Antônio Vieira de Melo
Antônio Vieira de Melo foi um sertanista, nobre e latifundiário do Brasil colonial. Destacou-se como um dos primeiros desbravadores dos sertões de Pernambuco e Alagoas.
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Nascido na freguesia de Muribeca no ano de 1669, Antônio Vieira de Melo era filho de Bernardo Vieira de Melo, capitão de ordenanças, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, e de sua esposa, Maria Camelo Bezerra. Neto paterno de outro Antônio Vieira de Melo, natural de Cantanhede, capitão na Guerra Holandesa, depois sargento-mor do Cabo de Santo Agostinho, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de São Bento de Avis, com promessa para ingressar como Cavaleiro da Ordem de Cristo, e de sua esposa, Margarida Muniz de Bittencourt, filha de pais madeirenses. Neto materno de Belchior Álvares Camelo, natural do termo de Baião, Capitão-Mor e Alcaide-Mor do Rio de São Francisco, homem riquíssimo, instituidor e primeiro senhor do Morgado das Alagoas, e de sua esposa, Joana Bezerra, sobrinha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda. Herdeiro da grande sesmaria de Ararobá, Antônio Vieira de Melo foi um dos homens mais ricos da Capitania de Pernambuco, senhor de mais de 100 mil hectares de terras dividadas em 27 propriedades rurais, predominantemente de criação de milhares de cabeças de gado, no início da que seria chamada civilização do couro. Conhecido por autoritário e cruel, muitos foram os processos movidos contra ele pelos habitantes das regiões próximas.
Solteiro, teve quatro filhos conhecidos, sendo dois legitimados. A sua descendência se espalhou pela região e originou algumas das principais famílias de Pernambuco. De uma índia desconhecida, possivelmente de etnia cariri ou xucuru: De Leonarda Correia de Melo, mulher de origem incerta, dois filhos legitimados por Carta Régia de 1763 , herdeiros da imensa sesmaria de Ararobá:


