Apicultura
Apicultura é a ciência, ou arte, da criação de abelhas com ferrão. Trata-se de um ramo da zootecnia. A criação racional de abelhas para o lazer, ou fins comerciais, pode ter como objetivo, por exemplo, a produção de mel, própolis, geleia real, pólen, cera de abelha e veneno, ou mesmo fazer parte de um projeto de paisagismo, no Brasil não é possível porque as abelhas africanizadas são mais defensivas e requer uma distância mínima de 400 metros de qualquer aglomeração de pessoas e animais. Além disso, as abelhas são importantes polinizadoras.
Foram encontrados pedaços de âmbar transparente envolvendo abelhas em pesquisas arqueológicas. As teorias dizem que já existiam abelhas há 42 milhões de anos, idênticas às atuais. Mas o que se têm de fato, é o relato do uso do mel pelas civilizações mais antigas traçadas pela história, sendo uma delas os Sumérios. Há registro gráfico de arte rupestre representado abelhas datando do neolítico em caverna na área onde hoje fica Valência (Espanha). Outra representação antiga está gravada na tumba da Ramessés IX, no Egito, essa datando de 1 100 a.C. Na obra de Eva Crane (Honey, a Comprehensive Survey), encontramos informações de que os sumérios, que se estabeleceram na Mesopotâmia por volta de 5 000 a.C., já usavam o mel. Dos textos sumérios que sobreviveram até os nossos dias são conhecidas duas passagens que falam a respeito do mel. Três mil anos depois, esta região seria conhecida por Babilónia. Os Babilónios já usavam o mel também na medicina. Posteriormente, os hititas invadiram a Babilónia. No código hitita, por volta de 1 300 a.C., aparecem as primeiras referências em uma legislação que regula algo a respeito de mel e abelhas.
Nos pomares de laranja,maçã, uva e outras frutas cultivadas comercialmente é comum os agricultores contratarem apicultores para polinizarem as flores, a render grande produtividade, tanto de frutas, como de mel. Este tipo de atividade chama-se apicultura migratória, porque o apicultor descarrega um caminhão de colmeias no centro do pomar durante a floração, e depois retira as colmeias no fim da floração. Nestes casos a retirada dos enxames é importante, pois tratando-se de uma monocultura, as abelhas não terão alimento (néctar de flor) após a floração, e irão consumir todo o mel estocado dentro das colmeias.
Colmeia é o nome dado a uma colônia de abelhas ou ao abrigo construído para ou pelas abelhas. As abelhas utilizam a colmeia para abrigar sua progenitura, criá-las e estocar o mel. As abelhas domesticadas têm suas colmeias construídas em apiários. Uma colmeia geralmente possui 80 mil abelhas, cuja maioria são fêmeas (obreiras (português europeu) ou operárias (português brasileiro)). O número de fêmeas em relação aos machos é dado através do número de ouro (divina proporção). A colmeia evoluiu junto com o desenvolvimento da apicultura, de colmeias rudimentares às atuais colmeias modernas de construção padronizada. Seguindo determinados critérios as colmeias podem ser classificas por de algumas formas como: por sua técnica de construção, por sua disposição das alças (português europeu) ou melgueiras (português brasileiro) ou pela posição dos caixilhos na colmeia.
Classificação das colmeias
Quanto a técnica de construção as colmeias podem ser classificas em : Quanto a disposição das melgueiras (área ou o corpo da caixa que contem os favos destinados ao acúmulo de mel), as colmeias podem ser classificadas em : Quanto a disposição dos caixilhos na colmeia, eles podem ser perpendiculares ao lado do alvado (abertura de acesso das abelhas) ou pode ser paralelos ao alvado, o que confere uma diferença no fluxo de ar e distribuição térmica no interior da colmeia, neste aspecto teremos:
Colmeias padronizadas
Como exemplo da diversidade de padrões de colmeias ainda em uso no Brasil, na região de São Lourenço do Sul, no Rio Grande do sul entre os apicultores a colmeia Schenk é a mais usada (36%), seguida pela Langstroth (34%), Curtinaz (28%), a colmeia sem padrão representa 1,26%, e a colmeia Schirmer tem menos de 1% de utilização.
