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Apollo 11

Apollo 11 foi um voo espacial tripulado norte-americano responsável pelo primeiro pouso na Lua. Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin alunissaram o módulo lunar Eagle em 20 de julho de 1969 às 20h17min UTC. Armstrong tornou-se o primeiro humano a pisar na superfície lunar seis horas depois já no dia 21, seguido por Aldrin vinte minutos depois. Os dois passaram por volta de duas horas e quinze minutos fora da espaçonave e coletaram 21,5 quilogramas de material para trazer de volta à Terra. Michael Collins pilotou sozinho o módulo de comando e serviço Columbia na órbita da Lua enquanto seus companheiros estavam na superfície. Armstrong e Aldrin passaram um total de 21 horas e meia na Lua até reencontrarem-se com Collins.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Antecedentes

Os Estados Unidos estavam no meio da Guerra Fria, uma disputa geopolítica com a União Soviética, no final da década de 1950 e início da de 1960. Os soviéticos lançaram em 4 de outubro de 1957 o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial da história. Isto causou temores ao redor do mundo. Ele demonstrou que a União Soviética era capaz de lançar armas nucleares a distâncias intercontinentais ao mesmo tempo que desafiava a reivindicação de superioridade militar, econômica e tecnológica dos Estados Unidos. Isto precipitou a Crise do Sputnik e iniciou a Corrida Espacial. O presidente norte-americano Dwight D. Eisenhower respondeu criando a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) e iniciando o Projeto Mercury, que tinha a intenção de colocar um humano em órbita da Terra. Entretanto, o cosmonauta soviético Iuri Gagarin tornou-se a primeira pessoa no espaço em 12 de abril de 1961, além do primeiro a orbitar a Terra. Foi outro golpe contra o orgulho dos Estados Unidos. Um mês depois, Alan Shepard tornou-se em 5 de maio o primeiro norte-americano no espaço, completando um voo suborbital de quinze minutos. Foi resgatado no Oceano Atlântico e recebeu um telefonema de parabéns de John F. Kennedy, o sucessor de Eisenhower.

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Equipe

Principal

A designação inicial da tripulação reserva da Apollo 9 foi anunciada oficialmente em 20 de novembro de 1967, consistindo em Neil Armstrong, Jim Lovell e Buzz Aldrin como, respectivamente, Comandante, Piloto do Módulo de Comando e Piloto do Módulo Lunar. Lovell e Aldrin tinham anteriormente voado juntos na Gemini XII. As tripulações principais e reservas da Apollo 8 e Apollo 9 foram invertidas devido a problemas de projeto e construção do Módulo Lunar, dessa forma a tripulação de Armstrong se tornou a reserva da Apollo 8. Esses três astronautas assim tornariam-se a tripulação principal da Apollo 11 baseada no esquema normal de rotação da NASA.

Reserva

A tripulação reserva consistia de Lovell, William Anders e Haise como Comandante, Piloto do Módulo de Comando e Piloto do Módulo Lunar. Anders e Lovell voaram na Apollo 8. Anders aceitou no início de 1969 um trabalho no Conselho Nacional Aeronáutico e Espacial para agosto, anunciando que se aposentaria como astronauta depois dessa data. Ken Mattingly foi colocado na tripulação de suporte ao mesmo tempo que treinava com Anders como Piloto do Módulo de Comando reserva, caso a Apollo 11 fosse adiada para além de julho, depois do qual Anders não estaria mais disponível. Lovell, Mattingly e Haise foram depois designados como a tripulação principal da Apollo 13.

Suporte

Cada missão dos Projetos Mercury e Gemini tinha uma tripulação principal e uma reserva. Uma terceira tripulação de astronautas foi adicionada para o Programa Apollo, conhecida como tripulação de suporte. Esta mantinha o plano de voo, lista de checagens e regras da missão, também garantindo que as tripulações principais e reservas fossem notificadas de mudanças. Também desenvolviam procedimentos, especialmente para situações de emergência, assim estivessem prontos para quando as tripulações principal e reserva fossem treinar em simuladores, permitindo a prática e domínio. A tripulação de suporte da Apollo 11 era formada por Mattingly, Ronald Evans e William Pogue.

