AOL
AOL Media LLC, conhecida anteriormente como AOL Inc. e, em sua origem, como America Online, é um portal e uma antiga provedora de serviços online com sede em Nova Iorque. Pertence à Bending Spoons.
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Em janeiro de 2026, a Bending Spoons adquiriu a AOL em um negócio avaliado em aproximadamente US$ 1,5 bilhão. Em um comunicado, Luca Ferrari, diretor-executivo da Bending Spoons, mencionou os 30 milhões de usuários ativos da AOL ao explicar o interesse da compradora. A compra foi concluída em janeiro de 2026. Em fevereiro, a Bending Spoons demitiu mais de 100 funcionários da AOL.
1983–1991: Primeiros anos
A AOL começou em 1983, como um empreendimento de curta duração chamado Control Video Corporation (CVC), fundado por William von Meister. Seu único produto era um serviço online chamado GameLine para o console de videogame Atari 2600, depois que a ideia de von Meister de comprar música sob demanda foi rejeitada por Warner Communications. Os assinantes compraram um modem da empresa por US$ 49,95 e pagaram uma taxa única de instalação de US$ 15. A GameLine permitia que os assinantes baixassem jogos temporariamente e acompanhassem as pontuações mais altas, a um custo de US$ 1 por jogo. Encerrada a ligação telefônica, o jogo baixado permanecia no Módulo Mestre da GameLine até que o usuário desligasse o console ou baixasse outro título.
1991–1999: Expansão na internet
Em fevereiro de 1991, foi lançada uma versão da AOL para computadores compatíveis com IBM PC que rodavam MS-DOS e que usava a interface GeoWorks. A versão para Windows 3.0 chegou um ano depois. Isso coincidiu com o crescimento de serviços online pagos, como Prodigy, CompuServe e GEnie. Durante o início da década de 1990, a assinatura média durava cerca de 25 meses e representava US$ 350 em receita total. Os anúncios convidavam os proprietários de modems a "Experimentar o America Online GRATUITAMENTE", prometendo software gratuito e assinatura de teste. A AOL descontinuou o Q-Link e PC Link no final de 1994. Em setembro de 1993, a AOL acrescentou acesso à Usenet aos seus recursos. O episódio recebeu o nome de "Setembro Eterno". Antes disso, a chegada de novos usuários à Usenet concentrava-se em setembro, quando um grupo menor de calouros das universidades recebia acesso e levava algumas semanas para se acostumar ao serviço. Na mesma época começou uma campanha da diretora de marketing Jan Brandt para distribuir o maior número possível de discos de teste gratuitos da AOL por meio de parceiros de distribuição não convencionais. A certa altura, 50% dos CDs produzidos em todo o mundo tinham um logotipo da AOL. A AOL rapidamente ultrapassou GEnie e, em meados da década de 1990, superou o Prodigy e a CompuServe. O Prodigy permitiu a publicidade da AOL por anos. Em novembro de 1994, a AOL comprou a Booklink e adotou seu navegador para dar aos usuários acesso à web. Em 1996, a AOL substituiu o Booklink por um navegador baseado no Internet Explorer, supostamente em troca da inclusão da AOL no Windows.
2000–2008: AOL Time Warner
Em janeiro de 2000, quando novas tecnologias de banda larga chegavam à área metropolitana de Nova Iorque e em outros lugares dos Estados Unidos, a AOL e a WarnerMedia anunciaram planos de fusão, formando a AOL Time Warner, Inc. Pelo acordo, os acionistas da AOL teriam 55% da nova empresa combinada. A fusão foi concluída em janeiro de 2001. A nova empresa era liderada por executivos da AOL, SBI e Time Warner. Gerald Levin, diretor-executivo da Time Warner, assumiu o mesmo cargo na nova empresa. Steve Case atuou como presidente, J. Michael Kelly, da AOL, foi o diretor financeiro, Robert W. Pittman, da AOL, e Dick Parsons, da Time Warner, foram codiretores de operações. Em 2002, Jonathan Miller tornou-se diretor-executivo da AOL. No ano seguinte, a AOL Time Warner retirou "AOL" do nome. Foi a maior fusão da história quando concluída, com o valor combinado das empresas em US$ 360 bilhões. Esse valor caiu para US$ 120 bilhões quando os mercados reavaliaram a AOL junto aos negócios tradicionais de mídia e televisão a cabo da Time Warner. A queda durou pouco, e o valor da empresa voltou a subir em três meses. No fim daquele ano, as ações das empresas dedicadas somente à internet caíram. Muitas fecharam, e até as mais fortes perderam até 75% de seu valor de mercado. O movimento prosseguiu em 2001, embora a AOL ainda tivesse resultados melhores que empresas tradicionais.
