António Domingues
António Pimentel Domingues foi um pintor e ilustrador português.
Filho do escritor Mário Domingues, António Pimentel Domingues nasceu a 1 de Novembro de 1921 em Lisboa. Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio, onde chegou a lecionar, anos mais tarde. Enquanto estudava, trabalhou numa empresa de litografia, onde se especializou em artes gráficas. Frequentou as tertúlias do Café Hermínios, na Avenida Almirante Reis, Lisboa. Influenciados pelo movimento francês, que estendeu-se por diferentes artes, da pintura à literatura, Domingues, Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, juntamente, com outros artistas fundaram o Movimento Surrealista Português em 1940. O movimento francês, por sua vez, congregou figuras como António Pedro, Alexandre O'Neill, Marcelino Vespeira, José-Augusto França ou Mário-Henrique Letria. O artista também foi, desde 1946, militante do Partido Comunista Português. António Domingues foi político anarco-sindicalista, chefe de redação do Diário “A Batalha”, e sócio e periodista da Editorial Globo. Entregou-se à luta político-partidária, deixou alguns poemas e uma contribuição no grande cadavre-exquis de 1948, exposto na primeira exposição do Grupo Surrealista de Lisboa. Na década de 1940 alistou-se no Partido Comunista Português, então na clandestinidade. À data da sua morte era membro da Célula das Artes Plásticas do Sector Intelectual de Lisboa e colaborador de iniciativas do PCP com destaque para a Festa do Avante! e a sua Bienal de Artes Plásticas.


