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Aplastodiscus lutzorum

A Aplastodiscus lutzorum é uma espécie de perereca fascinante, pertencente à família Hylidae e endêmica do bioma Cerrado, no Brasil. Descoberta em 2017, ela se destaca por suas características únicas, como o tamanho reduzido, a íris bicolorida e uma vocalização distintiva, que a diferenciam de outras espécies do gênero. Sua presença é um testemunho da rica biodiversidade do Cerrado, habitando florestas de galeria em altitudes elevadas.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 22/07/2026

Pontos-chave

  • É uma perereca endêmica do Cerrado brasileiro, descrita em 2017.
  • Distinta por seu tamanho reduzido (30-36 mm), íris bicolorida e vocalização longa.
  • Habita florestas de galeria com buritis, acima de mil metros de altitude.
  • Nomeada em homenagem aos cientistas brasileiros Adolfo e Bertha Lutz.
  • Sugerida como 'pouco preocupante' devido à sua distribuição em áreas protegidas.
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Descoberta e Classificação

A Aplastodiscus lutzorum foi formalmente descrita em 3 de janeiro de 2017, por uma equipe de pesquisadores brasileiros na revista científica ZooKeys. Análises taxonômicas a posicionaram no gênero Aplastodiscus, especificamente no clado Aplastodiscus perviridis. A nova espécie foi diferenciada por seu tamanho menor (30 a 36 milímetros), íris bicolorida e uma vocalização significativamente mais longa em comparação com outras espécies do clado. Exames genéticos realizados nos Estados Unidos e na Coreia do Sul confirmaram sua singularidade. A espécie foi nomeada em homenagem aos cientistas brasileiros Adolfo e Bertha Lutz, pioneiros no estudo do gênero Aplastodiscus, elevando o número total de espécies no gênero para 15.

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Onde Vive e Como Está

A Aplastodiscus lutzorum é uma espécie endêmica do bioma Cerrado, no Brasil, com ocorrência confirmada nos estados de Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal. Todos os indivíduos observados foram encontrados em florestas de galeria, que são ambientes úmidos e sombrios, caracterizados pela presença de buritis (Mauritia flexuosa) esparsos. Esses habitats estão localizados acima de mil metros de altitude. A espécie compartilha seu ambiente com outras pererecas, como Hypsiboas ericae e H. albopunctatus. Embora ainda não tenha sido avaliada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), taxonomistas sugerem que, devido à sua ocorrência em parques ambientais como o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, ela seja categorizada como 'pouco preocupante' (LC), assim como outras espécies da região.

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Características Físicas

Imagem: Bianca V.M. Berneck, Ariovaldo A. Giaretta, Reuber A. Brandão, Carlos A. G. Cruz, Celio F.B. Haddad · BY-SA · Openverse

Os indivíduos da Aplastodiscus lutzorum apresentam um tamanho que varia entre 30 e 36 milímetros. Sua cabeça é notavelmente mais larga do que comprida, com um focinho arredondado quando visto de perfil e ligeiramente menos arredondado dorsalmente. O canthus rostralis é curvo e a região loreal é côncava, com narinas ovais e estrias entre elas. Uma dobra supratimpânica distinta se estende do olho até a inserção do antebraço. O tímpano é quase circular, com um diâmetro equivalente a 48,5% do diâmetro do olho. A pálpebra superior e o dorso são suaves, e uma dobra torácica é perceptível. Possuem um único saco vocal externo, subgular e extensível. Os dedos são finos e longos, sem margens laterais, terminando em pequenos discos arredondados. A espécie não possui prepollex, almofada nupcial ou dobra supracloacal. A principal variação entre os indivíduos da mesma espécie reside no tamanho e na densidade dos cromatóforos marrons na pele.

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Hábitos e Reprodução

Os cientistas observaram uma fêmea de Aplastodiscus lutzorum com oócitos visíveis em meados de dezembro, indicando seu período reprodutivo. Os machos vocalizam entre dezembro e março, preferencialmente em florestas ribeirinhas, empoleirados em galhos e folhas a até cinco metros de altura da água. Curiosamente, a espécie também pode coaxar em solos úmidos e lamacentos, com muitos arbustos, especialmente em florestas secundárias que se desenvolvem após a remoção da floresta primária. Os girinos da espécie ainda são desconhecidos. As vocalizações de advertência são longas e repetitivas, com um padrão médio de 39 vocalizações por minuto. O coaxar assemelha-se a um apito, durando entre 0,26 e 0,40 segundos. A frequência mínima varia de 1.494 a 1.732 Hz, e a máxima de 2.334 a 2.647 Hz, com uma modulação frequencial ascendente que atinge seu ápice entre 49% e 70% da duração da vocalização.

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Fontes consultadas

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