Existem muitos equipamentos quem podem ser usados na apicultura e há muitos acessórios disponíveis em lojas especializadas como as vestimenta de proteção, luvas, fumigadores, coletor de pólen, apanhadores de zangões, alimentadores, protetores de realeira, gaiolas de transporte, centrífuga e garfo desoperculador etc. Contudo alguns são básicos e necessários seja para a apicultura doméstica ou comercial como a vestimenta de proteção, fumigador,ferramentas etc. Outros equipamentos como os desoperculadores automáticos, centrífuga de cera dos opérculos, ou fusores de cera só fazem sentido em uma grande escala comercial, pois o pequeno apicultor pode adaptar e usar recursos simples compatíveis com sua escala de produção. A carretilha de fixação do arame na cera alveolada é usada após a fixação das lâminas de cera nos caixilhos por aquecimento elétrico dos arames armados no caixilho. Esta dispositivo ajuda a melhorar a fixação da cera no arame é usado quando a cera já esfriou, passando a carretilha levemente sobre o arame e a cera fazendo a cera fixar sobre o arame.
Vestimenta de proteção
A maioria dos apicultores usam alguma roupa de proteção. Apicultores novatos geralmente usam luvas e um roupa fechada, chapéu e um véu com capuz, enquanto apicultores experientes, por vezes, optam por não usar luvas porque inibem manipulações delicadas. O rosto e pescoço são as áreas mais importantes para proteger, por isso a maioria dos apicultores usam, pelo menos, um véu. A abelhas defensivas são atraídas pela respiração, e uma picada na face pode levar a muito mais dor e inchaço do que uma picada em outro lugar, enquanto uma ferroada em uma mão nua geralmente o ferrão pode ser rapidamente removido por raspagem (com a unha) para reduzir a quantidade de veneno injetado. As roupas de proteção são geralmente de cores claras (mas não fortemente coloridas) e de um material suave. Isso proporciona a diferenciação máxima de predadores naturais da colônia (como ursos e gambás) que tendem a ser de cor escura e peludos. As picadas retidas no tecido da roupa continuam liberar um feromônio de alarme que atrai a ação agressiva e mais ataques pungentes. Lavar as roupas regularmente e enxaguar as luvas no vinagre minimiza atração. Para climas quentes as roupas de proteção podem se adicionar aberturas de ventilação em várias áreas do peito e costas protegidas com uma tela ou tecidos duplos.
Fumigador
O fumigador é uma invenção de Moses Quinby em 1875. Tem a função de produzir fumaça, sendo esta essencial para um manejo seguro com as abelhas. Os fumigadores consistem de um fole da qual o ar é soprado para dentro da câmara de combustão em que o apicultor queima combustíveis sólidos naturais. Existem modelos modernos que são vendidos sem fole manual, sendo este substituído por uma ventoinha eléctrica a bateria que é ativada por um interruptor. O fumigador manual é geralmente composto de tampa, fole, fornalha, grelha e bico. O fumigador que hoje é utilizado pelos apicultores brasileiros foi desenvolvido no Brasil, a partir do modelo anteriormente utilizado, de dimensões menores, após o processo de africanização que as abelhas sofreram no País. O modelo brasileiro por apresentar maior capacidade de armazenamento da matéria-prima a ser queimada, propicia a produção de fumaça por períodos mais longos, sem a necessidade frequente de abastecimento. O desenvolvimento desse fumigador, juntamente com outras técnicas de manejo foram fundamentais para a continuidade da apicultura no Brasil, pois viabilizou o manejo das abelhas africanizadas.
Efeitos das ferroadas e medidas de proteção
Alguns apicultores acreditam que mais ferroadas um apicultor receba, menos irritação cada ferroada causa, e eles consideram importante para a segurança do apicultor ser picado algumas vezes por temporada. Apicultores têm altos níveis de anticorpos (principalmente a imunoglobulina G) reagindo à principal antígeno do veneno de abelha, fosfolipase A2 (PLA). Anticorpos estão relacionados com a frequência das ferroadas das abelhas. A entrada de veneno de uma ferroada de abelha no corpo também pode ser dificultada e reduzida pela roupas de proteção que permitam ao usuário remover os ferrões e os sacos de veneno com um simples puxão na roupa. Embora o ferrão seja farpado, é menos provável que uma abelha operária se aloje em uma roupa do que na pele humana.