Controle da Missão

O comunicador com a cápsula (CAPCOM) era um astronauta do Centro de Controle da Missão em Houston, Texas, que era a única pessoa autorizada a se comunicar diretamente com a tripulação da nave espacial. Os CAPCOMs da Apollo 11 foram: Charles Duke, Evans, Bruce McCandless, Lovell, Anders, Mattingly, Haise, Don Lind, Owen Garriott e Harrison Schmitt. Além disso, também havia quatro diretores de voo para a missão, divididos em quatro equipes, que eram: Clifford E. Charlesworth da equipe verde, que atuou no lançamento da missão e durante a atividade extraveicular; Gerald D. Griffin da equipe ouro; Gene Kranz da equipe branca, responsável pela alunissagem; e Glynn Lunney na equipe preta, que trabalhou durante a ascensão lunar.

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Preparações

Emblema

O emblema da Apollo 11 foi desenhado por Collins, que desejava um símbolo para a "alunissagem pacífica pelos Estados Unidos". Ele escolheu como símbolo uma águia careca, o pássaro nacional dos Estados Unidos, seguindo uma sugestão de Lovell. Tom Wilson, instrutor de simulação, sugeriu a adição de um ramo de oliveira no bico a fim de representar a natureza pacífica da missão. Collins também colocou de fundo a superfície lunar e a Terra. A fonte de luz do emblema foi colocada da direção errada; o correto seria que a sombra estivesse na parte inferior da Terra em vez de na esquerda. Armstrong, Collins e Aldrin decidiram que a águia e a Lua estariam em suas cores naturais, além de que a borda deveria ser azul e dourada. Armstrong estava preocupado que a palavra "eleven" ("onze") não seria compreensível para aqueles que não falassem inglês, então escolheram colocar "Apollo 11". Os três também decidiram não colocar seus nomes no emblema, para que assim ele "fosse representativo de todos que trabalharam pela alunissagem".

Chamada

A tripulação da Apollo 10 tinha nomeado sua nave espacial de Charlie Brown e Snoopy. Julian Scheer, gerente assistente de relações públicas, enviou uma carta a George Low, o Gerente do Escritório da Espaçonave do Programa Apollo no Centro de Espaçonaves Tripuladas, sugerindo que a tripulação da Apollo 11 deveria ser menos irreverente na nomeação de sua nave. Os nomes Snowcone para o Módulo de Comando e Haystack para o Módulo Lunar foram usados em comunicações internas e externas durante os estágios iniciais de planejamento. O Módulo Lunar foi oficialmente nomeado de Eagle seguindo o tema de águia muito presente no emblema. Scheer sugeriu que o Módulo de Comando fosse nomeado Columbia devido o Columbiad, o canhão gigante que lançou a nave espacial do romance De la Terre à la Lune de Júlio Verne. Também era uma referência à Colúmbia, o nome histórico dos Estados Unidos. Collins afirmou em 1976 que Columbia era além disso uma referência a Cristóvão Colombo.

Itens

Os astronautas possuíam um kit de preferências pessoais (PPKs): uma pequena sacola que continha itens pessoais de importância que eles queriam levar consigo na missão. Cinco PPKs de 23 gramas cada foram levados pela Apollo 11: três (um para cada astronauta) foram guardados no Columbia antes do lançamento, enquanto os outros dois foram colocados no Eagle. Também voaram na missão 450 medalhões de prata comissionados pela própria NASA contendo o emblema da missão (este com o desenho original de Collins, com o ramo de oliveira no bico da águia) e as datas de lançamento, alunissagem e retorno. O PPK do módulo lunar de Armstrong continha uma peça de madeira da hélice esquerda do Wright Flyer dos Irmãos Wright e um pedaço de tecido de sua asa, junto com um broche de astronauta originalmente presenteado a Slayton pelas viúvas dos astronautas da Apollo 1. A intenção original era para que o broche tivesse voado na missão e presenteado a Slayton depois, porém ele foi entregue a Slayton pelas viúvas depois do incêndio e funeral. Armstrong o levou consigo para a Apollo 11.