2009–2015: Empresa independente de mídia digital
Em março de 2009, Tim Armstrong, ex-funcionário do Google, foi nomeado presidente e diretor-executivo da AOL. Em 28 de maio, a Time Warner anunciou que posicionaria a AOL como uma empresa independente depois do encerramento da participação acionária do Google no fim do ano fiscal. Em 23 de novembro, a AOL revelou uma nova identidade de marca com logotipo tipográfico "Aol." sobreposto a imagens criadas por artistas encomendados. A nova identidade, projetada por Wolff Olins, foi integrada a todos os serviços da AOL em dezembro de 2009, quando as ações da AOL voltaram a ser negociadas separadamente na Bolsa de Valores de Nova Iorque, sob o código AOL, pela primeira vez desde a fusão com a Time Warner.
2015–2021: Sob o controle da Verizon
Em maio de 2015, Verizon Communications anunciou planos de comprar a AOL por US$ 50 por ação em um negócio avaliado em US$ 4,4 bilhões. A transação foi concluída em 23 de junho. Armstrong permaneceu à frente da empresa. O acordo ampliou as plataformas de vendas de publicidade da Verizon e aumentou sua capacidade de produção de vídeo por meio de sites como HuffPost, TechCrunch e Engadget. A AOL tinha cerca de dois milhões de assinantes do acesso discado quando a transação foi anunciada. Em abril de 2015, a AOL lançou o ONE by AOL, uma plataforma de publicidade programática que reunia canais de compra e plataformas de gerenciamento de público para rastrear e otimizar campanhas em telas de diferentes tipos. Em setembro de 2015, a AOL expandiu o produto com o ONE by AOL: Creative, voltado para agências criativas e de mídia para integrar campanhas de marketing e distribuição de anúncios.
2021–2025: Sob o controle do Yahoo
Em maio de 2021, a Verizon anunciou que venderia 90% de sua divisão Verizon Media para a Apollo Global Management por US$ 5 bilhões, dando origem à segunda empresa independente chamada Yahoo Inc. Em 2025, a AOL encerrou seu serviço de acesso discado à internet.
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A AOL chegou ao Brasil em novembro de 1999 com a intenção de disputar a liderança do mercado nacional de serviços de internet. Problemas nos CDs de instalação prejudicaram o lançamento, e a concorrência de provedores gratuitos e da banda larga reduziu a base de assinantes. A operação latino-americana, criada com o Banco Itaú e o Grupo Cisneros, pediu concordata nos Estados Unidos em 2005. A AOL Brasil encerrou o provimento de acesso em 17 de março de 2006, e sua base de clientes foi vendida ao Terra. Em maio de 2016, a empresa voltou a ter uma operação no país, voltada à venda de publicidade digital e às propriedades online da Microsoft.
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Produtos e serviços atuais
O site da AOL é um agregador de conteúdo e portal de serviços digitais. Sua página inicial reúne notícias, estilo de vida e conteúdo de entretenimento de redes de mídia externas e de parceiros. Além das páginas adaptadas a dispositivos móveis, a AOL produz aplicativos móveis para seus serviços restantes e programas utilitários independentes. AOL Mail é o cliente de e-mail proprietário da AOL. O serviço reúne webmail e atalhos para as manchetes dos sites de conteúdo da AOL. O AOL Plans vende pacotes de segurança e assistência online. Eles podem reunir proteção contra roubo de identidade, ferramentas de segurança de dados e suporte técnico. Em 2017, uma versão paga da suíte de internet, chamada AOL Desktop Gold, foi lançada, disponível por US$ 4,99 por mês após um período de teste. A versão substituiu o programa gratuito anterior. O acesso às versões originais do AOL Desktop terminou em janeiro de 2018, quando a empresa passou a concentrar o desenvolvimento no AOL Desktop Gold e no AOL Shield. Depois do encerramento do AIM, as antigas salas de bate-papo da AOL continuaram acessíveis pelo AOL Desktop Gold até que o sistema de bate-papo foi encerrado permanentemente em dezembro de 2020.
