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António Palolo

António Palolo foi um artista plástico e pintor português.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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Biografia

Nascido em Évora em 5 de Julho de 1946, António Palolo é um autodidata cuja obra emerge precocemente, revelando desde logo uma maturidade invulgar. Expõe individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria 111, Lisboa (galeria à qual irá ficar ligado até ao início da década de 1980). Nos anos imediatos a sua reputação consolida-se. O período entre 1972 e 1974 foi "de grande sucesso para a sua pintura; e foram anos em que a par de uma intensidade de trabalho, pôde viajar e conhecer grandes museus europeus". A retração do mercado após a revolução do 25 de Abril irá afetar a progressão da sua carreira. Ao longo das décadas de 1970, 80 e 90, Palolo marca presença regular no panorama artístico português; envolve-se com uma multiplicidade de galerias e instituições (Galerias: Quadrum, Altamira, Valentim de Carvalho; Sociedade Nacional de Belas Artes, etc.), e apresenta o trabalho em mostras coletivas em Portugal e no estrangeiro.

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Obra

Localizando-se num território ambíguo, entre figuração e abstracção, as suas obras iniciais "são composições desordenadas e caóticas" povoadas por uma multiplicidade de elementos, dos pequenos sinais às formas abstratizantes, "e onde se inscreve uma rigorosa definição geométrica". Esse universo formal evolui rapidamente para um idioma marcadamente Pop, informado "por uma cultura onde abundava a banda desenhada, o folclore hippie, e a fantasiosa alegria das cenas primitivas". As suas colagens de pequeno formato aproximam-se do exemplo de Rauschenberg, e nelas vemos confluir elementos pictóricos abstratizantes, expressivos, juntamente com fragmentos "do universo popular, recortes de jornais, figuras impressas nos meios de comunicação de massas". Irão seguir-se "investidas psicadélicas […] cujos signos desintegram não só a unidade da imagem, mas também desarticulam as conexões com o real", e para onde confluem figuras, elementos abstratos e geométricos, alusões à paisagem, a objetos e fragmentos arquitetónicos, como acontece, por exemplo, em Hórrido o silêncio do teu corpo, 1966.

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Coleções e Museus

Imagem: nfcastro · BY-NC-SA · Openverse

Está representado em inúmeras coleções públicas e privadas, entre as quais: Museu Coleção Berardo, Lisboa; Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Museu do Chiado, Lisboa; Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto. Uma das mais significativas coleções da sua obra, incluindo o famoso "Jardim das Delícias" (1970), está reunida no Centro de Arte Manuel de Brito, no Palácio Anjos, em Algés.

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Fontes consultadas

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