Formão apícola para manejo dos caixilhos
Um formão com uma ponta de espátula e a outra curvada, que serve de alavanca para a manipulação de caixilhos com favos de mel. É um elemento importante, com uma extremidade é possível separar dois já que as abelha fixam com própolis a colmeia e com a outra extremidade é usada para levantar as caixas com os favos que também está preso com própolis que as abelhas recolhem. Pode ser difícil remover um caixilho do interior de uma colmeia sem o do formão ou algo equivalente, as abelhas sempre unem todas as partes móveis da colmeia com própolis.
Vassoura apícola
Esta ferramenta de grande utilidade no momento da coleta dos caixilhos com mel, usada para varrer as da abelhas aderidas favo, empurrando-as para a colmeia e assim evitando que sejam conduzidas para a sala de extração de mel. O varrer sempre induz a agressividade das abelhas sendo então recomendado que a escova esteja molhada com água para acalmá-las. Além de vassouras manuais estão disponíveis aparelhos separadores de abelhas formados por diversas escovas em duas versões, escovas estáticas ou motorizadas, no primeiro é o apicultor que desloca favo e esfrega contra escovas separando as abelhas e, no segundo caso é um pequeno motor que faz girarem as escovas apenas necessário colocar o favo no centro do aparelho para remover as abelhas. As vassouras são construídos com vários tipos de materiais como cerda, palha ou plástico.
Cera alveolada
A cera de alveolada é uma folha de cera de abelha com 2 ou 3 milímetros de espessura, que através de máquinas especializadas são gravados hexágonos a partir do quais a abelha constrói as células ou alvéolos usadas para reprodução ou para o depósito mel e pólen. Esta lâmina é fixada dentro dos caixilhos de madeira, onde a abelha constrói favo usando a cera alveolada como num processo chamado de estiramento da cera. A lâmina de cera alveolada é fixada em arames horizontais ou verticais que cruzam o caixilho que é unido a este por um processo de fusão, que é realizada por aquecimento com um sistema de resistência eléctrica ou por passagem de uma corrente eléctrica de baixa tensão (12V) pelos arames, que aumentam a sua temperatura permitindo que a cera incruste e fixe ao longo dos arames. No mercado estão disponíveis lâminas alveoladas feitas de plástico que são recobertos com cera de abelha, embora o uso da lâmina de cera ser predominante pela sua aceitação imediata pelas abelhas e a facilidade para reutilização por fusão quando enegrecida pelo uso. As lâminas de plástico necessitam um processo especial para o reúso quando enegrecidas, para evitar que seja danificado a gravação o inicial dos alvéolos.
A manutenção de um apiário exige visitas frequentes do apicultor para as tarefas de remoção de mato perto das colmeias, revisão das caixas e colheita, dentre outros serviços no apiário, na preparação das colmeias e quadros, . Durante a revisão o apicultor verifica se há excedente de mel para colheita, se a rainha está fértil (a produzir crias), se não há formigas, se não há traças, se existe cera em quantidade suficiente. Os favos serão levantados para verificar estes itens. O serviço é trabalhoso porque um apiário comporta aproximadamente 30 colmeias e cada ninho ou melgueira tem 10 quadros/favos e a colmeia poderá ter além de um ninho várias melgueiras. Apicultores profissionais podem ter centenas de colmeias espalhadas em dezenas de apiários. Assim o apicultor costuma trabalhar com um ajudante, e instalar o apiário sempre em local de fácil acesso para carro, ou caminhão.
Identificação da rainha por cores
Para controlar a idade das rainhas na colmeia, já que isto é determinante para produtividade e controle da enxameação, os apicultores usam marcar as rainhas, que são pintadas na parte superior do tórax com um código de cores de acordo com seu ano de nascimento. Assim pode-se manter o controle do ano em que nasceram e facilmente verificar qualquer alteração de rainha quando esta não estiver pintada ou a idade de uma rainha em uma colmeia. O código de cores usado para marcar é como segue: Branco para os anos terminados em 1 e 6; Amarelo para os anos terminados em 2 e 7. Vermelho para os anos terminados em 3 e 8. Verde para os anos terminados em 4 e 9. Azul para os anos terminados em 5 e 0. Alguns apicultores usam também uma identificação externa da caixa com este mesmo padrão de cores para facilitar mais a identificação. O quadro abaixo resume o código de cores.
