António Sampaio da Nóvoa
António Manuel Seixas Sampaio da Nóvoa GCIP • GCCa • ComRB é um professor universitário português, doutor em Ciências da Educação e História Moderna e Contemporânea (Paris-Sorbonne). Atualmente, é professor catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e reitor honorário da mesma universidade.
Imagem: ORibatejo · BY · Openverse
Natural de Valença, onde nasceu a 12 de dezembro de 1954, filho do juiz Alberto Manuel de Sequeira Leal Sampaio da Nóvoa (1927–2022) e de Saladina do Faro Fernandes Seixas Sampaio da Nóvoa (?–julho de 2014), é o segundo de cinco filhos, quatro irmãos e uma irmã. É descendente direto do historiador Alberto Sampaio (1841–1908), da Casa de Boamense. É nesta casa, situada em Cabeçudos, concelho de Vila Nova de Famalicão, que a família, de raízes fidalgas minhotas, se reúne em férias e festividades. Sampaio da Nóvoa fez a instrução primária na Escola Pública de Caminha, tendo feito dois anos num e terminado a quarta classe na localidade de Nova Oeiras, onde a família se instalou no início de 1964 e reside até hoje. Na adolescência, é convidado por um olheiro da Académica de Coimbra a fazer testes para a equipa de futebol e chega à Universidade de Coimbra com 16 anos, matriculado em Matemática e com um ordenado de jogador juvenil de 1 300 escudos, dos quais 900$00 eram para pagar a residência estudantil.
Pós-25 de Abril
Casa-se com Lénia Real aos 19 anos, a idade que tinha aquando da Revolução dos Cravos. Por esta altura, a intervenção política sobrepõe-se ao teatro e ao Conservatório. Conhece José Afonso e, através deste, associa-se à Liga de Unidade e Ação Revolucionária (LUAR). Nas eleições autárquicas de 1976, dinamiza uma das primeiras listas de cidadãos independentes, a TMUPA – Trabalhadores e Moradores Unidos Pela Autarquia, para concorrer à Assembleia de Freguesia de Parede, concelho de Cascais. Através do teatro, chega à formação de professores, dando aulas de expressão dramática no Magistério Primário de Aveiro, de 1977 a 1979. Em Aveiro, em 1979, chega a fundar o Grupo Experimental de Teatro da Universidade e, por esta altura, lança, com Carlos Fragateiro, os Encontros Internacionais de Teatro e Educação. Estes encontros culminariam, em 1992, na criação, com Fragateiro e outros colegas, da IDEA – Associação Internacional de Drama/Teatro e Educação, ligada à UNESCO e fundada no Teatro Rivoli, e na organização do Congresso Mundial de Teatro, que contou com a presença de Vanessa Redgrave, Glenda Jackson, Eduard Bond, entre outros.
Imagem: Manuelvbotelho · BY-SA · Openverse
Sampaio da Nóvoa foi dos primeiros candidatos a anunciarem a sua candidatura ao Palácio de Belém, tendo-o feito a 29 de abril de 2015, no Teatro da Trindade, em Lisboa, e formalizou-a junto do Tribunal Constitucional a 22 de dezembro, com cerca de 13 000 assinaturas.
Organização da candidatura
O diretor da campanha foi Pedro Delgado Alves, membro da Comissão Nacional do PS e deputado à Assembleia da República, que substituiu o anterior diretor José Romano, também do PS. A comissão de honra foi presidida por Jorge Miranda. A candidatura teve 40 mandatários para as 20 causas escolhidas: um homem e uma mulher para cada. Os mandatários nacionais foram António Correia de Campos, ex-ministro da Saúde e membro do PS, e Teresa Salgueiro, cantora e ex-vocalista dos Madredeus. Os coordenadores nacionais das causas foram Manuel Carvalho da Silva e Gabriela Canavilhas. As causas e respetivos mandatários foram:
Apoios nas eleições
Nóvoa contou desde cedo com vários apoios de partidos e personalidades da esquerda portuguesa, tendo sido o primeiro candidato a ser formalmente apoiado por um partido político. Fernando Henrique Cardoso, antigo presidente do Brasil, referiu-se a Nóvoa como sendo «um velho amigo e ilustre professor que daria um bom Presidente de Portugal. A sua relação com o Brasil é muito boa, ele tem óptimas relações com o Brasil. Eu não posso meter-me em política interna de Portugal mas não tenho dúvida que sim, daria um bom Presidente de Portugal». O antigo reitor, governador, ministro da Educação e senador do Brasil, Cristovam Buarque, proferiu à Visão as seguintes palavras: «Gostaria mesmo era que ele fosse candidato presidencial no Brasil. É capaz de perceber os problemas com uma ótica humanista. Para o mundo, seria bom um presidente como Nóvoa».


