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Mercado

Designa-se por mercado todo o processo de interação humana de troca voluntária de bens e serviços. Estes não se configuram somente como espaços físicos onde agentes econômicos, vendedores e consumidores, se encontram para realizar operações de compra e venda através de uma unidade monetária: são o próprio processo que conduz a esse resultado, que pode ocorrer em qualquer lugar, físico ou virtual, e incidir sobre todo o tipo de bens ou serviços transacionáveis.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/10/2026
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Origem

Imagem: RobertoUrrea · BY-NC-ND · Openverse

Originalmente o termo mercado, do latim, era utilizado para designar o sítio onde compradores e vendedores se encontravam para trocar os seus bens. Para o pensamento econômico os mercados seriam a coleção de compradores e vendedores que interagem, resultando na possibilidade de troca (Pindick e Rubinfield, 1995) e serviriam como forma de governar as transações econômicas que acontecem no seu meio, definidas pela lei da oferta e demanda. Já para a visão jurídica, os mercados seriam apenas a forma achada pela sociedade para proporcionar as trocas de forma organizada. Tais visões levam a um objetivo único dos mercados, já previsto pelo estudioso liberais da economia, o equilíbrio do mercado, pois neste cenário de mercado perfeito todos os compradores e vendedores teriam a mesma informação e seu funcionamento se daria apenas pela procura e pela oferta dos produtos. Porém existe ainda uma outra forma de entender os mercados, por meio do estudo sociológico, que busca entender o comportamento da sociedade frente aos mercados e que vão criticar o cenário previsto de mercado perfeito. Para essa corrente o consumidor presumido pela teoria neoclássica, com informação completa para sua compra, não existe empiricamente. Segundo a autora Fernanda Wanderley, é possível separar esses estudos sociológicos da economia por parte da sociologia em quatro frentes:

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Factores de evolução dos mercados

Imagem: Mr Conguito · BY · Openverse

Um mercado é um sistema que evolui no tempo, sob o efeito de variáveis cuja influência se verifica a curto/médio e a longo prazo. É importante identificar esses factores, os quais ajudarão a perceber o que de mais importante se vai passando no mercado e assim adoptar as estratégias e políticas mais indicadas.

Factores de Evolução do mercado a longo prazo

Estes factores de evolução podem ser objecto de algum controlo e influência por parte dos agentes econômicos, pois nunca podemos esquecer que as empresas são forças activas e actuantes.

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Sociologia do Mercado

Imagem: marcp_dmoz · BY-NC-SA · Openverse

A sociologia do mercado busca explicar a origem e o funcionamento dos mercados a partir de abordagens empíricas e teorias sociais que vão além das formulações tradicionais da economia. Embora não apresente um entendimento unívoco, o campo oferece perspectivas complementares voltadas a compreender como os mercados se constituem e operam na prática, destacando o papel das relações sociais, das normas e das instituições. Com base nos estudos de Neil Fligstein e Luke Dauter, a sociologia enfatiza que os mercados são estruturas profundamente enraizadas na vida social. As interações econômicas não podem ser reduzidas a abstrações teóricas; elas emergem de redes de relações, convenções, padrões culturais e estruturas institucionais que organizam a cooperação e o conflito no cotidiano. As três grandes correntes sociológicas nos estudos dos mercados são: a teoria das redes, que entende os mercados como construções resultantes dos laços sociais e das interações entre atores; a teoria institucionalista, que analisa como normas, regras, mecanismos de poder e instituições moldam o comportamento econômico; e a teoria da performatividade, que argumenta que os mercados se formam a partir da aplicação prática de dispositivos técnicos, modelos e rotinas que orientam a ação dos indivíduos com base em seus contextos culturais e cognitivos.

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Classificação dos mercados

Imagem: Miradortigre · BY-NC · Openverse

O funcionamento de um sistema de mercado se fundamenta em um conjunto de regras, onde se compram e vendem bens e serviços e também fatores de produção. A quantidade demandada por um bem não depende unicamente do preço do bem em consideração, mas de diversos outros fatores, como, por exemplo, preferências do consumidor, preço de outros bens que possam vir a ser substitutos, renda disponível, etc. A quantidade ofertada de um bem também depende de vários factores, tais como tecnologia disponível, preço dos fatores de produção, subsídios, impostos, preço do próprio bem, etc.

Mercado de concorrência perfeita

Segundo Marco António Sandoval de Vasconcellos, o mercado de concorrência perfeita, que também pode ser chamado de mercado perfeitamente competitivo, é o reflexo de um mercado que resulta de uma economia completamente livre, sem barreiras e totalmente transparente. Ele é o ápice da ideologia liberal, sendo a máxima expressão da mão invisível do mercado, em que ele se autorregula, sem a interferência de entes externos. Esse mercado é caracterizado pela sua atomicidade, já que existem inúmeros compradores e vendedores garantindo que nenhum deles possa influenciar de forma decisiva em seu funcionamento, pela homogeneidade no produto, que não proporciona vantagens para nenhuma das partes, fluidez de partes, que garante a livre entrada e saída de capital desse mercado, e transparência nas negociações, já que é característica essencial da livre concorrência que todos os participantes tenham acesso as mesmas informações.

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Marketing e o mercado

Imagem: Dorli Photography · BY-NC-ND · Openverse

Marketing é a gestão dos mercados, fazendo emergir trocas e relações com o intuito de criar valor e satisfazer necessidades e desejos. É um processo através do qual os indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam criando e trocando produtos e valor uns com os outros. Embora muitas vezes pensemos no Marketing como sendo apenas praticado por vendedores, os compradores também participam nas actividades de marketing. Os consumidores fazem marketing quando procuram novos produtos e preços vantajosos, que eles consigam suportar

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Mercadoria

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Mercadoria segundo Karl Marx

Karl Marx em "O Capital" define a mercadoria como tendo um duplo aspecto: a) como valor de uso, a mercadoria é algo concreto, um objeto de consumo, que pode ser imediatamente utilizado para satisfazer uma necessidade ou que pode ser consumido produtivamente - ser usado como meio de produção de outros objetos ou como matéria-prima; b) como valor de troca, a mercadoria é uma coisa que pode ser trocada por outra, diretamente - escambo - ou por meio do dinheiro. Marx afirma que, como valor de troca, as peculiaridades dos objetos são deixadas de lado para considerá-los apenas como quantidades abstratas. Por exemplo, 2 kg de arroz tornam-se iguais a uma caixa de fósforos, enquanto que, como coisas concretas (valores de uso), caixas de fósforos e sacos de arroz não tem nada em comum.

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Fontes consultadas

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