Escolha do local

O Conselho de Escolha de Local da Apollo anunciou em 8 de fevereiro de 1968 cinco locais de alunissagem em potencial. Estes foram o resultado de dois anos de estudos a partir de fotografias em alta definição da superfície lunar tiradas pelas sondas não-tripuladas do Programa Lunar Orbiter, além de informações sobre as condições da superfície provenientes do Programa Surveyor. Os melhores telescópios terrestres não podiam obter informações com a resolução exigida pelo Programa Apollo. O local de alunissagem precisava ser próximo do equador lunar com o objetivo de minimizar o combustível necessário, ser livre de obstáculos a fim de minimizar manobras e plano para simplificar a tarefa do radar de pouso. Valor científico não foi uma consideração.

Primeiro homem

A primeira pergunta feita na primeira conferência de imprensa após o anúncio da tripulação da Apollo 11 foi: "Qual de vocês cavalheiros será o primeiro homem a pisar na superfície lunar?". Slayton respondeu que a questão ainda não tinha sido decidida, com Armstrong complementando que a escolha não seria "baseada em desejos pessoais". Uma das primeiras versões da lista de verificação de saída tinha o piloto do módulo lunar saindo da nave espacial antes do piloto do módulo de comando, algo que correspondia ao que havia sido feito em missões anteriores. O comandante nunca antes tinha realizado uma caminhada espacial. Repórteres escreveram no início de 1969 que Aldrin seria o primeiro a caminhar na Lua, com George Mueller, Administrador Adjunto da NASA, confirmando para a imprensa que esse realmente seria o caso. Aldrin tinha ouvido falar que Armstrong seria o primeiro a pisar na Lua por ser um civil, algo que o deixou furioso. Ele tentou persuadir outros pilotos do Módulo Lunar de que deveria ser o primeiro, porém todos responderam cinicamente para aquilo que consideravam uma campanha de lobby. Slayton, tentando conter um conflito interdepartamental, disse a Aldrin que Armstrong seria o primeiro porque este era o comandante da missão. A decisão foi anunciada oficialmente em 14 de abril, dando como motivo o projeto da escotilha do Módulo Lunar.

Pré-lançamento

O estágio de ascensão do Módulo Lunar de número LM-5 chegou no Centro Espacial John F. Kennedy em Cabo Kennedy, Flórida, em 8 de janeiro de 1969, seguido pelo estágio de descida quatro dias depois, enquanto o Módulo de Comando e Serviço de número CM-107 chegou no dia 23 de janeiro. Havia várias diferenças entre o LM-5 e o LM-4 usado na Apollo 10; a versão mais nova tinha uma antena de rádio VHF para facilitar a comunicação com os astronautas durante a atividade extraveicular na superfície lunar, um motor de subida mais leve, maior proteção termal no trem de pouso e um pacote de experimentos científicos chamado de Pacote Inicial de Experimentos Científicos da Apollo. A única mudança na configuração do Módulo de Comando era a remoção de parte do isolamento da escotilha dianteira. Os Módulos de Comando e Serviço foram unidos em 29 de janeiro e transferidos em 14 de abril do Edifício de Operações e Checagem para o Edifício de Montagem de Veículos.

