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Aparelho vestibular

Na anatomia, o aparelho vestibular, também conhecido como sistema vestibular ou labirinto,[carece de fontes?] é constituído por três canais semicirculares e dois órgãos otolíticos, componentes do labirinto membranáceo, que faz parte da orelha interna dos vertebrados - próximo a cóclea - e é responsável pelo equilíbrio humano,[carece de fontes?] funcionando para detectar a posição e o movimento da cabeça, o que permite a coordenação da postura e do equilíbrio, simultaneamente à interação com o sistema nervoso central, através das fibras nervosas aferentes que provém das cristas ampulares ou das máculas otolíticas, que atingem a cavidade craniana pelo meato acústico interno. Dessa forma, os centros vestibulares do sistema nervoso integram as informações sensoriais dos órgãos vestibulares periféricos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Canais semicirculares

Imagem: Juliana Coutinho · BY · Openverse

Os canais semicirculares, também chamados de ductos semicirculares, são estruturas compõem o labirinto ósseo juntamente com o vestíbulo e a cóclea. Estes canais estão arranjados em ângulos retos entre si, formando um canal semicircular anterior, um lateral e um posterior. Os canais semicirculares anterior e posterior são verticais e o canal semicircular lateral é horizontal. Cada ducto semicircular membranáceo apresenta uma dilatação chamada ampola membranácea, contendo células receptoras que detectam as movimentações da cabeça, captando informações referentes ao equilíbrio. Os canais semicirculares (CSC) trabalham de dois em dois como par sinérgicos: CSC Lateral direito é par do CSC lateral esquerdo, já o CSC posterior direito é par do CSC anterior esquerdo, por fim, o CSC posterior esquerdo é par anterior direito. Por cada par sinérgico passa um plano espacial. Outrossim, os canais são integrados por endolinfa, sendo responsáveis pela mensuração das acelerações angulares, causadas pela rotação da cabeça ou do corpo que, em situações de movimentação, caminha em direção oposta ao movimento da cabeça e, quando há uma parada repentina da rotação, o líquido continua em movimento. No labirinto membranoso, a endolinfa é produzida pelas células escuras vestibulares, envolve o epitélio sensorial e interage com as células ciliadas dentro do aparelho vestibular. Ademais, possui uma composição alta de gradiente de íons K+ à despolarização da membrana e transmissão nervosa aferente.[carece de fontes?]

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Órgãos otolíticos

Imagem: Mariana Fontes S · CC0 · Openverse

Os órgãos otolíticos são constituídos pelo utrículo e pelo sáculo, ambos contém receptores que suprem informações sobre a posição da cabeça relativamente à direção das forças da gravidade e sobre qualquer aceleração linear da cabeça. Esses receptores são chamados de mácula. Na sua parte interior, estão presentes minúsculas partículas de carbonato de cálcio denominadas otólitos, que tornam a substância mais pesada, permitindo a mudança da direção da força da substância gelatinosa sobre as células pilosas, conforme a mudança de posição da cabeça. Sendo assim, o utrículo é importante para o reconhecimento da direção e orientação do movimento da cabeça no espaço. Os estímulos para o utrículo são as acelerações gravitacionais e outros tipos de acelerações lineares. Já o sáculo é um órgão destinado à percepção de vibrações, funcionalmente mais relacionado com a audição do que com o equilíbrio corporal.

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Cerebelo

O cerebelo vestibular está relacionado com os núcleos vestibulares tendo uma relação fundamental para o controle dos movimentos e do equilíbrio. Para a manutenção do equilíbrio e da postura, o arquicerebelo e a zona medial promovem a contração dos músculos axiais e proximais dos membros mantendo o equilíbrio e a postura normal. Esta influência é transmitida aos neurônios motores pelos tratos vestíbulo-espinhal e retículo-espinhal. Além disso, o cerebelo exerce uma influência reguladora sobre a atividade muscular, recebendo impulsos originados em receptores de articulações, tendões e também de órgãos terminais do sistema visual, auditivo e vestibular. Esses estímulos são essenciais para o controle do movimento.[carece de fontes?] Portanto, a via primária para os reflexos do equilíbrio tem início nos nervos vestibulares, passando próximo aos núcleos vestibulares e ao cerebelo. Após um trajeto, parte por duas vias de impulsos entre estas estruturas e os sinais são enviados aos núcleos reticulares do tronco cerebral, assim como para a medula espinhal. Logo, os sinais que foram enviados para a medula controlam as ações entre a excitação e a inibição dos músculos extensores, controlando automaticamente o equilíbrio.

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Estímulos que ativam o sistema vestibular

Estímulos como a aceleração linear e a aceleração angular da cabeça ativam o sistema vestibular periférico. A aceleração linear ocorre quando o corpo é subitamente deslocado para frente, para trás, para cima e para baixo. A aceleração angular, por sua vez, ocorre quando a cabeça começa a girar em qualquer direção. Logo, o trato vestíbulo-espinhal é responsável por sentir as variações na postura, através de uma via medial-anterior da medula espinhal até os músculos flexores e extensores, adequados para manter o equilíbrio, influenciar a musculatura axial e favorecer a resposta extensora. Seus impulsos partem da região vestibular do ouvido interno e do cerebelo, sendo transmitidos ao neurônio motor por fibras da medula. Contudo, a excessiva estimulação vestibular pode causar náuseas, alterações na pressão sanguínea, sudorese, palidez e vômito. Ainda, existem alterações no sistema vestibular como infecções, traumas, lesões neoplásicas, fístulas endolinfáticas ou insuficiência vascular, por exemplo, que podem ocasionar em desequilíbrio, tontura, movimentos involuntários dos olhos (nistagmo), náuseas e dificuldade para manter a coordenação motora (ataxia). Deste modo, a reabilitação é baseada em mecanismos de plasticidade neural, que consiste na capacidade do sistema nervoso em se recuperar ou se adaptar às novas condições dos órgãos sensoriais do equilíbrio.[carece de fontes?]

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Patologias vestibulares

Existem diversos tipos de patologias relacionadas ao aparelho vestibular, as quais são conhecidas como patologias vestibulares ou labirinto patologias. Dentre elas, são consideradas as mais comuns: vertigem de posicionamento paroxística benigna (VPPB), vertigem postural fóbica, vertigem central, neurite vestibular, doença de Menière e enxaqueca. Basicamente: Portanto, dentre as doenças vestibulares, deve ser determinado se há um comprometimento das estruturas vestibulares centrais ou periféricas, a partir da história clínica e do exame físico do paciente, pois o tratamento e a evolução são diferentes. Na maioria dos pacientes, com o tratamento específico, é possível obter uma boa evolução.

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