Castas
Uma colônia de abelhas consiste de três castas de abelhas: A abelha rainha é a única fêmea sexualmente madura na colmeia e todas as abelhas operárias (do sexo feminino) e os zangões (do sexo masculino) são sua prole. A rainha pode viver por até três anos ou mais e pode ser capaz de colocar o meio milhão de ovos ou mais, em sua vida. No pico da estação de procriação, ao final da primavera para o verão, uma boa rainha pode ser capaz de colocar 3.000 ovos em um dia, mais do que seu próprio peso corporal. Isso em uma condição excepcional no entanto; uma rainha prolífica pode em um pico por 2.000 ovos por dia, mas uma rainha média pode colocar apenas 1.500 ovos por dia. Uma rainha é gerada a partir de um ovo de uma operária normal, mas a larva é alimentada com uma quantidade maior de geléia real, do que uma abelha operária normal, resultando em um crescimento e metamorfose radicalmente diferente. A rainha influencia a colônia pela produção e disseminação de uma variedade de feromônios ou "substâncias rainha". Um desses produtos químicos suprime o desenvolvimento de ovários em todas as abelhas operárias fêmeas na colmeia e as impede de colocar ovos.
Estrutura de uma colônia de abelhas
Uma colônia de abelhas domesticadas é normalmente alojadas em uma colmeia feita de uma caixa retangular em que oito a dez caixilhos paralelos (no caso da colmeia Langstroth) que abrigam as placas verticais de favos que contêm os ovos, larvas, pupas e alimentos para a colônia. Se fôssemos cortar uma seção transversal vertical através da colmeia de lado a lado, o ninho ou a área de criação apareceria como uma bola oval medindo aproximadamente 5-8 caixilhos e os dois caixilhos externos em cada lado da colmeia tendem a ser utilizados exclusivamente para o armazenamento de longo prazo de mel e pólen. Dentro da câmara de criação central, um único caixilho de favo tem, tipicamente, um disco central de ovos, larvas e células de cria seladas que podem estender-se quase até as extremidades do caixilho. Imediatamente acima da ninhada forma-se um arco de células preenchidas com pólen que se estende de um lado para outro, e mais acima um arco mais amplo de células cheias de mel estende até o topo do caixilho. O pólen é um alimento rico em proteínas para o desenvolvimento de larvas, enquanto que o mel também é alimento mas primariamente rico em energia em vez de proteína rica. As abelhas enfermeiras que cuidam da prole em desenvolvimento secretam um alimento especial chamado 'geleia real' depois de alimentar-se de mel e pólen. A quantidade de geleia real que uma larva é alimentada, determina se ela se desenvolve em uma abelha operária ou em uma rainha.
Ciclo anual de uma colônia de abelhas
O desenvolvimento de uma colônia de abelhas segue um ciclo anual de crescimento que começa na primavera com uma rápida expansão do ninho de criação, logo que o pólen está disponível para a alimentação das larvas. Alguns casos a produção de ninhada pode começar ainda no inverno, mesmo em um inverno frio, mas a reprodução acelera para um pico no final do outono, produzindo uma abundância de abelhas coletoras em sincronia com o maior disponibilidade de néctar na região. Cada raça de abelhas programa este ciclo de crescimento de maneira ligeiramente diferente, dependendo do pico de floração na flora de sua região original. Algumas regiões da Europa têm dois picos de disponibilidade de néctar: uma no final da primavera e outra no final de outono. Outras regiões têm apenas um único pico de néctar. A habilidade do apicultor reside em predizer quando o pico de néctar irá ocorrer em sua área e na tentativa de assegurar que suas colônias atinjam uma população máxima de colhedoras, exatamente no momento certo.
Reprodução na colônia: enxameação e substituição
Todas as colônias são totalmente dependentes de sua rainha, que é a única a por ovos. No entanto, mesmo as melhores rainhas vivem apenas alguns anos, normalmente um ou dois anos de longevidade. Uma rainha pode escolher se quer ou não para fertilizar um óvulo, enquanto ela coloca-o; se ela o fecunda se desenvolve em uma abelha operária fêmea; se ela põe um ovo não fertilizado este se torna um zangão do sexo masculino. Ela decide qual o tipo de ovo para que vai colocar dependendo do tamanho da células abertas que ela encontra no favo. Em uma pequena célula operária ela coloca um ovo fertilizado; Se ela encontra uma célula maior de zangão, ela põe um ovo não fertilizado zangão.
