José Antônio Saraiva
José Antônio Saraiva, também conhecido como Conselheiro Saraiva, foi um advogado e político brasileiro. Foi deputado provincial, presidente de província, ministro dos Negócios Estrangeiros, ministro da Guerra, ministro da Marinha, ministro do Império, presidente do Conselho de Ministros, ministro da Fazenda, senador do Império de 1869 a 1889 e da República de 1890 a 1893.
Mais Informações: Gabinete Saraiva I e Gabinete Saraiva II Exerceu o cargo de Presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro) nos períodos de 28 de março de 1880 a 20 de agosto de 1882 e de 6 de maio de 1885 a 20 de agosto do mesmo ano. Em sua primeira passagem pelo cargo (1880-1882), foi responsável pela aprovação da chamada Lei Saraiva, reforma eleitoral que introduziu o sufrágio direto no Brasil. Na segunda vez (1885), foi co-responsável, juntamente com João Maurício Wanderley, Barão de Cotegipe, pela aprovação da chamada Lei dos Sexagenários (também conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe), que libertou os escravos com 60 anos de idade ou mais. Na madrugada de 16 de novembro de 1889, D. Pedro II chegou a nomeá-lo novamente, no lugar de Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto, mas o fato sequer foi reconhecido, devido à Proclamação da República no dia anterior. Saraiva chegou mesmo a ser aventado como Presidente do Conselho antes de Ouro Preto, ocasião em que acabou por confidenciar ao Imperador sua descrença em um futuro reinado da Princesa Isabel e sua crença na necessidade de "preparar o caminho para a República". Saraiva foi, então, autorizado a levar a cabo um programa de reformas que fornecesse uma base para as futuras instituições republicanas, como a instituição do federalismo; o Conselheiro, contudo, declinou em seguida, passando o cargo para Ouro Preto.
A medida que a economia pecuária entrou em declínio, as elites políticas oeirenses demonstraram a incapacidade de criar alternativas para os destinos da província. Foi esta a situação que deu origem a ideia de transferência da capital para a região da Vila do Poti. A região onde se criaria a nova capital apresentava, segundo o pensamento de Saraiva, as condições para se resolverem os problemas fundamentais que provocavam a crise vivida pela sociedade piauiense da época, pois mudaria o eixo das relações político-econômicas, até então situado no interior da província, numa região de difícil comunicação, que se manteve viva enquanto a pecuária ainda se mostrava capaz de sustentar a região. Essa ousadia de Saraiva lhe rendeu bastante prestígio, devido a sua coragem e capacidade para convencer o povo piauiense, principalmente as oligarquias de Oeiras e Campo Maior, a aderir a nova ideia de progresso que seria a transferência da capital, chegando a assustar até mesmo o governo central do Rio de Janeiro, que acreditou, por um momento, ter sido um erro colocar um jovem para assumir um posto político importante. Porém, futuramente, com o sucesso de seu projeto e sua boa administração em outras províncias, tornou-se um homem de confiança de D. Pedro II.
Foi simultaneamente Presidente do Conselho de Ministros e Ministro da Fazenda.
Imagem: Almanaque Lusofonista · BY · Openverse
Foi simultaneamente Presidente do Conselho de Ministros e Ministro da Fazenda.