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Missão

O Eagle reencontrou com o Columbia às 21h24min UTC do dia 21 de julho, com os dois acoplando onze minutos depois. O estágio de subida foi descartado na órbita lunar às 23h41min UTC. Foi comentado pouco antes do voo da Apollo 12 em novembro que o Eagle provavelmente ainda estava orbitando a Lua. Relatórios posteriores da NASA mencionaram que a órbita do Módulo Lunar tinha decaído e que ele tinha caído em um "local desconhecido" na superfície lunar. Em 23 de julho, a última noite antes da amerrissagem, os três astronautas fizeram uma transmissão em que Collins comentou: Um rolamento na antena da estação de rastreamento em Guam falhou durante a viagem de volta para a Terra, potencialmente impedindo a comunicação entre a Apollo 11 e o Controle da Missão durante a última parte do retorno. Consertos regulares não eram possíveis no tempo disponível, porém Charles Force, o diretor da estação, fez com que seu filho de dez anos Greg usasse suas mãos pequenas para poder alcançar o equipamento e passar graxa. Armstrong depois enviou uma carta de agradecimento a Greg.

Lançamento

Estima-se que aproximadamente um milhão de pessoas assistiram ao lançamento das rodovias e praias próximas ao Cabo Kennedy. Espectadores incluíam o general William Westmoreland, Chefe do Estado-Maior do Exército, quatro membros do Gabinete Presidencial, dezenove governadores estaduais, quarenta prefeitos, sessenta embaixadores e duzentos parlamentares. O vice-presidente Spiro Agnew assistiu ao lançamento ao lado do ex-presidente Lyndon B. Johnson e da ex-primeira-dama Lady Bird Johnson. Por volta de 3,5 mil jornalistas também estavam presentes; mais ou menos dois terços eram norte-americanos, enquanto os restantes vinham de 55 países diferentes. O lançamento foi televisionado em 33 países, com uma audiência estimada de 25 milhões apenas nos Estados Unidos. Milhões ao redor do mundo também acompanharam através do rádio. O presidente Richard Nixon assistiu o lançamento de seu escritório na Casa Branca acompanhado de Frank Borman, astronauta da Apollo e seu oficial de ligação na NASA.

Descida

Armstrong e Aldrin entraram no Eagle às 12h52min00s UTC de 20 de julho e iniciaram as preparações finais para a realização da descida lunar. O Eagle se separou do Columbia às 17h44min00s. Collins permaneceu sozinho no Columbia e inspecionou o Eagle enquanto este manobrava na sua frente a fim de garantir que a nave não estava danificada e que os trens de pouso estavam propriamente estendidos. Armstrong exclamou em seguida: "O Eagle tem asas!". Aldrin e Armstrong iniciaram sua descida e logo perceberam que estavam passando por marcos da superfície dois ou três segundos mais rápidos do que o esperado, relatando que estavam "longe"; isto significava que o Eagle estava viajando muito rápido e que alunissariam quilômetros ao oeste do local planejado. O problema pode ter sido causado por mascons, altas concentrações de massa que podem ter alterado a trajetória da nave espacial. Gene Kranz, o Diretor de Voo, especulou que isso poderia ter sido o resultado de uma pressão do ar extra no túnel de acoplagem, ou que poderia também ser o resultado da manobra de pirueta do Eagle.

Alunissagem

Armstrong viu que o alvo de alunissagem do computador estava em uma área pedregosa próxima de uma cratera de 91 metros de diâmetro, depois determinada como sendo a Cratera Oeste, assim assumiu o controle semiautomático. Armstrong considerou alunissar próximo do campo pedregoso para que assim pudessem coletar amostras geológicas, porém não foi capaz pois a velocidade horizontal do Módulo Lunar era muito alta. Aldrin informou os dados de navegação durante a descida já que Armstrong estava ocupado pilotando o Eagle. A nave já estava a 33 metros da superfície e os astronautas sabiam que seu suprimento de combustível estava acabando, com Armstrong estando determinado a alunissar no primeiro local possível.