Fatores que desencadeiam o enxameamento
É geralmente aceito que uma colônia de abelhas não enxame até que tenham completado todos os seus favos de cria, ou seja, preenchido todo o espaço disponível com ovos, larvas, e ninhada. Isso geralmente ocorre no final da primavera num momento em que as outras áreas da colmeia estão rapidamente sendo preenchidas com estoques de mel. Um fator chave do instinto de enxameação é quando a rainha não tem mais espaço para colocar ovos e a população da colmeia está se tornando muito congestionada. Sob essas condições, um enxame primário pode ser emitido com a rainha, resultando em uma redução para a metade da população dentro da colmeia, deixando a antiga colônia com um grande número de abelhas para incubação. A rainha que deixa encontra-se em uma nova colmeia sem ovos e sem larvas mas muitas abelhas energéticas jovens que criam um novo conjunto de favos de cria do zero em um tempo muito curto.
Enxameamento artificial
Quando uma colônia perde acidentalmente sua rainha, que é chamada de "colmeia sem rainha". As abelhas operária percebem que a rainha está ausente depois de pouco tempo, que pode ser em menos de uma hora, enquanto seus feromônios desaparecem na colmeia. A colônia não pode sobreviver sem uma rainha fértil mantendo uma postura dos ovos para renovar a população, então as abelhas operárias selecionam células que contenham ovos com idade inferior a três dias e ampliam essas células drasticamente para formar "células de emergência". Estas são semelhantes a grandes estruturas na forma de amendoim com uma polegadas de comprimento (25,4 mm) que fixam no centro ou do lado dos favos. A larva em uma célula de desenvolvimento de uma rainha é alimentada de forma diferente de uma abelha operária comum; além do mel normal e pólen, ela recebe uma grande quantidade de geléia real, um alimento especial segregado por abelhas enfermeira jovens nas glândulas hipofaríngeas. Este alimento especial modifica drasticamente o crescimento e desenvolvimento da larva de modo a que, após a metamorfose e pupa, emerge a partir da célula como uma abelha rainha. A rainha é a única abelha em uma colônia que tem ovários completamente desenvolvidos, e ela segrega um feromônio que suprime o desenvolvimento normal dos ovários em todas as abelhas operárias.
Entre os insetos sociais a comunicação é particularmente importante: é em fator de coesão a coordenação das ações do grupo. As abelhas se comunicam por contato (através do contato das antenas), quimicamente (por meio da emissão de feromônio) e através das danças.
Comunicação pelo contato da antena
Abelhas controlam aspectos importantes do seu comportamento social através da antena direita. Pesquisadores demonstraram que nas abelhas há um fenômeno lateralização do sistema nervoso relacionado ao comportamento social. Para testar a hipótese de que a lateralização dos centros nervosos das antenas também envolvem comportamentos sociais, os pesquisadores removeram uma das duas antenas em algumas abelhas, e então as reinseriram em seu ambiente e observaram o comportamento. Verificou-se que as abelhas que tinham permanecido com a antena direita poderiam entrar em contato com a outra mais rapidamente do que a que possuía apenas a antena do lado esquerdo, interagindo de um modo mais positivo, por exemplo, com a extensão tromba característica. Os insetos que haviam sido removidos a antena direita estavam mais propensos a apresentar um comportamento agressivo, muitas vezes mostrando o aguilhão e a mandíbula as outras abelhas, mesmo para aqueles de suas colmeias. Estas observações abriram a porta para estudos sobre a existência de uma lateralização também ligadas a outras formas de comportamento social das abelhas, por exemplo, a dança da comunicação, o que poderia beneficiar deste fenómeno.
Comunicação pelo feromônio
A glândula Nasanoff está localizada na superfície dorsal do abdómen das abelhas, e produz um feromônio com múltiplas funções. É usado para marcar a entrada da colmeia, ou um lugar interessante como fonte de néctar, ou água, ou um lugar de interrupção temporária da enxameação. Para espalhar o feromônio, abelhas expôem seu abdômen e o movem no ar ao seu entrono, junto com o bater das asas. O cheiro do feromônio orienta outras trabalhadoras. Tendo um papel chave na vida da colônia, a rainha emite quantidades consideráveis de feromônio, de vários tipos. Eles distinguem os produzidos pelas glândulas mandibulares, a partir das glândulas abdominais e aqueles emitidos a partir da extremidade das pernas. O feromônio mandibular é composto por 5 compostos que são ativos apenas quando juntos. O feromônio mandibular está espalhado por todo o corpo da rainha em contato com os trabalhadores. É rapidamente difundida na colmeia através da troca de alimentação, o contato entre indivíduos e devido à sua volatilidade. A principal função deste feromônio é inibir a criação de rainhas. Quando a rainha envelhece sua produção de feromônio mandibular diminui, e quando ele morre aos trabalhadores construir as células reais, tendo em vista a sua substituição.
