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Antonio Sastre

Antonio Sastre foi um futebolista argentino.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Vida pessoal

Seus pais chamavam-se Eugenio e María, e tiveram outros cinco filhos — um deles, Oscar, também se tornaria jogador de futebol. O pai morreu cedo, fazendo com que Antonio, o filho mais velho, tivesse de agir como o homem da casa desde então. Nas folgas dos trabalhos que arranjava para ajudar no sustento da casa, praticava futebol, jogando regularmente em uma equipe de Avellaneda chamada Progresista. Foi ali que foi descoberto por um ex-jogador do Independiente e da seleção, Manuel Seoane, que o trouxe para um dos grandes clubes de Avellaneda e do país.

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Carreira

Independiente

Sastre chegou ao Independiente aos 19 anos, em 1930. Debutou na equipe principal do Rojo um ano depois, para substituir Alberto Lalín, ídolo do clube nos anos 1920 e que tivera de parar de jogar em função da ruptura do menisco do joelho direito. Originalmente, Sastre jogava na meia-esquerda, mas sua versatilidade logo chamou a atenção. Em 1933, já fazia seu primeiro jogo pela seleção argentina. Já vitorioso na própria seleção, veio enfim a ganhar um título com o Independiente em 1938. O time não conquistava o campeonato argentino desde 1926, ainda na fase amadora do futebol local e, já com Sastre em campo, havia sido vice-campeão em 1932, 1934, 1935 e 1937.[carece de fontes?] O jejum terminou por conta da demolidora linha ofensiva formada por Sastre com Vicente de la Mata e Arsenio Erico, um trio que quebrou recordes de gols e foi o mais goleador do torneio naquele ano e no seguinte, em que os diablos conseguiram o bicampeonato seguido. Foram os primeiros títulos do Independiente na era profissional.[carece de fontes?] De la Mata, por sinal, era um recém-chegado que lhe havia tomado a posição de insider direito. Sastre manteve a categoria jogando no lado esquerdo do posto.

São Paulo

Em 1943 o São Paulo ainda não tinha conquistado nenhum título após sua refundação, em 1935. Leônidas da Silva tinha sido contratado no anterior, mas o clube acreditava que ainda precisava de um "comandante" e foi atrás de Sastre após indicação do jornalista argentino Carlito de la Braga. O Independiente não tinha interesse em vendê-lo, mas acabaria cedendo, especialmente após a intermediação do cônsul brasileiro em Buenos Aires, Roberto Guimarães Bastos, e do empresário Alfonso Doce. Quando Sastre foi contratado, a opinião gerou ficou dividida entre os que aplaudiam e os que atacavam o jogador, especialmente por sua idade avançada para a época, 32 anos. "Em fim de carreira", diziam. Chegaram a apelidá-lo de "DeSastre". Não eram todos, entretanto, que criticavam a contratação. "Com a aquisição de Sastre, enche-se toda a família são-paulina de verdadeiro júbilo", escreveu a Folha da Manhã em 31 de março, "pois sabe perfeitamente que se trata de um remarcado valor que o seu clube, sem medir sacrifícios de qualquer espécie, foi buscar na Argentina, para melhorar ainda mais o nível técnico de seu apurado 'onze' de profissionais".

Gimnasia y Esgrima La Plata

Em 1947, após uma gloriosa estadia no São Paulo, Sastre regressou à terra natal. Considerava-se aposentado dos gramados, mas uma proposta do Gimnasia y Esgrima La Plata o convenceu a estender a carreira por mais uns meses. A equipe havia sido rebaixada à segunda divisão no ano anterior e requisitou os serviços do Cuila para o retorno à elite. Quando ele fez sua primeira partida pelo Lobo, em 7 de junho daquele ano, o certame já vinha se desenrolando havia dois meses.[carece de fontes?] Marcou seu primeiro gol pelo GELP já em sua segunda partida pelo novo clube, contra o Almagro. Ao todo, jogou metade dos jogos restantes que os triperos tinham pela frente, totalizando quatorze partidas entre as 38 do time (Sastre estreou na décima rodada) no torneio, com outros três gols marcados. A última partida pelo Gimnasia foi contra o Los Andes, válida pela penúltima rodada.[carece de fontes?] Ali, com uma vitória simples, por 1 a 0, o Gimnasia garantiu o título (e o acesso) com antecedência, em jogo que foi também o último profissional de Sastre. Às lágrimas, ele despediu-se dos gramados liderando a volta olímpica portando a bandeira da equipe platense.

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Seleção

El Cuila fez sua primeira partida pela Argentina em 1933. Nela, repetiria a polifuncionalidade que exercia no Independiente: atuou nas duas alas e como volante. Em sua estreia, os argentinos venceram pela primeira vez o Uruguai dentro do Estádio Centenário, em um amistoso realizado em 14 de dezembro. Poderia ter ido à Copa do Mundo de 1934, mas a seleção só enviou à Itália jogadores da liga amadora, ao passo que os principais clubes — incluindo aí o Independiente — pertenciam à profissional, ainda de fora da jurisdição da FIFA. Seu maior momento foi no Sul-Americano de 1937, brilhando como lateral-direito e na marcação. A final, contra o Brasil, ficou marcada como o "jogo da vergonha" por conta da atmosfera de intimidação adversária — a Argentina era a sede —, com os brasileiros não conseguindo sequer abandonar o campo. Tim, um dos brasileiros derrotados, todavia, reconheceria depois de anos: "Para falar a verdade, perdemos porque eles jogaram melhor." Ao enumerar os melhores jogadores argentinos, o mesmo Tim afirmou: "Eles tinham o Sastre, o Antonio Sastre… Sastre… Antonio Sastre (…). Para quê citar outros? Sastre era fabuloso e os argentinos tinham um monte de Sastres no seu time". Sastre fora justamente quem anulara Tim, e também a Patesko, nas duas partidas: freava-lhes, tomava-lhes a bola, os driblava e saía jogando.

Jogos

A tabela abaixo resume as aparições de Antonio Sastre pela seleção argentina.

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Morte

Sastre morreu em Buenos Aires, no dia 23 de novembro de 1987. Sobre seu féretro havia uma bandeira do São Paulo.

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Fontes consultadas

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