Antigos produtos e serviços
Quando a AOL era proprietária do HuffPost, o ecossistema de conteúdo da AOL reunia mais de 20.000 blogueiros, incluindo políticos, celebridades, acadêmicos e especialistas em política, que escreviam sobre muitos assuntos. Grandes marcas de mídia que pertenceram à AOL, incluindo Engadget, Autoblog, TechCrunch, e Built by Girls, tornaram-se parte da Verizon Media (agora Yahoo) depois da compra da AOL pela Verizon em 2015. Aplicativos móveis e produtos experimentais lançados nessas fases, como Alto, Pip e Vivv, também foram encerrados. A AOL manteve tecnologias e serviços de publicidade em muitos países. A plataforma própria ONE by AOL administrava dados e soluções programáticas e aproveitava tecnologias obtidas com compras como AdapTV (2013), Convertro (2014), Precision Demand (2014) e Vidible (2014). A ONE by AOL tinha duas divisões, ONE by AOL for Publishers e ONE by AOL for Advertisers.
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Na época em que funcionava como uma comunidade e um serviço de plataforma fechada, a AOL recebeu críticas por suas políticas comunitárias, termos de serviço e atendimento ao cliente. Antes de 2006, a AOL enviava seu programa pelo correio em CD-ROMs e disquetes de 8,9 cm. Os discos foram distribuídos em grande número. A certa altura, metade dos CDs fabricados em todo o mundo tinham logotipos da AOL. A tática de marketing foi criticada por seu custo ambiental, e os CDs da AOL foram escolhidos pela PC World como o produto tecnológico mais irritante. A AOL mantinha um conjunto detalhado de diretrizes e expectativas para os usuários, chamado de Termos de uso. Usava a sigla inglesa TOS, ou COS no Reino Unido. As regras eram divididas em três documentos, Acordo de Membro, Diretrizes da Comunidade e Política de Privacidade. Os três acordos eram apresentados aos usuários no momento do registro e a aceitação digital era registrada quando eles acessavam o serviço AOL. Durante o período em que foram usados anfitriões voluntários de salas de bate-papo e moderadores de fóruns, os anfitriões de salas de bate-papo recebiam um breve treinamento online e faziam testes sobre violações dos Termos de Serviço.
Líderes da comunidade
A AOL utilizou um sistema de voluntários para moderar suas salas de bate-papo, fóruns e comunidades de usuários. O programa vinha dos primeiros anos da AOL, quando cobrava por hora pelo acesso e as salas de bate-papo estavam entre os serviços de maior faturamento. A AOL fornecia acesso gratuito aos líderes da comunidade em troca da moderação das salas de bate-papo, e isso reduzia o custo das salas de bate-papo e tornava o serviço mais rentável que outras ofertas da AOL. Havia 33.000 líderes da comunidade em 1996. Todos os líderes da comunidade recebiam treinamento e passavam por um período probatório. Embora a maioria dos líderes da comunidade moderasse salas de bate-papo, alguns administravam comunidades da AOL e controlavam seu layout e design, com até 90% do conteúdo da AOL sendo criado ou supervisionado por líderes da comunidade até 1996.
Disputas de cobrança
A AOL enfrentou ações judiciais sob a alegação de que demorava a interromper a cobrança dos clientes depois que suas contas foram canceladas, pela empresa ou pelo usuário. A AOL alterou seu método de cálculo de minutos usados depois de uma ação coletiva. Até então, a AOL adicionava 15 segundos ao tempo em que um usuário estava conectado ao serviço e arredondava para o minuto inteiro seguinte. Uma sessão de 12 minutos e 46 segundos, por exemplo, era cobrada como 14 minutos. A AOL alegou que isso era para contabilizar o tempo necessário para conectar e desconectar, mas como essa prática não foi divulgada a seus clientes, os autores da ação venceram. Eles alegaram ainda que conectar e desconectar nem sempre levava 15 segundos, sobretudo quando o acesso era feito por outro provedor. A AOL divulgou seus métodos de cálculo de tempo de conexão a todos os seus clientes e concedeu-lhes horas gratuitas adicionais. O programa da AOL também passou a informar o usuário o tempo de conexão e por quantos minutos estava sendo cobrado.
Cancelamento da conta
Muitos clientes reclamaram que os atendentes da AOL ignoravam seus pedidos de cancelamento do serviço e interrupção do faturamento. Depois de receber cerca de 300 reclamações, a Procuradoria-Geral de Nova Iorque abriu uma investigação sobre as políticas de atendimento ao cliente da AOL. A investigação revelou que a empresa tinha um sistema para recompensar funcionários que retinham, ou "salvavam", assinantes que haviam telefonado para cancelar seu serviço de Internet. Em muitos casos, a retenção era feita contra a vontade dos assinantes ou sem o seu consentimento. Os atendentes podiam receber bônus de dezenas de milhares de dólares quando convenciam metade das pessoas que telefonavam para cancelar o serviço a permanecer como clientes. Por alguns anos, a AOL adotou percentuais mínimos de retenção, chamados de save rates, que se esperava que os atendentes cumprissem. Os bônus e as taxas mínimas de retenção faziam com que os funcionários não honrassem os cancelamentos ou tornassem o cancelamento indevidamente difícil para os consumidores.
Marketing direto de discos
Antes de 2006, a AOL frequentemente enviava mala direta não solicitada com disquetes de 8,9 cm e CD-ROMs contendo seu software. A empresa foi quem mais recorreu a essa tática de marketing e recebeu críticas pelo custo ambiental da campanha. A PC World escreveu que, na década de 1990, "você não conseguia abrir uma revista (PC World incluída) ou sua caixa de correio sem que um disco AOL caísse dela". A distribuição em massa foi vista como desperdício e deu origem a grupos de protesto. Um deles era o No More AOL CDs, iniciativa online de dois profissionais de tecnologia da informação para coletar um milhão de discos para devolvê-los à AOL. O site começou em agosto de 2001, e cerca de 410.176 CDs foram coletados até agosto de 2007, quando o projeto foi encerrado.
Software
Em 2000, a AOL foi alvo de uma ação judicial de US$ 8 bilhões. O processo alegava que o AOL 5.0 dificultava o uso de provedores de internet de outras empresas. O processo pedia indenização de até US$ 1.000 para cada usuário que havia baixado o programa até a data do processo. A AOL aceitou um acordo de US$ 15 milhões, sem admitir irregularidades. O programa passou a ter um recurso chamado AOL Dialer ou AOL Connect em Mac OS X. O recurso permitia que os usuários se conectassem ao ISP sem executar a interface completa. Assim, os usuários podiam abrir somente os aplicativos que quisessem, caso não quisessem usar o navegador da AOL. O AOL 9.0 chegou a ser classificado por StopBadware como sendo "sob investigação" por instalar outros programas sem avisar o usuário e por modificar preferências do navegador, barras de ferramentas e ícones. A partir do lançamento do AOL 9.0 VR Vista Ready em janeiro de 2007, ele não era mais considerado nocivo depois das alterações feitas pela AOL no programa.
Grupos de discussão da Usenet
Quando a AOL deu aos clientes acesso ao Usenet em 1993, eles ocultaram pelo menos um grupo de notícias na visualização de lista padrão: alt.aol-sucks. A AOL mantinha o grupo na visualização alternativa, mas mudou a descrição para "Chamas e reclamações sobre America Online". Com os clientes da AOL ocupando os grupos de discussão da Usenet, os antigos usuários passaram a rejeitar a AOL e seus clientes e chamaram a situação de Setembro Eterno. A AOL interrompeu o acesso à Usenet em junho de 2005. A empresa não explicou oficialmente o encerramento e apenas sugeriu aos usuários que acessassem um serviço externo de Usenet, o Google Grupos. A AOL passou a oferecer fóruns de discussão comunitários em vez da Usenet.