Comunicação pela dança das abelhas
A abelha comunica a localização, extensão e natureza das fontes de néctar através de uma dança em forma de 8 (oito), realizado com taxas diferentes, dependendo da distância e direção da fonte de alimento da colmeia. Uma abelha coletora retornando para a colmeia de uma área de coleta onde acaba de descobrir, a 60 ° na direção do sol, sobre os favos de mel ela empurra os trabalhadores, levando-os a provar seu néctar e sentir o cheiro da qual ela mesma é impregnado. Então ela começa a descrever círculos concêntricos em torno de uma célula do favo. Agora, sabendo o gosto e o cheiro de néctar, a partir desta apresentação, sabem também que ele está localizado a menos de 100 metros de distância, outras abelhas operárias coletoras vão encontrar rapidamente a fonte, apesar de não ter qualquer indicação de direção.
Os agentes comuns de doenças que afetam as abelhas adultas incluem fungos, bactérias, protozoários, viroses, parasitas, e venenos. Os sintomas visíveis exibidos por abelhas adultas afetadas são muito semelhantes, qualquer que seja a causa, o que torna difícil para o apicultor, em muitos casos, determinar as causas dos problemas, sem identificação microscópica de microrganismos ou análise química dos venenos. Desde 2006 perdas de colônias pela síndrome de colapso das colônias aumentou em todo o mundo, embora as causas da síndrome são, até agora, desconhecidas. Nos EUA, os apicultores comerciais tem aumentado o número de colmeias para compensar as maiores taxas de perdas.
Doenças virais
Síndrome 1 Tremores anormais das asas e do corpo ocorrem. As abelhas não podem voar, e muitas vezes rastejar no chão e até hastes da planta. Em alguns casos, as abelhas rastejantes podem ser encontradas em grandes números (1000 +). As abelhas se juntam no topo do cacho ou nas barras superiores da colmeia. Eles podem ter abdômen inchado devido à distensão do saco de mel. As asas estão parcialmente espalhadas ou deslocadas. Síndrome 2 As abelhas afetadas são capazes de voar, mas são quase sem pelos. Eles aparecem escuros ou pretos e parecem menores. Têm um abdômen relativamente largo. Eles são muitas vezes mordiscados por abelhas mais velhas na colônia e isso pode ser a causa da falta de pelos. Eles são impedidos na entrada para a colmeia pelas abelhas guardas. Poucos dias após a infecção, começa a tremer. Eles então ficam sem voo e logo morrem. Em 2008, o vírus da paralisia crônica das abelhas foi relatado pela primeira vez em Formica rufa e outra espécie de formiga, Camponotus vagus.
Nos últimos anos várias normas foram publicadas no Brasil pela ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas) com o objetivo de padronização, de aumentar a produtividade e a qualidade da apicultura e seus produtos. Segue a lista das normas publicadas (em Junho/2016):
Normas relativas a criação de abelhas
Esta Norma apresenta os princípios e especifica os requisitos básicos para planejar e implementar um sistema de rastreabilidade para a produção de mel no campo, beneficiamento na unidade de extração e processamento no entreposto. Pode ser aplicada por organizações que atuem em qualquer etapa da cadeia produtiva apícola para a produção de mel. Esta Norma especifica os requisitos para instalação e manejo do apiário, coleta e transporte dos favos e extração do mel. Esta Norma especifica os requisitos para fabricação de colmeia do tipo Langstroth. Esta Norma especifica os requisitos para instalação do apiário, manejo das colmeias, coleta, acondicionamento, transporte e armazenamento da própolis.
Normas relativas a avaliação de qualidade do mel
Esta norma estabelece critérios para rastreabilidade de origem do mel. Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica o preparo de amostra para as determinações físico-químicas em mel. Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica o método refratométrico para determinação do conteúdo de umidade em mel. Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica um método para determinação do teor de cinzas em mel. Esta Parte da ABNT NBR 15714 especifica um método para determinação do valor da condutividade elétrica do mel. Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica um método gravimétrico para determinação de sólidos insolúveis no mel. Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica um método para determinação do pH e acidez livre, acidez lactônica e acidez total em mel.