Caminhada

As preparações para a atividade extraveicular começaram às 23h43min UTC. Elas demoraram mais do que o esperado: três horas e meia em vez de duas. Tudo que era necessário tinha sido disposto organizadamente durante os treinamentos na Terra, porém na Lua a cabine do Módulo Lunar estava cheia de outros itens, além de listas de checagens, pacotes de comida e ferramentas. O Eagle foi despressurizado assim que Armstrong e Aldrin finalmente ficaram prontos para saírem. A escotilha foi aberta às 2h39min33s UTC. Armstrong inicialmente teve dificuldades de passar pela escotilha junto com seu sistema portátil de suporte de vida. Alguns dos maiores batimentos cardíacos registrados dos astronautas da Apollo ocorreram durante a saída e volta do Módulo Lunar. Começou sua descida até a superfície lunar às 2h51min. Os controles da unidade de controle remoto em seu peito impediram que Armstrong enxergasse seus pés. Enquanto descida pela escada de nove degraus ele acionou um botão para estender a montagem de armazenamento de equipamentos modulares que estava dobrada na lateral do Eagle e ligar a câmera.

Subida

Aldrin entrou no Eagle primeiro. Os astronautas conseguiram com alguma dificuldade levantar os filmes e as caixas contendo 21,55 quilogramas de amostras da superfície para a escotilha do Módulo Lunar usando um dispositivo de polia de cabo chamado de Transportador de Equipamento Lunar. Este mostrou-se uma ferramenta bem ineficiente e, em missões posteriores, o método preferível de se carregar equipamentos e amostras foi na mão. Armstrong lembrou Aldrin sobre um saco de itens memoriais dentro do bolso de sua manga, com o segundo passando-o para o primeiro. Armstrong então pulou para o terceiro degrau da escada e subiu no Módulo Lunar, transferindo o suporte de vida para aquele do Eagle. Os astronautas diminuíram o peso do estágio de subida ao jogarem fora suas mochilas com o suporte de vida portátil, galochas lunares, uma câmera Hasselblad vazia e outros equipamentos. A escotilha foi fechada às 5h01min UTC. Eles pressurizaram o Módulo Lunar e foram dormir.

Em órbita

Collins nunca se sentiu solitário durante o dia que passou orbitando a Lua sozinho a bordo do Módulo de Comando e Serviço. Apesar de ter sido dito que "desde Adão nenhum humano conheceu tal solidão", ele se sentiu muito parte da missão. Collins escreveu alguns anos depois que "esta ventura foi estruturada para três homens e eu considerei que meu terço era tão necessário quanto os outros dois". Passava 48 minutos sem contato de rádio com a Terra toda vez que o Columbia passava atrás da Lua, porém Collins relatou que o sentimento que sentiu não foi de medo ou solidão, mas sim de "consciência, antecipação, satisfação, confiança, quase exultação".

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Legado

Cultural

Humanos caminhando na Lua e retornando em segurança para a Terra realizou o objetivo estabelecido por Kennedy oito anos antes. Pedaços do discurso do ex-presidente foram colocados na tela do Controle da Missão durante a alunissagem junto com os dizeres "TAREFA REALIZADA, julho de 1969". O sucesso da Apollo 11 demonstrou a superioridade tecnológica dos Estados Unidos sobre outros países, além de ter dado a vitória para os norte-americanos na Corrida Espacial. Novas frases entraram no cotidiano popular. "Se eles podem enviar um homem para a Lua, então porque eles não podem..." tornou-se um ditado comum após a Apollo 11. As famosas palavras de Armstrong ao pisar pela primeira vez na superfície lunar também entraram na memória pública e geraram incontáveis paródias.

