes do início da Quaresma, nos bairros de Rocas, Ponta Negra, Petrópolis e Redinha, além do centro histórico e da Praia dos Artistas. Durante o período de folia ocorrem desfiles de dezenas de blocos carnavalescos e escolas de samba pelas ruas e espaços públicos, sendo considerado pela prefeitura como o evento que mais movimenta moradores e atrai turistas para a cidade, com um público de mais de 500 mil foliões em algumas edições. Os festejos ocorrem ao som de apresentações musicais de variados ritmos, que vão desde o frevo e as marchinhas, acompanhados das danças e indumentárias tradicionais, até o axé e estilos contemporâneos, envolvendo tanto artistas locais quanto de reconhecimento nacional. O evento, que passou por reestruturação em 2014, é organizado e financiado pela prefeitura com apoio da iniciativa privada.

Turismo

Natal é tido como a porta de entrada para o turismo no Rio Grande do Norte, recebendo anualmente um fluxo de mais de dois milhões de turistas, tanto nacionais quanto internacionais. Dentre os principais pontos turísticos estão: Praia de Ponta Negra, a mais movimentada da cidade, que abriga o cartão-postal de Natal e um dos principais do estado, o Morro do Careca; a Fortaleza dos Reis Magos, marco do surgimento da cidade, na foz do rio Potengi; o Centro de Turismo, antiga cadeia pública; o Parque das Dunas, área de preservação ambiental do estado e a Via Costeira (RN-301), oficialmente Avenida Senador Dinarte Mariz, uma via entre o Oceano Atlântico e o Parque das Dunas, que liga as praias de Ponta Negra e Areia Preta, abrigando o Centro de Convenções de Natal e os principais hotéis cinco estrelas da cidade.

Esportes

A cidade se destaca em diversos esportes. O futebol é popular entre os natalenses, que lançaram nomes importantes do futebol brasileiro, como Marinho Chagas, Alberi, Carlos Moura Dourado e José Ivanaldo de Souza por exemplo. Natal também conta com três dos principais times do estado, o América Futebol Clube, o ABC Futebol Clube e o Alecrim Futebol Clube, todos com participações em divisões do Campeonato Brasileiro. O América e o ABC protagonizam uma das mais clássicas rivalidades do futebol nordestino, disputada no chamado Clássico Rei. Dentre os estádios de futebol se destacam a Arena das Dunas, construída no lugar do Estádio João Machado para a Copa do Mundo FIFA de 2014; o Estádio Maria Lamas Farache, de propriedade do ABC; e o Estádio Juvenal Lamartine, que foi inaugurado na década de 20, sendo tombado como patrimônio histórico e cultural do estado.

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Fontes consultadas

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