Espaçonaves

O Columbia, depois do retorno, também entrou em uma viagem de comemoração pelos Estados Unidos, passando por 49 capitais estaduais, pelo Distrito de Columbia e por Anchorage no Alasca. Foi transferido em 1971 para o Instituto Smithsoniano e passou a ser exibido publicamente no Museu Nacional do Ar e Espaço em Washington. Era uma das principais peças da exposição Milestones of Flight logo na entrada no museu, compartilhando o espaço junto com outros veículos aéreos de destaque como o Wright Flyer, o Spirit of St. Louis, um Bell X-1, um North American X-15 e o Friendship 7. O Módulo de Comando foi levado em 2017 para o Hangar de Restauração Mary Baker Engen, localizado no Centro Steven F. Udvar-Hazy em Chantilly, Virgínia, para ser preparado para uma nova viagem por quatro cidades chamada Destination Moon: The Apollo 11 Mission. Estas incluíram o Centro Espacial Houston de 14 de outubro de 2017 a 18 de março de 2018, o Centro de Ciências de Saint Louis entre 14 de abril e 3 de setembro de 2018, o Centro Histórico Senador John Heinz em Pittsburgh de 29 de setembro de 2018 até 18 de fevereiro de 2019 e o Museu do Voo de Seattle de 16 de março a 2 de setembro de 2019.

Pedras lunares

O principal repositório das pedras lunares da Apollo fica na Instalação de Laboratório de Amostras Lunares dentro do Centro Espacial Lyndon B. Johnson em Houston. Há também uma coleção menor que fica guardada na Instalação de Testes de White Sand perto de Las Cruces, Novo México. A maioria das pedras são guardadas em nitrogênio para mantê-las livres da umidade. Elas são manuseadas apenas indiretamente através de ferramentas especiais. Mais de cem laboratórios de pesquisa ao redor do mundo realizam estudos nas amostras, com aproximadamente quinhentas amostras sendo preparadas e enviadas para estudiosos todos os anos. Nixon pediu para a NASA em novembro de 1969 que preparasse por volta de 250 presentes de amostras lunares da Apollo 11 para serem entregues a 135 países, os cinquenta estados norte-americanos e suas possessões e às Nações Unidas. Cada um incluía um pouco de poeira da Lua coletada por Armstrong e Aldrin. As partículas eram quatro pedaços minúsculos de solo lunar que pesavam aproximadamente cinquenta miligramas que foram colocados dentro de um botão de acrílico do tamanho de uma moeda. Essa botão magnificava o tamanho das partículas. As amostras lunares da Apollo 11 foram presenteadas por Nixon em 1970 como gestos de boa vontade.

Aniversários

A revista Life lançou em 15 de julho de 2009 uma galeria de imagens inéditas dos astronautas tiradas antes do lançamento da Apollo 11. A NASA transmitiu em seu website de 16 a 24 de julho os áudios originais da missão em tempo real exatamente quarenta anos depois do ocorrido. A Biblioteca e Museu Presidencial John F. Kennedy estabeleceu no mesmo mês um website que retransmitiu as transmissões da Apollo 11 do lançamento até a alunissagem. Gravações de áudio e imagens feitas no Controle da Missão durante a descida da Apollo 11 na Lua foram ressincronizados em julho de 2010 e disponibilizados pela primeira vez. Armstrong, Collins e Aldrin se encontraram com o presidente Barack Obama na Casa Branca em 20 de julho de 2009, dia do aniversário de quarenta anos da alunissagem. Obama na ocasião falou que "Nós esperamos que haja, enquanto conversamos, outra geração de crianças lá fora que estão olhando para o céu e serão os próximos Armstrong, Collins e Aldrin", também afirmando que "Queremos garantir que a NASA esteja lá para ele quando eles quiserem fazer suas jornadas". Um ato do Congresso presenteou os três astronautas em 7 de agosto com a Medalha de Ouro do Congresso, a maior condecoração civil dos Estados Unidos. O projeto de lei foi patrocinado pelo senador Bill Nelson e pelo deputado federal Alan Grayson, ambos da Flórida.

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Fontes consultadas

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